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terça-feira, 12 de março de 2019

Saúde das árvores de S.Paulo - IPT

FONTE: SITE IPT

Resultado de imagem para TIPUANAS

Pesquisador do IPT estuda ação de fungos e cupins em tipuanas. 

Sete bairros paulistanos foram analisados


A ocorrência de fungos apodrecedores em tipuanas na cidade de São Paulo foi mais significativa em comparação à presença de cupins subterrâneos na amostragem de 1.109 árvores avaliadas nos bairros de Alto da Boa Vista, Alto da Lapa, Alto de Pinheiros, Cerqueira César, Paraíso, Pacaembu/Sumaré e Vila Nova Conceição: essa é uma das informações contidas na tese de doutorado de Sergio Brazolin, pesquisador do Laboratório de Preservação de Madeiras e Biodeterioração de Materiais do CT-Floresta. “O cupim aproveita o lenho previamente apodrecido pelos fungos para se alojar nas árvores. Podemos então dizer que o problema está nesses organismos, que deixam o lenho em um estado que pode ser classificado como “pré-digerido” para a alimentação dos cupins”, completa o biólogo.
A avaliação da biodeterioração do lenho das tipuanas em passeios públicos e a sua relação com o risco de queda foi o objetivo principal do estudo. A escolha da tipuana foi feita em função de a árvore ser a mais frequente em seis das sete regiões a serem avaliadas: os projetos de arborização urbana na maior parte destes bairros foram executados na década de 1930 pela incorporadora City, que escolheu a espécie pela sua robustez e resistência a stress urbano, além da questão estética (grande quantidade de flores amarelas).

Para a avaliação dos 1.109 exemplares de tipuanas, o pesquisador partiu de uma abordagem macroscópica baseada em conceitos de biomecânica (biologia e engenharia) onde foram observadas as condições de entorno, posições de inserção, execução de poda de galhos e raízes, presença de barreiras e injúrias. O próximo passo do pesquisador envolveu os exames microscópicos do lenho das árvores.
 
  • Risco de queda em árvores
 

Foram estudadas em lâminas as alterações causadas pela atuação de fungos, cupins e brocas na anatomia do lenho e nas propriedades físico-mecânicas das tipuanas, com o intuito de mensurar modificações no grau de resistência das árvores provocadas pelos organismos xilófagos (que se alimentam de madeira). Em seguida à quantificação e qualificação dos estragos, o pesquisador simulou matematicamente pelo Método de Elementos Finitos (MEF) apodrecimentos em uma árvore hipotética para verificar a distribuição de forças frente a intempéries como ventos e chuvas.

No final do estudo, o pesquisador compilou todos os conhecimentos e criou parâmetros para um técnico responsável pela arborização de uma cidade tomar decisões em campo quanto ao risco de queda da árvore. As conclusões apontaram que uma tipuana com diâmetro à altura do peito (DAP) acima de 70 cm tem uma probabilidade de deterioração externa comprometedora de 67%. Isso torna necessário priorizar esse exemplar em situações de avaliação de risco, assim como a presença externa de fungos e cupins simultaneamente, que trazem uma probabilidade de 42% da árvore apresentar risco máximo de queda.

Morte da árvore

O estudo mostrou ainda que uma quantidade significativa (79%) das tipuanas está plantada em canteiros inadequados dos passeios públicos, em áreas inferiores a três metros quadrados – espaço reduzido para uma espécie cuja altura média na cidade é de 12 a 14 metros, mas pode alcançar 40 metros – e 57% delas encontram-se em vias de tráfego intenso. No entanto, do total de 1.109 árvores estudadas, nenhuma delas apresentou características de declínio, ou seja, sinais de que estava morrendo em razão da presença de fungos, despejo de produto químico ou falta de espaço para crescimento da raiz. Segundo o pesquisador, isso confirma a ideia de que a tipuana é uma espécie robusta, mas ele chama a atenção para a constatação de um estado crítico em relação aos cupins e fungos.

“Esses organismos não afetam a saúde da árvore porque crescem no cerne, que é uma área morta. A parte viva é somente a externa”, explica Brazolin. “Apesar de as árvores analisadas estarem repletas de folhas e flores, o estado delas era crítico. Assim, é bom ressaltar que os organismos estudados podem ocasionar a queda, mas não a morte da árvore”.

O cupim subterrâneo Coptotermes gestroi e o fungo apodrecedor Ganoderma sp foram os gêneros mais encontrados nas árvores estudadas. O primeiro, relatado como praga há pelo menos 40 anos, chegou ao Brasil da Ásia provavelmente pelo Porto de Santos e não encontrou seus predadores naturais, enquanto o segundo está normalmente associado a injúrias causadas pelo homem às árvores, o que traz a questão da necessidade de programas de educação ambiental, acredita o pesquisador.

Brazolin ressalta que o trabalho não buscou avaliar as diferenças entre bairros, mas sim transformar conceitos complexos em algo útil: “Espero que a tese auxilie os responsáveis pela arborização urbana a tomar decisões por meio de parâmetros simples, mas com todo um conhecimento acadêmico incorporado. Com parâmetros visuais e outros de prospecção, será possível inferir o risco de queda da árvore”.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Araçá Piranga - Eugenia leitoni

Fonte: site viveiro ciprest

ARAÇÁ PIRANGA

( Eugenia leitonii ) - RNC 35194


Árvore de pequeno porte quando cultivada, e de médio porte quando encontrada nativa na Mata Atlântica. O Araçá Piranga produz grande quantidade de frutos amarelos de casca aveludada, com polpa espessa e carnosa, de agradável sabor adocicado. Estes podem ser consumidos in-natura, sucos, sorvetes, geleias e doces.

Frutifica geralmente no período de janeiro a março. Aconselhamos sempre o consumo dos frutos quando estão totalmente maduros, pois se não estiverem totalmente amadurecidos, possuem leve adstringência e um leve amargor final.

Espécie muito ornamental, seu tronco adquire varias tonalidades no decorrer do ano, sendo desde cores acinzentadas e alaranjadas, até chegar finalmente na cor vermelha-ferrugíneo, geralmente na primavera. Uma excelente opção para uso no paisagismo, pois além do lindo tronco, produz também bela florada branca no período anterior a frutificação.

Árvore com madeira de excelente qualidade, que não pode faltar em reflorestamentos. Também é uma excelente opção para arborização urbana, pois quando cultivada em áreas urbanas dificilmente passa dos 6 metros de altura.

De fácil cultivo, deve ser plantada a pleno sol ou meia sombra. Gosta de solos férteis e úmidos, porém com boa drenagem. Começa a frutificar em 3 a 4 anos após o plantio das mudas.

Mudas desta espécie são comercializadas pela Ciprest. www.ciprest.com.br

Veja mais fotos abaixo:


Detalhe dos frutos

Detalhe do fruto cortado

Detalhe dos frutos

Detalhe dos frutos

Tamanho dos frutos

Um belo exemplar de Araçá Piranga florescendo na propriedade do nosso amigo Flores Welle em Holambra-SP

Detalhe da florada

Detalhe das flores

Detalhe dos frutos ainda verdes na árvore

Detalhe dos frutos maduros na árvore

Detalhe de árvore carregada de frutos

Exemplar de Araçá Piranga frutificando na arborização urbana

Vários exemplares na arborização urbana

Arvoreta na arborização urbana com tronco avermelhado

Arvoreta na arborização urbana com tronco alaranjado

Detalhe do exuberante tronco do Araçá Piranga

Detalhe do tronco do Araçá Piranga

Detalhe do tronco do Araçá Piranga




sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Chips ajudam a monitorar árvores e podem evitar riscos de queda. Jornal da USP

Cidade Universitária, em São Paulo, recebeu projeto piloto em 200 árvores
Por  - Editorias: Universidade - URL Curta: jornal.usp.br/?p=14563





Foto: Marcos Santos/USP Imagens
“O chip armazena todas as informações sobre as árvores”, observa o professor Carlos Eduardo Cugnasca – Foto: Marcos Santos/USP Imagens
O manejo e o gerenciamento de árvores nas cidades brasileiras ainda são um assunto problemático. A grande variedade de espécies, o plantio de forma inadequada, o envelhecimento e outras adversidades acabam provocando acidentes, como a queda abrupta de alguns espécimes, o que pode trazer consequências trágicas. De acordo com o site da prefeitura da cidade de São Paulo, de 1º de janeiro a 30 de abril deste ano, foram registradas 1.273 quedas de árvores na capital paulista.
Para  fornecer aos gestores ambientais um recurso ágil para monitorar essas condições, o Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais da Escola Politécnica (Poli) da USP desenvolveu um projeto piloto para analisar as árvores da Cidade Universitária, em São Paulo.
O sistema é composto por um chip comprado pronto e instalado dentro de um tipo de prego (feito de plástico de engenharia, mais resistente e durável). Esse prego é implantado em lugar de fácil acesso nas árvores. “É como se cada árvore possuísse um ‘RG’, o chip armazena todas as informações sobre ela — espécie, idade, doenças, inclinação, geolocalização, latitude, longitude etc., obtidas a partir de um banco de dados preexistente”, explica Carlos Eduardo Cugnasca, professor da Poli e coordenador do projeto.
Foto: Marcos Santos/USP Imagens
O prego plástico facilita o implante do chip na árvore – Foto: Marcos Santos/USP Imagens
A leitura dos dados contidos no chip é feita por um celular smartphone com sistema operacional Android, que tenha um aplicativo leitor da tecnologia Near Field Comunication (NFC), comunicação de pequena distância, em português. Basta aproximar fisicamente o celular do prego com o chip que o aplicativo fornece as informações sobre a árvore.
Chamado de Inventário Ambiental na Cidade Universitária, o projeto piloto é uma parceria com a Prefeitura do Campus da USP da Capital (PUSP-C) e incluiu a instalação de chips em cerca de 200 árvores do campus.
Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Proporção do prego em relação à árvore – Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Todo esse processo começou há quase três anos. Entretanto, por conta da crise financeira na USP e das mudanças e reorganização na gestão da prefeitura do campus, o projeto não está andando com a velocidade desejada, mas a ideia é que ele se aprimore ainda mais. “Por enquanto, o acompanhamento das árvores está suspenso, mas se está buscando fontes de financiamento para a continuidade das pesquisas”, ressalta Cugnasca.
Quando implantado o monitoramento, “a prefeitura do campus poderá fazer um planejamento inteligente, pois é possível saber quando deve ser feita a próxima poda, que tipo e quando foi feita alguma intervenção”, conta o professor da Poli.
De acordo com Cugnasca, o projeto piloto pode ser ampliado com a colocação de chips nas árvores da reserva de Mata Atlântica presente no campus da Cidade Universitária.
A ideia é que as escolas realizem trilhas ambientais em que o professor/tutor poderá usar o smartphone para identificar rapidamente a árvore e adquirir toda uma ficha técnica que pode acrescentar o conteúdo passado para os alunos. “Tudo vai depender dos resultados obtidos nas árvores já em análise”, observa o professor.
Tecnologia do futuro
Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Tecnologia simples e barata ajuda a planejar o manejo das árvores na Cidade Universitária – Foto: Marcos Santos/USP Imagens
A implantação dos chips nas árvores da Cidade Universitária é um projeto experimental e está inserido no conceito de Cidades Inteligentes, que visa ao uso de tecnologias diversas e da internet para o desenvolvimento sustentável. Baseia-se também no conceito de Internet das Coisas, uma revolução tecnológica que propõe a ligação de todos os objetos do dia a dia à rede mundial de computadores.
Cugnasca afirma que essa tecnologia já vem sendo usada no exterior e com muito êxito. “Em Paris, por exemplo, colocam o chip em todas as árvores da cidade, possibilitando uma forma mais racional de tratar essa questão, pois consideram a árvore como um ser vivo, que é plantado, se desenvolve, cresce, dura um certo período de vida e morre como qualquer outro ser. Só que antes da planta morrer, a substituem por outra. Quando a árvore já está ficando velha é transplantada antes de causar problemas. Há sempre uma renovação e nunca as árvores caem, assim não causam problemas e se mantém na cidade a quantidade arbórea desejada”, afirma.
Outras aplicações
Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Pedaço de um dormente de trilho da CPTM onde será inserido um chip – Foto: Marcos Santos/USP Imagens
O professor da Poli lembra que essa tecnologia tem inúmeras aplicações, como, por exemplo, o uso do chip para monitorar os dormentes de uma linha de trem para controle da durabilidade, do estoque, estatística de desgaste, acompanhamento do descarte, entre outras finalidades.
É o caso de um projeto que está sendo realizado pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), com o apoio do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e da Poli. As instituições estão desenvolvendo um estudo para avaliar qual chip é mais adequado, qual o local a ser implantado no dormente, “pois este recebe carga muito pesada, não podendo ser instalado em qualquer parte da madeira”, explica Cugnasca.
A segunda fase, ainda sem precisão de início, consiste em modificar o sistema de informações da CPTM para que, quando esta receber um lote de dormentes, os leitores passem automaticamente informações para o banco de dados da empresa, facilitando a localização do objeto com rapidez como também dando baixa no estoque.
Com informações de Ingrid Luisa, do Jornalismo Júnior da ECA, para a Assessoria de Imprensa da Poli

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Frutas brasileiras são ricas em antioxidantes e anti-inflamatórios!! Jornal da USP







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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Proteja a calçada de danos causados por raízes de árvores

O plantio de espécies adequadas garante que a calçada não fique rachada ou se quebre.


As árvores embelezam calçadas, dão sombra a carros e pedestres, arejam o ambiente e emprestam um pouco de verde às cidades. Mas a natureza pode destruir o que o homem fez: as raízes de algumas espécies crescem a ponto de afetar calçadas, tubulações de água e esgotos e até fios aterrados.
Os especialistas concordam que a melhor maneira de proteger uma calçada contra rachaduras desse tipo é plantando uma espécie que não desenvolva raízes agressivas.
As regras nessa área variam de município para município. Em São Paulo, segundo a Secretaria de Subprefeituras, qualquer pessoa pode cultivar plantas na calçada, mas recomenda-se que o local passe antes por uma análise técnica. A sugestão é que se escolha a espécie de acordo com as características da região.

A agrônoma Regina Calçada engrossa o coro. “Existem sistemas de cultivo que induzem a rachaduras porque não há espaço para a dilatação do cimento do passeio. É preciso pensar se o tipo de calçada combina com o tipo de planta a ser cultivado.”
Plantas como o fícus não são indicadas. “A raiz do fícus é muito agressiva. Além de quebrar a calçada, pode até se infiltrar em um cano caso já exista uma fissura na tubulação”, explica Regina. Outras espécies contraindicadas são paineira, espatódea e seringueira. O ipê, bastante comum no passeio público de várias cidades, divide opiniões. “Pode ser um problema, já que chega a ter um porte muito grande”, pontua a paisagista Ivani Kubo.

O melhor, avalia ela, é investir em árvores pequenas – as arvoretas. “Elas não crescem muito, não têm raízes invasivas e, por isso, não trincam o concreto.” Exemplos de arvoretas são murta, grevilha e resedá. Algumas plantas frutíferas de pequeno porte, como pitangueira, pé de laranja oriental, pé de romã e jabuticabeira híbrida (menor que o pé de jabuticaba-sabará), também são boa opção.
Jabuticabeira na rua onde moro em porto alegre



De qualquer forma, é preciso estar atento às dimensões do passeio e dos canteiros. “Em algumas ruas a calçada é larga, em outras, não tem um metro de largura, não passa nem uma pessoa direito”, observa Ivani. Árvores menores costumam precisar de um canteiro com pelo menos 50 cm x 50 cm x 50 cm. Se você dispõe de espaço menor que isso, prefira outros tipos de plantas.

Em volta dos canteiros, podem ser usados revestimentos semipermeáveis, que permitem que parte da água atravesse o piso e chegue até as raízes. “Se a raiz tem água disponível lá embaixo, não tem necessidade de vir buscar água aqui em cima, na superfície”, explica Regina. “Por consequência, a calçada não racha.”

Em vários municípios, como São Paulo, o manuseio (poda, transplante e remoção) é de exclusividade dos técnicos da prefeitura – na capital paulista, quem desrespeita essa norma está sujeito a multa de até R$ 1.369,20.
Para não ter de acionar os técnicos (que nem sempre aparecem logo que você precisa), previna-se. Se a planta gosta de bastante água e não chove, é preciso regá-la. Isso ajuda a evitar que as raízes venham à superfície, pois garante a oferta de água lá embaixo.

Se houver rachaduras, o melhor, recomenda Ivani Kubo, é “quebrar a calçada, transplantar a planta – não precisa jogá-la fora – e cultivar uma espécie menos agressiva no lugar”.
Ainda assim, é impossível se livrar totalmente de rachaduras nas calçadas. “Além das raízes, elas podem ser provocadas pela passagem de veículos pesados na rua e até pelo movimento de dilatação e contração do cimento”, afirma a engenheira agrônoma Regina.
Fonte: PrimaPagina

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

As mudas de Ipê Amarelo da av da cavalhada



 NOVA AÇÃO:

ONTEM 16/10/2018 , coloquei alguns pedaços de cano PVC para proteção das mudas e aplicamos aproximadamente 30 gramas de  NPK 10.10.10 em cada uma delas.


Estas mudas que aparecem na foto são de ipê amarelo e segundo as imagens do google, devem ter sido plantadas em 2011. Crescimento muito lento, provavelmente devido a carência nutricional do solo e injúrias pela roçada da grama. No final de 2016, coloquei alguns pedaços de cano PVC para proteção das mudas e aplicamos aproximadamente 30 gramas de  NPK 10.10.10 em cada uma delas. Em um ano já visualizamos um crescimento.27/12/2017





Ipê-Amarelo-da-Serra (Tabebuia alba)

Classificação:
Reino Plantae
Divisão Magnoliophyta
Classe Magnoliopsida
Subclasse Asteridae
Ordem Lamiales
Família Bignoniaceae
Gênero Tabebuia
Espécie T. alba
Sinônimia botânica: Handroanthus albus (Mattos), Tecoma alba (Charm)
Nomes Populares: Ipê-do-Morro, Ipê-Amarelo-Cascudo, Aipé, Pau-d’arco-amarelo, Ipê-açu e etc
O nome:
O nome ipê-amarelo é utilizado para designar não uma mas várias espécies do gênero Tabebuia que em tupi-guaraní significa “pau que flutua”, é denominado pelos índios de Caxetá, o nome Ipê, também de origem tupi, significa “árvore de casca grossa”.
Caracteristícas:
Espécie nativa brasileira oriunda da região Sul e Sudeste abrangendo a Floresta Estacional Semidecidua, a Mata de Araucária e também o Cerrado, com crescimento rápido podendo alcançar até 30 metros de altura e 10 de diâmetro, sendo que hoje se estende por todo o território nacional devido a sua adaptabilidade. Seu tronco tem característica de crescimento retilíneo, porem pode apresentar curvaturas onde se ramificam por entre 5 e 8 metros de altura, possui suber fissurada grossa e de zoloração acinzentada.
Suas folhas são compostas tomentosas (pilosas), filotaxia oposta, com face superior verde e a inferior de coloração prateada, dispostas de 5 a 7 folíolos, com ápice pontiagudo, base arredondada e margem serreada. Forma uma copa larga e alongada na base.
Suas raízes são profundas e não possuem muita exigência de nutrientes, mas preferem solos úmidos com drenagem lenta, profundos e não muito ondulados.
A floração do Ipê-Amarelo e da maioria dos Ipês ocorre no mês de Agosto, no final do inverno, logo sua floração é influenciada por ele, assim quanto mais frio e seco o inverno maior a florada do Ipê. Suas flores dispostas em cachos são grandes, gamossépalas e gamopétas em número de 5, simetria zigomórfa, assumindo uma forma cônica, possui 4 estames epipétalos didínamos. Sua coloração amarelo-ouro chama a atenção de diversos polinizadores como beija-flores, e insetos de diversos portes incluindo a abelha Mamangava, polinizadora natural desta espécie e também do maracujá (Passiflora edulis).
Seus frutos são do tipo síliqua, secos e bivalvares, deiscentes o que auxilia a dispersão das sementes que são aladas, de coloração marrom brilhante, sua coleta deve ser feita antes da abertura dos frutos pois possuem viabilidade curta, a espécie não possui dormência, sua germinação ocorre após 30 dias e o estimado é de 80% de brotamento.
Utilização:
A madeira do Ipê é extremamente resistente, flexivel e durável, sendo utilizada na fabricação de tacos, na construção civíl e naval (devido a sua resistencia a umidade), marcenaria, carpintaria.
Utilizada na arborização urbana, por seu belo espetáculo de flores, porem não é recomendado seu plantio em baixo de redes elétricas, em canteiros estreitos, próximo a dutos ou em locais de solo compactado pois suas raízes tendem a se direcionar para a superfície, nestes casos recomenda-se a espécie Tabebuia chrysotricha de menor porte.
Árvore Símbolo:
Houve um projeto de lei que visava declarar o Ipê árvore simbolo do Brasil, porém esse lugar foi ocupado pelo Pau-Brasil (Caesalpinia echinata), hove um novo projeto onde foi proposto o Ipê como flor símbolo do Brasil, este projeto foi arquivado na Câmara.
Referência: