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segunda-feira, 8 de abril de 2019

O que é compostagem e como fazê-la em casa


Fonte: revista Globo Rural

Com ou sem minhoca, a compostagem doméstica é uma opção para quem quer dar um melhor fim para o lixo orgânico

Por Karina Campos com edição de Cassiano Ribeiro
compostagem doméstica  (Foto: Thinkstock)
 A compostagem, conhecida como o processo de reciclagem do lixo orgânico, transforma a matéria orgânica encontrada no lixo em adubo natural, que pode ser usado na agricultura, em jardins e plantas, substituindo o uso de produtos químicos. 

O processo também contribui para a redução do aquecimento global. Só em 2015, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente, foram geradas cerca de 32 milhões de toneladas de resíduos orgânicos no Brasil, o que equivale a 88 mil toneladas de lixo diário. Todo este material quando entra em decomposição, seja nos lixões ou aterros sanitários, gera o gás metano, um dos principais causadores do efeito estufa.


Produzir uma composteira doméstica pode ser uma ótima opção para quem quer dar um melhor fim para o lixo orgânico e contribuir para o meio ambiente. Mas, existem algumas regras que devem ser seguidas durante o processo e por isso a Globo Rural montou um manual para quem se interessa pelo assunto. 
Composteira com minhocas

Quem procura um processo de compostagem mais rápido pode optar pela compostagem com minhocas, ou vermicompostagem, que também pode ser feita em casas e apartamentos com o uso da composteira doméstica.  O vermicomposto, adubo orgânico gerado a partir desse processo, conhecido também como o húmus de minhoca, é rico em flora bacteriana e ajuda a fornecer às plantas uma nutrição equilibrada e maior resistência a doenças.


Como fazer
Para montar uma vermicomposteira doméstica são necessárias 3 caixas plásticas escuras (sendo uma com tampa), folhas secas e galhos pequenos e cerca de 100 minhocas. (veja abaixo como montar uma composteira sem minhocas).
As caixas deverão ser empilhadas em três níveis. Nas duas superiores devem haver pequenos furos, que serão responsável pela comunicação entre uma caixa e outra. São nessas caixas que será feita a compostagem (processo de decomposição natural). A última caixa será utilizada apenas para coletar o resíduo líquido orgânico, que, se diluído, pode ser utilizado para regar plantas e hortas.

O primeiro passo é forrar o fundo da caixa superior com folhas secas e pequenos galhos ou serragem. Esta primeira camada vai funcionar como dreno para a composteira. Em seguida deve-se colocar a terra com as minhocas e logo acima os resíduos orgânicos.
É importante que os resíduos sejam cobertos com outra camada de folhas secas para contribuir com a oxigenação. Isso também garante que não se gere um mal odor pelo processo.
Composteira sem minhocas
Outra opção é a compostagem sem minhocas. O processo é quase o mesmo, mas ela pode, diferente do outro receber casca de alho e cebola. Porém, o desenvolvimento do adubo tende a ser mais lento e pode desenvolver um cheiro não tão agradável, principalmente caso o processo dê errado. É comum que a falta de oxigenação nesse tipo de compostagem gere mofo e a falta de material seco pode causar o mal cheiro.


Dicas
Os depósitos de lixo orgânico devem ser feitos diariamente.
Quando a caixa de cima estiver cheia é necessário trocar as posições, passando-a para baixo e colocar a vazia em seu lugar para recomeçar o processo. Não é necessário colocar novas minhocas.
O adubo orgânico pode ser coletado em média a cada três meses.
Na hora de escolher o que colocar na composteira é necessário ficar atento. Alguns materiais comprometem a degradação da matéria orgânica e prejudicam o desenvolvimento do adubo. Confira o que você deve colocar ou não em sua composteira:
info-compostagem-doméstica (Foto: Redação Globo Rural)
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Fornecemos minhocas e minhocários. agropanerai@gmail.com

sábado, 9 de março de 2019

Conheces o camu-camu?? Mais uma riqueza da amazônia.


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Nome científico: Myrciaria dubia

O camu-camu, caçari, ou araçá-d'água é uma pequena árvore pertencente a família Myrtaceae. Disperso em quase toda a Amazônia, é encontrado no estado silvestre nas margens dos rios e lagos. Em seu habitat natural a planta pode permanecer submersa por 4 a 5 meses! Por isso seu bom desenvolvimento está atrelado à água. Na terra firme, onde o camu-camu tem demonstrado boa adaptação, a floração ocorre durante praticamente o ano inteiro.

A árvore frutifica de novembro a março e os frutos têm valor nutritivo e sabor ácido, motivo pelo qual na  Amazônia peruana sejam bastante consumidos no preparo de refresco, sorvete, picolé, geléia, doce, licor, ou para conferir sabor a tortas e sobremesas. Aqui no Brasil, é mais costume que sejam tidos apenas como tira-gosto ou isca para peixe, sendo este o principal dispersor das sementes.

O valor mais latente em se consumir os frutos está no alto teor de vitamina C (30 vezes mais do que a laranja), geralmente com 2800 mg/ 100g de fruto, podendo chegar a mais de 6.000 mg/ 100 g do fruto, contra uma média de 1.700 mg/ 100 g da acerola. A fruta com mais alto teor de vitamina C no mundo é a australiana Kakadu plum, após ela é o Camu-camu!

sábado, 2 de março de 2019

BUTIÁ, COQUINHO DE COMER! FONTE DE FIBRAS E VITAMINA C

butiá
Butiá é uma palmeira brasileira. Bem, é um gênero de palmeiras (Arecaceae) nativas da América do Sul (Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina) que ocorre nos pampas, na mata atlântica e no cerrado. Seus frutos, os butiás são alimentícios, suas folhas são são usadas para tecer cestos e o óleo da semente é usado na cosmética.
São de 9 espécies as palmeiras conhecidas como butiáButia archeriButia campicolaButia capitataButia eriospatha, Butia microspadixButia paraguayensisButia purpurascensButia stoloniferaButia yatay.
Os butiazais são uma formação vegetal bastante importante na manutenção dos ecossistemas aos quais pertencem já que seus frutos servem de alimento a diversas aves, mamíferos e répteis que, por seu lado, ao defecarem as sementes do butiá, contribuem com a sua disseminação.
“A Rota dos Butiazais envolve o comprometimento das comunidades com a restauração e a manutenção da vegetação nativa, além de gerar oportunidades de emprego e renda”.
Do coquinho do butiá se faz geleia, licor, cachaça, vinagre e doces diversos. Das sementes, que podem ser comidas in natura ou assadas, também se extrai o óleo de butiá. Do estipe da palmeira, caule, se fabrica papel. O artesanato com palha e semente de butiá é uma fonte de renda para as comunidades onde há butiazeiros.
artesanato butia
Foto - Artesanato com butiá
Na mitologia das tribos indígenas brasileiras, o butiazeiro é uma árvore sagrada.

Composição nutricional dos coquinhos de butiá

butiazal
Foto - butiazal
Segundo uma tabela nutricional do IBGE (2011), para cada 100 gramas de butiá comestível existem:
Calorias: 105,00 kal
Proteínas:1,90 g
Lipídios: 2,00 g
Glicídios: 22,80 g
Carboidratos: 22,80 g
Fibra: 7,40 g
Cálcio: 20 mg
Fósforo: 36 mg
Ferro: 2,20 mg
Vitamina A ( Retinol ): 30 mcg
Vitamina B1 (Tiamina ): 0,04 mg
Vitamina B2 ( Riboflavina ): 0,04 mg
Vitamina B3 (Niacina ): 0,50 mg
Vitamina C ( Ácido Ascórbico ): 33,00 mg
Mas, existem diferenças significativas nas propriedades nutritivas dos coquinhos, em função das espécies. O butiá Yatay foi estudado pela nutricionista Jéssica Fernanda Hoffmann que definiu, para a sua polpa, os valores na tabela abaixo:
valores tabela
* Valores diários de referência com base em uma dieta de 2.500 calorias

Características medicinais dos coquinhos butiá

cacho de butiá
Foto - cacho de butiá
As propriedades nutricionais têm a ver com as características medicinais dos coquinhos butiá ou com suas propriedades funcionais, segundo um estudo sobre o butiá Yatay feito por Márcia Vizzoto, da Embrapa Clima Temperado de Pelotas.
Compostos Fenólicos Totais: 496,8mg/100g
Carotenóides Totais: 5,6mg/100g
Atividade Antioxidante: 5.558,79µg/g
Por outro lado, o butiá é considerado uma importante fonte de fibras e vitamina C e, como alimento “laranja”, é um fortalecedor do sistema imunológico, previne contra o envelhecimento das células, contra a cegueira, doenças cardíacas e câncer, segundo a nutricionista Juliane Freitag.