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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Embrapa - Biofertilizantes



Biofertilizantes
Autor(es): Talita Delgrossi Barros 
O biofertilizante é um subproduto obtido a partir da fermentação anaeróbica (sem a presença de ar) de resíduos da lavoura ou dejetos de animais na produção de biogás.
Sob forma líquida, o biofertilizante contém uma complexa composição de nutrientes essenciais às plantas (principalmente nitrogênio e fósforo), atuando como fertilizante e também como defensivo agrícola, erradicando pragas, doenças e insetos.
Com um pH básico (aproximadamente 7,5), o biofertilizante também atua como corretivo de pH do solo. Além de não propagar mau cheiro e não ser poluente, a obtenção dos biofertilizantes não apresenta custo, quando comparado aos fertilizantes químicos.

A aplicação do biofertilizante nas plantações favorece a multiplicação de micro-organismos, proporcionando saúde e vida ao solo. Além disso, os biofertilizantes deixam a terra mais porosa, permitindo maior penetração do ar nas camadas mais fundas até as raízes.
Para a utilização direta na lavoura, o líquido retirado do biodigestor pode ser aplicado na região foliar ou mesmo nos caules das plantas. Outra opção é a decantação ou filtração do biofertilizante líquido, produzindo uma massa sólida que, depois de seca, pode ser aplicada direto nas covas ou no solo.

A pulverização do biofertilizante deve ser feita sempre depois de regas ou chuvas, ou nas horas mais frescas do dia. A frequência e época de adubação obedecem ao calendário de cada espécie.

O biofertilizante líquido é absorvido mais rapidamente que o sólido, mas deve ser diluído, entre 2% a 10%, em cada aplicação, de acordo com a necessidade da planta. Quando há pragas ou insetos, a dosagem pode ser maior.

Aplicações únicas não devem ser feitas, visto que podem ocorrer perdas dos nutrientes por erosão e lixiviação, como também deve haver um parcelamento da dose de nitrogênio necessária à planta. Recomenda-se a aplicação até antes da colheita, pois a planta se acostuma com o alimento, e na falta deste pode adoecer.
Cada cultura exige uma quantidade de biofertilizante; portanto, cabe ao agricultor avaliar a quantidade necessária para sua plantação. Análises em laboratório auxiliam na determinação das quantidades exatas de biofertilizantes que devem ser adicionadas ao cultivo.
Os princípios utilizados nos cálculos das quantidades de fertilizantes químicos podem ser aproveitados para os biofertilizantes, podendo obter produtividades semelhantes.
Mas a utilização de biofertilizantes deve ser controlada. Mesmo tendo inúmeras vantagens na sua utilização, o excesso de biofertilizante pode causar desequilíbrios químicos, físicos e biológicos, tornando o solo impróprio para o cultivo de certas espécies, da mesma maneira que os fertilizantes químicos.
O biofertilizante pode substituir parcial ou totalmente os adubos químicos e vem obtendo bons resultados no cultivo de cereais, pastagens e hortaliças. Porém, é importante salientar que é proibida, no Brasil, a aplicação de fertilizante proveniente de dejetos animais no cultivo de hortaliças que são ingeridas cruas.
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domingo, 2 de agosto de 2015

Uso de Cinzas de Lareira na Horta e Jardim

O que são cinzas?
Todo mundo entende que cinzas são o produto final da queima de alguma coisa – na grande maioria de madeira.
Estas podem ser provenientes da lareira doméstica, do fogão à lenha, das fornalhas para produção de carvão, tijolos e de secadores de café, padarias que ainda usam lenha, siderúrgicas e incineradoras.
O resíduo de cinzas da indústria tem sido colocado em áreas abertas, aumentando a poluição do ar, a contaminação do solo e das águas subterrâneas (lençol freático).
As plantas utilizadas na queima em geral são árvores e são atualmente produzidas para queimar e fornecer a energia para mover máquinas, cozinhar alimentos e outros fins.

Uso de Cinzas como Fertilizantes

solo plantaçaoA cinza produzida é um material inorgânico que possui um alto teor de compostos minerais, podendo conter cálcio, magnésio, fósforo – uma espécie de composto mineral que pode ser utilizado para as plantas.
Os agricultores de antigamente usavam as cinzas do fogão para colocar na horta, obtendo um bom resultado.
Em função da agricultura que se expandiu e tornou-se um fator econômico altamente satisfatório, o uso de cinzas foi abandonado.
Agora, para fertilizar o solo, são usados elementos produzidos por moagem de rochas e extração e produção de adubos pelo método químico, devido à exigência de grandes quantidades de nutrientes.

Desvantagens dos Fertilizantes Químicos

A cada nova produção, a lavoura requer nova reposição de fertilizantes para propiciar resultados positivos na próxima safra.
Os fertilizantes químicos têm o argumento de disponibilidade para a planta de forma imediata; por isto a demanda crescente, o que pode ocasionar grandes problemas ambientais, como saturação e contaminação do solo por adubos, escoamento destes com as águas das chuvas, poluindo cursos de água, matando a flora e fauna aquática,etc.
Além disto, para sua produção são necessárias fontes minerais não renováveis, extraídas muitas vezes incorretamente e que estão cada vez mais onerosos para a agricultura.

Fertilizantes Orgânicos

terra paA troca de fertilizantes químicos por orgânicos (biofertilizantes) tem sido estudada e aos poucos formam mais adeptos. O seu uso é renovável, são usados materiais descartados das lavouras.
Em solos com acidez acentuada e inadequada ao cultivo de plantas atualmente é usado o calcário.
Após a realização da análise do solo, um profissional poderá indicar as quantidades de calcário a ser usado, para tornar o pH de acordo com a cultura.

Como as Cinzas Enriquecem o Solo

As cinzas, além de conter elementos simples que são utilizados pelas plantas, têm também o fator de correção de acidez do solo, pois contém cálcio e magnésio.
Em análise laboratorial também mostraram a presença de ferro, boro, zinco e outros micro-elementos necessários para as plantas.
Usar cinzas nos canteiros, colocando o que é resíduo de lareira ou fogão a lenha então será benéfico, pois hortaliças e aromáticas apreciam um pH mais próximo à neutralidade que é 7,0.
Os tomates, espinafres, ervilhas e alho são algumas que se beneficiam.
Para cultivo de plantas aromáticas, como manjericão, hortelã e outras, também podem ser usadas.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Dicas para produção orgânica de hortaliças - Programa Rio Grande Rural




Cada vez mais os consumidores estão exigindo alimentos sadios. E os hortigranjeiros orgânicos são sadios. A agroecologia é uma ciência que ensina técnicos e agricultores a produzir sem agrotóxicos. Em Liberato Salzano, no norte gaúcho, a produção agroecológica de hortaliças está crescendo, para o bem-estar de agricultores e consumidores.

Jornalista Marcela Buzatto
Cinegrafista José Schaefer 
Liberato Salzano - RS

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Controlando a erosão do arroio com soluções simples,após dois anos


outubro 2012

Frente a força das águas e sem recursos financeiros, temos que partir para soluções simples que estão ao nosso alcance.Conservar as matas e ou vegetação ciliar (na beira de cursos dágua) é fundamental.
Utilizei dois vegetais: o capim elefante Pennisetum purpureum e o amendoim forrageiro Arachis pintoi.
Depois de dois anos conseguimos estabilizar a erosão, vejam as fotos.








Em outubro de 2012 plantei o capim elefante para minimizar a erosão do arroio e recompor a mata ciliar. 
Abaixo a foto do mesmo local em setembro de 2013. Agora plantei 20 mudas de uva-do-japão atrás da linha dos capim elefantes.
outubro 2012

setembro 2013
novembro 2014
Vejam que após dois anos, não conseguimos enxergar o solo na margem esquerda, devido ao crescimento do capim elefante.
Adubei nosso pomar de laranjeiras do céu com o biofertilizante e já observei o crescimento das mudas de amendoim forrageiro que havia plantado nas entrelinhas das laranjeiras em julho deste ano.

 O amendoim forrageiro é uma excelente adubação verde, que fixa o nitrogênio do ar no solo, melhorando a qualidade e diversidade.Suas raízes crescem até 40 cm de profundidade, por isso estabiliza a erosão.

amendoim forrageiro


terça-feira, 11 de novembro de 2014

Compostagem versus desperdício de resíduos orgânicos



Parabens a esta iniciativa em São Paulo desenvolvida pela ONG Morada da Floresta!!
A Morada da Floresta instalou um sistema de compostagem para grandes volumes na Universidade Mackenzie em São Paulo/SP.


O sistema será usado para compostar parte dos resíduos produzidos na praça de alimentação do Campus de São Paulo, além de produzir adubos naturais (húmus de minhoca e biofertilizante líquido) que serão usados na horta medicinal e na Horta de Educação Ecológica da Universidade.


Compostagem Empresarial da Morada da Floresta na Universidade Mackenzie from Graviola Vídeos on Vimeo.

Quem quiser mais informações sobre o sistema acesse o link abaixo:

moradadafloresta.org.br

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Os efeitos do biofertilizante no controle de pragas e doenças

Os efeitos do biofertilizante no controle de pragas e doenças de plantas têm sido bem evidenciados. Efeitos fungistático, bacteriostático e repelente sobre insetos já foram constatados. Santos e Sampaio (1993)verificaram uma propriedade coloidal do biofertilizante que provoca a aderência do inseto sobre a superfície do tecido vegetal. Os autores destacaram também o efeito repelente e deterrente de alimentação contra pulgões e mosca-das-frutas. Medeiros et al. (2000b) verificaram que o biofertilizante a base de conteúdo de
rúmen bovino e composto orgânico Microgeo reduziram a fecundidade, período de oviposição e longevidade de fêmeas do ácaro-da-leprose dos citros, Brevipalpus phoenicis, quando pulverizado em diferentes concentrações.

O estudo comprovou que o biofertilizante agiu por contato direto e residual e também funcionou de forma sistêmica na planta. Esses mesmos autores comprovaram que este biofertilizante agiu sinergicamente com Bacillus thuringiensis e o fungo B. bassiana, reduzindo a viabilidade dos ovos e sobrevivência de larvas do bicho-furão-dos-citros (Ecdytolopha aurantiana A ação antibiótica e indução de resistência sistêmica da planta são provavelmente os principais mecanismos de ação do biofertilizante sobre a praga (D´ANDRÉA; MEDEIROS,2002).

Os fenômenos podem estar diretamente associados à complexa e pouco conhecida composição química e biológica dos biofertilizantes. Um composto coloidal, de consistência mucilaginosa (goma) e de composição ainda não conhecida, foi observado por Medeiros (2000b), causando a  imobilização e morte do ácaro B.phoenicis sobre a folha devido à obstrução de seu sistema digestivo.
 
O que são biofertilizantes líquidos?

Os biofertilizantes possuem compostos bioativos, resultantes da biodigestão de compostos orgânicos de origem animal e vegetal. Em seu conteúdo são encontradas células vivas ou latentes de microrganismos de metabolismo aeróbico, anaeróbico e fermentação (bactérias, leveduras, algas e fungos filamentosos) também metabólitos e quelatos organominerais em solutos aquoso.

Segundo Santos e Akiba (1996), os metabólitos são compostos de proteínas, enzimas, antibióticos, vitaminas, toxinas, fenóis, ésteres e ácidos, inclusive de ação fito-hormonal produzidos e liberados pelos microrganismos. As modificações genéticas pelas quais as plantas cultivadas e os animais passaram, permitiram adaptações em diferentes ambientes.

Embora os avanços científicos e tecnológicos tenham permitido enormes progressos, o desenvolvimento da atividade agrícola, pela própria natureza, perturba de alguma forma o meio ambiente em relação à sua situação natural. São exemplos, os problemas graves de deterioração dos solos, e a grande multiplicação de “pragas e doenças” agrícolas.

Surgem nos diversos setores sociais discussões em torno da “agricultura sustentável”. Nesta, o conceito de sustentabilidade  não pode ter o aspecto estático, comumente implícito no tempo, pelos quais os sistemas agrícolas são considerados sustentáveis quando a produção é pensada como fator isolado. Um conceito dinâmico é mais apropriado e atende a evolução e ao desenvolvimento da sociedade. Muitas práticas agrícolas podem ter sido denominadas sustentáveis no passado, ou mesmo no presente, segundo as condições socioeconômicas, edafoclimáticas e demais características locais. Num conceito dinâmico, a sustentabilidade deve levar em conta as mudanças temporais nas necessidades humanas, especialmente relacionadas a uma população crescente, bem como uma adequada percepção da relação ambiental com a agricultura, salienta Paterniani (2001).

Surge então a necessidade de promover estilos alternativos de agricultura ou a implementação de técnicas dentro dos sistemas já existentes, no sentido de garantir a viabilidade agrícola sob seus diversos aspectos. Frente a essa problemática, apresentam-se neste trabalho, algumas considerações sobre o uso de biofertilizantes líquidos na agricultura,que vem mostrando bons resultados em algumas formulações já testadas e que podem ser aplicadas de forma alternativa na proteção de plantas. Essa estratégia é indicada principalmente para as pequenas propriedades, onde os recursos financeiros e tecnológicos são escassos, aproveitando-se subprodutos da agropecuária que muitas vezes são descartados.

fonte :Biofertilizantes líquidos e sustentabilidade agrícola
Marcos Barros de Medeiros*
Juliano da Silva Lopes**

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Fertilizantes caseiros para orquídeas

Escrito por Tracy Morris Traduzido por Caroline Bezerra

         

Fertilizantes caseiros para orquídeas
As orquídeas são umas das poucas plantas que oferecem uma variedade de cor, forma e tamanho
Entre os entusiastas de flores e plantas no mundo, nenhum é tão cheio de zelo quanto aqueles que amam a orquídea. Isso porque poucas plantas oferecem essa variedade infinita de cor, forma e tamanho e ainda se adaptam a casas e apartamentos em todo o mundo. E embora alguns considerem o cultivo da orquídea difícil, sua manutenção é fácil uma vez que você entende o básico. O primeiro passo é fertilizar suas orquídeas.

Nitrogênio

Ao fazer fertilizantes caseiros para as orquídeas, é fundamental lembrar que elas precisam mais do que as plantas comuns que o fertilizante seja rico em nitrogênio. Isso porque elas não se desenvolvem em vasos com solo. O substrato de uma orquídea geralmente consiste de uma casca de árvore. A casca é o lar de bactérias que adoram nitrogênio e normalmente consomem a maior parte dele nos fertilizantes, deixando muito pouco para a própria orquídea.

Chá

Saquinhos de chá usados são ricos em nitrogênio e especialmente bons para orquídeas. Em comparação aos fertilizantes comerciais, esses saquinhos possuem matéria orgânica não é tóxica e não têm cheiro ruim. Para usá-los, basta abrir e esvaziar o conteúdo no vaso da orquídea. Reaplique uma vez por mês nos meses de primavera e verão.

Leite ou leitelho

Leite e manteiga são produtos de origem animal ricos em nitrogênio por causa de seu teor de proteínas. Além disso, como a maioria das pessoas os usam em suas casas, são produtos fáceis de encontrar e usar. Para utilizar o leite como fertilizante, pegue uma caixa de leite vazia, encha-a com água e agite. Os restos do leite serão transferidos para a água. Você pode regar suas orquídeas com a água leitosa.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Fertilizante verde a base de bactérias naturais

Produto feito à base de bactérias naturais da cana-de-açúcar promove maior crescimento da lavoura e reduz uso de fertilizantes químicos, o que gera benefícios para os agricultores e o meio ambiente.
Por: Camille Dornelles
Publicado em 04/11/2013 | Atualizado em 04/11/2013
Fertilizante verde
Biofertilizante produzido a partir de bactérias presentes na cana-de-açúcar promete melhorar a produção brasileira dessas plantações, hoje a maior do mundo. (foto: Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo/ Flickr – CC BY 2.0)
O Brasil se consagra como o maior produtor mundial de cana-de-açúcar, com 426 milhões de toneladas por ano, e é responsável por mais da metade do açúcar refinado comercializado no mundo, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Para atingir o patamar de produção esperado, a cana-de-açúcar necessita de doses crescentes de fertilizante nitrogenado.
Pensando em melhorar os resultados dessas plantações, a agrônoma Verônica Reis, do Centro Nacional de Pesquisa de Agrobiologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Agrobiologia), desenvolveu um biofertilizante a partir das bactérias que fazem a captação de nitrogênio do ar e o transferem para a planta. O uso do produto pode minimizar o emprego de fertilizantes nitrogenados.
A novidade do produto está na mistura de cinco bactérias de espécies diferentes, todas obtidas a partir da própria planta. “No Brasil, já se usam bactérias fixadoras de nitrogênio com essa finalidade, mas de maneira isolada”, afirma Reis. “Foi a partir de estudos com as combinações dos microrganismos que verificamos a eficiência de unir cinco estirpes diferentes”, revela.
Estudos mostraram um aumento médio geral de 14% na produção das lavouras que levaram uma dose do biofertilizante
Os pesquisadores testam diferentes bactérias fixadoras de nitrogênio desde a década de 1990. A combinação de Gluconacetobacter diazotrophicus, Herbaspirillum seropedicae, Herbaspirillum rubrisubalbicans, Azospirillum amazonense e Burkholderia tropica foi a que se mostrou mais eficaz.
Reis explica que o processo de produção do biofertilizante é bastante simples: “as bactérias são isoladas da própria cana e multiplicadas em meios de cultivo em laboratório”. Para a aplicação, as cinco espécies são misturadas em água. A inoculação do produto deve ser feita no plantio da cana e após cada corte.
Segundo a agrônoma, estudos mostraram um aumento médio geral de 14% na produção das lavouras que levaram uma dose do fertilizante em comparação com plantações que não receberam o produto. “As plantas germinam mais rápido, acumulam biomassa mais cedo e suas raízes são estimuladas a crescer mais depressa”, garante.
Cana-de-açúcar com e sem biofertilizante
O uso do novo biofertilizante promove maior crescimento da raiz, das folhas e do caule da cana-de-açúcar em comparação com a aplicação de nitrogênio ao solo. (fotos: Willian Pereira e Renan Pedula Oliveira)
Os resultados prometem aos agricultores uma economia anual de 30 quilos de nitrogênio (normalmente usado nas lavouras para acelerar o processo de crescimento) e 50 mil toneladas de fertilizantes químicos (que podem ser danosos ao meio ambiente).
Mas ainda não há previsão para a comercialização do novo fertilizante. Para chegar ao mercado, o produto ainda precisa passar por testes industriais e ser aprovado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. “Os testes demoram, mas são necessários para se obter um produto que realmente faça a diferença”, conclui.

Camille Dornelles
Ciência Hoje On-line

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Técnica Rural - Frutas e Hortaliças - Bagaço de Uva



O técnica rural foi até Garibaldi, na serra gaúcha, conhecer o trabalho de uma empresa que usa o bagaço da uva como matéria prima para a produção de fertilizante. O resultado final é um composto orgânico que melhora as condições do solo e aumenta a produtividade. (Exibido em 13/09/2013) Teve dificuldade para assistir ao vídeo? Clique aqui

FONTE CANAL RURAL

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Production of Biofertilizers

Thai students show a step-by-step process using simple ingredients. An educational video sponsored by The Office of HRH Princess Maha Chakri Sirindhorn and produced by students from Worcester Polytechnic Institute and Chulalongkorn University.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Poda da Pereira no sítio em Montenegro


antes da poda, copa fechada
Aproveitei o sábado para realizar uma poda na pereira mais antiga que temos no sítio.
após a poda, copa mais aberta



Com auxílio de uma moto serra, consegui retirar alguns galhos da parte central, como podem ver nas fotos. Detalhe: com esta ferramenta gastei 10 minutos no trabalho, se fosse utilizar um serrote de poda, o tempo seria 5 vezes maior e o cansaço também.

 Vamos aguardar e avaliar a frutificação.








pomar podado














No pomar de laranjeiras do céu, com idade aproximada de 25 anos, desde de maio colhemos laranjas e podamos as árvores, planejando um rebaixamento das copas.







Neste sábado aplicamos calcário no entorno de cada espécie e como adubação utilizamos biofertilizante produzido por minhocário caseiro que tenho em minha residência. Pretendo aplicar o biofertilizante uma vez por mes e avaliar os resultados.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Dia de Campo na TV - Biofertilizantes e defensivos naturais para control...

Trabalhos desenvolvidos pela Pesagro (Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio de Janeiro) estão ajudando o produtor a diminuir a concentração de agrotóxicos nas lavouras,com o uso de defensivos naturais para o controle de pragas.
Produção: Embrapa Informação Tecnológica e Pesagro-RJ
Responsável pelo conteúdo técnico: Maria do Carmo Fernandes - pesquisadora da Pesagro/Rio

terça-feira, 30 de julho de 2013

Produção e manejo de biofertilizantes será tema de oficina com agricultores do Polo da Borborema

roçado diversificado

Na próxima sexta-feira, 12 de julho, acontecerá a “Oficina sobre Produção e Manejo de Biofertilizantes”, a partir das 8h30, na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Esperança-PB, localizado no centro. Facilitará a oficina o professor doutor Marcos Barros de Medeiros, coordenador do Curso de Graduação em Ciências Agrárias à Distância do Centro de Ciências Humanas, Sociais e Agrárias (CCHSA) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).
“Nossa intenção não é a de ensinar aos agricultores como fazer o biofertilizante, pois todos eles já sabem, e sim aprofundar questões sobre os efeitos dos biofertilizantes, seus benefícios nutricionais e os efeitos nas plantas e no solo. Sabemos que, se mal usado, o biofertilizante pode ao invés de ajudar, prejudicar o roçado, chegando a matar as plantas, por isso a importância refletir sobre o seu uso correto”, explica Emanoel Dias, Engenheiro Agrônomo e Assessor Técnico da AS-PTA.
Biofertilizante é o material líquido resultante da fermentação de estercos, enriquecido ou não com outros resíduos orgânicos e nutrientes, em água. Os biofertilizantes podem ser aplicados via foliar, diluídos em água na proporção de 2% a 5%, ou no solo, via gotejamento. O composto apresenta efeitos nutricionais (fornecimento de micronutrientes) e fitossanitários, atuando diretamente no controle de alguns fitoparasitas por meio de substâncias com ação fungicida, bactericida ou inseticida presentes em sua composição. “O biofertilizante melhora a saúde do solo e das plantas, tornando-os menos suscetíveis à pragas”, explica Emanoel Dias.
A oficina é uma ação do Projeto Terra Forte, que tem entre as suas estratégias iniciativas de manejo da fertilidade dos solos. O Terra Forte é realizado pela Organização Não Governamental AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia em parceria com o Polo da Borborema, e tem o co-financiamento da União Europeia. Tem ainda como parceiros a Ong PATAC e os Agrônomos e Veterinários Sem Fronteiras (AVS).
Participarão do evento cerca de 40 agricultores de 15 municípios da região da Borborema. No período da manhã a programação se concentrará em um debate mais teórico e a socialização das experiências exitosas com o uso do biofertilizante. Já no período da tarde, haverá a parte prática com a produção de uma receita de biofertilizante no local da oficina.
Programação:
08h – Abertura
08h30 – Debate:  Porque utilizamos os biofertilizantes? Quais são os efeitos dos biofertilizantes na produção dos roçados?
09h30 – Apresentação de experiências pelos agricultores famílias em seus roçados sobre o uso e manejo dos biofertilizantes
10h – Debate orientado pelo Professor Marcos Barros
Efeitos do uso do biofertilizantes nas lavouras: benefícios nutricionais e no controle das pragas e doenças (fitoproteção);
12h30 – Almoço
14h -   Atividade prática de produção de biofertilizante
Etapas de produção dos biofertilizantes: principais cuidados na produção, diferentes formas de utilização, dosagens e seus efeitos e período de uso dos biofertilizantes (carência do produto);
15h -  Encerramento

Receita de Biofertilizante Enriquecido
Modo de preparo
Para fazer um tambor de 200 litros de biofertilizante, primeiro você vai recolher o esterco fresco da noite (gado, cabra ou ovelha). Coloque 80 litros de água sem cloro (água de cisterna, tanque ou de nascente). Depois acrescente um litro de leite e dois litros de melaço ou garapa. Quando terminar a mistura, mexer bem todos os ingredientes.
Misturando o Pó de rocha, cinza e farinha de osso.
Misturar o pó de rocha, a cinza e a farinha de osso, divida tudo em duas partes iguais. Coloque uma parte no tambor, e acrescente também dois quilos de rama verde (rama de batata, gliricidia, mandioca ou plantas nativas) bem picotadas.
O tambor deve ficar fechado e colocado em um lugar protegido da luz, calor e vento para garantir uma boa fermentação do biofertilizante. Não se esqueça de colocar no tambor um suspiro na tampa para escapar o gás. Mexer regularmente e completar com água até a tampa do tambor.
Em torno de 15 dias depois misturar a outra parte do pó de rocha, cinza e farinha de osso e mexer bem. Caso necessário, acrescentar água até a tampa do tambor.
Numa bomba com capacidade de 20 litros é recomendado misturar 02 litros de biofertilizante em 18 litros de água. Realizar as aplicações nas culturas a cada 15 dias, de preferência no final da tarde. O biofertilizante também pode ser aplicado no solo 15 dias antes do plantio.
Nas plantas novas, quando formar o primeiro par de folhas faz-se a primeira aplicação, repetir a cada 15 dias. No período da floração faz-se aplicação semanalmente.
Leia também:
  1. Comissões do Polo da Borborema realizam formação sobre o uso e manejo da água para produção nos ‘arredores de casa’
  2. Agricultores da Região da Borborema participam de Oficina sobre a Saúde do Solo em Lagoa Seca
  3. Uso dos Agrotóxicos será tema de Sessão Especial na Assembleia Legislativa da Paraíba
  4. Agricultores e agricultoras da Borborema e Cariri Paraibano participam de Oficina sobre Regeneração e Fertilidade do Solo
  5. Sementes é o tema da Campanha pela Valorização da Vida na Agricultura com filhos e filhas de agricultores na Borborema

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Lixo orgânico vira fertilizante natural - EPAGRI


Epagri/Escritório Municipal de Ouro Verde.


Resíduos orgânicos, como restos de comida, cascas de frutas e legumes e até as folhas que caem no jardim, não são lixo, mas matéria prima para a fabricação de fertilizante.

Esse material pode ser reciclado por meio da compostagem, um processo biológico em que os microrganismos o transformam em adubo orgânico. O fertilizante natural pode ser feito em casa para ser usado na agricultura, em hortas, jardins e até em plantas cultivadas em vasos.
Em Santa Catarina, um modelo de biodecompositor prático, barato, fácil de fazer e que ocupa pouco espaço tem chamado a atenção no campo e até na cidade. Nesse sistema, a compostagem é realizada dentro de uma bombona plástica tampada. “A principal vantagem é que todo o processo acontece em ambiente fechado, o que evita o mau cheiro e a propagação de parasitas e insetos. A ideia é válida tanto no interior quanto para quem vive na cidade”, explica Luciana Mees, extensionista da Epagri.

Como fazer

Para construir o biodecompositor são necessários uma bombona plástica de 200L com tampa com roscas, a metade inferior de outra bombona, uma torneira com flange, um pedaço de cano de 20” com aproximadamente 30cm e pedaços de sombrite. O equipamento custa cerca de R$ 75,00 se for necessário comprar todos os materiais. “O valor compensa pelo benefício que o biodecompositor traz do ponto de vista ambiental e também pela economia gerada na propriedade”, aponta Luciana.


A montagem é fácil e pode ser feita por qualquer pessoa. Com o auxílio de uma furadeira, são feitos vários furos no fundo da bombona inteira, como se fosse uma peneira. Em seguida, essa bombona é encaixada dentro da outra metade. No fundo da bombona furada são colocados pedaços de sombrite.

“O chorume, líquido que escorre do material orgânico, passa pelos furos da bombona inteira e fica armazenado no recipiente de baixo. O sombrite impede que o material entupa os furos”, explica a extensionista.
O passo seguinte é instalar uma torneira com flange na parte inferior da meia bombona, que é por onde o chorume será retirado. Perto da tampa da bombona superior, instala-se um pedaço de cano por onde sairão os gases do processo de compostagem.
Para evitar a entrada de insetos, é importante fixar um pedaço de sombrite ou outro tipo de tela na extremidade desse cano.

Praticidade

O manuseio do biodecompositor é simples. Os materiais orgânicos são colocados na bombona, que deve ser mantida tampada, e dentro dela acontece o processo de compostagem.
É importante revolver a massa com o auxílio de uma pá a cada adição de material. Deve-se evitar colocar carnes cruas e ossos, que tornam o processo muito lento e podem provocar o apodrecimento do composto e a proliferação de insetos.
O tempo de compostagem depende dos materiais colocados no biodecompositor, da temperatura ambiente e do manejo, mas geralmente varia de 90 a 180 dias. A qualidade do adubo também pode variar de acordo
com os materiais utilizados, mas é a mesma de qualquer composto orgânico produzido de outras formas. “O adubo está pronto quando está praticamente sem cheiro, com aparência de húmus.
Ele deve ser incorporado à terra dos canteiros”, explica Luciana.

Para mais detalhes sobre o biodecompositor, entre em contato com a extensionista Luciana Mees pelo
e-mail lucianas@epagri.sc.gov.br ou
pelo fone (49) 3447-0007.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Resposta da alface à aplicação de biofertilizante

              

A utilização de biofertilizantes é interessante para a agricultura, pois além de ser uma alternativa econômica e ambiental favorável, aproveita resíduos orgânicos e reduz a aplicação de fertilizantes minerais. 
 
Objetivou-se com este trabalho, avaliar o efeito de doses de biofertilizante de origem bovina (efluente de biodigestor) aplicadas no solo e de dois níveis de irrigação na cultura da alface. O experimento foi conduzido em ambiente protegido, em vasos, aplicando-se ao solo diferentes doses de biofertilizante de origem bovina obtido de reator anaeróbio (10, 20, 40 e 60 m3 ha e adubação mineral como testemunha em dois níveis de irrigação calculados com base em 50 e 100% deevapotranspiração de referência. 
 
As plantas de alface foram analisadas em: altura, número de folhas, diâmetro de copa, massa de matéria fresca e massa de matéria seca da parte aérea. Os tratamentos com biofertilizante apresentam melhores resultados que a adubação mineral, e tem aumento com a elevação das doses de biofertilizante; a maior dose (60 m3 ha-1) apresentou os melhores resultados em todas as variáveis analisadas. Para a massa seca, a adubação mineral apresentou maiores valores. Os níveis de irrigação não influenciaram no crescimento das plantas.
 
artigo completo em http://www.seer.ufu.br/index.php/biosciencejournal/article/view/14077/12277