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sexta-feira, 8 de setembro de 2017

O FRANGO "CAIPIRA FRANCÊS"

Introdução: Avicultura Alternativa.


Desde que foi introduzida no Brasil, na década de 90, fala-se muito das vantagens de adotar este sistema de criação, onde o objetivo é criar aves para a produção de carne e ovos, fora dos moldes industriais: confinamentos com altas densidades e rações extremamente balanceadas para ganho de peso e conversão no menor tempo possível.
O sistema alternativo foi impulsionado a partir da introdução, no mercado, da linhagem "O CAIPIRA FRANÇÊS", mundialmente difundido, principalmente na França com selo de controle de qualidade denominado "Label Rouge",(Selo Vermelho).
"O CAIPIRA FRANCÊS" foi selecionado e desenvolvido especialmente para o mercado alternativo e ecológico, que na França representa cerca de 30% do mercado doméstico de frangos. No Brasil ja é uma realidade, com grandes perspectivas, até por parte de empresas tradicionais na área de frango industrial.
Existe hoje um público, que forma um nicho de mercado a ser explorado, exigente por um produto natural, de sabor leve e diferenciado, com pouca gordura e maior concentração de proteínas e minerais, ressaltando a textura da carne que é macia, porém firme.
"O CAIPIRA FRANÇÊS" no sistema de criação semi confinado ou mesmo em liberdade total, destaca-se em relação ao tradicional de "Terreiro", "Capoeira" ou mesmo simplesmente "Caipira", no aspecto produtividade e precocidade sexual.
Enquanto "O CAIPIRA FRANÇÊS" leva apenas 90 dias para atingir 2.300g para abate e a galinha põe os primeiros ovos com apenas 4,5 meses, atingindo a marca de 200 ovos por ano, o "CAIPIRA" Tradicional macho, precisa de até 240 dias para atingir o mesmo peso e a fêmea só começa a colocar ovos ao atingir 6,5 meses, produzindo no máximo 100 ovos por ano.
Assim sendo, "O CAIPIRA FRANÇÊS", pela sua seleção genética específica, tornou-se um excelente negócio, entre pequenos, médios e grandes produtores de carne e ovos diferenciados, enquanto o tradicional fica sem expressão econômica para uma escala maior, contentando-se com a qualificação de galinha de fundo de quintal.

fonte http://www.avifran.com.br/tecnicas-criacao.php

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Cultivo de Azolla como alimento para o gado e adubação de pomar!

Bom dia! Bem interessante este estudo realizado na India, que traduzi através do google tradutor.
Na barra da esquerda do Blog, tem um vídeo mostrando a utilização da azolla na alimentação de animais e na adubação de pomares e hortas.





A população rural da Índia é mais de 650 milhões. Isso forma 74 por cento da população indiana. Destes 70 milhões de famílias - que constituem 73 por cento dos domicílios rurais - próprio gado ea renda do gado constitui 20 por cento de sua renda total. Nas décadas anteriores, os resíduos agrícolas que usou para formar a maior fonte de alimento para o gado reduziu substancialmente sua participação na proporção de alimentação do gado nacional. Isso é por causa da baixa taxa de palha de grãos de variedades de alto rendimento. A qualidade de palha também é nutricionalmente baixo. Com redução de pastagens e expansão das cidades, os produtores de leite marginal tem que depender mais e mais na alimentação do gado comercial ou pior permitir que o seu gado para eliminar os resíduos.


Azolla uma samambaia aquática que hospeda a alga azul verde - Anabaena um zollae, parece ter a solução

 para esta situação sombria. Durante décadas Azolla tem sido usado como bio-fertilizante em muitos países de arroz crescendo incluindo a Índia, Vietnã e Filipinas. Não obstante o seu potencial como alimento para o gado foi descoberto apenas recentemente. VK-NARDEP (Project Vivekananda Kendra de Desenvolvimento dos Recursos Naturais) Centro de Tecnologia de Recursos fez um estudo detalhado sobre essa dimensão da Azolla e também desenvolveu uma tecnologia de baixo custo para aproveitar plenamente esta dimensão de Azolla que beneficia principalmente os produtores de leite marginal.


A composição nutricional dos Azolla foi estudada por NARDEP equipe liderada por Dr.P.Kamalasanan Pillai e foi confirmado por CFTRI e NDDB, Anand. Azolla é muito rica em proteínas, aminoácidos essenciais, vitaminas (vitamina A, vitamina B12, beta-caroteno), intermediários promotor de crescimento e sais minerais como cálcio, fósforo, potássio, ferro, magnésio, cobre, zinco, etc Em termos de peso seco, Azolla é composto por 25 - 35% de proteína, 10-15% e minerais 7-10% de uma combinação de aminoácidos, substâncias bio-activas e bio-polímeros. Carboidratos e teor de óleo em Azolla é muito baixa. Além disso, Azolla pode ser facilmente digerida pelo gado, devido à sua alta proteína e baixo teor de lignina. Ensaios foram realizados por VK-NARDEP, com Azolla como um substituto alimentar em Tamil Nadu e Kerala. Ensaios em animais leiteiros mostrou um aumento global da produção de leite em 15-20% quando 2-3 Kg de Azolla foi combinada com a alimentação regular. 15-20% da ração comercial pode ser substituído com a mesma quantidade de Azolla em base seca, sem afetar a produção de leite. Constatou-se também que a alimentação Azolla melhora a qualidade do leite, a saúde ea longevidade dos animais. Junto com este potencial de biomassa no alto de Azolla, um rendimento de 1,000 MT / hectare, à taxa de 300 gm. / m² / dia, faz com que este ouvido em forma de anel alimentar samambaia verde ideal.

Fonte: Estudo NDDB em Anand


Em uma área tão pouco quanto 7 x 4,5 pés com folha Silpauline, alguns tijolos e água esterco misturado. O rendimento primeiro vem no sétimo dia seguido de rendimento quase diária de 1 a 1,5 kg. Assim, enquanto em termos de Azolla teor nutricional é quase similar à Spirulina, seu custo de produção é de apenas 25 paise por quilo de biomassa. No exemplo abaixo o uso de cultivo de folha de Azolla silpauline base está sendo julgado como uma intervenção com um fazendeiro que concordou em tentar Azolla em seu terraço própria casa. O objetivo era ver como a tecnologia Azolla, uma vez introduzida, fica integrado com a capoeira e atividades herdade através de resultados sustentados. O seguinte é os dados preliminares dos resultados da intervenção.

Nome do agricultor: Thiru.Manickavachagam

Intervenção começou em: 1 ª semana de Julho de 2005

Village: Kozhikodu pothai, Kanyakumari distrito

Possui: 3 vacas e dois vitelos [variedade híbrida]

Antes da intervenção:

Despesas mensais em alimentos para animais: Rs 3000

Despesas médicas: R $ 250

Quantidade de leite produzido por dia: 15 litros

Uso doméstico: 1 litro

Leite vendido: 14 litros, à taxa de Rs 9 por litro

Geração de renda mensal: R $ 3.780

Lucro líquido: R $ 530

Depois de Intervenção:

Despesas mensais em alimentos para animais: Rs 2700

Quantidade de leite produzido por dia: 18 litros

Uso doméstico: 1 litro

Leite vendido: 17 litros, à taxa de Rs 9 por litro

Geração de renda mensal: R $ 4.590

Lucro líquido: R $ 1.890

Aumento no lucro: 2,7 vezes



sexta-feira, 29 de maio de 2015

Alimentação de aves coloniais com batata-doce



A produção de ração no país cresceu de forma expressiva nos últimos 15 anos. Um crescimento médio em torno de 7,4%. A base da formulação da ração convencional tem como componente energético o milho. Em busca de aproveitar resíduos  disponíveis nas propriedades rurais para garantir maior agregação de valor à agricultura familiar, a Embrapa Clima Temperado(Pelotas-RS) está indicando o uso da ração a base de farinha de batata-doce, especialmente, na criação de frangos coloniais.
Trocar o milho por batata-doce é a estratégia para diminuir custos para o produtor, ter maior renda de produção, simplificar a oferta de alimento às aves, facilitar o manejo e contribuir com a preservação do meio ambiente. “Estamos trabalhando com o sistema colonial de produção de frangos, abatidos após 85 dias, onde a ração das aves deve ser adaptada à idade do animal. Toda a ração deve fornecer energia (por exemplo, milho ou batata-doce), proteína (por exemplo, farelo de soja ou girassol ou farinha de folhas de mandioca), vitaminas, minerais e aminoácidos essenciais”, esclarece João Pedro Zabaleta, pesquisador responsável pelo projeto de pesquisa com aves coloniais.
A cultura da batata-doce
A lavoura de batata-doce é tradicional na agricultura familiar no Brasil e no Estado. Em tempo curto, produz-se grande quantidade da raiz. Possui manejo simples e é facilmente produzida na propriedade.
Uma das dificuldades na produção da batata-doce para o produtor está na necessidade de melhorar a qualidade de suas mudas. “ Há uma baixa qualidade nas mudas, elas são atacadas por viroses, o que prejudica a sua produtividade”, chama a atenção João Pedro Zabaleta.
A ração
A ração a base de batata-doce para aves é viável pelo fato de que o produtor comercializa a parte nobre da batata-doce ( as de tamanho médio e de melhor aspecto visual) para o consumo humano e os resíduos que ficam na lavoura transformam-se em farinha, que adicionada a uma formulação adequada (vitaminas, minerais, proteínas e aminoácidos) é oferecida às aves. “O resíduo é transformado em energia, ou seja, em carnes e ovos, com custo muito baixo, está se aproveitando o que se tornaria lixo”, adverte o pesquisador João Pedro Zabaleta.
Essa farinha passa por um processo de trituração, secagem ao sol, moagem e  embalagem (em sacos plásticos), que possuem uma durabilidade de até dois anos.
 Nas lavouras de batata-doce da região estudada, região Central do Estado do RS, sobram em termos de resíduos cerca de 7 a 10 toneladas.
Benefícios econômicos, sociais e ambientais
Para o agricultor familiar que cultiva batata-doce o uso dos resíduos  é mais conveniente que a aquisição de milho, ou mesmo do plantio do milho. A sua utilização permite que o produtor tenha maior renda e ainda diversifica a oferta de alimentospara os consumidores, através da produção de frangos coloniais.
Além disso, ganhos ambientais  também são destacados como a diminuição da viagem dos insumos (o milho), menor aplicação de agroquímicos e aproveitamento do produto em toda sua potencialidade (resíduos da batata-doce).
“O agricultor passa a ter também maior autonomia sobre sua produção”, conclui João Pedro Zabaleta.
Saiba mais sobre este assunto, ouvindo O Prosa Rural, o programa de rádio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O programa conta com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
2011/08/22
15'
Cristiane Betemps-MTb 7418-RS
Email: Cristiane.betemps@cpact.embrapa.br
Telefone: (053) 3275-8206
Embrapa Clima Temperado
Colaborador URL

Embrapa Info

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Cobertura viva em pomares reduz custos para o agricultor


crotálaria
A cobertura viva do solo em pomares é uma prática agrícola que consiste no consórcio de leguminosas herbáceas perenes com espécies frutíferas. Uma das vantagens da técnica é que  recicla os nutrientes para tornar o solo mais fértil e consequentemente mais produtivo. A Embrapa Agrobiologia (Seropédica-RJ), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento, referência nas pesquisas com fixação biológica de nitrogênio, vem pesquisando o uso de plantas que servem como coberturas vivas em pomares.

A tecnologia consiste no plantio das leguminosas (amendoim forrageiro, calopogônio, cudzu tropical, siratro e soja perene) nas entrelinhas de espécies frutíferas (banana, citros, figo, maracujá e pinha), formando uma cobertura verde. Estas espécies são capazes de se associar a bactérias presentes no solo e transformar o nitrogênio do ar em compostos nitrogenados. Por isso, o uso dessas plantas de cobertura pode reduzir ou até eliminar o uso de fertilizantes minerais nitrogenados, contribuindo assim para uma maior sustentabilidade da agricultura e garantindo a conservação de recursos naturais.

amendoim forrageiro
Para o agricultor, além da redução de custos com fertilizantes,  o uso de cobertura viva com leguminosas pode auxiliar no controle de plantas espontâneas e da erosão, pois a superfície do solo não fica desprotegida, ao contrário do que ocorre no manejo convencional.
kudzu

Para falar sobre este assunto, o Prosa Rural desta semana convidou os pesquisadores José Antônio Azevedo e Ednaldo Araújo, da Embrapa Agrobiologia. “A maior parte das espécies usadas como cobertura viva são mais conhecidas pelos agricultores por uma outra característica que é o fato de também servirem de alimentos para os animais. Então, falar em cobertura viva em pomares é uma prática que poucos agricultores ainda conhecem e que precisa ser mais difundida”, destaca José Antônio, durante sua participação no programa.

Saiba mais sobre este assunto ouvindo o Prosa Rural desta semana, o programa de rádio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O programa conta com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

2012/06/11
Ana Lúcia Ferreira Gomes (MTB 16913/RJ)
Email: analucia@cnpab.embrapa.br
Telefone: (21) 3441- 1596
Embrapa Agrobiologia