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segunda-feira, 1 de julho de 2019

Húmus: o que é e quais são suas funções para o solo !! Produza você!!!

Fonte: ecycle

Húmus é a matéria orgânica estável presente em vários tipos de solos, essencial para a vida na Terra.

húmus
Húmus, humo, ou erroneamente escrito, "humus", é um termo que remonta ao tempo dos antigos romanos, quando era usado para designar o solo como um todo. Hoje, o termo "húmus" designa toda a matéria orgânica estabilizada (que não sofre mudanças químicas ou físicas significativas) presente nos mais diversos tipos de solos (argilosos, arenosos, entre outros). Ollech, cientista estudioso do tema, definiu o húmus, em 1890, como "todas as substâncias que são formadas na decomposição e fermentação da matéria orgânica de origem vegetal e animal, ou por meio da ação de certos agentes químicos sobre essa matéria orgânica, na forma de compostos orgânicos amorfos [que não tem forma determinada], não voláteis, não gordurosos, mais ou menos escuros".
Apesar do húmus ser estável, ele não é estático, e sim dinâmico, uma vez que é formado constantemente a partir de resíduos vegetais e animais que são continuamente decompostos por micro-organismos.

Importância do húmus

húmus
A importância do húmus para a o solo é múltipla. Ele fornece nutrientes para as plantas, regula as populações de micro-organismos e torna os solos férteis. O húmus também é fonte de carbono, nitrogênio, fósforo, cálcio, ferro, manganês, entre outras substâncias essenciais para o crescimento saudável dos vegetais.
Ele é capaz de impedir a penetração de substâncias tóxicas do solo nas plantas; retém umidade e mantém a temperatura do solo equilibrada. A função do húmus para a vida aquática vegetal e animal ainda é pouco estudada, entretanto, sua importância é amplamente reconhecida.
O húmus define a cor, textura, estrutura, retenção de umidade e a aeração do solo. Quimicamente, ele influencia a solubilidade de minerais do solo, formando compostos com certos elementos como o ferro, o que os torna mais facilmente disponíveis para o crescimento das plantas e aumenta as propriedades tampão do solo. Biologicamente, o húmus serve como fonte de energia para o desenvolvimento de micro-organismos e melhora o ambiente para ao crescimento de plantas superiores. Entretanto, as funções do húmus para as plantas ainda não foram completamente estudadas pela ciência e, apesar de haver a possibilidade de alguns efeitos prejudiciais do húmus para as plantas, o consenso científico é de que os benefícios superam os malefícios.

Micro-organismos

Sem os micro-organismos não haveria húmus, e sem húmus a vida no planeta Terra como a conhecemos seria impossível.
São os micro-organismos os principais responsáveis pela formação do húmus a partir de resíduos vegetais e animais. Eles produzem húmus continuamente por meio da decomposição e mineralização (transformação da matéria orgânica em minerais). O papel dos micro-organismos no ciclo da matéria orgânica no solo, bem como na natureza, em geral, é indispensável. Sem a transformação dos restos animais e vegetais em húmus, todos os elementos essenciais ficariam armazenados nesses organismos mortos e não poderiam ser reutilizados.

Tipos de húmus

húmus
As formas mais conhecidas de húmus são aquelas encontradas em jardins. Entretanto, existem diferentes tipos de húmus, até mesmo variedades que não são utilizadas para plantio, mas para fins industriais.
O húmus presente no carvão e na turfa é usado como fonte de combustível e tem sido um dos principais agentes no desenvolvimento da civilização industrial moderna. O húmus presente no petróleo, por exemplo, tem uma importante função econômica. Mas, de maneira geral, o húmus é separado em quatro categorias:

Húmus marrom:

Encontrado na vegetação viva, na matéria orgânica recentemente caída (serrapilheira), na turfa, em ervas marinhas em decomposição nas margens dos corpos d'água e onde crescem os fungos.

Húmus preto:

Geralmente encontrado em um estado ativo de decomposição nas camadas mais profundas do solo, na decomposição de folhas e madeiras de florestas, em estrumes de animais, em turfa de pântanos e em lamas.

Húmus de transferência:

É o encontrado nas água dos rios, lagos, nascentes e água da chuva.

Húmus fóssil:

É o húmus encontrado sob a forma de lignite, carvão marrom e outros depósitos de carbono, bem como em muitos minerais, como minérios hidratados de ferro e manganês.

Húmus de minhoca

húmus de minhoca
Imagem: Compost with earthworms por SuSanA Secretariat está licenciado sob (CC BY 2.0)
"Húmus de minhoca" é a expressão utilizada para designar o húmus resultante da matéria orgânica decomposta por meio do processo digestório das minhocas, formando uma compostagem natural. As minhocas facilitam o trabalho dos micro-organismos fragmentando a matéria orgânica em pedaços menores; e por isso elas têm sido utilizadas como uma forma de potencialização da formação do húmus, prática conhecida como vermicompostagem. Saiba mais sobre esse tema nas matérias: "Vermicompostagem: conheça as vantagens dessa técnica que reduz o lixo orgânico", "Minhoca: importância ambiental na natureza e em casa" e "Como criar minhocas californianas de composteira".

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Como plantar morango ou o morangueiro



extraído do site http://hortas.info/como-plantar-morango





O morango ou o morangueiro (Fragaria x ananassa) é uma planta híbrida que surgiu naturalmente na França durante o século XVIII, sendo resultante do cruzamento de duas espécies silvestres oriundas do continente americano, uma sendo a espécie Fragaria virginiana e a outra a espécieFragaria chiloensis. Graças ao tamanho de seus frutos e da produtividade da planta, este híbrido se tornou o morango mais cultivado do mundo.
O morango na realidade é um pseudocarpo, ou seja, um pseudofruto ou um falso fruto, uma vez que o morango é o resultado do crescimento do tecido do receptáculo que contém os ovários da flor. Os reais frutos de um morango são as chamadas "sementes do morango", que são frutos do tipo aquênio (um tipo de fruto seco), e que contêm uma única semente cada um. Cada flor tem muitos ovários e cada um gera, quando fertilizado, um aquênio.
O morangueiro é uma planta perene de vida curta que atinge geralmente de 10 a 30 cm de altura. Suas folhas são trifoliadas, isto é, cada folha apresenta três folíolos, como um trevo, e também são comestíveis, especialmente quando as folhas são mais jovens. A planta inteira pode ser usada para fins medicinais.

Clima

Podem ser encontradas cultivares que crescem bem em diversas faixas de temperatura. Alguns podem ser cultivados em regiões mais quentes, sendo porém sempre necessário um período de baixas temperaturas durante o inverno. O ideal é que a temperatura não ultrapasse, em média, os 22°C durante a frutificação. Além disso, considera-se que dias ensolarados e noites frias levam a produção dos melhores morangos.
Em regiões de clima temperado, subtropical ou tropical de altitude, o morango pode ser cultivado com relativa facilidade. Em regiões onde a temperatura não é baixa durante o inverno, as mudas de morango podem ser colocadas em um ambiente refrigerado a aproximadamente 4°C durante 15 a 20 dias, antes de serem plantadas.


Plantação de morangos com cobertura de plástico preto no solo
Plantação de morangos com cobertura de plástico preto no solo - imagem original: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo - Licença Creative Commons

Luminosidade

Grande parte das cultivares de morango são sensíveis ao fotoperíodo, ou seja, ao número de horas de luz em um dia. Entre estas, há cultivares de dias longos e cultivares de dias curtos. Cultivares de dias longos são adequados para regiões em altas latitudes, onde a duração do dia de luz varia consideravelmente durante o ano. Há cultivares que não são sensíveis ao fotoperíodo. É importante escolher cultivares adequadas a sua região.
O morangueiro necessita de boa luminosidade para crescer bem, com pelo menos algumas horas de luz solar direta diariamente. Em regiões mais quentes, o morangueiro pode ser sombreado durante as horas mais quentes do dia. Contudo, quando cultivado sem luz solar direta pelo menos por algumas horas por dia, o morangueiro tende a produzir poucos morangos.


Plantação de morangos em sacos plásticos suspensos
Plantação de morangos em sacos plásticos suspensos - imagem original:Honey Tee - Licença Creative Commons

Solo

O solo deve ser bem drenado, fértil e rico em matéria orgânica. O pH ideal do solo situa-se entre 5,5 e 6,5.

Irrigação

Deve ser irrigado de forma a manter o solo sempre úmido, mas sem que fique encharcado.


Morangueiro com estolho ou estolão
Arranjo de vasos para a formação de mudas a partir do estolão ou estolho do morangueiro - imagem original: Candy Tale - Licença Creative Commons

Plantio

O morango é normalmente plantado do fim do verão ao fim do outono, dependendo do clima da região (mais cedo em regiões mais frias e mais tarde em regiões mais quentes). As cultivares de dias longos, cultivadas em regiões de clima temperado, são também plantadas na primavera.
O morango é plantado através de mudas oriundas dos estolhos (ou estolões) do morangueiro. O estolho ou estolão é um caule rastejante que cresce eventualmente lançando raízes e brotos, dando origem a novas plantas. Compre mudas de fornecedores no início da plantação e nos anos seguintes obtenha mudas dos estolhos destas plantas. Corte os estolhos para a retirada das mudas quando estas estão bem desenvolvidas, cortando na metade do comprimento entre os brotos (as mudas) em cada estolho. Alguns horticultores esperam as mudas enraizarem antes de separá-las da planta-mãe, outros cortam assim que os brotos nos estolhos têm de 3 a 5 folhas. O espaçamento pode ser de 20 a 35 cm entre as plantas.
O morango também pode ser propagado a partir de sementes, mas este método é pouco usado, pois as mudas oriundas de sementes dificilmente têm as características das plantas progenitoras. Além disso, as mudas oriundas de sementes demoram muito mais para crescer e começar a frutificar. A propagação através de sementes é mais utilizada por pessoas interessadas em obter novas variedades de morango.
Sendo uma planta pequena e de raízes relativamente pouco profundas, o morangueiro pode ser facilmente cultivado em vasos e jardineiras. O morango também é bastante cultivado em sistemas hidropônicos.


Plantação de morangos com cobertura morta no solo
Plantação de morangos com cobertura morta no solo - imagem original:Denise Krebs - Licença Creative Commons

Tratos culturais

Em canteiros é preciso cobrir o solo com cobertura morta ou com um plástico opaco com furos para o morangueiro, para ajudar a controlar as plantas invasoras e para impedir que os morangos fiquem em contato direto com o solo. Há estudos que mostram que morangos cultivados em solo com cobertura morta apresentam mais alta concentração de açúcar, flavonoides e antocianinas, em comparação com os cultivados em solo coberto com plástico preto.
Se novas mudas não são necessárias, corte os estolhos assim que surgem para induzir a planta a produzir mais morangos.


Arranjo de vasos com morangueiros
Arranjo de vasos com morangueiros no Chelsea Flower Show em 2009 - imagem original: Darorcilmir - Licença Creative Commons

Colheita

Os morangos devem ser colhidos quando estão maduros, diariamente ou a cada dois dias. Colha cortando o talo, sem tocar no morango.
Os morangueiros são plantas perenes, mas produzem bem apenas por dois ou três anos. Assim, substitua as plantas a cada dois ou três anos (alguns horticultores substituem as plantas todos os anos).


Cultivar branco de morango
Cultivar branco de morango "Ananaserdbeere" - imagem original: Dave Crosby - Licença Creative Commons

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Cinco etapas para fazer um ótimo composto

Fonte: site TEARFUND

Os agricultores e jardineiros usam composto para melhorar seu solo e aumentar o crescimento das plantas. O composto é feito a partir de resíduos vegetais e alimentares, que são decompostos por minhocas e outros organismos. Ele precisa de oxigênio suficiente (do ar) e da quantidade certa de umidade. Abaixo está um método para fazer composto.
Cinco etapas para fazer um ótimo composto. Ilustração: Petra Röhr-Rouendaal, Where there is no artist (segunda edição)
Ilustração: Petra Röhr-Rouendaal, Where there is no artist (segunda edição)

1 faça um pilha

A pilha de composto não precisa estar contida dentro algo, mas será mais fácil manejá-la se estiver. Você pode usar um buraco, uma caixa de ripas ou malha de arame. Procure fazê-la com um mínimo de 1 metro em cada direção. É útil ter duas ou três pilhas para que se possa acrescentar materiais a uma pilha enquanto a outra estiver se decompondo. Em áreas secas, faça o composto em um buraco. Em áreas mais úmidas, faça a pilha acima do solo. Em climas mais frios, faça o composto em uma posição ensolarada. Em climas quentes e secos, faça-o longe da luz direta do sol. Faça pilhas em solo bem drenado ou na grama, evitando o concreto.

2 empilhe

Use uma boa mistura dos chamados materiais “marrons” e “verdes” (veja abaixo). Se você mora em uma área úmida, coloque uma camada de pedras e galhos como base para permitir a drenagem. Comece com uma camada de materiais marrons seguida de uma camada de materiais verdes. Se tiver disponível, você pode acrescentar uma camada fina de estrume e uma camada fina de solo superficial. Em seguida, repita essas camadas. Coloque água se os materiais estiverem secos. Não use: resíduos não orgânicos, carne, ossos, óleos, laticínios ou fezes de animais que comem carne (por exemplo, cães e gatos) ou de humanos, pois estes contêm bactérias nocivas. Evite colocar ervas daninhas recorrentes ou plantas doentes.

3 deixe aquecer

Cubra o composto com uma lona, lama ou folhas largas (por exemplo, de bananeira). Isso ajudará a manter a umidade quando estiver quente e evitará que o composto fique encharcado quando chover. Não deixe secar – coloque água, se necessário. A pilha deve ficar quente no meio.

4 revolva regularmente

Mantenha o composto oxigenado revolvendo-o a cada poucas semanas. Não há necessidade de manter as camadas separadas.

5 misture o composto no solo

Quando a mistura ficar marrom escura/preta e quebradiça, com cheiro de terra, o processo estará concluído. Isso pode levar de dois meses a um ano. Misture o composto no solo e aproveite os resultados! Você poderia tentar vender seu composto a agricultores ou lojas agrícolas (peneire-o para que ele esteja fino o suficiente).
Cinco etapas para fazer um ótimo composto. Ilustração: Petra Röhr-Rouendaal, Where there is no artist (segunda edição)
Ilustração: Petra Röhr-Rouendaal, Where there is no artist (segunda edição)

resolução de problemas

Se o composto tiver um odor ruim e estiver molhado, é porque há muito nitrogênio e/ou água.
  • Coloque mais materiais marrons. Cubra o composto para evitar que ele fique muito molhado.
Se o processo for muito lento, é porque não há nitrogênio, oxigênio ou água suficiente.
  • Coloque mais materiais verdes. Pique os materiais marrons em pedaços menores. Revolva o composto para acrescentar oxigênio. Coloque água, se necessário.
Se o seu composto estiver atraindo insetos e roedores...
  • Cubra os restos de alimentos recém-acrescentados com materiais marrons. Use tela de arame ao redor da base para evitar que os roedores entrem.

Jude Collins é a Coordenadora de Informações sobre Projetos da Tearfund. E-mail: jude.collins@tearfund.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Fertilizante natural é fonte de nutrientes e reduz custos no cultivo da horta

Como transformar resíduos de alimentos em adubo para horta?

composteira - foto alexandre panerai

Fertilizante natural é fonte de nutrientes e reduz custos no cultivo de hortaliças


Qual destino você dá para os restos de alimentos na sua casa? Sabia que eles podem virar adubo para as plantas? Cascas que seriam descartadas no lixo, como de frutas, leguminosas, vegetais, borra de café, além de substratos provenientes de poda e limpeza do jardim, funcionam como fertilizantes naturais e dão vida às hortas. 
Os resíduos, quando submetidos à técnica de compostagem realizada por micro-organismos, geram nitrogênio, fósforo e potássio — os três principais nutrientes necessários para o cultivo. A técnica ainda dá origem a dois produtos estimulantes: húmus e chorume. O primeiro, de acordo com o engenheiro agrônomo e assistente técnico estadual de manejo de recursos naturais da Emater, Ari Uriartt, melhora a estrutura do solo. Já o chorume, parte líquida resultante da decomposição, ao ser diluído em água, serve como biofertilizante. 
Benefícios dos nutrientes para as plantas
  • Potássio: Favorece a formação de raízes e amadurecimento dos frutos.
  • Nitrogênio: Atua no crescimento, floração e frutificação.
  • Fósforo: intervém na formação de compostos orgânicos, produção de energia, na respiração, divisão celular e em outros processos metabólicos.
 Fonte: Professora Magnólia da Silva, da Faculdade de Agronomia da UFRGS
— Se simplesmente dispensarmos os resíduos, sem a utilização do método de compostagem, estaremos favorecendo a proliferação de vetores, como moscas, baratas e ratos — afirma Uriartt. 
O único insumo que pode ser utilizado sem passar pelo processo, de acordo com a professora do Departamento de Horticultura e Silvicultura, da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Magnólia da Silva, é a casca de ovo. Porém, o alimento, que fornece cálcio às plantas, precisa estar “bem moído e em pouca quantidade”. 
A professora também alerta para os riscos de uso de produtos como laranja, limão e bergamota, que baixam o pH (acidez) do solo, e folhas de eucalipto, que podem matar microrganismos importantes na fermentação da compostagem
Evite utilizar na compostagem 
  • Laranja
  • Limão 
  • Bergamota
  • Folha de eucalipto
  • Alimentos cozidos com sal e/ou gordura
  • Laticínios 
  • Esterco de cães e gatos
  • Papel
Fonte: Professora Magnólia da Silva, da Faculdade de Agronomia da UFRGS
Karen Viscardi / Agencia RBS
Chorume, resultado da compostagem, serve como biofertilizante para a salsa

Quais as vantagens?

Utilizar restos de alimentos na terra traz benefícios, como a redução de custos com químicos, pois o adubo é “gratuito”. A aplicação do fertilizante natural, segundo a professora da UFRGS, Magnólia da Silva, também melhora a qualidade do solo e evita excesso de nutrientes solúveis causadores de doenças. 
A iniciativa possibilita ainda o reaproveitamento do lixo, minimizando o impacto dos resíduos no ambiente. 
— Melhora a qualidade do solo pelo acréscimo de matéria orgânica e pela retenção de água para as plantas — detalha a professora. 
De acordo com o engenheiro agrônomo Ari Uriartt, este adubo também é fonte de micronutrientes essenciais para o desenvolvimento do cultivo. Ou seja, são medidas fáceis de colocar em prática que beneficiam as plantas, a população e o planeta.
Colaborou Leticia Szczesny 

sexta-feira, 10 de maio de 2019

FAZENDO MUDAS DE MANJERICÃO!!

O manjericão é uma erva muito fácil de fazer mudas e multiplicar. Vai muito bem no parapeito de uma janela ensolarada.
Você pode optar em fazer mudas através de sementes que em cinco semanas já estarão prontas para usar e também podemos fazer mudas através de pequenas estacas  da própria planta adulta que já temos em casa e assim podemos renovar sempre nosso plantio.

Assim que Faz

Em uma planta adulta, cortar de 1o a 15 cm de um galhinho novo ( verde).  Retirar todas as folhas na parte de baixo do caule. Deixando apenas umas poucas folhas na parte superior deste galhinho.
Retirar esse excesso de folhas é bom para que o galhinho não perca muita energia em alimentar essas folhas e direciona todos os nutrientes para a formação de novas raizes.
Estes galhinhos cortados se Chama ESTACAS ou estaquias.
fazer muda de manjericão
Colocar estas pequenas estacas em um copo de água e esperar uns dias até que saia as primeiras raizes.  É conveniente trocar a água deste copo todos os dias.
Ao passar sete dias, as raizes ja estarão grande o suficiente para ser plantadas na horta ou num vaso .
muda de manjericão enraizando
mudas de manjericão plantada em vasos

Como plantar sementes de manjericão

É muito fácil aprender a plantar sementes de manjericão.
O manjericão deve ser cultivado em um lugar que tenha sol pelo menos seis a oito horas por dia.
O solo deve ser bem drenado com um pH de 6-7,5.  Veja mais sobre pH de solos AQUI
Você pode se perguntar: “Quando plantar sementes de manjericão?” Basicamente, a melhor época para plantar sementes de manjericão é  na primavera quando todo o perigo de geada passou. Mas sabemos que cada área tem um clima diferente, então quando plantar as sementes de manjericão pode diferir de estado para estado. Se o clima da sua cidade é sempre ameno, você pode plantar o ano inteiro.
Cultivar sementes de manjericão não é nada difícil. Apenas semeia uniformemente as sementes das plantas de manjericão cobrindo-as com cerca de 0.5 cm de solo.
Mantenha o solo úmido e certifique-se de remover quaisquer ervas daninhas. As sementes de manjericão  devem germinar dentro de uma semana.
folhas de manjericão sobre tomates
Se você plantar várias sementes, deixe um espaço de 24 cm entre plantas .
Regar o manjericão a cada sete a 10 dias para se certificar de que suas plantas recebem água suficiente. Isso depende, obviamente, da quantidade de chuva na sua área. Lembre-se que, ao cultivar sementes de manjericão, as plantas nos vasos secarão mais rápido do que as que você planta no jardim, então lembre-se de regá-las também.
Uma vez que suas sementes de plantas de manjericão estejam completamente crescidas, é bom colher as folhas e deixá-las secar para que você possa usá-las em molhos e sopas.
O manjericão é maravilhoso com tomates, por isso, se você tem uma horta, não se esqueça de incluir o plantio de sementes de manjericão entre os vegetais. Além disso, nenhum jardim de ervas está completo sem manjericão, e é uma das ervas mais fáceis de cultivar e manter saudáveis.

sexta-feira, 26 de abril de 2019

Rio Rural adapta produção de hortaliças ao solo arenoso de São João da Barra

Pesquisa e tecnologias sustentáveis favorecem diversificação de culturas.

 
Uma unidade de pesquisa participativa do programa Rio Rural, da secretaria estadual de Agricultura, na localidade de Mato Escuro, em São João da Barra, no Noroeste do estado, está mostrando aos agricultores da região que, com o auxílio de tecnologias de produção sustentáveis, é possível plantar hortaliças em solo arenoso. Executada e coordenada pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro-Rio), a unidade implantada nas terras do agricultor familiar Elias Pereira de Almeida está produzindo entre 1.200 e 1.300 pés de alface por semana.

 O município litorâneo é tradicional na produção de maxixe e quiabo, culturas mais resistentes ao calor. O sucesso da lavoura, de acordo com o técnico responsável pelo trabalho, engenheiro agrônomo José Márcio Ferreira, é resultado da adoção do cultivo protegido, em estufa, e fertilização do solo com materiais orgânicos como o lodo de usina de cana-de-açúcar, esterco de curral e humus de minhoca. "Com o cultivo protegido, em pequenas áreas, é possível "construir" o solo mais favorável e produzir durante todo o ano, explicou. A modelo de adaptação da agricultura do Oriente Médio também foi citado como exemplo pelo técnico." "Não é preciso ir a Israel aprender a produzir na areia. Guardadas as proporções, com tecnologia é possível fazer muito por aqui. Além do cultivo protegido, temos um sistema integrado com o kit galinha, que consome as sobras da horta e produz humus de minhoca usado como adubo, afirmou ele.
 
 O uso de insumos químicos é cada vez menor na pesquisa, cuja meta é o cultivo agroecológico. Na última quinta-feira, um dia de campo demonstrou aos agricultores vizinhos técnicas utilizadas na propriedade, como a produção de mudas, através da semeadura com equipamentos, utilizando a quantidade certa de sementes e facilitando o plantio nos canteiros. A unidade de pesquisa é uma parceria entre o Governo do Estado e a LLX, empresa do grupo EBX que está construindo o Complexo Portuário do Açu, no mesmo município. 

 As pesquisas participativas do Rio Rural tem como meta testar tecnologias e formas de produção que sejam sustentáveis social, ambiental e economicamente, ajudando a valorizar a atividade agrícola e oferecer maior qualidade de vida no campo. 

fotos: Flavia Pizelli

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Conheça as caraterísticas dos adubos orgânicos!

Extraído do blog Mundo da Horta
O objetivo da adubação orgânica é manter ou aumentar a fertilidade do solo e da sua atividade biológica.  Devemos “nutrir o solo para alimentar a planta”. Adubar não é simplesmente fornecer nutrientes para as plantas. Adubar é uma ação global que tem como objetivos simultâneos  melhorar a fertilidade e a saúde do solo e garantir a nutrição das plantas.  A adição de adubos orgânicos melhora, consideravelmente, as características físicas e biológicas do solo.

Adubos orgânicos humus de minhoca
É o produto resultante da decomposição da matéria orgânica digerida pelas minhocas. É  a forma mais decomposta de matéria orgânica, o que facilita a sua degradação por micro-organismos do solo e facilita a liberação de nutrientes. Entre suas qualidades estão:
– Bons teores de macronutrientes (nitrogênio, potássio, fósforo,  enxofre, cálcio e magnésio) e especialmente de micronutrientes (cobre, molibdênio, zinco, ferro, e cloro)
– Durante seu processo digestivo as minhocas promovem um aumento da população de micro-organismos, principalmente bactérias benéficas, sendo o húmus de minhocas uma excelente fonte de micro-organismos para o solo.
– Não tóxico para as plantas, os animais e o homem.
– Proporciona um equilíbrio nutricional às plantas, pois as substâncias que contém são liberadas lentamente.
– Antecipa e prolonga os períodos de florada e frutificação das plantas.

bokashi horta em casa
Produto da agricultura natural japonesa, o Bokashi é um fermentado com organismos vivos que acelera a decomposição da matéria orgânica, colocando a disposição das plantas minerais importantes ao seu desenvolvimento. É um recurso que associado a práticas de incorporação de matéria orgânica, auxiliando o processo de recuperação da vida do solo e da sua fertilidade.
Melhora as condições físicas, químicas e biológicas do solo, proporcionando às plantas as condições ideais para o pleno desenvolvimento. Favorece o ambiente para que as raízes e microrganismos se beneficiem mutuamente. As raízes, além de absorver nutrientes do solo, secretam substâncias nutritivas, sendo que esta secreção ocorre na rizosfera, onde os microrganismos atuam. Estes por sua vez, absorvem substâncias de difícil assimilação e as transformam em substâncias assimiláveis pelas plantas, proporcionando uma nutrição equilibrada e fortalecendo aplanta contra o ataque de pragas e doenças.
O adubo orgânico pode ser aplicado via foliar ou via gotejamento (Bokashi líquido) ou diretamente no solo (Bokashi líquido e/oufarelado)

adubo carvão vegetal - Copia
fino de carvão é uma forma bastante estável da matéria orgânica do solo utilizado na composição de substratos orgânicos. É um material poroso, o que permite aumentar a capacidade de retenção de água e de absorção de compostos orgânicos solúveis.  Facilita a proliferação de organismos benéficos, além de possuir em sua composição elementos minerais como: magnésio, boro, silício, cloro, cobre, manganês, molibdênio e, principalmente, potássio.
No Brasil, um exemplo do efeito benéfico do carvão são os solos da Bacia Amazônica chamados Terra Preta de Índio . Eles teriam sido produzidos com a combinação de carvão vegetal, cerâmica e matéria orgânica de origem vegetal e animal.. Se estima que a produtividade dos solos pretos é 15% maior do que os outros solos.

farinha ossos
É um produto oriundo de ossos bovinos que são incinerados a mais de 500 graus de temperatura até a queima total. Após um período de resfriamento estas cinzas são moídas.
A farinha de ossos é um adubo orgânico rico em fósforo e cálcio, elementos essenciais ao crescimento, floração e frutificação das plantas. É o principal fertilizante orgânico fonte de fósforo, elemento absorvido pelas raízes das plantas e determinante para o aumento da produtividade. Outra vantagem da farinha de osso é que sua solubilização é lenta, o que garante o suprimento de fósforo as plantas por um bom tempo, diferente que os superfosfatos (fertilizantes inorgânicos) que tem uma rápida solubilização em água.

torta de mamona
           A torta de mamona, produzida durante a extração do óleo, é um importante subproduto da cadeia produtiva da mamona. Se trata de uma rica fonte de nitrogênio de lenta liberação que também funciona como condicionador de solo, elevando o nível de matéria orgânica. Outro efeito bem documentado da torta de mamona é o controle de fitonematóides, quer seja pelo efeito nematicida direto quando aplicada no solo, pela liberação de substâncias tóxicas decorrentes do processo de decomposição, ou mesmo pela estimulação da microbiota natural do solo antagônica a estes fitopatógenos.

calcareo de cochas
Os calcários são rochas sedimentares com quantidades acima de 30% de carbonato de cálcio. Quando o calcário é um aglomerado formado da natureza por conchas e fragmentos de conchas é denominado  calcário de conchas ou conquífero. O calcário de conchas na agricultura orgânica é utilizado para corrigir a acidez do solo. Ao mesmo tempo em que faz  essa correção, o calcário também fornece cálcio e magnésio indispensáveis para a nutrição das plantas.  A aplicação do calcário aumenta a disponibilidade de  nutrientes para as plantas e permite a maximização dos efeitos dos fertilizantes, e consequentemente o aumento substancial da capacidade  produtiva da terra.

estercol de origem animal
O esterco é a designação dada ao material orgânico em avançado estado de decomposição proveniente de excrementos de animais utilizados para fertilizar plantas. Às vezes o esterco consiste em mais de um resíduo orgânico, tal como excrementos de animais e restos das camas, como acontece com a palha. Os estercos, em função de suas características químicas, têm um alto potencial fertilizante, podendo substituir, quando são adicionados com outro adubo orgânico, totalmente a adubação química e contribuir significativamente para o aumento da produtividade das culturas. É muito importante que o esterco esteja bem fermentado para inativar os microrganismos patogênicos e o risco de contaminação. Os adubos orgânicos de origem animal mais utilizados  são o esterco bobino, o esterco de galinha e o esterco de porco.

COMPOSTOS DE LIXO DOMÉSTICO
adubo do lixo domestico
O composto é o produto final do processo de compostagem do lixo doméstico. A compostagem é um processo natural de transformação da matéria orgânica do lixo em compostos mais simples que podem ser utilizados como nutrientes pelas plantas. A compostagem é realizada pelos próprios microorganismos presentes nos resíduos, em condições ideais de temperatura, aeração e umidade. Esses micro-organismos vão descompor e estabilizar os compostos constituintes dos materiais liberando dióxido de carbono e vapor de água.

po de rocha
Os solos mais férteis do mundo tiveram sua origem nas erupções vulcânicas. Apesar do constante perigo  dos vulcões, as pessoas continuam a viver próximas aos mesmos devido à fertilidade do solo vulcânico.
pó de rocha é um produto originário das rochas vulcânicas utilizado para rejuvenescer solos pobres. O pó de rocha contém cerca de 60 a 70 elementos químicos, entre micro e macro nutrientes, além dos oligoelementos úteis.
Entre suas qualidades e benefícios estão:
– É pouco solúvel, diminui os riscos de perdas do produto.
– Presença de macro e micronutrientes essenciais.
– Corrige o pH (acidez) do solo.
– Em conjunto com a matéria orgânica, incentiva a vida do solo.
– Proporciona um equilíbrio nas plantas, fortificando-as e diminuindo assim a necessidade de defensivos agrícolas.

extracto pirolenhoso
extrato pirolenhoso, também conhecido como ácido pirolenhoso, líquido pirolenhoso ou vinagre de madeira,  é extraído da queima da madeira e atua tanto no controle de pragas como na adubação. Originário do Japão, onde é utilizado há séculos, é um líquido resultante da condensação da fumaça composto por mais de 200 substâncias que interagem entre si.
É  condicionador do solo, bioestimulante vegetal, indutor de enraizamento e repelente de insetos. É um excelente fertilizante para orquídeas,  já que  promove um aumento no número de brotos, garantindo o aumento do número de flores.

aubação orgânica na planta
Os aminoácidos ativam o metabolismo geral do solo e da planta, melhorando a fotossíntese e outros processos fisiológicos vitais. Usado como adubo para todo tipo de plantas, o aminoácido favorece a capacidade de absorção das raízes e otimiza as transformações químicas, dando como resultado um melhor aproveitamento de nutrientes, maior brotação, floração e principalmente melhor resistência a pragas e doenças. É um excelente adubo para orquídeas.
A utilização de aminoácidos via solo ou via foliar além de fornecer a planta uma fonte direta para que esta sintetize as proteínas, fornece também energia adicional necessária para suprir as demandas nos momentos críticos do ciclo vegetativo.
As vantagens do uso de aminoácidos são:
– Proporciona um metabolismo mais equilibrado das plantas
– Ativação da fotossíntese das plantas resultando em plantas mais verdes e com maior conteúdo de açúcar
– Redução de fitotoxicidade de determinados defensivos agrícolas
– Maior tolerância das plantas a pragas e doenças (papel imunológico)
– Aumenta a absorção e a translocação dos nutrientes aplicados na parte aérea das plantas
– Sistema radicular mais desenvolvido e vigoroso
– Regulador da atividade hormonal das plantas
– Maior tolerância das plantas ao stress hídricas e geadas
– Aumento do florescimento das plantas
– Alimento para a micro-vida do solo contribuindo dessa forma para a melhoria da estrutura física do solo

Autor: Miguel Lancho Jiménez