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terça-feira, 19 de junho de 2018

Pastagens em consórcio de capim e amendoim-forrageiro ficam mais ricas em nutrientes

Fonte:




A carência de nutrientes no solo e a baixa qualidade de pastagens tropicais tornaram-se desafios para pesquisadores e produtores. São raros os casos de emprego de leguminosas consorciadas com capins em regiões tropicais. No Brasil já existem duas experiências que vêm dando bons resultados. Na Amazônia, por exemplo, já se tem dois casos que merecem destaque: a puerária e o amendoim forrageiro. O uso de uma leguminosa pode contribuir para o aumento da produção de carne e leite na região.

A equipe da Embrapa Acre, diz que o amendoim-forrageiro, planta que apresenta até 22% de concentração de proteína, taxa quase três vezes maior que a encontrada em capins, e capacidade de produção de matéria seca em torno de 20 toneladas por ano. Por esta razão, o uso do consórcio de leguminosas e capins adequados à região, associado a outras técnicas simples e acessíveis ao pequeno produtor, aumenta a capacidade de suporte das pastagens para até três cabeças por hectare.

De acordo com Judson Valentim, pesquisador da Embrapa Acre, a indicação desse consórcio atende a três questões chaves para a sustentabilidade da pecuária na Amazônia:

 1) diversificação do pasto como medida de contenção do ataque de pragas e doenças; 
2) alternativa para o problema da mortalidade do capim brizantão; 
3) maior capacidade de suporte para os casos de intensificação da pecuária.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Como fazer adubo com o lixo orgânico que você produz em casa

Casca de fruta, casca de ovos, borra de café, erva mate,resto de verduras e legumes, iogurte… tudo isso pode virar adubo
O nome desse processo é compostagem. Quando você transforma seu lixo em adubo, pode oferecer ao solo um material rico em nutrientes (no caso de uma horta ou mesmo para as plantas do seu jardim) e, principalmente, ajuda a reduzir a quantidade de lixo que vai diariamente para os aterros e lixões do Brasil. Aprenda a fazer a compostagem doméstica e mãos à obra!
PASSO 1 – O recipienteVocê deve ter um recipiente para colocar o material orgânico. Pode ser um pote de sorvete, uma lata de tinta ou um balde. Vale usar a criatividade com o que estiver ao seu alcance. Se der para reaproveitar algum recipiente, melhor ainda. É importante furar o fundo. Você pode fazer isso manualmente, variando o tamanho dos buracos. É por eles que o chorume (líquido eliminado pelo material orgânico em decomposição) vai passar.
Um detalhe importante é que o chorume pode ser reaproveitado, pois, neste caso, é um fertilizante de alto potencial (já que é originado apenas de matéria orgânica). Você pode recolhê-lo e devolver à mistura da sua compostagem ou ainda jogar em plantas, diluído (anote a proporção: 1 copo de chorume para 9 copos de água).
PASSO 2 – A composteiraEmbaixo do recipiente no qual você vai colocar o material orgânico, deve haver outro que vai “recolher” o chorume. Pode ser uma bacia mais rasa, por exemplo. Ela não pode ficar em contato direto com a lata ou o pote, pois o chorume deve ter um espaço para escorrer. Use um calço – como pedaços de tijolo – para colocar em baixo da lata e deixá-la um pouco mais “alta” em relação à bacia. (A compostagem até pode ser feita em contato direto com o solo, mas neste caso o terreno deve ter boa drenagem e ser inclinado, para que o chorume não acumule em um local só).
PASSO 3 – Hora de colocar o lixoFazer compostagem em casa não é só jogar o lixo orgânico de qualquer jeito e deixar que a natureza faça “o resto sozinha”. Existe um método para viabilizar, facilitar e acelerar a decomposição do material orgânico. O segredo é sobrepor os tipos de resíduos orgânicos, ou seja, o processo é feito em camadas.
O que regula a ação dos microorganismos que vão decompor o material é a proporção de nitrogênio e carbono. Essa relação deve ser de três para um. Ou seja, uma camada de nitrogênio para três camadas de carbono. O que é nitrogênio? É o material úmido (o lixo, em si). O que é o carbono? É matéria seca, como papelão, cascalho de árvore, serragem, folhas secas, aparas de grama e palha de milho. (Se a relação for diferente desta, não significa que não ocorrerá o processo de compostagem, apenas que vai levar mais tempo).
E… pique, pique, pique! Quanto menor estiver o material que você colocar (tanto o seco quanto o úmido), melhor. Comece com uma camada de material seco, depois coloque o material úmido. Depois coloque outra camada de material seco, umedeça-o um pouco e continue o processo. É importante que a última camada (a que vai ficar exposta) seja sempre seca, para evitar mau cheiro. Uma opção é colocar cal virgem por cima. Outro detalhe essencial é: não tampe a composteira. O material orgânico não pode ficar abafado.  Ah, procure sempre manusear a sua composteira com luvas.
O que você pode usar:– Resto de leite;
– Filtro de café usado;
– Borra de café;
– Cascas de frutas;
– Sobras de verduras e legumes;
– Iogurte;
O que você não pode usar:– Restos de comida temperada com sal, óleo, azeite… qualquer tipo de tempero;
– Frutas cítricas em excesso, por causa da acidez;
– Esterco de animais domésticos, como gato e cachorro;
– Madeiras envernizadas, vidro, metal, óleo, tinta, plásticos, papel plastificado;
– Cinzas de cigarro e carvão;
– Gorduras animais (como restos de carnes);
– Papel de revista e impressos coloridos, por causa da tinta.
PASSO 4– Espere, mas cuideDepois que você montou toda a estrutura, é hora de dar tempo ao tempo. A primeira fase é de decomposição, quando a temperatura interna do material que está na composteira pode chegar a 70°C. Isso dura cerca de 15 dias, no caso da compostagem doméstica. Nesse período, o ideal é não mexer. Depois, revolver o material é super importante para fornecer oxigênio ao processo. Essas “mexidas” podem ser feitas de diversas formas: com um “garfo de jardim” ou trocando o material de lugar –  para uma outra lata, por exemplo.
Nesse ponto, você pode se perguntar: mas eu gero lixo orgânico todo dia. Posso jogá-lo na composteira diariamente? Melhor não. Você tem algumas alternativas. O ideal é acrescentar matéria orgânica cada vez que for “mexer” na sua composteira, ou seja, a cada 15 dias, mais ou menos. Nesse intervalo, guarde as suas cascas de frutas, verduras e o resto que for reaproveitável em um potinho na geladeira.
O tempo para ter o adubo final varia em função da quantidade de lixo usado e pela forma como a compostagem é feita. É possível chegar ao final do processo em 2 ou 3 meses. O indicativo de que o húmus (adubo) está pronto é quando a temperatura do composto se estabiliza com a temperatura ambiente. Para saber, use os sentidos: a cor é escura, o cheiro é de terra. E , quando o esfregamos nas mãos, elas não ficam sujas.
(Fonte: Escola de Jardinagem do Parque do Ibirapuera, em São Paulo/SP)

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Quebra-Ventos na Propriedade Agrícola, um ganho enorme!

Os solos agricultáveis possuem características químicas, físicas, morfológicas e biológicas que, relacionadas com o relevo, devem ser consideradas quando forem utilizadas, objetivando alcançar o maior nível de produtividade com conservação ambiental.
A adoção de práticas conservacionistas contribui para a utilização do solo de forma mais efi ciente e ecologicamente correta. As práticas vegetativas mais comuns, utilizadas no semiárido, são: refl orestamento, adubação verde, cobertura morta com plantio direto, rotação de culturas, manejo de pastagens, cordões de vegetação e quebra-ventos.

Os quebra-ventos, foco desta cartilha, são definidos como barreiras, constituídas de fileiras de árvores de médio e grande porte, dispostas em direção perpendicular aos ventos dominantes. (LEAL, 2009).

A necessidade dos quebra-ventos decorre do fato de o vento causar a quebra de ramos, de mudas, de frutas e sementes. Os ventos tornam os cultivos mais vulneráveis às doenças e o solo exposto à erosão eólica e ao ressecamento. Já os animais sentem o desconforto do vento excessivo.


CARACTERIZAÇÃO

1.1 Conceito

Segundo Volpe e Schoffel (2001, p. 196), o quebra-ventos é um sistema aerodinâmico, natural ou artificial, que serve como anteparo para atenuar o padrão de velocidade média e da turbulência do vento, proporcionando melhorias às condições ambientais através do controle do microclima da área protegida.
Do ponto de vista menos formal, os quebra-ventos são barreiras de árvores e arbustos para proteger solos e culturas dos efeitos danosos dos ventos.

1.2 Finalidades

A função principal do quebra-ventos é reduzir a velocidade e direcionar os ventos. No caso da agricultura, os produtores os utilizam na proteção dos seus cultivos, especialmente os plantios de fruteiras, hortaliças e grãos.
No Nordeste do Brasil, os quebra-ventos são bastante eficientes na proteção de cultivos de bananeiras, notadamente as de porte alto, como as bananeiras do tipo pacovã. Também se utiliza na proteção dos sistemas de irrigação por aspersão, evitando a maior perda de água decorrente da ação do vento melhorando a efi ciência da irrigação.

Outras funções, derivadas dos quebra-ventos arbóreos, são a proteção quanto à erosão eólica, a conservação da umidade do solo, a diminuição da evapotranspiração, a produção de madeira para lenha ou benfeitoria, a conservação da fl ora e da fauna, a produção de néctar e pólen para abelhas e, finalmente, a melhoria e embelezamento da paisagem.

Em locais onde é comum a ocorrência de ventos frios, os quebra-ventos podem ser benéfi cos, ainda, para atenuar as quedas de temperatura em casas de fazenda, estábulos, galinheiros, pocilgas, etc.

2. ESPÉCIES MAIS UTILIZADAS

Segundo Volpe e Schoffel (2001), existem muitos fatores que devem ser considerados na composição das espécies de árvores para plantio de quebra-ventos. Assim, devem ser consideradas as características do solo e do clima desse local, bem como as características da espécie quanto à altura atingida, extensão da copa, densidade, sua resistência mecânica à ação do vento, competição e compatibilidade com a cultura a ser protegida, além de problemas relacionados com pragas e doenças.


GANHOS ECONÔMICOS E AMBIENTAIS

Apesar da pouca disseminação e da falta de conhecimento sobre quebra-ventos, os ganhos econômicos, com a utilização dessa prática, são inquestionáveis. A partir dos dados apresentados , constata-se que os ganhos de produtividade giram em torno de 25%, em relação a cultivos sem esta prática vegetativa.


Quanto aos benefícios ambientais, destacam-se:

a) proteção do solo da erosão eólica e conservação da umidade;

b) conservação da fauna e uso no manejo integrado de pragas;

c) embelezamento da paisagem e conforto dos animais silvestres e pecuários; e

d) aumento na polinização das árvores silvestres e cultivadas, em função da maior incidência de insetos, sobretudo, de abelhas.



FONTE: cartilha sobre quebra ventos
Secretaria dos Recursos Hídricos - SRH - CEARÁ

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Composteira caseira reduz descarte de lixo doméstico em até 51%

Composteira no trabalho profissional
Composteira um outro modelo


A utilização de composteiras domésticas para a destinação adequada de resíduos orgânicos é uma opção que vem ganhando força na busca por sustentabilidade. “Compostar orgânicos, em qualquer casa, significa poder reciclar 51% dos materiais que normalmente vão para aterro sanitário. A prática minimiza a necessidade de transporte e uso dos aterros, diminuindo a emissão de gases de efeito estufa”, explica o gestor ambiental Marcos Alejandro Badra, da Inambi.

A empresa é parceira da CasaE, Casa de Eficiência Energética da BASF, que montou uma composteira doméstica. Além do detrito orgânico produzido na cozinha da CasaE, também podem ser depositados no local os restos de jardinagem, papel de guardanapo e os plásticos compostáveis. O adubo produzido poderá ser usado no próprio jardim da residência.
Segundo Badra, quase a metade dos resíduos gerados nas cidades é orgânico e enviado, inadequadamente, para aterros sanitários ou lixões. A degradação desses resíduos no ambiente gera gás metano, com potencial de aquecimento global 25 vezes superior ao dióxido de carbono, segundo o IPCC, Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas. Essa é a principal causa do efeito estufa relacionada ao lixo urbano. “O descarte inadequado de resíduos é responsável por 30% dos gases-estufa gerados no País, segundo o IPCC”, diz Badra.
A prática da compostagem contribui com as diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Lei 12.305/2010 aprovada em agosto de 2010, e o Decreto 7404/2010, de dezembro do mesmo ano, com o propósito de enfrentar o desafio que o Brasil tem neste sentido. A PNRS prevê a redução na geração de resíduos, tendo como proposta a prática de hábitos de consumo sustentável e um conjunto de instrumentos para propiciar o aumento da reciclagem e da reutilização dos itens que têm valor econômico e podem ser reaproveitados. Além disso, trata da destinação ambientalmente adequada dos rejeitos, que não podem ser reutilizados.
Como fazer uma composteira doméstica
A compostagem é uma prática milenar, realizada de formas variadas em muitas culturas e destinada a melhorar a fertilidade e saúde do solo usado para a produção de alimentos. O método imita os processos dos ecossistemas naturais.
Recipiente
Há vários tipos de composteiras para uso doméstico. A escolha dependerá do tipo de local onde será instalada (casa, apartamento etc.) e a capacidade para receber resíduos em relação à quantidade de pessoas. Qualquer um dos modelos, desde que usado corretamente, é bom.
Tipos de resíduos
Dependerá do tipo de composteira. Em todas elas podem ser depositados resíduos orgânicos de cozinha. Na composteira instalada na CasaE, pode ser incluído papel de guardanapo, plásticos compostáveis, filtro de café, entre outros.
Manejo
Distribua na composteira os resíduos orgânicos compostáveis e cubra-os com biomassa (restos de folhas, grama ou serragem). A composteira deverá permanecer fechada, sendo aberta somente para adicionar resíduos ou retirar o composto. Após 60 dias o composto pode ser retirado pela parte inferior da composteira. Importante: o composto deverá ser escuro e úmido, com o aspecto de borra de café, odor semelhante ao solo de floresta e sem insetos.
Uso
O resultado da compostagem é um adubo que pode ser utilizado na fertilização do solo e vasos de plantas.

Minhocas ou composteiras? Contate agropanerai@gmail.com


terça-feira, 5 de junho de 2018

A IMPORTÂNCIA DA COMPOSTAGEM no dia do meio ambiente!!

Fonte: site uniamb

A compostagem, usada principalmente na zona rural, é de extrema importância para o meio ambiente e para a saúde dos seres humanos.
Hoje vem sendo explorada por empresas de grande porte como opção de descarte de resíduos orgânicos e já se tornou potencialmente lucrativa ao ser feita com controle e conhecimento técnico.  Podendo ser feita também domesticamente,  tendo como adubo seu resultado final, para utilização em uma horta ou para o que desejar.
O lixo orgânico, muitas vezes, é descartado em lixões, ruas, rios e matas, poluindo o meio ambiente. Além disso, o acúmulo de resíduos orgânicos a céu aberto favorece o desenvolvimento de bactérias, vermes e fungos que causam doenças nos seres humanos. Além disso, favorece o desenvolvimento de insetos, ratos e outros animais que podem transmitir doenças aos homens.

Com a compostagem, além de se evitar a poluição e gerar renda, faz com que a matéria orgânica volte a ser usada de forma útil.



segunda-feira, 30 de abril de 2018

Receita caseira: como acabar com as pragas nas plantas




Lesma, pulgão, cochonilha, maria-fedida, caracol... A lista de pragas que atacam nossas plantas é grande e indica que existem desequilíbrios no jardim. Em vez de usar produtos químicos para combatê-las, dê preferência às receitas caseiras, que são menos agressivas e não atingem os chamados insetos benéficos. Neste vídeo exclusivo do Minhas Plantas, nossa jardineira Carol Costa ensina a preparar um detox caseiro contra pulgões e cochonilhas. Para mais vídeos e dicas sobre jardinagem e paisagismo, acesse o site Minhas Plantas (http://www.minhasplantas.com.br).

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Mais um minhocário entregue em Porto Alegre!



Aos poucos vamos semeando minhocários por Porto Alegre, transformando lixo em luxo!
 Acredito que é uma forma de levar o ser humano a encontrar-se com a natureza, é menos lixo sendo transportado para o aterro sanitário (apenas 130 km desta capital), são jardins e hortas adubadas com humus, produzindo flores e frutos.

Quer um? fale comigo agropanerai@gmail.com


Não tem verba para gastar com minhocário? 
Faça um modelo baratinho com baldes http://cadicominhocas.blogspot.com.br/

sábado, 14 de abril de 2018

Como Plantar Couve em Casa - Minha Horta na Cidade EP10



Aprenda como plantar couve em casa para ter uma colheita abundante. Veja tambem como prevenir certas pestes e doenças na sua horta caseira orgânica. Mostro dicas de como cultivar couve facilmente. Produção: Siloé Oliveira

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Descubra os benefícios e propriedades da pimenta biquinho

A pimenta biquinho é rica em magnésio, ferro, cálcio, sódio e fósforo. Além disso, contem as vitaminas B6, C e K1. Conheça seus benefícios

As pimentas são frutos de uma planta que ganhou popularidade no mundo graças à ardência que provocam na boca.
Existem dezenas de variações do fruto, que são consumidas diariamente por milhares de pessoas, desde as mais ardentes até as “pimentas doces”, que possuem o sabor mais brando.
Para aqueles que preferem não se arriscar com os tipos de pimentas mais picantes, a pimenta biquinho, ou pimenta de bico como é conhecida em algumas regiões, pode ser uma alternativa.
A pimenta biquinho não arde, tem um sabor delicioso e ainda é fonte segura de nutrientes e outras substâncias que provocam efeitos benéficos para o organismo.
Descubra os benefícios e propriedades da pimenta biquinho
Foto: depositphotos

Características da pimenta biquinho

A planta é de origem brasileira, mas ainda é pouco conhecida pelo fato de ter surgido recentemente. Isto porque, foi em 2004, que a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater/MG) passou a comercializar este condimento, intensificando a produção na cidade de Campo Florido.
Fazendo parte do mesmo grupo que as pimentas-de-cheiro, a biquinho é, de certa forma, parente da aroeira-vermelha, pimenta godê e da cambuci.
Ganha este nome devido ao formato de gota que os frutos possuem. Além disso, quando estão bem maduras adquirem uma cor bem avermelhada.
Pode ser encontrada para venda in natura ou em sementes, tendo em vista que pode ser facilmente plantada em casa por crescer rápido e ser um arbusto de porte médio.

Benefícios deste condimento

A pimenta biquinho possui os benefícios que os demais frutos da mesma espécie, como o betacaroteno, a substância que é responsável pela cor vermelha das pimentas no geral.
Este mesmo elemento é considerado um antioxidante e ainda consegue auxiliar o organismo numa melhor absorção de vitamina A e C. Desta forma, é um bom alimento para aumentar a imunidade do organismo.
Além disto, biquinho ainda é rica em magnésio, ferro, cálcio, sódio e fósforo. Todos estes nutrientes são indispensáveis para o organismo humano, tanto na realização de atividades, como também na proteção da saúde dos consumidores.
Vale ressaltar que este condimento contem as vitaminas B6, C e K1, por estas razões é uma excelente opção para controlar as taxas de açúcar do sangue e evitar inflamações ou tratá-las.
Contudo, a maior diferença entre os benefícios da biquinho e das pimentas que ardem é a quantidade de capsaicina, substância responsável pela ardência deste condimento e por estimular o metabolismo.
Desta forma, as pimentas de cheiro não conseguem ser boas opções na promoção do emagrecimento, mas também não engordam, tendo em vista que a cada 100g de biquinho contém apenas 9 calorias.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Como Fazer Compostagem em Casa ou no Apartamento??


Sabe aquelas sobras da cozinha de quando se prepara uma refeição? Muito melhor que jogá-las no lixo comum, é dar a esses restos uma destinação ecológica conhecida como compostagem, técnica que transforma resíduos em adubos para jardins e hortas.

Na prática, a compostagem nada mais que a degradação da matéria orgânica por micro-organismos. No método podem ser utilizados restos orgânicos como folhas, cascas de verduras, frutas, ovos e serragem. Restos de comida também são bem vindos, mas cuidado com alimentos de origem animal, tais como carnes, pois podem atrair pragas.

Segundo o biólogo Carlos Eduardo Cereto:  “É possível fazer composteira em casa, mas também existem empresas especializadas nesse tipo de serviço. As duas formas podem ser utilizadas. O importante é que além do destino correto dado para o lixo, o adubo produzido pode ser usado em hortas e jardins”. Cereto também acrescenta que: “O uso de adubo orgânico conserva as propriedades naturais do solo aumentando a vida útil do terreno. Ao contrário do adubo químico que desgasta o solo mais rapidamente e causa vários problemas de produtividade”.


Como fazer:

É necessário um espaço de, no mínimo, um metro cúbico para se fazer uma composteira doméstica. Em caso de espaços menores como apartamentos, a compostagem pode ser feita em caixas. Ao contrário do que muitos pensam, na compostagem não é indicado colocar terra, as camadas são feitas de lixo orgânico e outra de serragem ou folhas secas.

O tempo de decomposição depende do tipo de lixo e pode demorar de 9 a 16 semanas para decomposição total do lixo orgânico, que em forma de adubo, pode ser usado em hortas, jardins. Mas, deve ser evitado em hortas, caso exista na compostagem dejetos de animais.

1. Quem tem espaço com chão de terra no quintal pode separar um canteiro para fazer a compostagem. Quem não tem, pode improvisar usando um recipiente grande, lembrando de fazer alguns furos laterais para a saída de ar.

2. Os resíduos podem ser colocados em camadas e não precisam ser separados por tipo, mas é interessante colocar em camadas alternadas de resíduos (cascas de frutas, legumes, ovos e outros), com camadas de folhas, palha, serragem ou mesmo terra. Para acelerar a decomposição e evitar o aparecimento de moscas, recomenda-se cobrir tudo com uma lona.

Em espaços menores, a compostagem pode ser feita em caixas -


3. Regar o conteúdo de dois em dois dias e revirar o recipiente com alguma ferramenta de jardim é importante para arejar o material em decomposição. No caso da composteira feita no chão, ela deve ter mais ou menos 60 cm de altura e 1 metro de largura. A cada 15 dias é importante virar o monte, revolvendo os materiais para facilitar a decomposicão. Em razão da ação de bactérias e fungos, o monte pode esquentar em até 60 graus, por isso devemos molhar de vez em quando, para diminuir a temperatura e manter a umidade, porém sem encharcar.

4. Após algumas semanas o material adquire uma coloração marrom escura, semelhante ao marrom café. Dá para perceber que o composto está pronto quando não se percebe mais um "cheiro ruim" e sim um "cheiro de terra", além disso, a aparência é bem homogênea e a temperatura fica igual à do ambiente.
5. Depois de pronto, o composto orgânico já pode ser misturado à terra do jardim, da horta e dos vasos.
 Disponível em Revista Ecólogico

terça-feira, 6 de março de 2018

FAÇA VERMICOMPOSTAGEM E PRODUZA O ADUBO MAIS NOBRE DO PLANETA


Húmus de Minhoca: o adubo orgânico mais nobre do planeta

Um solo realmente saudável é um solo vivo. Existem milhões de organismos que são fundamentais para a ciclagem de nutrientes no ecossistema edáfico. As minhocas juntamente com cupins, formigas, algumas espécies de besouros e outros insetos formam uma grande rede da macrofauna de decompositores da matéria orgânica. Alem de melhorar a estrutura do solo, a presença de minhocas aumenta a taxa de infiltração, contribui para a formação de agregados e conseqüentemente aumentando à resistência do solo a erosão. O uso de minhocas para acelerar o processo de decomposição da matéria orgânica é chamado de Vermicompostagem.
Sua alimentação é basicamente formada de partículas minerais do solo e resíduos orgânicos como restos vegetais e pequenos animais. Logo ela pode ser considerada onívora, e esse comportamento alimentar que faz das minhocas verdadeiras engenheiras do ecossistema.
Após a ingestão, o alimento passa pelo seu trato intestinal onde sofre a ação de várias enzimas e outros microrganismos presentes tais como, bactérias fixadoras de nitrogênio, catalizadores de hormônios vegetais e solubilizadores de fosfato. Desde modo, um solo com a presença de minhocas sofre alterações em seu pH, e na disponibilidade de nutrientes com destaque para o Calcio, Magnésio, Fosforo, Potássio e Nitrogênio.
No processo digestivo da minhoca, 40% da matéria orgânica consumida é utilizada para seu desenvolvimento e o restante (60%) são transformados em húmus. O que é conhecido como húmus de minhoca nada mais é que seu excremento, também chamado de Coprólito. O húmus influencia diretamente no crescimento das plantas em virtude da presença de hormônios reguladores do crescimento vegetal e ácidos húmicos. Alem disso, estudos recentes também apontam que a utilização do húmus tem um grande potencial de controle de patógenos associados a doenças de plantas, principalmente bactérias e fungos.
Só para ter uma idéia, a concentração média dos principais nutrientes no húmus fica em torno de 1,5% de N (Nitrogênio), 1,3% de P (Fosforo), 1,7% de K (Potássio), 1,4% de Ca (Calcio) e 0,5% de Mg (Magnésio).


Foto 01 inicio do processo de vermicompostagem
Minhocas Vermelha-da-California (Eisenia foetida). Foto: Universidade Orgânica

Baseado nos benefícios das minhocas tanto para o solo quanto para as plantas, que muitos agricultores estão optando pela produção própria do húmus, processo conhecido como Vermicompostagem. Ou seja, uma decomposição controlada, realizada pela macrofauna do solo, neste caso, as minhocas.
Um exemplo de sucesso de criação de minhocas e produção de húmus é o do Sitio Duas Matas, localizado no município fluminense de Varre-Sai, bem na divisa com o município de Guaçuí, Região do Caparaó Capixaba.
Alem da criação de minhocas, o Sítio produz milho e araruta. Toda a administração do minhocário é realizada pelo gerente produção Maxwel Lopes que me explicou todas as etapas do processo produtivo do húmus.
Apesar de ter o minhocário a mais de 8 anos, a criação intensiva para a produção de húmus teve inicio em 2010. Maxwel explica que o processo de vermicompostagem tem 4 etapas.


Maxwel Lopes mostrando o canteiro de produção. Foto: Universidade Orgânica.
Maxwel Lopes mostrando o canteiro de produção. Foto: Universidade Orgânica.

Na primeira etapa ocorre a maturação do esterco bovino, onde ele passa por um processo de pré-compostagem. “Aqui é o principio de tudo, o esterco recém chegado fica aproximadamente 30 dias na quarentena passando da cor esverdeada para uma cor preta, pois está quase ficando curtido.” “De dois em dois dias o esterco é revirado até completar a fermentação, sempre observando a necessidade de água. No final de 30 dias ele já perdeu aproximadamente 40% do seu volume” A 1ª etapa é quando o esterco de curral cru é deixado fermentar sempre mantendo uma umidade numa faixa de 50 a 70%.
Após a 1º etapa é feito um teste medindo a temperatura da pilha de esterco, se a temperatura estiver estabilizada significa que já pode ir para os canteiros diretamente para ser colonizado pelas minhocas. “Esse é o processo mais rápido que tem para preparar uma comida para as minhocas e transformar em húmus, mas existem outros materiais que podem ser adicionados ao esterco para enriquecer o húmus” – Explica Maxwel.


Local de maturação do esterco bovino fresco. Foto:  Universidade Orgânica
Local de maturação do esterco bovino fresco. Foto: Universidade Orgânica

Essa é a segunda etapa quando é feita a compostagem orgânica, utilizando alem do esterco, outros resíduos orgânicos disponíveis no Sítio. Na propriedade rural quase todos os resíduos orgânicos são aproveitados. “Na compostagem a gente usa vários materiais aqui da natureza, restos de jardim, resto de silagem, palha de café, grama forrageira, tudo isso a gente mistura no pátio e a partir de 120 dias o composto orgânico fica pronto para ser servido as minhocas.”
Então são dois caminhos para elaborar o substrato que será transformado em húmus pelas minhocas. O primeiro é a utilização do esterco puro curtido e o segundo, o fornecimento da compostagem que leva mais tempo para ficar pronto, porem produz um húmus de melhor qualidade. “O que faz o húmus ficar melhor é quanto mais diferenciado for os materiais utilizados na produção de alimentos para as minhocas”  – ressalta Maxwel.


Pátio de compostagem. Foto: Universidade Orgânica

Na terceira etapa do processo, depois do alimento das minhocas pronto, tanto o esterco puro, quanto o composto orgânicos são colocados em canteiros de alvenaria, que são chamados de “cochos”. Os canteiros tem 1 metro de largura e 0,40 m de altura. As minhocas são colocadas sobre o canteiro, numa proporção aproximada de 0,5 a 1kg por metro quadrado. Como elas se alimentam sempre da parte superior para a inferior, a cada trinta dias é coletado manualmente uma parte do húmus.
As minhocas são extremamente sensíveis a luz, ao excesso de umidade, e a temperatura então cada canteiro recebe duas coberturas, uma para diminuir a incidência de luz e uma cobertura mais alta para abrigar de chuvas. É nessa etapa que se deve ter o máximo de cuidado, pois a faixa de temperatura de desenvolvimento normal das minhocas deve fica de 15 a 33˚C, e umidade relativa de 75 a 88%.
A principal espécie de minhoca para a produção de húmus é a  foetidEiseniaa, conhecida vulgarmente como Vermelha-da-California, é uma espécie exótica mais apropriada para a produção de húmus. Mas existem outras como a Eudrillus eugeniae(Noturna Africana ou Minhoca do Esterco).


Foto 03 vista dos canteiros de produção
Canteiros de produção. Foto: Universidade Orgânica

Após a coleta do húmus, inicia-se a quarta etapa do processo que é a secagem e embalagem para venda. A secagem é feita a sombra até atingir 30% de umidade, então é embalado em sacos plásticos de 2 a 30kg,  e armazenados em local fresco e a sombra.
O húmus é utilizado por horticultores da região principalmente em cultivos de tomate para mesa. É comercializado também em lojas de jardinagem para uso doméstico em pequenas hortas e plantas ornamentais. Há mercado também para venda de minhocas e casulos para alimentação de animais e outros minhocários.


Local de armazenamento do Húmus. Foto: Universidade Orgânica
Local de armazenamento do Húmus. Foto: Universidade Orgânica

A vermicompostagem é uma forma de substituir o uso de fertilizantes sintéticos e aproveitar toda a matéria orgânica disponível para produzir um adubo orgânico de extrema qualidade. No caso do Sitio Duas Matas, o esterco de curral ainda é todo comprado de pecuaristas da região, mas o plano é integrar com a atividade de pecuária leiteira reduzindo ainda mais o custo de produção. Segundo Maxwel, todos os cuidados são tomados no momento da seleção de fornecedores de esterco, pois as minhocas são sensíveis a qualquer tipo de agrotóxico e excessos de antibióticos utilizados nos animais que podem passar para o esterco, provocando a morte das minhocas.
A integração das atividades utilizando a vermicompostagem dentro da unidade produtiva aumenta a reciclagem de nutrientes, reduz os custos de produção, aumenta a fertilidade do solo, a resistência das plantas a insetos-praga e doenças, alem de produzir alimentos num ambiente equilibrado e  de forma sustentável.

Temos matrizes de minhoca para venda. agropanerai@gmail.com
Gostou do artigo, ficou alguma dúvida ou quer dar alguma sugestão? Pode comentar que eu respondo com maior prazer.
Fonte: http://barbarapaisagismoemeioambiente.blogspot.com.br/2015/12/o-adubo-mais-nobre-do-planeta.html?spref=pi

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Compostagem orgânica





Como qualquer organismo vivo, as espécies de plantas também têm necessidades específicas de nutrientes para o seu desenvolvimento. Por isso a importância das diferentes formulações em adubos químicos

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Projeto Horta na Laje estimula cultivo de hortaliças e alimentação saudável em Paraisópolis


Projeto Horta na Laje estimula cultivo de hortaliças e alimentação saudável em Paraisópolis
Basta uma semente ou muda e um pouquinho de terra, água e sol para produzir alimentos de forma sustentável e natural. Tendo em isto em mente, qualquer um pode se aventurar a descobrir o prazer de lidar com a horta e consequentemente, ter uma alimentação mais rica e balanceada.
Foi pensando nisso que o Instituto Stop Hunger, em parceria com a  Associação das Mulheres de Paraisópolis, do Instituto Escola do Povo e da associação de moradores e comerciantes locais, lançou o projeto Horta na Laje, na maior favela da capital paulista, que tem hoje cerca de 120 mil habitantes.
A horta comunitária foi instalada na sede da União dos Moradores de Paraisópolis, mas o objetivo principal do projeto é dar treinamento para jovens e mulheres em técnicas de plantio no vaso, para que eles possam reproduzí-las nas lajes de suas casas. Com o cultivo, será possível garantir um aumento da renda familiar e estimular o empoderamento feminino, já que atualmente, aproximadamente 50% dos moradores da comunidade são mulheres.
“O projeto nasceu para estimular,através da educação ambiental, a criação de pequenos espaços verdes dentro das lajes e das casas na comunidade, que podem ser utilizados para  produzir alimentos mais saudáveis e criar espaços de interação e lazer para as famílias”, afirma Gilson Rodrigues, presidente do Instituto Escola do Povo.
A horta comunitária na laje da associação dos moradores
“Mais do que trabalhar no combate à fome e à má nutrição, o projeto pretende dar a oportunidade para que estas pessoas desenvolvam habilidades para plantar, cuidar e semear horta em vaso e/ou em espaços adaptados, a fim de que tenham acesso à alimentos mais saudáveis para consumo próprio e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida”, destaca Fernando Cosenza, presidente do Instituto STOP Hunger.
O projeto Horta na Laje é uma extensão de Programa Hortaliças, criado pela Stop Hunger, juntamente com a Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), em Jaboticabal e Botucatu. Na iniciativa pioneira, estudantes do curso de Agronomia cuidam de hortas em troca de bolsas de estudo. Por ano, são produzidas mais de 48 toneladas de alimentos nas duas hortas, que são doadas à 16 organizações beneficientes dessas regiões.
O Instituto Stop Hunger é uma entidade criada pelos colaboradores da empresa francesa Sodexo. Com atuação em diversos países, ele está presente no Brasil desde 2003, mas somente em 2015 com uma sede. Através de ações com voluntários, busca combater a fome e a má nutrição no mundo.
Estima-se que, globalmente, uma em cada três pessoas sofra algum tipo de subnutrição. Muitas vezes, o problema não é provocado por falta de alimentos, mas a escolha errada na hora de compor o prato.
Infelizmente, nas últimas décadas, houve uma mudança no padrão de consumo de alimentos no Brasil e deixou-se de valorizar o tão tradicional – e saudável, balanceado e nutritivo – cardápio do país, composto por arroz, feijão, salada, verduras e carne. Com a queda do preço de alimentos industrializados e aqueles comercializados por cadeias de fast food, o brasileiro começou a comer mais gorduras, refrigerantes e doces. O resultado disso é o aumento da obesidade da população e da incidência de doenças relacionadas ao sobrepeso.
Fotos: domínio público (abertura) e divulgação Instituto Stop Hunger