Seja Bem Vindo!

"Muita gente pequena, em muitos lugares pequenos, fazendo coisas pequenas, mudarão a face da Terra". provérbio africano

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domingo, 26 de fevereiro de 2017

Flores Comestíveis

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Aos nossos dois milhões de visitantes um grande muito obrigado!



Pois é gente, este canal de troca de vivências e dúvidas, já recebeu a visita de 2.000.000 de internautas. 

Obrigado a cada um que passou por aqui!




Este blog começou para ser um diário do estágio obrigatório do curso de Agronomia da UFRGS, no entanto após o estágio no Sítio dos Herdeiros, fiquei apaixonado pela agroecologia e percebi quantas pessoas cultivam suas plantas, quantas gostariam de ter sua horta , seu vaso, mas deparam-se com inúmeras dificuldades. Este blog quer ser uma ajuda, um incentivo a continuar a administrar a natureza, protegendo e valorizando seu potencial.
Por isso continua ou começa a tua horta, o teu pomar, pois acredito no provérbio:

"Muita gente pequena, em muitos lugares pequenos, fazendo coisas pequenas, mudarão a face da Terra".

Lembro que este é um blogue pessoal do Engenheiro Agrônomo Alexandre Panerai Pereira. 
As informações, artigos, textos, imagens, vídeos, fotografias e logos (salvo os da minha autoria) são de propriedade dos seus respectivos titulares e estão aqui expostos com finalidade educativa. Se alguma pessoa física ou jurídica se sentir prejudicada, por favor entre em contato que as correções serão efetuadas imediatamente. 
obrigado

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Conheças as incríveis telas de sombreamento Ultranet e Freshnet e seus poderosos benefícios


Alguém já usou? Quais os resultados? Coloque nos comentários do artigo. Obrigado


      As telas de sombreamento (sombrite) tem como função principal a proteção das plantas contra o sol. Porém, as diversas opções em fios e porcentagem de filtragem, possibilitam seu uso em construção civil e estacionamentos.
      A classificação do sombrite é dada em porcentagem e se refere à quantidade de proteção da luz. Ou seja, um sombrite de 60% só deixa passar 40% dos raios solares.
      É muito utilizado para os viveiros de mudas, visto que a luz solar é necessária para o desenvolvimento da maioria das plantas. Porém, ela deve ser controlada. O sol excessivo pode prejudicar o desenvolvimento das mudas e até mesmo plantas adultas. Assim, o sombrite se torna uma ótima opção.
      O sombrite é um investimento barato e prático que os produtores encontraram para garantir que suas plantas se desenvolvam rapidamente e não tenham prejuízos. Seja com o excesso de sol ou geadas.
      Mas e as telas Ultranet e Freshnet, você já ouvi falar?
     ultranet-35
      Desenvolvida com aditivos especiais que permitem a foto-conversão de luz e diminuição térmica, a tela ULTRANET traz diversos benefícios, como aumento de produtividade (tamanho, peso, número de plantas e/ou frutos) e da qualidade da planta (sabor, textura e cor). A cobertura vermelha estimula o crescimento da planta, incrementando a radiação necessária para a fotossíntese. Diferente da tela preta, que apenas reduz a quantidade de luz, a tela vermelha ULTRANET altera o espectro da luz, transformando-a no que a planta precisa e também atua no controle térmico, pois, possui aditivos próprios para diminuição de temperatura. De fácil instalação e personalização a diversos locais, a tela pode ser aplicada em ambientes internos e externos e adaptada aos mais diversos projetos, sistemas móveis ou que exijam flexibilidade.
Principais aplicações: Produção de hortaliças folhosas, especialmente alface e rúcula, além da produção de flores que necessitam de grande incidência de luz.
Material: Matéria-prima 100% virgem, que possui alta resistência à tensão, compressão e tração. O material que compõe essa tela foi desenvolvido através de alta tecnologia e com equipamentos de alta precisão, o que a torna impermeável e leve, além de ser sustentável devido ao fato de ser um produto reciclável. Possui aditivo com proteção UV, que garante a não degradação da tela quanto exposta ao sol, durante o período de garantia (3 anos).
Sombreamento: 35%
Cor: Vermelha
freshnet-50
      A FRESHNET é desenvolvida com aditivos especiais, adaptado da indústria automobilística alemã, é uma revolucionária tecnologia de produção que permite a máxima diminuição de temperatura diurna. A propriedade de retenção das ondas longas também propicia manutenção da temperatura da folha, maior que a temperatura do ar à noite, evitando o orvalho e diminuindo os riscos de geada por perda de energia radiante. A FRESHNET pode ser usada externamente ou internamente para controle de temperatura diurna ou noturna em estufas e também em telados.
Principais aplicações: Hortaliças, mudas e flores
Material: Tela refletora confeccionada em malha térmica de polietileno de alta densidade com matéria-prima virgem, maleável e possui alta resistência à tensão, compressão e tração. O principal diferencial desse produto é que ele não é aluminizado. Ou seja, não se delamina e não perde a característica de termo-reflexão ao longo do uso.
Sombreamento: 50%
Cor: Prata
   freshnet1
            Um investimento incrível para a produção melhorada e segura de seus cultivares!
            Adquira já as suas telas e garanta uma melhor produtividade.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Produtores dão dicas simples para cuidar de hortas sem usar veneno

Pulgões e lagartas podem acabar com a plantação, mas dá pra enfrentar o problema respeitando o meio ambiente

Nosso CampoTV TEM

Trabalhar com a prevenção nas hortas e plantações garante hortaliças mais saudáveis (Foto: Reprodução/TV TEM)Trabalhar com a prevenção nas hortas e plantações garante hortaliças mais saudáveis (Foto: Reprodução/TV TEM)
Jefferson Parra é citricultor e produtor de hortaliças orgânicas há uma década em um sítio de dez hectares em Araçoiaba da Serra (SP). Ele prepara todas as soluções que usa e disse para o Nosso Campo que o principal para as plantas é uma boa nutrição, que ajuda a eliminar a maior parte das pragas.
(Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 05/02/2017)
Para garantir essa nutrição, Jefferson pulveriza as folhas com um biofertilizante caseiro a cada 15 dias. Esse líquido pode ser usado em hortas, quintal com gramado, pequenas e grandes plantações. Não é difícil de preparar. Ele usa 20 litros de água, 300ml de leite, 560g de açúcar cristal, 66g de fermento biológico e 250g de fubá.
Coloque a água em uma bacia grande. Em um recipiente menor, separe um pouco de água, dissolva o fermento biológico e despeje na bacia. Em seguida, com o mesmo recipiente menor, pegue o líquido da bacia e dissolva o fubá. Mexa e despeje na bacia. Repita o processo de mistura com o açúcar. O leite, acrescente direto na bacia. Misture bem e mexa de 3 a 4 vezes por dia durante uma semana. Depois, já pode ser aplicado nas plantas.
Essa quantidade é suficiente para uma área de 15 a 20 metros. O biofertilizante tem 45 dias de vida útil. Após esse período, o ideal é colocar mais açúcar e fubá para reativar a mistura.
Trabalhar com a prevenção nas hortas e plantações garante hortaliças mais saudáveis. Para isso é preciso observar sempre o aspecto das plantas. É o que faz Maria Rodrigues, produtora orgânica de frutas e hortaliças no município de Iperó (SP).
Maria planta cravo-de-defunto, flor que tem um cheiro forte e cores quentes. Além de atrair insetos, a planta possui propriedades curativas, como o piretro. O cravo-de-defunto faz parte de uma das receitas utilizadas pela produtora para ajudar a repelir os insetos. Ela usa 100g da flor (incluindo folhagens e ramos) e 1 litro de água.
Maria ferve as flores em um litro de água.  Primeiro, começa com a panela tampada. Assim que começa a ferver, coloca a tampa e deixa no fogo por 30 minutos. Depois, deixa esfriar naturalmente; por aproximadamente uma hora. Em seguida, coa e coloca em uma garrafa pet com uma mangueira de aspersão, mas, quem quiser, pode usar um borrifador comum. O ideal é aplicar uma vez por semana, no fim da tarde, em plantas com pulgões, ácaros e lagartas até eliminar o problema.
Para combater a vaquinha, um tipo de besouro comum e que ataca as plantações, Maria indica a seguinte receita. Ela usa 100g de pimenta dedo-de-moça ou 80g de pimenta malagueta, 800ml de água e 1 colher de sopa de sabão de coco ralado ou 1/2 colher de sopa de detergente de coco
Coloque no liquidificador a pimenta, a água e o sabão. Bata bem até misturar tudo. Depois peneire e aplique com um borrifador a cada quatro dias nas plantas afetadas. Após ser guardada, a mistura pode mudar de textura. Daí, é só bater de novo no liquidificador e voltar a usar.
O objetivo não é matar o besouro vaquinha e, sim, espantar o inseto. Com prevenção e observação, dá para ter uma horta bonita, com alimentos saborosos e de qualidade.
O Nosso Campo é exibido aos domingos, às 7h25, na TV TEM! Para participar, envie um e-mail para nossocampo@tvtem.co
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

A PODEROSA BANANA VERDE

Produzida na maioria dos países tropicais, a banana é uma das frutas mais consumidas no mundo, tendo o Brasil como o segundo maior produtor e primeiro consumidor mundial. As variedades mais difundidas no País são: Prata, Maçã, Terra e Nanica.

A banana é considerada hoje uma das principais fontes de amido na dieta dos trópicos, onde é consumida normalmente cozida quando ainda verde. A análise da composição química comprova que a banana não é somente rica em carboidratos e energia, mas possui também elevadas proporções de minerais e vitaminas.

Resultado de imagem para nós temos BANANAS
A banana verde na forma cozida é apropriada ao preparo de subprodutos,
como a farinha e a biomassa (polpa e/ou casca verde cozida e processada), devido ao seu alto conteúdo de amido presente na polpa e também nas fibras na casca. Outra vantagem para sua utilização, é a palatabilidade conferida pelo amido presente na banana verde, que é bastante superior ao das fibras provenientes e cereais integrais, permitindo sua aplicação nas mais diversas preparações
doces e salgadas, que ficam ainda mais nutritivas.


Yes, nós temos BANANAS

Heloisa de Freitas Valle e Marcia Camargos

Editora: Senac São Paulo

Preço sugerido: R$ 45,00

Número de páginas: 256

Capa: Sylvia Monteiro, sobre quadro de Lasar Segall / 16 x 23 cm

256 páginas / Preço: R$ 45,00 / Editora SENAC São Paulo




MAIS INFORMAÇÕES: JM - Assessoria de Imprensa e Comunicação

José Maria M. Filho-(Assessor de Imprensa de Heloísa de Freitas Valle, uma das autoras do livro e do Projeto Pró Banana Verde)

E-mail: filhomjm@ig.com.br -(0xx11) 6866-2346/9804-1112

domingo, 5 de fevereiro de 2017

CRIAÇÃO DE GALINHAS CAIPIRAS EM SISTEMA ORGÂNICO

A criação de galinhas caipiras deve obedecer a alguns requisitos básicos, afinal, as aves estão sujeitas a problemas com a alimentação, sanidade e instalações, apesar de serem bastante rústicas. A manutenção de animais saudáveis e livres de estresse é um dos princípios-chave da agricultura orgânica. Isto é conseguido através da gestão cuidadosa das necessidades de cada espécie animal. 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Dicas ecológicas: plantas inseticidas no controle de pragas

Pesquisa realizada no Centro Universitário Luterano de Palmas (CEULP/ULBRA) buscou comprovar científicamente o poder de algumas plantas, usadas como defensivo agrícola e conservante de grãos, já conhecidas pelos agricultores da região.
Segundo a Prof Conceição Previero, coordenadora da pesquisa, o trabalho foi "voltado principalmente para os agricultores familiares, que nos dão essas respostas de plantas com essas propriedades, descobertas de forma empírica e intuitiva e repassadas de geração em geração". O resultado gerou uma Cartilha, distribuída pelo CNPq: RECEITAS DE PLANTAS COM PROPRIEDADES INSETICIDAS NO CONTROLE DE PRAGAS.

Aqui vão algumas receitas, extraídas da cartilha, que podem ser de interesse para os nossos leitores.



Alho branco (Allium sativum), planta perene cujo bulbo (a "cabeça de alho") é composto por folhas escamiformes (os "dentes de alho"), comestível e usado tanto como tempero, fins medicinais e defensivo agrícola.O extrato do alho branco quando adequadamente preparado tem ação fungicida, bactericida e controla insetos nocivos como a lagarta da maçã, pulgão, etc. Sendo apresentado como defensivo mais barato que os agrotóxicos, não prejudica os trabalhadores, e é seguro para o meio ambiente.
Princípios ativos: O alho fresco possui alina, um amino-ácido sulfurado que se transforma em alicina, princípio ativo antisséptico, também é rico em iodo, flúor, cálcio, ferro, fósforo e vitaminas A, B e C, aminoácidos, dentre outros.
Alho contra brocas, cochonilhas e pulgões e ácaros
RECEITA 1

1 dente de alho, 2 litros de água
Modo de preparo
Bata o alho no liquidificador com água (2 litros para cada dente). Em seguida pulverize as plantas atacadas. Mas, atenção, não use sobre feijões, pois o alho inibe seu crescimento.
RECEITA 2 - Alho no controle biológico de pragas
1kg de alho ,5 litros de água ,100g de sabão ,20 colheres (de café) de óleo mineral.
Os dentes de alho devem ser finamente moídos e deixados repousar por 24 horas, em 20 colheres de óleo mineral. Em outro vasilhame, dissolva 100 gramas de sabão picado em 5 litros de água, de preferência quente. Após a dissolução do sabão, mistura-se a solução de alho. Antes de usar, é aconselhável filtrar e diluir a mistura com 20 partes de água. Quando pulverizado sobre as plantas depois de 36 horas não deixa cheiro nos produtos agrícolas.
Dica: Quando plantado entre as roseiras, diminui o ataque de pulgões.



A Arruda (Ruta graveolens) é uma planta da família das Rutáceas. Também é denominada como arruda fedorenta, arruda-doméstica, arruda-dos-jardins, rutade-cheiro-forte. Subarbusto muito cultivado nos jardins em todo o mundo, devido às suas folhas, fortemente aromáticas. Atinge até um metro de altura, apresentando haste lenhosa, ramificada desde a base. As folhas são alternas, pecioladas, carnudas, glaucas, compostas, de até 15cm de comprimento. As flores são pequenas e amareladas. O fruto é capsular, de quatro ou cinco lobos, salientes e rugosos, abrindo-se superior e inteiramente em quatro ou cinco valvas
Princípios ativos: Rica em óleos esssenciais, flavonóides (rutina), cumarinas e alcalóides

Receita no combate aos pulgões:
Ferva as folhas durante 5 minutos. Deixe esfriar e pulverize as plantas.
Curiosidades
Uma crença popular de raiz africana, remontando aos tempos coloniais, dita que os homens usem um pequeno galho de folhas por cima de uma orelha, ou que um galho das mesmas seja mantida no ambiente, para espantar maus espíritos.
Apesar das propriedades medicinais conhecidas há séculos, o uso interno desta planta é desaconselhado, pois, em grande quantidade, a arruda pode causar hiperemia (abundância de sangue) dos órgãos respiratórios, vômitos, sonolência e convulsões.
O efeito considerado "anticoncepcional" na verdade é abortivo, pois provém da inibição da implantação do óvulo no útero, sendo que a ingestão da infusão preparada com a arruda para esta finalidade é muito perigosa e pode provocar fortes hemorragias.



Cinamomo (Melia azedarach L, também conhecido popularmente como amargoseira, jasmim-de-caiena, jasmim-de-cachorro, jasmim-de-soldado, árvore-santa, loureiro-grego, lírio-da-índia, Santa Bárbara é uma árvore nativa do oriente (da Ásia até a Austrália) e subespontânea na América, Mediterrâneo e África. Chega a atingir 20 metros de altura. É muito cultivada como árvore ornamental. Suas folhas são usadas para fins medicinais.
Estudos recentes compravam a eficiência de suas folhas e frutos como conservante natural de grãos e sementes.

RECEITA - Extrato aquoso de folhas e frutos a 10% utilizado no controle de pulgões
Ingredientes
100g de folhas e frutos de Cinamomo, 1 litro de água, 1 pulverizador de pequeno porte
Macere as folhas e frutos de Cinamomo em água, faça infusão por 24 horas, coe e pulverize na cultura desejada, semanalmente Ingredientes
Dicas e curiosidades
As folhas e frutos do cinamomo são tóxicas e sua ingestão pode causar aumento da salivação, náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarréia intensa; em casos graves pode ocorrer depressão do sistema nervoso central



A Hortelã ou (Mentha spicata), também conhecida como hortelã-das-hortas, hortelã-comum, hortelã-dascozinhas, hortelã-dos-temperos ou simplesmente hortelã-verde, é uma planta herbácea perene, da família Lamiaceae (Labiadas), atingindo 30-100 cm. Erva utilizada desde a antiguidade, com sua origem confundida com os mitos. Usada pelos egípcios, hebreus, gregos, medievais, romanos e americanos, durante o século IX ,foram introduzidas na Europa muitas variedades. Além de seus variados fins medicinais essa planta também é utilizada como repelente.
A hortelã plantada nas bordaduras de canteiros repele ratos, formigas e insetos.
RECEITA: Hortelã como repelente natural
1 litro de água, 1 maço Hortelã
Ferva a hortelã em 1 litro de água, deixe esfriar, coe e pulverize sobre as plantas. O chá de hortelã é muito útil para as plantas em geral, protegendo-as.

Curiosidades de dicas
Fresca: deve ser acondicionada na geladeira em saco plástico, por alguns dias.
Para congelar: retire e pique as folhas finamente. Coloque em uma forma de gelo com água e leve ao congelador.
Como secar: seque ao ar livre, em local sombreado e bem ventilado, por alguns dias.
No microondas: lave e seque bem as folhas, separe do talo e forre o prato do microondas com papel absorvente. Espalhe as folhas sobre o papel, deixe o centro do prato livre. Leve ao micro em potência máxima de três a quatro minutos. Seca ou em pó: deve ser guardada ao abrigo da luz, respeitando o prazo da validade.
Outras plantas eficazes:
Capim cidreira
(Cymbopogon citratus)
Paisagismo Digital
Cravo-da-índia
(Caryophilus aromaticus)
Paisagismo Digital
Cravo-de-defunto
(Tagetes erecta)
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Eucalipto
(Eucaliptus citriodora)
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Louro
(Laurus nobilis)
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Neem
(Azadirachta indica)
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Saboneteira
(Sapindus saponaria)
Paisagismo Digital



Falso-açafrão (Curcuma longa)


Fumo (Nictiana tabacum)


Pimenta malagueta (Capsicum frutescens)



Fonte: http://www.cnpq.br/documents/10157/922e31c5-6089-490e-b080-95843d86b2b9

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

CHÁ DE ARRUDA NO CONTROLE DE PULGÕES



O chá de arruda pode ser usado como defensivo alternativo para controle de pulgões.





Modo de preparo:

  1. Cozinhar as folhas da arruda em água por alguns minutos;
  2. Coar, misturar mais água e pulverizar;
  3. A quantidade de água a ser misturada ao chá variará de acordo com os resultado observados após a aplicação. Se o controle da praga não foi total, deve ser misturado menos água ao chá, para que ele fique mais forte.

Outra Receita com arruda:

Ingredientes:
  • 8 ramos de 30 centímetro de comprimento com folhas; 1 litro de água;
  • 19 litros de água com espalhante adesivo de sabão de coco.
  Modo de Preparo e Uso:

  1. Bater os ramos de folhas de arruda no liquidificar, com 1 litro de água. 
  2. Coar com pano fino e completar com 19 litro de água. 
  3. Acrescentar na solução, espalhante adesivo.

FONTE:  PEREIRA, W. H. Práticas alternativas para produção agropecuária agroecológica. EMATER-MG. Disponível em: http://www.ciorganico.agr.br/wp-content/uploads/2012/09/Manual_de_Praticas_Agroecol%C3%B3gicas-Emater1.pdf

Bananeira orgânica é bom negócio para pequeno produtor


Se existe uma cultura fácil de ser adaptada ao sistema orgânico de produção é a bananeira. "Cerca de dois terços de toda a fitomassa da bananeira retorna para o solo, ou seja, ela restitui quase 70% do que produz", afirma Ana Lúcia Borges, pesquisadora da Embrapa Mandioca e Fruticultura (BA) e representante da Empresa na Comissão de Produção Orgânica da Bahia, fórum composto por membros de entidades governamentais e não governamentais.
No Brasil, estima-se que apenas 0,5% da área colhida de banana esteja sob monocultivo orgânico, ou seja, em torno de 2.400 hectares. De acordo com dados de 2014 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dentre todas as frutas produzidas no Brasil, a banana ocupa o segundo lugar em área colhida (aproximadamente 485 mil hectares), produção (cerca de 6,9 milhões de toneladas) e consumo aparente por habitante (30 kg/ano).
Para ser considerado orgânico, o produtor deve usar técnicas ambientalmente sustentáveis e não pode utilizar agrotóxicos nem adubos químicos solúveis, que devem ser aplicados rigorosamente de acordo com as instruções para que não haja excesso em relação à capacidade de absorção das plantas e, a longo prazo, não tragam danos ao ecossistema.
Para ser regularizado, existem três opções: certificação por um Organismo da Avaliação da Conformidade Orgânica (OAC) credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), organização em grupo ou cadastramento no Mapa para realizar a venda direta sem certificação. Além disso, pode seguir o sistema orgânico de produção para a cultura da banana, organizado pela Embrapa, que está na segunda edição. A publicação reúne informações técnicas sobre estabelecimento da cultura, preparo da área, seleção de variedades e mudas, práticas culturais, manejos de doenças, nematoides, insetos e ácaros, além dos manejos na colheita e pós-colheita, com base nos regulamentos aprovados para a produção orgânica.
Mercado
Por ter princípios bem definidos pelas certificadoras, o mercado de banana orgânica diferencia-se do convencional devido às peculiaridades dos processos ‘antes da porteira' e ‘depois da porteira'. "Os cuidados nas fases de comercialização são maiores e, por isso, o percentual de perda do produto é menor que os cerca de 40% encontrados para as bananas convencionais, embora não haja estudos com dados percentuais mais próximos da realidade", declara a pesquisadora Áurea Albuquerque, doutora em Economia Agrícola.
No momento sob forte expansão, o mercado brasileiro de banana orgânica está concentrado em centros de distribuição especializados (atacados), redes de supermercados com processos de logística que englobam produtos orgânicos e feiras livres especializadas – com vendedores cadastrados em associações ou cooperativas. "Tanto nas feiras especializadas quanto nas redes de economia solidária a rentabilidade do produtor, que muitas vezes é o próprio vendedor, é maior, pois a maximização do lucro é relegada a segundo plano", salienta Áurea.
Segundo a pesquisadora, a exportação de banana orgânica brasileira vem crescendo nos últimos anos. O destaque fica para produtos processados, como a banana passa proveniente do Projeto Jaíba, em Minas Gerais, e exportada, principalmente para a União Europeia e os Estados Unidos. "Além das exigências que os agricultores devem atender para exportação, somam-se os requisitos para certificação orgânica, institucionalizados por órgãos internacionais, o que confere  garantia adequada ao produto". 
Para o consumidor, a certificação é a garantia da procedência e da qualidade orgânica de um alimento natural ou processado. Para o produtor certificado, agregação de valor ao seu produto é um diferencial de mercado que estabelece uma relação de confiança com o consumidor. Além disso, por não utilizar agrotóxicos, a saúde dos próprios agricultores é preservada.
Nutrientes
Fertilizantes, corretivos e inoculantes somente podem ser usados se permitidos pela Instrução Normativa 17, de 18 de junho de 2014, do Mapa. Os nutrientes podem ser supridos por meio de fontes orgânicas (adubo verde, esterco animal, torta vegetal ou cinza) ou minerais naturais (calcário, fosfato natural e pó de rocha) ou da mistura das duas fontes.
O ideal é que o produtor aproveite resíduos da sua propriedade (fitomassa da bananeira e outras culturas), para reduzir custos com transporte, e utilize coberturas vegetais apropriadas para o ecossistema da região. "A agricultura orgânica é mais adequada e viável ao pequeno agricultor porque ele pode usar tudo da sua área. Se ele tem um animal, até mesmo uma galinha, pode usar o esterco, fazer o composto e colocar na bananeira", exemplifica a pesquisadora. Outros resíduos que podem ser usados no composto são bagaço de laranja ou de cana-de-açúcar, cinzas de madeira, polpa de sisal, raspa de mandioca, torta de algodão, cacau ou mamona. Também existem no mercado produtos certificados. 
O composto orgânico demora cerca de três meses para liberar os nutrientes. "No sistema orgânico o fruto realmente cresce menos. Como o nutriente não está prontamente disponível, a liberação é lenta, mas observamos que isso tem uma vantagem. O fruto cresce devagar, concentra o brix [a doçura], fica com tamanho adequado, em torno de 90 a 100g, e mais saboroso. Para o consumidor, isso pode ser importante", informa. 
"Particularmente, a bananeira é uma planta muito fácil de produzir de forma orgânica porque anualmente não é necessário colocar tanto adubo já que ela restitui ao solo dois terços da sua fitomassa. Da bananeira, só saem os frutos. Então, tem que se repor os nutrientes que saíram com o cacho. Tudo volta, até o engaço [estrutura que segura os frutos]'.
crotalária
Conservação do solo
Uma preocupação constante do produtor orgânico precisa ser com a conservação do solo, que deve ser mantido sempre coberto. Por isso, na fase de formação do bananal é recomendável o plantio de leguminosas e não leguminosas nas entrelinhas do bananal. "As plantas utilizadas como adubo verde devem ter crescimento inicial rápido, para abafar as plantas espontâneas e produzir grande quantidade de massa verde", explica José Egídio Flori, pesquisador da Embrapa Semiárido (PE). Ao serem cortadas, as plantas de cobertura devem ser deixadas sobre a terra. Esse material orgânico se decompõe, liberando nitrogênio – principalmente as leguminosas – e outros nutrientes.
Nos experimentos em área de produtor, as leguminosas que trouxeram melhor resultado foram feijão-de-porco (Canavalia ensiformis), crotalária (Crotalaria juncea), guandu ou feijão-de-corda (Cajanus cajan) e cudzu tropical (Pueraria phaseoloides). Perene e tolerante à sombra, o amendoim forrageiro (Arachis pintoi) deve ser usado apenas em regiões de boa pluviosidade ou em bananais irrigados. "O produtor pode consorciar a bananeira com uma cultura que ele pode vender também e ter uma renda a mais, como o guandu", salienta Ana Lúcia.
Pragas e doenças
De acordo com a Instrução Normativa 17 do Mapa, nos sistemas orgânicos, deve-se priorizar a utilização de material adaptado às condições locais e tolerantes a pragas e doenças. "O grande problema do sistema orgânico é a mão de obra. No sistema convencional, o monitoramento é feito para avaliar se precisa fazer o controle. No orgânico, tem que ser o tempo todo. Quando aparecer uma praga, o produtor tem que retirar antes que se alastre. A vistoria precisa ser constante", alerta Ana Lúcia. Por isso, a melhor alternativa para o controle é a utilização de estratégias de manejo integrado de pragas (MIP).
"Não existem variedades de bananeira desenvolvidas especificamente para plantio em sistemas orgânicos de produção, mas as variedades utilizadas para o sistema convencional vêm sendo cultivadas com sucesso, adotando-se as práticas recomendadas para o sistema orgânico. A Embrapa tem uma série de variedades resistentes, que permitem o cultivo sem a utilização de agrotóxicos", esclarece. Para verificar o comportamento de oito variedades de bananeira no sistema orgânico, dois experimentos foram implantados em locais com condições e climas distintos: no Perímetro Irrigado Pedra Branca, localizado nos municípios de Curaçá e Abaré (BA), e outro na Unidade de Pesquisa de Produção Orgânica (UPPO), na área da Embrapa Mandioca e Fruticultura, em Cruz das Almas (BA). As variedades foram Prata Anã, Pacovan, BRS Platina, BRS Princesa, BRS Japira, BRS Preciosa, BRS Vitória e Galil-18. No primeiro ciclo, destacaram-se, no ecossistema Semiárido, a bananeira BRS Preciosa e, no ecossistema Mata Atlântica, a BRS Platina. No segundo ciclo, destacou-se a BRS Princesa no Semiárido e a ‘Galil 18' na Mata Atlântica.
"A resistência a doenças importantes e a rusticidade, em especial, das variedades BRS Platina e BRS Princesa facilitam a adoção e o cultivo em áreas onde o uso de tecnologia ainda é incipiente", confirma o pesquisador Edson Perito Amorim, líder do Programa de Melhoramento Genético de Bananas e Plátanos da Embrapa.
Em Pedra Branca, além do experimento de competição de variedades de bananeira na área do produtor João Conceição, foi conduzida, de 2010 a 2013, uma área com a cultivar Pacovan orgânica, cujo acompanhamento foi feito por técnicos da assistência técnica Projetec, contratada pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). "Na área de Pacovan obtivemos bom resultado de produção, que foi em média de 23 t/ha. O desempenho de produção e qualidade dos frutos da bananeira orgânica foi bom", completa José Egídio Flori.
O agricultor João Conceição, que já cultivava hortaliças orgânicas, teve bons resultados com a banana orgânica. "A produtividade foi muito boa. Eu segui todas as recomendações do pessoal da Embrapa e da assistência técnica porque acho que o produtor não pode fazer as coisas só da cabeça dele. Fiz até análise do solo. Só não pude ganhar mais porque não sou certificado e precisei vender as bananas para o atravessador junto com as convencionais", salienta.
Léa Cunha (MTb 1633/BA)
Embrapa Mandioca e Fruticultura

Telefone: (75) 3312-8076