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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Agrofloresta como opção para recuperar solos




Estudo da Unesp avalia benefícios da produção rural conjugada com espécies nativas.



Quando um agricultor realiza uma mesma atividade por muito tempo sem o manejo adequado, o solo vai perdendo nutrientes e, aos poucos, fica infértil. Grandes produtores podem utilizar quantidades expressivas de adubos, mas o custo é muito alto para os pequenos proprietários – e também para o meio ambiente, ao receber insumos sintéticos que podem poluir o solo e os lençóis freáticos. Uma alternativa para recuperar a fertilidade do solo é o sistema agroflorestal, que está sendo avaliado por um projeto da Universidade Estadual Paulista (Unesp) no âmbito da agricultura familiar.

A agrofloresta combina árvores nativas e produção rural. O cultivo é sustentável em relação ao ambiente e à economia, pois garante a fertilidade permanente do solo sem o uso de adubação química e permite a obtenção de uma maior diversidade de produtos ao longo do ano. É o que afirma a coordenadora do projeto, engenheira agrônoma Francisca Alcivânia de Melo Silva: "A produção de cada item por unidade de área pode diminuir, mas a variedade aumenta e é possível ter colheitas diferentes o ano inteiro".

O projeto "Recuperação da Fertilidade do Solo por Sistemas Agroflorestais – Estudos de Casos no Vale do Ribeira" começou em outubro de 2009, com a participação de acadêmicos do curso de Agronomia da Unesp. Eles recolhem para análise amostras do solo e serrapilheira – restos de vegetação, como folhas, ramos, caules e cascas de frutos. "Não vamos comparar a qualidade da terra entre as propriedades, mas entre os talhões da mesma fazenda, incluindo áreas agroflorestais recentes e até porções onde a agricultura tradicional ainda é promovida", explica a pesquisadora.

Os resultados, ainda preliminares, apontam que os lotes com adoção da agrofloresta por mais tempo têm o solo mais nutrido. "Com dados científicos, será mais fácil orientar um número maior de famílias", prevê a professora.

Daninhas do bem
Para empregar o sistema, o terreno é divido e, em alguns lotes, o agricultor planta espécies que pretende comercializar e árvores nativas da Mata Atlântica. A implantação é feita aos poucos e permite manter o cultivo tradicional em parte da propriedade, garantindo a renda dos produtores enquanto o modelo se estabelece por completo. A tática varia de acordo com as características das plantas escolhidas, como período de safras, reação à luminosidade e capacidade de produzir sombra para outras culturas.

"Até as ervas daninhas, que tradicionalmente demandam agrotóxicos e são grandes preocupações do meio rural, na agrofloresta são manejadas para se tornar adubação 'verde'", diz Alcivânia. Para isso, essas plantas invasoras são capinadas com intensidade no início, o que controla seu crescimento. Aos poucos, diminuem e se tornam uma proteção natural para o solo, que passa a acumular mais água e nutrientes.

Os produtores também utilizam outros tipos de adubos naturais, como o feijão-de-porco e a mucuna, leguminosas que agrupam bactérias em suas raízes capazes de fertilizar o solo por meio da retenção do nitrogênio presente no ar.


Produtor agroecológico Renato Leal cultiva bananas, açaí e espécies nativas em agrofloresta no litoral do RS. Na foto, ele mostra o biofertilizante que utiliza (canto esquerdo). Foto: Dilenio Enderle - Vida Orgânica

Alimentos orgânicos
Com a adoção do sistema, os agricultores já pensam em conquistar certificados de produtores orgânicos. A classificação é dada por empresas particulares de auditoria que estabelecem exigências específicas para a concessão dos selos. Uma das plantações está localizada no município paulista de Sete Barras, onde a terra foi usada por anos para a plantação de banana e gengibre, esta última muito degradante para o solo. Atualmente, os produtores permanecem cultivando a banana, mas introduziram outras frutíferas, espécies madeireiras e a juçara, que fornece uma polpa energética semelhante ao açaí.

A pesquisa também recolheu terra de uma localidade em Cananéia, cujo solo tinha "empobrecido" no passado por cultivos agrícolas intensivos e pastagem. Há doze anos, o produtor passou a empregar o sistema agroflorestal, mas ainda há lotes fora do sistema e outros recém incorporados. Lá, são produzidas variedades de citrus (laranja, limão, etc), além de maracujá, café, banana, pupunha, variedades frutíferas e espécies nativas da Mata Atlântica. O mesmo caminho é seguido pela terceira propriedade do estudo, em Cajati, que será a próxima a ter amostras coletadas.

Fonte: Informe da Unesp

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Cultivo do açaí da palmeira juçara no litoral Norte do RS





Na região de Três Cachoeirinhas, no litoral do Rio Grande do Sul, 
produtores apostam na produção de açaí como forma de preservação
 e recuperação da Mata Atlântica.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Jovens largam bons empregos para se tornarem agricultores

Extráido do site:globo reporter

Eles vivem a alegria de comer e vender uma comida mais saudável.
Muita gente que toma essa decisão vai atrás de um homem: Ernst Götsch.











O contato com a terra, com a produção de alimentos, que começou num canteiro em casa, na praça de uma cidade, em alguns casos vai criando uma vontade maior. E se torna um novo objetivo de vida.
“Essa é minha profissão, agricultor, sem dúvida”, diz o economista João Tuono.
E muita gente que toma essa decisão vai atrás de um homem:o agricultor e pesquisador Ernst Götsch. E para conhecer ele e que caminho é esse, tem que acordar cedo. Se você pensa em virar agricultor, vai o aviso: o dia a dia de trabalho começa antes do nascer do sol.
Em Casimiro de Abreu, no interior do estado do Rio, dezenas de pessoas, muitos jovens, chegam para estudar para ser agricultores.
"Eu nunca fui um profissional frustrado, eu sempre fui bem dinâmico no meu trabalho, tanto que eu entrei como estagiário e sai como líder de equipe. Então tinha uma carreira boa, consolidada, ganhava bem, mas num determinado momento eu achei que estava fazendo pouco”, conta Rafael Pena de Oliveira.
E o analista de sistemas de uma gigante do petróleo decidiu que para fazer mais tinha que fazer comida. Plantar a própria comida e plantar comida saudável para outras pessoas. E fazer isso melhorando o ambiente.
E esse estalo que deu no Rafael foi bem no meio das manifestações de 2013.
“Eu me vi reclamando de político, reclamando de empresário tal e depois eu me toquei, eu estou pedindo educação, eu estou pedindo saúde, mas o que que eu faço pela minha saúde, o que que eu faço pela minha educação. Então eu comecei a buscar isso. A gente está pegando ambientes degradados e transformando em ambientes saudáveis”, afirma.
A melhora ambiental vem dos ensinamentos e do exemplo de Ernst. O suíço vive no Brasil há 37 anos. Ele transformou 500 hectares de terra arrasada, desmatada, com um solo degradado numa incrível agroflorestal. A área no sul da Bahia voltou, inclusive, a ter nascentes d'água e chuvas frequentes.
Ele faz a chamada Agricultura Sintrópica. É essa técnica que as pessoas vão aprender em Casimiro de Abreu

terça-feira, 28 de julho de 2015

Sistema de agroflorestas é mais vantajoso na produção de orgânicos, segundo técnicos

A biodiversidade é grande e protege contra 

pragas no uso do sistema

A produção de alimentos orgânicos no sistema de agroflorestas vem ganhando destaque entre produtores rurais e pode ser mais vantajosa em longo prazo. Segundo o extensionista rural da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), Rafael Lima de Medeiros, a agrofloresta é um ambiente mais equilibrado do ponto de vista biológico e também um sistema mais vantajoso para o agricultor que sempre vai ter lucro com alguma colheita da área.
Para produzir alimentos orgânicos não é permitido ao agricultor o uso de fertilizantes sintéticos, agrotóxicos e transgênicos na lavoura, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. E mais que isso, o processo de produção deve respeitar as relações sociais e culturais e seguir os princípios agroecológicos, com o uso sustentável dos recursos naturais.
A produtora rural Silvia Pinheiro dos Santos adotou esse sistema em sua propriedade de 21 hectares no Núcleo Rural Alexandre Gusmão, na região de Brazlândia, no Distrito Federal. As verduras, frutas e madeiras de lei estão plantadas juntas, em consórcio, e, segundo Silvia, a biodiversidade é tão grande que evita muitas pragas e dá mais saúde para os vegetais. No terreno crescem, entre outras plantas, a hortelã, que afasta os insetos, e o feijão-guandú, capaz de fixar o nitrogênio no solo.
“Horta é a atividade que menos dá dinheiro, a que dá mais é a fruta e o mais rentável é a madeira. Então a ideia é aposentar com aquilo ali”, diz Silvia, apontando para as árvores. “Conforme a madeira vai crescendo vamos escolhendo o que vai ficando. As hortaliças são de imediato e é o que nós comemos”, completou.

Evolução do orgânico

Silvia conta que a propriedade está há mais de 40 anos na família e que até dez anos atrás a área era toda de pasto para o gado. “Hoje temos gado, ovelha e agrofloresta. O gado não é problema, o problema é tirar tudo para colocar o pasto. Nós fizemos a agrofloresta de um jeito que daqui a um tempo vamos criar o gado lá, porque plantamos inclusive a fruta que o gado gosta de comer”, disse.
Para Silvia, o sistema agroflorestal é uma evolução do orgânico. “No orgânico há ainda quem plante como na cultura tradicional, uma só espécie, e o produto fica mais caro porque não se pode aplicar nada, então precisa de muita gente para fazer a limpeza. No agroflorestal, você só induz a natureza, então vai poder ter um preço mais competitivo”, disse, acrescentando que utiliza a própria poda das árvores e o húmus produzido no sítio como adubos para as plantas.

Agroecologia prioritária

O engenheiro agrônomo da Emater-DF, Rafael Lima de Medeiros, conta que o mercado de orgânicos está crescendo e a Emater já trabalha o programa de agroecologia como prioritário. “No Distrito Federal, a produção está crescendo, mas as propriedades orgânicas ainda são uma parcela muito pequena. Temos mais de cinco mil propriedades rurais e pouco mais de 150 são orgânicas. Mas o número de feiras orgânicas está crescendo e mais agricultores querem aderir a essa venda”, observou.
Medeiros conta ainda que a Emater trabalha também para atingir o agricultor convencional, para que ele passe a utilizar práticas mais sustentáveis, diminuindo o uso de agrotóxicos. “Eles começam a se adequar e, no futuro, isso pode servir de incentivo para que passem definitivamente para a produção orgânica”, completou.
De 24 a 31 de maio é celebrada a Semana Nacional dos Alimentos Orgânicos em todo país. A Emater-DF disponibiliza uma lista com os pontos de venda de alimentos orgânicos no Distrito Federal.
Fonte e imagem: Agência Brasil
Veja também:

sexta-feira, 24 de julho de 2015

As incríveis plantas alimentícias não-convencionais e super nutritivas existentes no Brasil que esquecemos de comer


Apesar de não notarmos, costumamos comer sempre os mesmos alimentos, o que não é só ruim para nossa saúde (pois sempre ingerimos os mesmos nutrientes), mas também para a agricultura familiar, para o bem-estar animal e para o envenenamento da terra. Mas como isso?

Na realidade, os alimentos que estamos acostumados a comer são alimentos exóticos, que vieram de outros climas e ambientes e que, portanto, não estão adaptados plenamente às condições climáticas e do solo de nosso país. Isso faz com que demandem mais cuidados e muitas vezes agrotóxicos e adubos químicos.

Enquanto isso, muitas plantas nativas do Brasil são ignoradas, mesmo quando estão presente no seu quintal ou na sua rua. Estas plantas são tão bem-adaptadas ao clima que quase não precisam de cuidados, podendo ser plantadas em qualquer quintal ou apartamento. Sem necessidade de manejo, elas ainda aportam nutrientes que são raramente encontrados nos alimentos que costumamos comer, como proteínas, por exemplo.

1. Abóbora do Mato (Melotria pendula): somente os frutos verdes devem ser comidos, em saladas, por exemplo.

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2. Aroeira Pimenteira (Schinus terebinthifolia): os frutos são a conhecida pimenta rosa.

[Imagem: 2gx3902.jpg]

3. Beldroega Pequena (Portulaca oleracea): folhas para sucos, sopas e saladas. É também medicinal.

[Imagem: 5dpan8.jpg]

4. Beldroega Grande (Talinum paniculatum): como a beldroega pequena suas folhas são usadas em saladas, sopas e sucos.

[Imagem: 351sv43.jpg]

5. Bertalha Coração (Anredera cordifolia): suas folhas podem ser refogadas ou usadas em saladas. Seus tubérculos aéreos são usados cozidos como batata.

[Imagem: nvt728.jpg]

6. Capuchinha (Tropeoalum majus): suas flores são usadas em saladas e suas folhas em saladas e sucos verdes.

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7. Caruru (Amaranthus viridis L.): parente da quinua – usam-se as folhas para saladas, refogados, recheios e patês. As sementes são usadas cozidas ou torradas, em recheios ou como cereal.

[Imagem: 11jyv4o.jpg]

8. Dente de Leão (Taraxacum officinale): é uma planta medicinal estimulante, digestiva e depurativa. Suas folhas podem ser comidas em saladas ou batidas em sucos verdes.

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9. Hibiscus (Hibuscis sabdariffa): Apesar da origem africana, adaptou-se ao clima do país. De suas flores é feito o chá ou suco muito nutritivo. Suas sementes são ricas em proteínas e dela feita uma farinha que pode ser adicionada ao feijão. Seus frutos também são comestíveis. Não confundir com o hibiscus ornamental (Hibiscus rosa-sinensis)

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10. Jaracatiá/Mamoeiro do Mato (Jaracatiá spinosa): Seus frutos fazem geleia e são muito apreciados quando maduros.

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11. Língua de Vaca/Azedinha (Rumex acetosa): folhas apreciadas na salada. Não devem ser comidas em excesso pela presença de ácido oxálico.

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12. Mamãozinho/Jaracatiá (Vasconcella quercifolia): seus frutos maduros são comestíveis e do seu caule é feito o doce ralado de jaracatiá.

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13. Ora Pro Nobis (Pereskia aculeata): suas folhas são usadas refogadas, em sucos verdes, patês ou saladas. Suas folhas secas podem ser usadas como orégano ou como farinha. São ricas em ferro, proteínas e cálcio.

Antigamente, era conhecida como “carne dos pobres”, pois era a única fonte de proteínas da população miserável de nosso país. Fácil de cultivar, ela – sendo arbustiva – pode render alimento para o ano todo. Deve-se tomar cuidado ao colher, pois possui espinhos.

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14. Pepininho do Mato (Melothria cucumis): produz pepinos pequenos que podem ser comidos em saladas e usados para fazer picles.

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15. Pêssego do Mato (Eugenia myrciantes): fruto.

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16. Picão/Carrapicho (Bidens pilosa): mais uma planta cujas folhas podem ser usadas em saladas.

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17. Serralha (Sonchus oleraceus): usam-se as folhas como salada e refogadas. É rica em vitamina A, D e E é similar ao espinafre.

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18. Serralhinha/Flor de Pincel (Emilia fosbergii Nicolson): folhas podem ser usadas em saladas e sucos verdes. Seu chá é útil contra infecções urinárias. Suas flores também são comestíveis e usadas em risotos, saladas, sopas etc.

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19. Taboa (Typha domingensis): os brotos e centro do caule podem ser usados como palmito. Das inflorescências (as "salsichas") tira-se o pólen que pode ser usado como cereal e em massas de pães e bolos - pode-se comê-lo cru. Por fim, a raiz pode ser cozida e tem o mesmo teor de proteína do milho e batata. Não colha taboas por aí, pois ela absorve metais pesados da água. Certifique-se que a água próxima das taboas é potável;.

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20. Taioba (Xanthosoma sagitifolium): planta de sub-bosque, gosta de sombra e se adapta bem a sistemas agroflorestais. Suas folhas podem ser comidas refogadas. Seus tubérculos podem ser usados como mandioca ou inhame. Rica em vitaminas e minerais.

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21. Trançagem/Tanchagem (Plantago major): usam-se as folhas como salada e refogadas. É também usada como planta medicinal, como infusão no caso de ardor no estômago e cataplasma para feridas na pele, acne e picadas de inseto.

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22. Urtiga/Cansanção (Urtiga dioica): usam-se as folhas somente refogadas, jamais cruas.

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Observação para as MULHERES GRÁVIDAS: consulte o seu médico de confiança antes de introduzir qualquer alimento novo em sua dieta.

Fonte:
Ervas e Especiarias: As incríveis plantas alimentícias não-convencionais e super nutritivas existentes no Brasil que esquecemos de comer (adaptado)

Leia mais: http://forum.noticiasnaturais.com/Topico-as-incr%C3%ADveis-plantas-aliment%C3%ADcias-brasileiras-que-esquecemos-de-comer#ixzz3gj3cvrNG

domingo, 14 de junho de 2015

Manejo de sistemas agroflorestais com espécies nativas e culturas anuais...





A união dos projetos: "Desenvolvimento de tecnologias em sistesmas agroflorestais voltadas para agroenergia e segurança alimentar" da Embrapa e "Fruteiras do Cerrado" da Emater/GO, destinados a agricultores familiares têm objetivos que excedem a simples recuperação de áreas degradadas, as chamadas voçorocas.
As ações dos projetos promovem o manejo de sistemas agroflorestais por meio de duas propostas: a revalorização da vegetação do Cerrado com o plantio de árvores frutíferas nativas, como Murici, Mamacadela, Cajazinho, Baru e Pequi. E a outra, voltada para segurança alimentar, é a adoção de culturas anuais como arroz, feijão, milho, mandioca e fruteiras.

Produção: Embrapa Informação Tecnológica e Embrapa Arroz e Feijão
Responsável pelo conteúdo técnico: Agostinho Dirceu Didonet, pesquisador da Embrapa Arroz e Feijão
Jornalista: Henrique de Oliveira

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Detentos do interior de São Paulo recebem capacitação e plantam árvores




O projeto “Plantando um Futuro e Colhendo a Vida” tem ajudado a transformar a rotina e as expectativas de detentos no interior de São Paulo. A iniciativa, aplicada em seis presídios paulistas, promove a capacitação e a recuperação ambiental.
Através do projeto, os presos que estão em regime semiaberto realizam o plantio de mudas nativas da região, com o intuito de aumentar a área florestada nos arredores dos presídios. Além do ganho ambiental, o trabalho tem proporcionado aos detentos descobrirem uma nova profissão.
Em entrevista realizada pela TV Fronteira, Ademir Moura Leal, um dos instrutores do projeto, explicou que os presos têm a oportunidade de aprender todo o processo de plantio, desde a semente até o campo. A partir desta formação, eles são capacitados a exercerem a profissão quando estiverem em liberdade.
De acordo com a reportagem da equipe local, o projeto atende atualmente a seis unidades prisionais. São 77 detentos participantes. Um dos integrantes, recluso na unidade de Presidente Venceslau, garantiu que o projeto é muito importante para a população local, pelo benefício ambiental, e para eles também, pois facilita a ressocialização e reintegração.
Redação CicloVivo

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Banana ecológica no litoral gaúcho


Banana ecológica no litoral gaúcho
Produção garante fruta orgânica e ainda preserva a Mata Atlântica.
"Bananas para quem quiser". Versos de Braguinha sobre a fruta tradicional do Brasil se consagraram na voz de Carmem Miranda em meados de 1940. Hoje, são slogan de produtores do litoral norte gaúcho. Com um adendo ecológico ao verso, eles buscam incentivar o consumo de bananas produzidas em Três Cachoeiras através de um sistema que ajuda a preservar o meio ambiente. São 40 mil kg das variedades "prata" e "caturra" produzidos por semana sem o uso de adubos químicos e agrotóxicos. São bananas orgânicas para quem quiser.

"A produção convencional utiliza muitos produtos químicos", declara o produtor ecológico Renato Cardoso Leal. Por isso, ele demonstra entusiasmo com o sistema orgânico que implantou. Mesmo com uma produtividade quatro vezes menor que a convencional, Renato está satisfeito: "Produzimos em harmonia com a natureza".

Além disso, o cultivo é feito no sistema agroflorestal, que preserva áreas de mata nativa. Assim, no litoral gaúcho, 150 hectares de fragmentos da Mata Atlântica, a segunda floresta mais ameaçada no mundo, são recuperados e preservados com a produção da banana ecológica. "Quanto mais gente da cidade acreditar que o consumo de alimentos ecológicos é tão fundamental para o meio ambiente quanto a separação do lixo, mais gente na roça pode continuar cultivando sem agrotóxicos."

Desde 2006, a empresa revende as frutas para uma rede de supermercados do RS e emprega 50 famílias no meio rural. O processo ecológico garante uma fruta mais doce e evita o lançamento no meio ambiente de toneladas de agrotóxicos. Renato garante: "Quando você experimentar essa banana, vai concordar com a gente: existem muitos jeitos de promover serviços ambientais. Mas esse, com certeza, é um dos mais gostosos." Quer provar? Ligue para (51) 3664-0220.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Cultivo de lichia no RS - Programa Rio Grande Rural



Uma fruta ainda pouco conhecida, no Rio Grande do Sul, é a lichia. Originária da Ásia, principalmente da China, ela se adaptou em outros países, como o México. No Brasil, é muito cultivada em São Paulo. No Rio Grande do Sul, o agrônomo Ronaldo Pethzold trouxe para o seu sítio, em Maquiné, no litoral norte, há alguns anos. Agora, está colhendo os frutos, e conseguindo uma boa renda com a lichia.
Jornalista José Mario
Cinegrafista Aldir Marins
Maquiné - RS

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Palmeira Real é uma alternativa tecnicamente viável e economicamente rentável

A agrissilvicultura com Palmeira Real é uma alternativa tecnicamente viável e economicamente rentável, que auxilia na recuperação de áreas degradadas e possibilita o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva do palmito de qualidade.