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sábado, 3 de junho de 2017

10 dicas úteis de Jack Johnson que vão te ajudar a preservar o meio ambiente!


Fonte: blog somos verdes

Está claro que como cantor e compositor, Jack Johnson dispensa apresentações. Além de seus dotes artísticos o músico é um ambientalista de primeira linha e atua como Embaixador da Boa Vontade do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).
jackjohnson
Para promover a conscientização sobre as consequências do descarte inapropriado do plástico no meio ambiente, Johnson divulgou uma lista de 10 dicas úteis, que podem ser facilmente adotadas para reduzir o uso desse material em nosso dia a dia.
1- Empacote você mesmo
Fico feliz em morar no Havaí, onde as sacolas plásticas foram proibidas recentemente. Apesar de muitas cidades terem criado leis sobre isso, a maioria segue utilizando-as indiscriminadamente. Você não precisa esperar por uma proibição para fazer a mudança. Comece a levar sacolas reutilizáveis a cada passeio no shopping ou no supermercado.
2- Reabasteça sua garrafinha
Garrafas plásticas de água não são apenas desperdício, também são prejudiciais à saúde quando reutilizadas. Use jarras, garrafinhas reutilizáveis de vidro e reabasteça no filtro sempre que possível.
3- Ressuscite o vidro
Substitua potes, sacos e filme plástico para conservar alimentos por recipientes de vidro reutilizáveis. Além de durar mais, você pode esquentar a comida com segurança no forno e no micro-ondas, sem riscos à saúde.
4- Marmita livre de desperdício
Como nos velhos tempos… Arrume uma lancheira, encha com comida de verdade, feita em casa, em vez de comprar alimentos industrializados e embalados em plástico.
5- Fique ligado no supermercado
Ao fazer compras, prefira aqueles produtos com a menor quantidade de plástico possível. Se um item que você quer vem em uma embalagem de vidro ou de plástico, escolha o vidro. Em vez de comprar carnes ou legumes embalados em grandes quantidades de plástico, compre esses produtos em açougues ou feiras locais, onde existe a opção de serem embalados em papel, e não se esqueça de levar a sua sacola reutilizável.
6- Reinvente a tele-entrega e a comida para levar
Ao pedir uma comida em um restaurante ou um café em um bar, leve a sua própria embalagem ou caneca de vidro ou inox. No caso da tele-entrega, avise quando não precisar de talheres de plástico, guardanapos ou excesso de embalagem. Não seja tímido, apenas explique gentilmente ao atendente que você prefere sua comida embalada de forma sustentável.
7- Canudos são para os fracos
Você realmente precisa de um canudo? Baristas e garçons irão frequentemente dá-lo a você apenas por hábito. Quando fizer o pedido, lembre-se de dizer: “Sem canudo, por favor”.
8- Promova ecofestas
Copinhos, pratinhos e talheres descartáveis estão fora de cogitação. Se a louça for um problema, opte por petiscos que possam ser comidos com as mãos. Sugira aos seus amigos que tragam suas próprias canecas.
9- Limpe a barra do seu sabonete
Considere utilizar mais sabonetes em barra que vêm com menos embalagem plástica. Se você realmente preferir o líquido, compre o refil e reutilize as embalagens que já tem. Pesquise sobre os ingredientes da sua pasta de dentes e do seu esfoliante corporal e pare de usar qualquer coisa que contenha microesferas. Esses microplásticos são altamente poluentes e com elevado índice de absorção de pesticidas e metais pesados e vão parar em rios e oceanos onde as espécies marinhas se alimentam dessas partículas.
10- Seja um cidadão ativo e promova a responsabilidade corporativa
Junte-se a grupos que ajudam a defender as leis de responsabilidade das indústrias e dos produtores. Exija das empresas que assumam a responsabilidade sobre os produtos e embalagens que elas estão colocando no mundo.
(Via ONUBr)
jack-johnsonImagem via musicforgood
Ma'O Organic Farms. Jack Johnson harvesting with the kids.Imagem via rowandrue
No Dia mundial do Meio Ambiente, Jack Johnson liderou jovens na limpeza das praias locais de Bahamas. Assista ao vídeo:
Imagem de capa via ecorazzi

sexta-feira, 31 de março de 2017

Colecionador de frutas raras cultiva 1,3 mil espécies em sítio de São Paulo





Esta não é apenas a história de um colecionador, mas também um exemplo de força e superação! Nascido em Piracicaba com uma disfunção neuromotora, Helton Josué Teodoro Muniz (36 anos), impressiona a todos com sua gigantesca coleção de frutíferas.
O problema de Helton o fez vivenciar muitas dificuldades, só aprendendo a caminhar durante a adolescência. Aos 15 anos de idade, por ter começado uma horta para ajudar na renda familiar, encontrou uma grande motivação para estudar sobre o assunto.
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Muito dedicado, Helton começou a estudar sobre uma espécie de frutífera que ainda desconhecia: a saputá. Aí estaria o “start” para que ele se tornasse um estudioso de frutas raras e exóticas. Com o passar do tempo, tornou-se um frutólogo respeitado e atualmente já plantou mais de 1,3 mil espéciesno Sítio Frutas Raras, localizado em Campina do Monte Alegre.

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Imagem via: 30porcento

Lançou também o livro Colecionando frutas – 100 espécies de frutas nativas e exóticas, no qual fala sobre técnicas de cultivo e propriedades medicinais de espécies exóticas e nativas.
“A motivação foi e é forte, pois venci obstáculos e ainda tenho limitações físicas (coordenação fina e diabetes tipo I), que me impedem de maiores realizações. Mais importante ainda é que estou fazendo a minha parte para preservar o nosso apólice de seguros – as várias formas de vida de nosso planeta”, relata Helton em sua página.
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A trajetória deste rapaz, nos faz refletir bastante e mostra que para cultivar basta querer!
Assista a reportagem da BBC sobre Helton.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Nova lei permite que qualquer pessoa aproprie-se de um espaço para plantar em Paris

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Frequentemente apontada como uma das cidades mais bonitas do mundo, Paris surpreende a todos, não somente por ser uma cidade de encher os olhos, mas por estar sempre à frente quando se trata de sustentabilidade e meio ambiente. A inovação do momento por lá é aprovação de uma lei quepermite e incentiva todos parisienses a terem suas próprias hortas urbanas.
Mas existem algumas regras que devem ser respeitadas:
  • As hortas devem ser regulamentadas através de licenças de 3 anos para plantar hortaliças, frutíferas e até mesmo flores. Passado este período, as licenças podem ser renovadas.
  • Todas as horta devem ser cultivadas de modo sustentável e abolir de vez a utilização de venenos e pesticidas.
  • Após a autorização o cidadão assina uma ” Carta de Vegetação” se comprometendo a usar plantas locais que promovam a biodiversidade de Paris
  • Todos os licenciados receberão um kit de plantio, incluindo solo e sementes fornecido pela prefeitura, como incentivo.
Esta iniciativa faz parte do plano do prefeito Anne Hidalgo para adicionar 100 hectares de espaço verde na cidade até 2020. Já pensou se este tipo de projeto fosse viável no Brasil?
paris-mais-verde-1Foto: Jean-Pierre Viguié
paris-mais-verde-2Foto: Christophe Noël
La rue verteFoto: Christophe Noël
Fonte: paris.fr

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terça-feira, 28 de junho de 2016

Casa sustentável em SP trata esgoto doméstico com bananeiras

Fonte: UOL MAIS













Em uma casa da cidade de São Paulo, o esgoto do banheiro não vai parar no córrego ou no rio. Ele é tratado no quintal. No processo, cocô produz banana e vapor de água, que ajuda na formação de nuvens de chuva. Nenhuma tecnologia complexa e cara é utilizada. Tudo o que fazem os sete moradores da Casa dos Hólons, um laboratório de permacultura localizado no Campo Belo, zona sul da capital paulista, é deixar que a natureza entre em ação.


A proposta da permacultura é usar os recursos encontrados no próprio local como soluções para coisas como lavar a roupa ou cuidar do jardim e da horta. Por que não fazer a máquina de lavar funcionar só com a água da chuva? E filtrar a água da pia para regar as plantas?
"Basta olhar como a natureza se comporta e repetir seus padrões", conta Josué Apolônio, 26, permacultor e morador da casa. Para ele, a adoção de um sistema alternativo de tratamento de esgoto, algo comum em áreas rurais e sem rede de saneamento, em uma das maiores metrópoles do planeta não é nada absurdo. Ao contrário, ajuda a pensar na crise hídrica que vivenciamos. "Nosso sistema de esgoto não é funcional. Tudo flui para o rio. Estamos sem água mesmo tendo um rio passando pelo meio da cidade".
Deixar de enxergar o que fazemos no banheiro como algo indesejado, que deve ser levado para longe de onde vivemos, ajuda a entender a filosofia por trás da técnica. "O conceito de sujeira é relativo. O resto de uma maçã pode ser considerado lixo, mas é energia quando transformo em adubo para uma planta. Todos os animais devolvem, através das fezes, energia para o solo. A partir do momento que ela é processada, se transforma em outra coisa", diz Josué.

Esgoto vira banana e chuva

O tratamento das chamadas "águas negras" -- as que vão embora com fezes pela descarga -- tem o formato de um pomar instalado no meio do quintal. No local há uma sombra gostosa, o clima friozinho e o barulho das folhas das bananeiras sacudidas pelo vento. Embaixo delas, sob a terra onde estão as plantas, extravasa por um cano a água que veio do vaso. Nada de mau cheiro ou água empoçada.
Antes de chegar ali, o esgoto se decompõe e é fermentado em tanques hermeticamente fechados. O processo elimina as bactérias que causam doença presentes nas fezes humanas. Por precaução, não é recomendável comer nada que entre em contato direto com a terra. Mas as bananas ou outros frutos e folhas de plantas altas podem ser consumidas.
O permacultor diz que a maior parte do resíduo, misturado com a água da descarga, é líquida. O pouco material sólido presente no esgoto fica retido no tanque. A limpeza da bacia seria necessária apenas após muitos anos de uso.
A função da bananeira é fundamental. Ela dá o destino final para a água tratada do esgoto, transpirando-a na forma de vapor, sem nenhum contaminante. O sistema ganha o nome de bacia de evapotranspiração. "Uma bananeira consome 15 a 30 litros de água por dia", diz. Os nutrientes despejados na terra vão parar nas bananas.
"É muito importante ter a água retornando ao solo no ambiente urbano", diz Josué. "A transpiração dessa bananeira forma as nuvens que estão aqui em cima". Mas a ideia não é apenas dar um jeito no que vai embora pela descarga. A sombra e o clima fresco são ganhos conjuntos nessa forma holística de pensar a casa.
"A permacultura trabalha a ideia de que um sistema atenda várias funções. Com a bacia de evapotranspiração, o esgoto é filtrado, o ambiente fica mais úmido e mais fresco, temos banana... E a fibra da bananeira ainda pode servir para artesanato", afirma o permacultor.



sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Meio Ambiente: o que o cristão tem a ver com isso?

 Extraído do blog celeiro sustentável

Reflorestamento de mangue na Lagoa de Itaipu - Niterói/RJ


Érica Peixoto - http://prazerdapalavra.com.br/

Você sabia que um estudioso relacionou mais de 2.400 versículos que de alguma maneira se referem ao meio ambiente na Bíblia? Isso corresponde a quase 8% do total! Não podemos ignorar isso!
 
Abaixo colocarei sete razões para você se preocupar com o meio ambiente. Na verdade, você terá sete respostas para a seguinte pergunta: Por que você deve como cristão/cidadão se preocupar com o meio ambiente?
 
Em primeiro lugar, você deve se comprometer com o meio ambiente porque foi Deus que o criou! A Bíblia começa com a seguinte afirmação: “No princípio criou Deus os céus e a terra.” (Gênesis 1:1). Deus planejou e criou todas as coisas com muito zelo, criatividade e perfeição. Se você ama a Deus também deve amar aquilo que Ele criou! A preocupação com o meio ambiente demonstra pra Deus que você o valoriza, que você o reconhece como o criador e dono de todas as coisas. Quem é o dono da terra? A Bíblia nos responde em Salmos 24:1-2: “Do SENHOR é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam. Porque ele a fundou sobre os mares, e a firmou sobre os rios”. Se você crê em Deus e crê que Ele criou os céus e a terra, você deve se importar em preservar a natureza!
 
Em segundo lugar, você deve se comprometer com o meio ambiente porque a natureza reflete a bondade/glória de Deus! Em Romanos 1:20 está escrito: “Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis”. Quando destruo a natureza, também destruo um pouquinho da manifestação da glória de Deus. Salmos 19:1 diz: “Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos”.
 
Em terceiro lugar, porque Deus se utiliza da natureza para ajudar os Seus filhos e para servir como parceira de proclamação do caráter de Deus. Em inúmeros exemplos bíblicos, Deus se utiliza da natureza para ajudar, suprir, exortar ou incentivar o homem. James Jones, em seu livro “Jesus e a Terra”, constata também a preciosa função da natureza ao anunciar as boas-novas. Assim ele escreve: “As aves do céu são evangelistas que cantam as boas novas da providência de Deus para nós na terra: ‘Se ele nos alimenta, alimentará você também’. Deus é a fonte da suficiência sustentável; a humanidade é um obstáculo a ela e não acredita nela. As aves, por sua própria existência, desafiam nossas dúvidas e despertam nossa fé na generosidade da provisão de Deus”.
 
Em quarto lugar, você deve se comprometer com o meio ambiente porque Deus se importa com toda a criação! Deus se importa com a natureza, Deus continua cuidando e se preocupando com a natureza. Mateus 6:26a diz: “Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta”.  Salmos 65:9-10 diz: “Tu visitas a terra, e a refrescas; tu a enriqueces grandemente com o rio de Deus, que está cheio de água; tu lhe preparas o trigo, quando assim a tens preparada. Enches de água os seus sulcos; tu lhe aplanas as leivas; tu a amoleces com a muita chuva; abençoas as suas novidades”. O Salmo que mais revela a preocupação de Deus com a criação é, sem dúvida, o Salmo 104! Ele fala da preocupação de Deus com o sustento e moradia dos animais, a abundância das árvores que Ele plantou etc.
 
Em quinto lugar, porque Deus nos deu a responsabilidade de guardá-lo e cuidar dele. Desde o Éden, Deus confiou a guarda e o cuidado da natureza nas mãos do homem. Quanto privilégio! Quanta responsabilidade! A ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus.
 
Em sexto lugar, porque não temos o direito de privar as presentes e futuras gerações de usufruírem das bênçãos naturais que Deus ofereceu para todos os seres humanos. Não tenho o direito de esgotar os recursos naturais como se eles tivessem sido dados apenas para a minha geração. Pensar no amanhã. Pensar no outro. Pensar no meu irmão e se importar com a situação dele. Que mundo nossos filhos e netos herdarão? Eles serão capazes de usufruir as bênçãos de um ar limpo? Sustentabilidade. Responsabilidade. Compromisso. Todos os filhos de Deus deveriam se preocupar com isso.
 
Em sétimo lugar, porque Deus nos ensina por meio dos animais e das plantas. A Bíblia usa muitas comparações entre nós e os animais e os vegetais. Ela é rica nessas comparações com o intuito de nos fazer mais conscientes de nossas características. Através dessas comparações, somos capazes de perceber o que Deus está nos mostrando em relação ao nosso agir e ao nosso pensar. Deus nos dá grandes lições por meio da natureza. Os animais e as plantas são, por diversas vezes, utilizados como exemplos para que possamos aperfeiçoar algumas áreas da nossa vida. Deus quer aperfeiçoar o nosso caráter. Os exemplos se multiplicam: “Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos, e sê sábio”. Pv 6:6. “Mas os que esperam no SENHOR renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão”. Is 40:31. “Como leão rugidor, e urso faminto, assim é o ímpio que domina sobre um povo pobre”. “Quanto ao homem, os seus dias são como a erva, como a flor do campo assim floresce”. Sl 103:15.
 
A pergunta que todo cristão deve responder no seu íntimo nessa hora é esta: Somos dignos de confiança na mordomia dos nossos recursos?

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

ARBORIZAÇÃO URBANA: IMPORTÂNCIA E ASPECTOS JURÍDICOS

Praça na cidade de NOVA PRATA RS
Ultimamente temos observado que está aumentando na população a preocupação em relação ao meio ambiente urbano e a qualidade de vida de nossas cidades.
 Fala-se muito em áreas verdes e arborização, mas o que significam e qual a relação que há entre si? Especificamente, qual é a importância da arborização e quais são seus aspectos jurídicos? É o que tentaremos analisar.
Arborizar quer dizer plantar ou guarnecer de árvores um local. Por sua vez arborização é o efeito de arborizar. Porém, quando pronunciamos estas palavras tem-se a impressão, a primeira vista, de que estamos nos referindo a uma região rural, mas estes termos são muito mais utilizados em áreas urbanas do que nas rurais.
A arborização urbana é caracterizada principalmente pela plantação de arvores de porte em praças, parques, nas calçadas de vias públicas e nas alamedas e se constitui hoje em dia uma das mais relevantes atividades da gestão urbana, devendo fazer parte dos planos, projetos e programas urbanísticos das cidades.
Todo o complexo arbóreo de uma cidade, quer seja plantado ou natural, compõe em termos globais a sua área verde. Todavia, costuma-se excluir a arborização ao longo das vias públicas como integrante de sua área verde, por se considerar acessória e ter objetivos distintos, já que as áreas verdes são destinadas principalmente à recreação e ao lazer e aquela tem a finalidade estética, de ornamentação e sombreamento (José Afonso da Silva. Direito Urbanístico Brasileiro, 2. ed. São Paulo. Malheiros, 1997, pg247-248).
Praça na cidade de NOVA PRATA RS
Isto se deve também ao fato de que a legislação de uso e parcelamento do solo (Lei 6766/79) obrigar aos loteamentos apenas a destinar uma área verde para praças, silenciando-se sobre arborização das ruas.
Outros ainda afirmam que falta de permeabilidade em vista das calçadas, descaracteriza esta forma de arborização como área verde.
Realmente se analisarmos apenas pelas suas finalidades principais, são distintas, mas se analisarmos do ponto de vista ambiental, podemos concluir que as árvores existentes ao logo das vias públicas não podem ser excluídas do complexo de áreas verdes da cidade, pois apesar de estarem dispostas de forma linear ou paralela, constituem-se muitas vezes em uma “massa verde contínua”, propiciando praticamente os mesmos efeitos das áreas consideradas como verdes das praças e parques.
Ademais, normalmente estas árvores estão protegidas pela legislação municipal contra cortes, de forma que sua localização acaba sendo perene, fortalecendo o entendimento de que compõem efetivamente a “massa verde urbana”.
Depredação na av. Romeu Samarani em PORTO ALEGRE
Além disso, este tipo de arborização tem a finalidade de propiciar um equilíbrio ambiental entre as áreas construídas e o ambiente natural alterado. Para nós toda a vegetação existente na cidade deve ser considerada como área verde, inclusive as árvores de porte que estão nos quintais, ou seja em áreas particulares. Não são áreas verdes da cidade? Evidente que são, pois também estão sob fiscalização do Poder Público, por força do contexto jurídico atual que as protege.  Em suma, toda vegetação ou árvore isolada, quer seja ela pública ou particular, ou de qualquer forma de disposição que exista na cidade, constitui a “massa verde urbana”, por conseqüência a sua área verde.


Aliás, há divergências até quanto a forma de se obter o índice área verde/habitante, pois alguns utilizam em seus cálculos somente as áreas públicas, enquanto outros toda a “massa verde” da cidade. Para nós, deve-se considerar as áreas verdes particulares (quintais e jardins), que muitas vezes são visivelmente maiores que as públicas. Assim, quando falamos em áreas verdes, estamos englobando também as áreas onde houve processo de arborização público ou particular, sem exceção.
Atualmente, as áreas verdes ou espaços verdes são essenciais a qualquer planejamento urbano, tanto que na carta de Atenas há recomendação para sua criação em bairros residenciais, bem como essas áreas devem ser definidas claramente que são para recreação, escolas, parques infantis, para jogos de adolescentes e outros, sempre para uso comunitário.
Além das destinações citadas, as áreas verdes têm outras funções importantes tais como: higiênica, paisagística, estética, plástica, de valorização da qualidade de vida local, de valorização econômica das propriedades ao entorno etc. Em termos de Direito Urbanístico o art. 22 da Lei 6766/79- Lei do Parcelamento do Solo- impõe para o registro de parcelamento a constituição e integração ao domínio público das vias de comunicação, praças e os espaços livres. Nestes últimos estão incluídas as áreas verdes. Pelo art. 23 da citada lei, os espaços livres- entre eles as áreas verdes, como dito- passam a integrar o domínio público do município e em muitos deles as leis de parcelamento do solo determinam que nos projetos de loteamento sejam destinadas percentuais do imóvel a áreas verdes.
Depredação na av. Romeu Samarani em PORTO ALEGRE
Assim, os espaços verdes ou áreas verdes, incluindo-se aí as árvores que ladeiam as vias públicas fruto da arborização urbana, também por serem seus acessórios que devem acompanhar o principal, são bens públicos de uso comum do povo, nos termos do art. 66 do Código Civil, estando à disposição da coletividade, o que implica na obrigação municipal de gestão, devendo o poder público local cuidar destes bens públicos de forma a manter a sua condição de utilização.
A arborização é essencial a qualquer planejamento urbano e tem funções importantíssimas como: propiciar sombra, purificar o ar, atrair aves, diminuir a poluição sonora, constituir fator estético e paisagístico, diminuir o impacto das chuvas, contribuir para o balanço hídrico, valorizar a qualidade de vida local, assim como economicamente as propriedades ao entorno.
Além disso é fator educacional. Funções estas também presentes nos parques e praças. Ademais, por se constituírem em muitos casos em redutos de espécies da fauna e flora local, até com espécies ameaçadas de extinção, as árvores e áreas verdes urbanas tornam-se espaços territoriais importantíssimos em termos preservacionistas, o que aumenta ainda mais sua importância para a coletividade, agregando-se aí também o fator ecológico.
Estas funções e características  reforçam seu caráter de bem difuso, ou seja de todos, afinal o meio ambiente sadio é um direito de todo cidadão (art.225, Constituição Federal).
Aliás, por se tratar de uma atividade de ordem pública imprescindível ao bem estar da população, nos termos dos arts.30,VIII, 183 e 183 da Constituição Federal e do Estatuto da Cidade (Lei 10.257/01), cabe ao Poder Público municipal em sua política de desenvolvimento urbano, entre outras atribuições, criar, preservar e proteger as áreas verdes da cidade, mediante leis específica, bem como regulamentar o sistema de arborização. Disciplinar a poda das árvores e criar viveiros municipais de mudas, estão entre as providências específicas neste sentido, sem contar na importância de normas sobre o tema no plano diretor, por exemplo.
Depredação na av. Romeu Samarani em PORTO ALEGRE
Além disso, a legislação urbanística municipal pode e deve incentivar ao particular a conservação de áreas verdes em sua propriedade, assim como incentivar a sua criação e manutenção, possibilitando inclusive desconto no IPTU ao proprietário que constitui ou mantém áreas verdes no seu imóvel, como já ocorrem em algumas cidades. Oportuno lembrar ainda Hely Lopes Meirelles quando diz que entre as atribuições urbanísticas estão as composições estéticas e as paisagísticas da cidade (Direito Municipal Brasileiro. Malheiros. 9ª edição. 1997. pg382), nas quais se inclui perfeitamente a arborização.
Por sua vez, quem destrói ou danifica, lesa ou maltrata, por qualquer modo ou meio, plantas de ornamentação de logradouros públicos ou em propriedades privadas alheias, comete crime ambiental penalizado nos termos do art.49, da Lei 9.605/98.
Portanto, pela condição jurídica de bem comum do povo as áreas verdes naturais ou arborizadas podem e devem ser protegidas legalmente pela coletividade através das associações de bairro por meio da ação civil pública (Lei 7347/85), ou pelo Ministério Público, ou ainda pelo cidadão através da ação popular (Lei 4717/65).
Afinal, por sua importância sócio-ambiental representam valores inestimáveis aos cidadãos, bem como às empresas que nada mais são do que a extensão de nossas atividades e conseqüentemente de nossos anseios e bem estar.
ANTÔNIO SILVEIRA RIBEIRO DOS SANTOS
Criador do Programa Ambiental: A Última Arca de Noé (www.aultimaarcadenoe.com.br)
——
Obs. contéudo do artigo publicado em A Tribuna de Santos/ SP. 16.11.01; Gazeta Mercantil (Legal & Juris.)- 28.11.01; Revista Jurídica- Bahia- novembro/ 2001; Revista Meio Ambiente Industrial- SP- nov./dez. 2001;  Correio Braziliense- Direito & Justiça- 04.03.02 etc.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Publicada a encíclica do Papa sobre meio ambiente


Encíclica do Papa Francisco foi publicada hoje; documento dividido em seis capítulos fala do cuidado com o meio ambiente
Jéssica Marçal
Da Redação
Nova encíclica do Papa fala do cuidado com a Criação / Foto: Reprodução Vaticano
Nova encíclica do Papa fala do cuidado com a Criação / Foto: Reprodução Vaticano
O Vaticano publicou, nesta quinta-feira, 18, a nova encíclica do Papa Francisco: “Louvado sejas”, sobre o cuidado da casa comum. O documento sobre meio ambiente reitera a necessidade do cuidado com a criação.
A encíclica está dividida em seis capítulos que falam sobre a mudança climática, a dívida ecológica, a questão da água, a crise ecológica bem como as mudanças no estilo de vida. Com o documento, Francisco quer que as pessoas e instituições reflitam sobre o cuidado com o meio ambiente.
“Lanço um convite urgente a renovar o diálogo sobre a maneira como estamos construindo o futuro do planeta. Precisamos de um debate que nos una a todos, porque o desafio ambiental que vivemos e as suas raízes humanas dizem respeito e têm impacto sobre todos nós”.
Após uma reflexão consistente, Francisco concluiu a encíclica com duas orações, sendo uma delas pela terra, oração comum que todos que acreditam em Deus Criador podem fazer; e uma oração cristã, para que os fiéis saibam assumir os compromissos para com a criação.