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terça-feira, 7 de novembro de 2017

Casca de ovo é adubo?

Fonte: https://www.greenme.com.br/morar/horta-e-jardim/4331-adubo-casca-de-ovo-2-receitas

Como fazer adubo de casca de ovo - 2 receitas fáceis

casca de ovo
Casca de ovo nós sabemos que são riquíssimas em cálcio, potássio e magnésio, e que é muito bom misturá-las ao composto, à terra dos vasos e da horta. Mas, tem receita que ajuda esses minerais a estarem mais disponíveis para as plantas, bem mais do que estão quando se usa a casca de ovo pura.
Claro que você pode colocar as cascas dos ovos que vai usando, quebradas na mão, diretamente nos seus vasos, ou na composteira mas, os minerais demorarão muito tempo para chegar até a planta.
ovo composto
Para melhorar a disponibilidade destes nutrientes, você deverá moer as cascas até fazer uma farinha fina (1ª receita), ou se aproveitar das reações químicas que os tornam mais disponíveis para as plantas, como mostro na segunda receita:

1° Receita - farinha de casca de ovo

Um dos jeitos é você juntar as cascas de ovos, secar à sombra (para não perder o nitrogênio que contêm), moer tudo no liquidificador até obter uma farinha fininha. Só faça a moagem quando as cascas estiverem bem secas. Junte tudo em um pote de vidro, com tampa e guarde em local fresco.
Serve para fertilizar canteiros, hortas, vasos, árvores. A maioria das plantas agradecerão esse adubo de casca de ovo moída. Use uma colher de sopa por canteiro, ou uma colherinha de café, por vaso. O ideal é não ultrapassar os 50 gramos de pó de casca de ovo por cada metro linear de solo, nas hortas e pomares. Espalhe sobre a terra. Faça essa adubação a cada 40 dias. Se preferir aplicar com maior frequência, divida a dose.
Você também deverá acrescentar casca de ovo, 50 gramos a cada 20 litros de terra, quando for preparar o substrato para fazer novos vasos e canteiros. Algumas plantas não gostam da alcalinização que a casca de ovo em pó vai operar no solo - evite usar em azaleias, prímulas, gardênias, plantas carnívoras, entre outras. Leia mais aqui e veja o video abaixo:

2° Receita - solução de cálcio com casca de ovo

Uma das melhores maneiras para se disponibilizar o cálcio das cascas de ovo para uso direto das plantas é fazendo uma Solução de Cálcio, pela reação química das cascas com o vinagre. Ao juntar cascas secas de ovo com vinagre “teremos uma reação química que irá liberar dióxido de carbono (CO2), restando um sal de Solução de Cálcio em água (H2O), o acetato de cálcio (Ca(C2H3O2)2). Este sal de cálcio liberado pela reação química é mais biodisponível do que em sua forma anterior (CaCO3), o que o torna de alto valor biológico, de fácil e rápida absorção pelas plantas”, como explica o blog MungoVerde.
Para esta preparação você vai precisar de cascas de ovos secas ao sol (vai perder o nitrogênio mas ganhar em rapidez), sem as películas internas, vinagre (de maçã, arroz ou vinho) e um pote de vidro com tampa.
Modo de fazer: seque as cascas ao sol durante 3 dias, remova as membranas e quebre as cascas, com pilão ou com as mãos, em pedaços pequenos. Coloque as cascas em uma panela e leve ao fogo baixo (15 a 20 minutos), mexendo sempre, para consumir qualquer resíduo orgânico que ainda esteja no material. Deixe as cascas esfriarem.
No vidro, coloque as cascas e junte o vinagre na proporção de 1:3, em volume (quer dizer, para 50 ml de cascas piladas junte 150 ml de vinagre). Se usar vinagre de vinho dilua-o com 50% de água.
Tampe o vidro com um pano, ou deixe a tampa frouxa, para que a mistura possa respirar e expelir os gases que se formarão. Guarde o vidro em local fresco, com luz indireta. Todo o processo de fabricação da Solução de Cálcio demorará uns 15 dias - estará terminado quando o líquido não soltar mais bolhas mas, se você acrescentar mais vinagre, a reação ainda continuará por um bom tempo então, quando estiver pronta a primeira reação, retire a solução e guarde-a em uma garrafa, para uso, e volte a acrescentar vinagre às cascas que restaram.
Este adubo deverá ser usado diluído em água, de 30 em 30 dias, como água de rega para as plantas que estão na fase reprodutiva ou que apresentam carência de cálcio.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

PITANGA: UMA FRUTA ESPECIAL, possui antocianinas e carotenóides.

Resultado de imagem para pitangaTenho colhido muitas pitangas de uma muda, que trouxe do bairro Belém Novo em 1997. Aliás esta muda plantada em uma lata de 18 l, foi enterrada por mim no fundo do terreno onde moramos.
Pórem durante uns cinco anos ela não se desenvolvia. Em 2002 iniciei o curso de agronomia na UFRGS e a minha primeira cobaia foi a pitangueira.
Comecei corrigindo a acidez do solo, aplicando calcareo, observei que o crescimento era enorme, mas as frutas eram poucas. Neste ano com aplicação do biofertilizante caseiro, a colheita está estupenda, veja as fotos!
boa semana!

alexandre


A pitanga, fruto da pitangueira (Eugenia uniflora L.), pertence à família botânica das Myrtaceae. É uma planta frutífera nativa do Brasil, da Argentina e do Uruguai. O seu nome vem da palavra tupi "pyrang", que significa "vermelha". Já era apreciada pelos colonizadores que a cultivavam em suas residências, e de seus frutos produziam doces e sucos, além de utilizarem suas folhas na medicina popular. Apesar de sua origem tropical, seu cultivo já se encontra difundido por diversos países, podendo ser encontrada no sul dos Estados Unidos, nas ilhas do Caribe e em alguns países asiáticos. No Brasil, a região nordeste é a única a explorar comercialmente esta fruta de alto potencial econômico.



A pitangueira frutifica de outubro a janeiro, e existe uma grande variação na coloração da fruta, indo do laranja, passando pelo vermelho, e chegando ao roxo, ou quase preto. As folhas da pitangueira têm conhecidas atividades terapêuticas, tendo sido usadas no tratamento de diversas enfermidades, como febre, doenças estomacais, hipertensão, obesidade, reumatismo, bronquite e doenças cardiovasculares. Tem ação calmante, antiinflamatória, diurética, combate a obesidade e também possui atividade antioxidante. Os extratos da folha da pitangueira, assim como de outras espécies nativas, também apresentam atividade contra Trypanosoma congolense (doença do sono), e moderada atividade bactericida, sobre Staphylococcus aureous e Escherichia coli.Há uma variedade de compostos secundários, ou fitoquímicos, já identificados nas folhas da pitangueira, como flavonóides, terpenos, taninos, antraquinonas e óleos essenciais. No entanto, sobre a fruta da pitangueira existem poucos estudos, identificando somente algumas antocianinas e carotenóides.

Pesquisas mostram que o conteúdo de fitoquímicos é maior em pitangas maduras do que semi-maduras e estes compostos de uma maneira geral estão concentrados na película da fruta, ou seja, na casca, sendo encontrados em menores concentrações na polpa. Para a pitanga, isto não chega a ser um problema já que, geralmente, é consumida sem a retirada da fina casca que protege a polpa.

 

Muitos estudos demonstram que o consumo de frutas e hortaliças, principalmente as coloridas, trazem benefícios à saúde. No entanto, nenhum mostra a relação do consumo de pitangas e prevenção ou combate de doenças. Neste sentido, a Embrapa Clima Temperado está iniciando um projeto em que a pitanga será estudada quanto ao seu potencial na prevenção de câncer, uma doença crônica não-transmissível. Em trabalhos preliminares, extratos de pitanga de coloração alaranjada foram testados em algumas linhagens de células cancerígenas (câncer cólon-retal, câncer de pulmão, câncer renal, câncer de mama, câncer de ovário), demonstrando redução na proliferação e viabilidade celular.



Neste projeto será focado o câncer de cólon e serão feitos estudos desde a obtenção e estabilização do extrato, até a identificação dos compostos fitoquímicos e estudos em células cancerígenas de cólon e em animais modificados geneticamente para desenvolver o câncer de cólon. Este projeto conta ainda com a parceria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e da Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos.

Márcia Vizzotto

Pesquisadora da Embrapa Clima Temperado

Contatos: www.cpact.embrapa.br








segunda-feira, 21 de setembro de 2015

O POMAR DOS FREIS





O Frei Marcio conversou sobre o azedume das laranjas colhidas neste ano no pomar. Assim decidimos fazer uma análise de solo do pomar na Casa de Retiros. Na inspeção visual , notamos que as laranjeiras tem entre 20 e 25 anos, muitas com ervas parasitas em seus galhos, os caquizeiros estão com porte pequeno. Provavelmente necessitam de adubação e calagem para corrigir a acidez do solo.
Introduzir o amendoim forrageiro como adubação verde e incorporação de nitrogênio, pode ser uma boa  estratégia..  Aguardem....