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segunda-feira, 8 de abril de 2019

O que é compostagem e como fazê-la em casa


Fonte: revista Globo Rural

Com ou sem minhoca, a compostagem doméstica é uma opção para quem quer dar um melhor fim para o lixo orgânico

Por Karina Campos com edição de Cassiano Ribeiro
compostagem doméstica  (Foto: Thinkstock)
 A compostagem, conhecida como o processo de reciclagem do lixo orgânico, transforma a matéria orgânica encontrada no lixo em adubo natural, que pode ser usado na agricultura, em jardins e plantas, substituindo o uso de produtos químicos. 

O processo também contribui para a redução do aquecimento global. Só em 2015, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente, foram geradas cerca de 32 milhões de toneladas de resíduos orgânicos no Brasil, o que equivale a 88 mil toneladas de lixo diário. Todo este material quando entra em decomposição, seja nos lixões ou aterros sanitários, gera o gás metano, um dos principais causadores do efeito estufa.


Produzir uma composteira doméstica pode ser uma ótima opção para quem quer dar um melhor fim para o lixo orgânico e contribuir para o meio ambiente. Mas, existem algumas regras que devem ser seguidas durante o processo e por isso a Globo Rural montou um manual para quem se interessa pelo assunto. 
Composteira com minhocas

Quem procura um processo de compostagem mais rápido pode optar pela compostagem com minhocas, ou vermicompostagem, que também pode ser feita em casas e apartamentos com o uso da composteira doméstica.  O vermicomposto, adubo orgânico gerado a partir desse processo, conhecido também como o húmus de minhoca, é rico em flora bacteriana e ajuda a fornecer às plantas uma nutrição equilibrada e maior resistência a doenças.


Como fazer
Para montar uma vermicomposteira doméstica são necessárias 3 caixas plásticas escuras (sendo uma com tampa), folhas secas e galhos pequenos e cerca de 100 minhocas. (veja abaixo como montar uma composteira sem minhocas).
As caixas deverão ser empilhadas em três níveis. Nas duas superiores devem haver pequenos furos, que serão responsável pela comunicação entre uma caixa e outra. São nessas caixas que será feita a compostagem (processo de decomposição natural). A última caixa será utilizada apenas para coletar o resíduo líquido orgânico, que, se diluído, pode ser utilizado para regar plantas e hortas.

O primeiro passo é forrar o fundo da caixa superior com folhas secas e pequenos galhos ou serragem. Esta primeira camada vai funcionar como dreno para a composteira. Em seguida deve-se colocar a terra com as minhocas e logo acima os resíduos orgânicos.
É importante que os resíduos sejam cobertos com outra camada de folhas secas para contribuir com a oxigenação. Isso também garante que não se gere um mal odor pelo processo.
Composteira sem minhocas
Outra opção é a compostagem sem minhocas. O processo é quase o mesmo, mas ela pode, diferente do outro receber casca de alho e cebola. Porém, o desenvolvimento do adubo tende a ser mais lento e pode desenvolver um cheiro não tão agradável, principalmente caso o processo dê errado. É comum que a falta de oxigenação nesse tipo de compostagem gere mofo e a falta de material seco pode causar o mal cheiro.


Dicas
Os depósitos de lixo orgânico devem ser feitos diariamente.
Quando a caixa de cima estiver cheia é necessário trocar as posições, passando-a para baixo e colocar a vazia em seu lugar para recomeçar o processo. Não é necessário colocar novas minhocas.
O adubo orgânico pode ser coletado em média a cada três meses.
Na hora de escolher o que colocar na composteira é necessário ficar atento. Alguns materiais comprometem a degradação da matéria orgânica e prejudicam o desenvolvimento do adubo. Confira o que você deve colocar ou não em sua composteira:
info-compostagem-doméstica (Foto: Redação Globo Rural)
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Fornecemos minhocas e minhocários. agropanerai@gmail.com

quarta-feira, 3 de abril de 2019

A poda da Jabuticabeira - aproveite o inverno

no verão antes da poda


O melhor período para fazer a poda da jaboticabeira é no inverno antes da floração. 

Como instrumentos podem ser utilizados tesoura de poda, tesourão e serrote de poda. O importante é que a árvore não seja danificada,lascada. Também pode ser utilizada uma serra elétrica que auxilia no rendimento do trabalho.

no verão antes da poda
A poda é muito útil para indivíduos muito sombreados e varia de planta para planta porque depende do crescimento da árvore.

Os cortes auxiliam no controle de pragas e doenças, como a ferrugem da jabuticaba. A pode pode ser feita uma vez ao ano, com a retirada de até 30% da copa da árvore. Mais que isso pode trazer prejuízos à planta.

inverno após a poda
Os ramos retirados pode ser aproveitados como lenha (parte mais grossa) e como adubo (parte mais fina repicada). No caso da jabuticabeira, pode ser dispensado o uso de fungicida nos cortes.

Fonte: poda de frutíferas - EMBRAPA

terça-feira, 2 de abril de 2019

Como fazer mudas da Dama da Noite – Cestrum Nocturnum

Fonte: http://construindodecor.com.br/dama-da-noite-cestrum-nocturnum/


A dama da noite é uma planta de textura semi-lenhosa, de tipo arbustiva e muito conhecida por conta do perfume de suas flores.
De nome científico Cestrum nocturnum, a dama da noite tem é popularmente conhecida como flor da noite, coerana, jasmim da noite, coirana, rainha da noite e jasmim verde. Originária da América do Sul, América Central e América do norte, prefere clima equatorial, tropical e subtropical.
Não é indicada em decoração de festas com flores devido ao perfume que pode incomodar alérgicos e crianças, mas fica muito bem em jardim.
Dama da Noite

Significado da Dama da Noite

De acordo com os contos populares a dama da noite é uma planta poderosa e tem o poder de realizar desejos.
Segundo o mito, se alguém lhe faz um pedido na época da sua floração, certamente ele será atendido.

Tipos de Dama da Noite

Confira agora quais são os tipos da flor da dama da noite:

Dama da Noite Vermelha

Dama da Noite vermelha
A dama da noite com flores de coloração vermelha são, sem dúvidas, as mais bonitas e desejadas. A mesma possui o miolo amarelo e as pétalas em formato ovalado com as pontas mais afinadas.
Por outro lado, é das mais raras e seu cultivo exige um pouco mais de cuidado.

Dama da Noite Fucsia

Quando plantadas por semente podem demorar entre 7 e 10 anos para começarem a florescer, por isso as pessoas preferem comprar mudas feitas por meio de estacas.
Esse tipo é com toda a certeza a mais interessante e original, pois além de ter flores grandes e vistosas, ela é de cor fucsia por dentro e vermelha por fora

Dama da Noite Rosa

Com flores extremamente perfumadas, a versão rosa da planta possui flores que medem até 15 centímetros de diâmetro e produz diversas flores em um mesmo ramo.
Dama da Noite rosa
Veja Também:

Como Plantar Dama da Noite

Veja um passo a passo simples de como plantar damas da noite:
  1. A princípio, você deve escolher o local onde cultivará sua planta. Tenha em mente que a mesma não suporta temperaturas baixas.
    Portanto, deve ser protegida do frio, principalmente se você mora em uma região muito friorenta.
  2. Em relação às regas, ela não faz muitas exigências, pois deve receber água duas vezes por semana no inverno e 1 vez a cada dois dias durante o verão.
    Desse modo, vale ressaltar que a planta não gosta de solo encharcado.
    Por isso, molhe o suficiente para deixar a terra úmida, mas cuidado para que não seque totalmente.
  3. As mudas devem ser feitas a partir de uma planta adulta e 100% saudável.
  4. Use fertilizante líquido de qualidade

Como Fazer Mudas de Dama da noite

Sem dúvida, fazer mudas dessa planta é uma das coisas mais fáceis e a melhor maneira é por mio de estaquia.
Você precisará de uma planta adulta e saudável, como falei anteriormente.
  • Analise a mesma e descubra os ramos mais bonitos e saudáveis. Estes serão as suas mudas.
  • É importante lembrar que você só poderá realizar tal processo durante a estação da primavera.
  • Corte o ramo de sua preferência, coloque-o sobre um jornal e espere até que se forme uma película no local do corte.
  • Assim que isso acontecer, plante-a.

segunda-feira, 25 de março de 2019

4 passos para fazer adubo com lixo orgânico em casa



Flores mais bonitas e um jardim saudável pode vir sem nenhum custo extra para
você. O segredo é a compostagem, que não só reduz a quantidade de lixo em
aterros, como também enriquece o solo do seu quintal com um material rico em
nutrientes. Listamos 5 passos simples para você começar a fazer compostagem
doméstica:
1. Escolha um recipiente
Escolha um espaço ao ar livre e um recipiente para depositar seu composto.
Pode ser uma lata de lixo grande ou um balde de plástico, por exemplo.
  É importante que você faça furos no fundo do recipiente para que o chorume
(material orgânico em decomposição) possa passar.
Embaixo da composteira deve haver outro recipiente para armazenar o chorume.
Pode ser uma bacia mais rasa, por exemplo. Ela só não pode ficar em contato
 direto com a composteira para que o chorume tenha espaço para escorrer.
reprodução/Howtocompost
Lata de lixo ou de tinta pode virar uma composteira caseira
2. Recolha o lixo da sua casa
Recolha o lixo da sua cozinha e jardim e misture os materiais. É necessário ter
duas vezes mais resíduos marrons (serragem, folhas secas, papelão e folhas de
 jornal) do que verdes (frutas, vegetais, grama, borra de café).  Esse equilíbrio é
 importante, pois os elementos marrons são ricos em carbono, enquanto que os
 verdes contribuem com nitrogênio.
Além disso, seu composto também precisa de oxigênio e umidade. Caso o
material fique muito seco, pode acrescentar um pouco de água para umedecer.
3. Distribua o material na composteira
Para acelerar o processo de decomposição, você deve distribuir o material em
 camadas: uma de nitrogênio (material úmido) para três camadas de carbono
 (material seco, como folhas, papelão e serragem).
4. Espere a mágica acontecer
Ao longo das próximas semanas, você vai ver os seus restos de comida se
transformarem em solo. Seu composto estará pronto quando tiver aspecto e
cheiro de terra. Lembre-se que ele não é um substituto para o seu solo, mas,
sim, age como um fertilizante natural para nutri-lo.
istock
Em poucas semanas, aquilo que iria para o lixo vira adubo natural
O que você NÃO deve colocar na composteira:
  • Produtos de origem animal
  • Gorduras
  • Óleos
  • Resíduos de animais de estimação
  • Comida temperada
  • Cinzas e bitucas de cigarro
  • Vegetais doentes
O que pode ir para a composteira:
  • Restos e cascas de frutas, legumes e verduras
  • Raízes e capim seco
  • Folhas secas e restos de podas
  • Serragem de madeira
  • Papel de jornal
  • Papelão
  • Saquinho de chá
  • Pó de café com coador de papel
  • Grama seca

quarta-feira, 20 de março de 2019

Compostagem, transformando resíduos em recursos.



Sabe a calçada do vizinho cheia de goiabas maduras? pois é, juntei dois baldes de 20 litros para alimento das minhocas californianas para compostagem.

COMPOSTAGEM: A RECICLAGEM NA NATUREZA

A compostagem é um processo de transformação que pode ser executado com parte dos nossos resíduos domésticos orgânicos, resultando em um excelente adubo para ser utilizado em hortas, vasos de plantas, jardins ou algum terreno que você tenha disponível. Este é um dos métodos mais antigos de reciclagem onde imitamos os processos da natureza para melhorarmos a terra.
O conceito de resíduo na natureza passou a existir com a sua excessiva geração aliada à crescente produção e uso de materiais sintéticos que não se degradam facilmente, além da utilização de substâncias químicas perigosas, como tintas, solventes e metais pesados utilizados em baterias, entre outras (FIGUEIREDO, 1995).
orgânicos
Dos resíduos gerados no estado do Rio de Janeiro, cerca de 52% são orgânicos, contra 44% de recicláveis e 4% de rejeitos. Em 20 anos a porcentagem de lixo orgânico aumentou 16%. (COMLURB, 2001). É importante ressaltar que nem todos os 52% podem ser compostados. Devido à falta de separação prévia na fonte geradora (residências, restaurantes e outros) existem resíduos orgânicos que não são compostáveis misturados aos que são. Além disso, elementos químicos perigosos ao meio ambiente e à saúde contaminam o composto e comprometem a sua qualidade. Segundo estudos feitos na Usina de Compostagem de Irajá, no Rio de Janeiro, existe cerca de 5% de metais pesados por Kg de composto (AZEVEDO et all, 2003). Esse elevado percentual de metal pesado e de material orgânico não compostável em nosso lixo retrata o baixo percentual de resíduo orgânico que é transformado em composto, não só no Brasil, com somente 1%, mas em países que já fazem a separação prévia de seus materiais, como a Alemanha cujo índice chega a 5%. (BALERINI, 2000).

O QUE É COMPOSTO E COMPOSTAGEM?

O composto é um material escuro usado como um tipo de adubo também chamado de terra preta ou húmus.
Compostagem é o processo de decomposição biológica da matéria orgânica contida em resíduos animais ou vegetais. É feita por muitas espécies de microorganismos e animais invertebrados que em presença de umidade e oxigênio, se alimentam dessa matéria e propiciam que seus elementos químicos e nutrientes voltem à terra. Essa decomposição envolve processos físicos e químicos que ocorrem em matas, parques e quintais. Os processos físicos são realizados por invertebrados como ácaros, centopéias, besouros, minhocas, lesmas e caracóis que transformam os resíduos em pequenas partículas. Já os processos químicos, incluem a ação de bactérias, fungos e alguns protozoários que degradam os resíduos orgânicos em partículas menores, dióxido de carbono e água.
Essa técnica vem sendo utilizada há mais de cinco mil anos pelos chineses (FREIRE, 2003) e é uma prática utilizada em propriedades rurais.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Como plantar a linda onze-horas Portulaca Grandiflora

Imagem relacionada

      A onze-horas é uma pequena planta nativa da América do Sul (Brasil, Uruguai e Argentina), de crescimento rápido, normalmente atingindo menos que 30 cm de altura.
      Suas folhas são suculentas e suas flores têm entre 2 e 3 cm de diâmetro, podendo ser vermelhas, laranjas, amarelas, brancas, rosas ou violetas. As flores se abrem apenas quando a luz do sol é intensa, motivo pelo qual recebem o nome popular onze-horas. É uma planta muito fácil de manter em vasos e jardineiras, e é adequada para jardins de rochas, mas também é apreciada para formar tapetes floridos em áreas do jardim.


Nome científico: Portulaca Grandiflora
Origem: América do Sul (Brasil, Argentina e Uruguai).
Clima: Prefere um clima moderadamente quente, sendo o ideal temperaturas entre 19 e 30 °C. Não suporta temperaturas muito baixas.
Iluminação: Luz solar direta.
Irrigação: Para plantas jovens ou florescendo, o solo deve permanecer levemente úmido, sem ficar encharcado. Quando bem desenvolvida é resistente a curtos períodos de seca.
Solo: Bastante tolerante quanto ao solo, desde que seja bem drenado. O ideal é um solo fértil e leve, que não retém demasiadamente a umidade, com pH entre 5,6 e 7.
Resultado de imagem para onze horas
Época de floração: Depende da época de plantio e do clima da região, podendo florescer na primavera, no verão e no outono.
Ciclo de cultivo: Plantas anuais.
Propagação: Por sementes, que devem ficar na superfície do solo, pois precisam de luz para germinarem, embora possam ser cobertas com uma fina camada de terra peneirada ou serragem. As sementes normalmente germinam em uma ou duas semanas.
Por estaquia, pedaços de ramos saudáveis enraízam se plantados em solo úmido.
Espaçamento recomendado entre plantas para o plantio em solo: 10 a 40cm.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Folha seca não é sujeira!

Tenho ouvido muita gente reclamar nas rua... Então vamos esclarecer: Folha seca não é sujeira!
As folhas secas desmancham pela ação de pequenos organismos e depois são mineralizadas por fungos e bactérias enriquecendo o solo. Muitas vezes, mais por um padrão estético que por ciência, interrompemos o ciclo perfeito da natureza. A folha seca decomposta mantém a umidade do solo e se transforma em nutrientes. Exceto em situações onde folhas secas podem causar entupimentos de bueiros ou algo do gênero, quando estão espalhadas no chão, elas ajudam a manter o solo sadio.

Folha seca não é lixo

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José Lutzenberger

A luxuriante Hiléia, a floresta tropical úmida da Amazônia, floresce há milhões de anos sobre os solos que estão entre os mais pobres do mundo. Este fato intrigava muitos cientistas. O grande cientista alemão, explorador da Amazônia, Alexander Von Humboldt, ainda pensava que a floresta tão viçosa, alta e densa, era indicação de solo muito fértil.

Como pode haver tanta vegetação, crescendo tão intensivamente, sobre solo praticamente desprovido de nutrientes? O segredo é a reciclagem perfeita. Nada se perde, tudo é reaproveitado. A folha morta cai ao chão, é desmanchada por toda sorte de pequenos organismos, principalmente insetos, colêmbolos, centopéias, ácaros, moluscos e depois mineralizada por fungos e bactérias. As raízes capilares das grandes árvores chegam a sair do solo e penetrar na camada de folhas mortas para reabsorver os nutrientes minerais liberados.

Poucas semanas depois de caídos, os nutrientes estão de volta no topo, ajudando a fazer novas folhas, flores, frutos e sementes. A floresta natural não necessita de adubação. Assim a floresta consegue manter-se através de séculos, milênios e milhões de anos. A situação não é diferente em nossos bosques subtropicais, nos campos, pastos ou banhados. A vida se mantém pela reciclagem. Assim deveríamos manter a situação em nossos jardins.

Um dos maiores desastres da atualidade, um desastre que está na base de muitos outros desastres, é o fato de estar a maioria das pessoas, mesmo as que se dizem cultas e instruídas, totalmente desvinculadas espiritualmente da Natureza, alienadas do Mundo Vivo.


As pessoas nascem, se criam entre massas de concreto, caminham ou rodam sobre asfalto, as aventuras que experimentam lhe são proporcionadas pela TV ou vídeo. Já não sabem o que é sentir orvalho no pé descalço, admirar de perto a maravilhosa estrutura de uma espiga de capim, observar intensamente o trabalho incrível de uma aranha tecendo sua teia. Capim, aliás, só bem tosadinho no gramado, de preferência quimicamente adubado! Se não estiver tosado, é feio! Na casa, a desinsetizadora mata até as simpáticas pequenas lagartixas, os gekos.

A situação não é melhor nas universidades. No Departamento de Biologia de uma importante universidade de Porto Alegre, encontra-se um pátio com meia dúzia de árvores raquíticas. Ali o solo é mantido sempre bem varrido, nu, completamente nu! As folhas secas são varridas e levadas ao lixo. Não distinguem sequer entre carteira de cigarro, plástico e folha seca, para eles tudo é lixo. Já protestei várias vezes. Os professores e biólogos nem tomam conhecimento. Pudera! Hoje a maioria dos que se dizem biólogos, mais merecem o nome de necrólogos, gostam mais é de lidar com vida por eles matada do que dialogar com seres e sistemas vivos. Preferem animais em vidros com álcool ou formol, plantas comprimidas em herbários. São raros, muito raros, hoje, os verdadeiros naturalistas, gente com reverência e amor pela Natureza, que com ela mantém contato e interação intensiva, gente que sabe extasiar-se diante da grandiosidade da maravilhosa sinfonia da Evolução Orgânica.

Por que digo estas coisas em "A Garça"? Atrás do prédio onde estava a Florestal da Riocell, onde estou agora instalado com meus escritórios da Tecnologia Convivial e da Vida Produtos Biológicos, existe um barranco onde estão se desenvolvendo lindas "seringueiras". Na realidade, não são seringueiras, são plantas da mesma família que nossas figueiras, mas são oriundas da Índia. Além de crescerem pelo menos dez vezes mais rápido que nossas figueiras, fazem lindas raízes aéreas e lindas tramas superficiais no solo. A alienação, que predomina entre nós, em geral, faz com que sejam demolidas tão logo atinjam tamanho interessante e aspecto realmente belo.
  Resultado de imagem para folha seca composto

As Ficus elásticas a que me refiro, fizeram um lindo tapete de folhas secas. Este tapete segura a umidade do solo, mantém o solo poroso e aberto para a penetração da água da chuva e evita a erosão, especialmente na parte mais íngreme do barranco, já bastante erodida, porque no passado, ali, as folhas eram sempre removidas. Este tapete promove também o desenvolvimento da vegetação arbustiva e rasteira que dará ainda mais vida ao solo e abrigo à fauna, como corruíras e tico-ticos, lagartixas, insetos, etc. Da janela do meu escritório alegro-me cada vez que posso observar esta beleza.

Houve quem insistisse em que varrêssemos para deixar o solo nu. Faço um apelo a todos que ainda não o fizeram, observem este aspecto importante e construtivo da Natureza, aprendam a ver a beleza na grande integração do Mundo Vivo. Não vamos varrer!

Publicado em "A Garça" - Jornal da Riocell, em 13 de Fevereiro de 1990



quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

11 Frutas da Mata Atlântica que Todo Brasileiro Deveria Conhecer


Fonte: blog Nó de Oito  

Mesmo nas grandes cidades é possível experimentar algumas dessas delícias.
topo
Em 1521 ficaram prontas o que é considerado hoje o primeiro pedaço de legislação ambiental do Brasil – as Ordenações Manuelinas, ordenadas por D. Manuel I. O código versava sobre todas as áreas do Direito, com as partes sobre meio ambiente espalhadas ao longo do texto, sem uma sessão específica. Ainda assim, é de se admirar os pontos tratados no documento (para a época, claro) – como a proibição da caça de determinados animais com instrumentos capazes de lhes causar dor e sofrimento; a restrição da caça em determinadas áreas e a proibição do corte de árvores frutíferas, com a atribuição de severas penalidades e multas para o infrator.
As coisas mudaram, obviamente. A Mata Atlântica, que abrange toda a costa nordeste, sul e sudeste do Brasil e é uma das áreas mais ricas em biodiversidade do planeta, já teve cerca de 93% de suas extensão desmatada. Infelizmente, com a devastação foi-se também um conhecimento que deveria fazer parte da vida de mais de 70% da população brasileira que habita a faixa de Mata Atlântica. Conheça agora algumas das frutas mais comuns da nossa incrível Mata Atlântica (e, se possível, empolgue-se o bastante para cultivá-las!):

Cabeludinha

Também chamada de Café cabeludo, Fruta cabeluda, Jabuticaba amarela, Peludinha e Vassourinha da praia. Doce, pode ser aproveitada in natura, ou em sucos, sorvetes e doces entre o final do inverno e começo da primavera. Se você é de São Paulo e quiser ver uma árvore de cabeludinha ao vivo, fique de olho no Parque do Ibirapuera e no jardim do Instituto de Biociências da USP. A árvore é ornamental e ideal para arborização urbana. E, olha só, é fácil encontrar mudas para cultivar! #ficaadica.
frutas mata atlântica

Cereja do Rio Grande

Também conhecida por Cerejeira-da-terra, Cerejeira-do-mato, Guaibajaí, Ibá-rapiroca, Ibajaí, Ibárapiroca, Ivaí e Ubajaí, a cereja-do-rio-grande dá numa árvore absolutamente linda (que ficaria mais linda ainda na sua calçada). O fruto é carnudo e docinho – muito parecido com a cereja cara e importada que a gente compra no supermercado em época de ano novo. Você encontra ela no pé no começo da primavera (e dá para ir caçar uma sementes na esquina do Palácio Nove de Julho com a rua Abílio Soares, se você for de São Paulo).
frutas mata atlântica

Ameixa da Mata

Mais encontrada na faixa de Mata Atlântica litorânea entre o Rio de Janeiro e a Bahia, a ameixa da mata é pequenininha, mas carnuda e com sabor agridoce. A árvore é um espetáculo à parte, com tronco avermelhado e copa que alcança até 6 metros de altura. A ameixa-da-mata dá no verão, mas é bem rara. Você vai ter que se empenhar para encontrá-la.
frutas mata atlântica

Pitangatuba

Típica da restinga do estado do Rio de Janeiro, a pitangatuba é daquelas frutas docinhas e azedinhas ao mesmo tempo, e dá em uma ‘árvore’ tipo arbusto. O incrível da pitangatuba, além do gosto excepcional (que não carrega aquele amarguinho característico da pitanga), é o tamanho – algumas podem alcançar até 7cm – e a sua suculência, dado que ela só tem uma semente bem pequenininha no meio de um monte de polpa.  Muito adaptável, pode ser plantada em pomares, vasos e jardineiras, sem problemas. Infelizmente, a pitangatuba é extremamente rara na natureza, mas se você encontrar uma mudinha para cultivar, prepare-se para colher os frutos na primavera.
frutas mata atlânticaFrutas de dar água na boca.

Araçá

Mais conhecido, o araçá dá também em um arbusto – ideal para jardins residenciais. O fruto tem um sabor parecido com o da goiaba (com a qual compartilha parentesco), mas um pouco mais azedinho. É ideal para a a recuperação de áreas degradadas, pois tem crescimento rápido e atrai muitos passarinhos, que se encarregam de espalhar suas sementes. É bastante comum no litoral de São Paulo, por isso fique de olho durante as férias de fim de ano, pois ela frutifica no verão.
frutas mata atlântica

Cambuci

Todo paulistano deveria conhecer o cambuci, tão abundante na cidade antigamente que emprestou o nome a um de seus bairros. Azedinha no nível do limão, é rica em vitamina C e pode ser consumida in natura (para os fortes), ou em sucos, compotas e doces. Sua árvore tem uma madeira de excelente qualidade – fato que quase a levou à extinção. Sua presença em uma floresta é sinal de que a mata está bem conservada. Aproveite agora no verão – que é a época dela – para andar no bairro do Cambuci, em São Paulo, que ainda tem alguns espalhados.
frutas mata atlântica

Cambucá

Como a jabuticaba, o cambucá dá direto no tronco da árvore e sua polpa também tem que ser sugada da casca. Há quem diga que é uma das frutas mais saborosas do Brasil, mas, apesar de ter sido muito comum em toda a faixa litorânea da Mata Atlântica até a primeira metade do século XX, hoje em dia é uma árvore rara, limitada à pequena faixa que restou de seu ambiente natural, jardins botânicos e pomares de frutas raras. Se algum dia passar no verão pela cidade de Santa Maria do Cambucá, no Pernambuco, dê uma paradinha para saboreá-la.
frutas mata atlântica

Uvaia

Encontrada principalmente nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo, a uvaia é uma fruta azedinha que pode ser consumida in natura (para quem gosta de coisas azedas – *salivando*) ou em sucos e compotas. Sua árvore é bastante utilizada em projetos de reflorestamento, pois a uvaia atrai muitos passarinhos, que espalham as suas sementes. Sua época vai de setembro à janeiro.
frutas mata atlântica

Guabiroba

Natural da Mata Atlântica e do Cerrado, a guabiroba – ou gabiroba – é encontrada principalmente nos estados de Santa Catarina, Minas Gerais e Goiás, Paraná, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. É uma fruta saborosa e azedinha, rica em vitamina C, que lota o pé entre os meses de dezembro e maio. Além de consumida in natura, é bastante utilizada em sucos, sorvetes e licores.
frutas mata atlântica

Grumixama

Parecida com a cereja-do-rio-grande, a grumixama é uma frutinha arroxeada e suculenta que dá na primavera. Sua ocorrência vai do sul da Bahia até o estado de Santa Catarina e o gosto é um misto de pitanga com jabuticaba. Quem mora em São Paulo, pode ver dois pés enormes na frente da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.
frutas mata atlântica

Cambuí

Nome de bairro, em Campinas, e de cidade, em Minas Gerais, o cambuí é uma fruta roxa, vermelha ou amarela saborosa a perfumada que lota os pés durante o mês de janeiro. Sua árvore é muito bonita e bastante delicada, levando bastante tempo para crescer – o que a coloca em risco.
frutas mata atlântica

terça-feira, 4 de setembro de 2018

HÚMUS DE MINHOCA




 
FONTE:Coordenação de Agroecologia - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
www.agricultura.gov.br/desenvolvimento-sustentavel/organicos - organicos.mapa@agricultura.gov.br



O húmus produzido pela minhoca é formado mais rapidamente do que o húmus criado pela ação da natureza com a decomposição de resíduos vegetais e animais.
As minhocas consomem os resíduos orgânicos, que passam no seu trato digestivo e então
se transformam em húmus.
O húmus é muito rico em nutrientes para as plantas, e também em bactérias e microrganismos.
Conhecendo a minhoca!
- A minhoca possui os dois sexos no mesmo animal, mas não se acasala sozinha, precisa
de um companheiro (a);
- A minhoca pode viver de 2 a 16 anos;
- A minhoca estará fértil aos 40 dias;
- A minhoca se reproduz por 9 meses;
- Quatro minhocas adultas geram 1500 minhoquinhas em 6 meses;
- A minhoca consome aproximadamente o seu peso em alimento;
- A minhoca devolve 60% do que consome na forma de húmus.


Ingredientes para preparo do húmus:
- Esterco de vaca, cavalo, galinha, porco ou coelho (50%);
- Resíduos vegetais picados, como palha, leucena, guandu, mucuna-preta, crotalária, bagaço de
cana, grama cortada (50%)
- O esterco e os resíduos vegetais devem se misturados (ver ficha Fertilidade do Solo e Nutrição
de Plantas nº 24 – Minhocário construção).

Dica agroecológica!
Quando o húmus é levado para a terra, também irão os ovos da minhoca. Eles irão eclodir
(estourar) e deles sairão minhoquinhas, que a partir deste momento podem colonizar a terra.

Vantagens do uso do húmus de minhoca:
- Regenera a terra, mantendo-a fértil;
- É rico em matéria orgânica;
- Facilita a entrada de água na terra;
- Mantém a água por mais tempo no interior da terra;
- Aumenta a quantidade de ar na terra (aumenta os poros);
- Fornece nutrientes para as plantas, como o nitrogênio, fósforo, potássio, enxofre e principalmente
o cálcio;
- Pode ser usada em todas as culturas;
- Aproveitamento dos resíduos da propriedade (folhas, restos de colheitas, etc.);
-Tratamento de fontes de doenças e insetos nocivos que estão nos estercos;
- Não prejudica o meio ambiente.



Importante!

O húmus pode ser produzido pelo próprio agricultor, pelo aproveitamento dos resíduos
orgânicos gerados na propriedade, diminuindo assim a dependência com a aquisição de
insumos industriais, o que acarreta uma redução nos custos de produção.

Dica agroecológica!
A minhoca pode ser utilizada como mais uma fonte de proteína para aves alimentação de aves.

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Arborização Urbana, Termômetro vegetal

Por Aline Ribeiro
Basta observar com certo cuidado as características de uma árvore para conhecer um pouco da sua história. É isso mesmo. Por mais estranho que possa parecer, as plantas têm uma espécie de arquivo pessoal. Difícil de compreender? 

O médico patologista Paulo Saldiva, mais conhecido como professor Pepino entre seus colegas e alunos da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), explica. “Por meio do tronco, é possível medir a poluição que a árvore recebeu ao longo dos anos. Dá para saber se os resíduos são de carros, da indústria ou de outras fontes de dispersão”, afirma. Durante um passeio pelo Parque Ibirapuera no início deste mês, o professor ensinou à equipe de reportagem do O Eco como identificar o grau de poluição ao redor, apenas observando a reação da vegetação. 

Saldiva explica que não é um “abraçador de árvores”, mas que o interesse por elas veio do seu trabalho com os efeitos da poluição sobre a saúde dos seres humanos. Os estudos epidemiológicos, que usam técnicas estatísticas para determinar causas da morte em grandes números de pessoas, são bons para identificar os casos agudos, mas não os crônicos.
Os troncos das árvores têm memória, e mostram esses efeitos. Além disso, as doenças das árvores não são tão diferentes das nossas. Não é tão fácil ver os nossos pulmões por dentro, mas ao examinar as folhas dá para ter uma idéia do que está acontecendo. E sem os equipamentos caros de medição que no Brasil só São Paulo tem.

Quanto mais próximas as árvores estão das vias de tráfego, mais fácil é enxergar os efeitos da poluição sobre suas folhas e tronco. Durante a “aula ao ar livre”, Saldiva tomou como exemplo uma Sibipiruna localizada a cerca de 10 metros de uma avenida próxima ao Ibirapuera. A parte da árvore que está voltada para o parque apresenta grande quantidade de liquens, uma associação entre algas e fungos (foto acima). Do outro lado da mesma planta, na área virada para a avenida, a ausência desses seres vivos é nítida. “Os liquens só sobrevivem em locais menos poluídos, porque são muito sensíveis. É como se eles se escondessem”, diz o professor. Espécies como briófitas também preferem lugares mais limpinhos para morar (foto abaixo).

Ao adentrar o parque, em local um pouco afastado da avenida, Saldiva escolheu um pé de Hibisco para mais uma lição. “Goiabeiras e hibiscos são mártires da ação oxidante”, brinca, ao contar que as duas espécies são muito suscetíveis aos efeitos da poluição. O professor utilizou uma folha da árvore para mostrar as conseqüências da exposição ao ozônio. “Podemos estabelecer uma nota para cada folha, de acordo com suas lesões. As descoloradas receberiam sete. As que apresentam necrose (morte de parte das células) ganhariam oito. Se a folha estiver morta, tem nota máxima”, classifica. A ocorrência de lesões foliares aumenta à medida que se vai para o interior do Ibirapuera, onde a concentração de ozônio é maior. Ao mesmo tempo, quanto mais longe das vias de tráfegos, mais liquens são avistados nos troncos das árvores.
E como saber se os prejuízos das folhas são mesmo causados pela concentração de gases poluidores e não por pragas, por exemplo? Saldiva tem a resposta na ponta da língua. “Pegue uma folha e a coloque contra a luz, para observar melhor onde estão as lesões. Se estiverem entre um canal vascular e outro, significa que foram provocadas pela poluição. Caso fossem causados por bichos, os machucados estariam nos próprios canais, que é onde eles se instalam para retirar alimentos”, explica. Assim como os troncos, o arquivo da folha permite que se saiba por quais elementos químicos esta vem sendo contaminada. “Apesar de ter memória mais curta, dá para saber. É só levá-la para um laboratório, passar um algodão em sua superfície e submeter o material à análise.” 


Outros indícios
Assim como os troncos apresentam ou não liquens de acordo com o posicionamento diante das vias de tráfego, a quantidade de folhas dos galhos varia conforme o seu grau de exposição aos gases poluentes. Quanto mais perto das avenidas, menos folhas os galhos terão. “Grandes quantidades de poluição podem ocasionar até mesmo a morte das árvores”, lamenta Saldiva. A direção dos ventos é outro fator determinante para a disposição dos seres vivos na planta. “Onde o vento bate dificilmente tem briófitas, liquens e grande quantidade de folhas”, afirma.
As soluções simples e eficazes que o professor Pepino encontrou para medir os níveis de poluição do ar vêm sendo disseminadas em outras salas de aula. Em Cubatão, estudantes da rede pública estão aprendendo a técnica de biomonitoramento com a ajuda dos alunos de Saldiva. As idéias também foram aproveitadas em Santo André e São José dos Campos, cujas prefeituras instalaram floreiras em diversos pontos da cidade.
O professor lembra que o exercício de analisar a quantidade de material particulado por meio das plantas pode ser feito em qualquer grande centro. “Muitos acham que somente São Paulo tem altas taxas de poluição. Isso não é verdade. Outras cidades possuem índices elevados, mas não dispõem de aparelhos que quantifique isso. Quando não é possível descobrir por meio de medidores especializados, a vegetação é um ótimo instrumento”, ressalta. Ele lembra que algumas espécies, como eucaliptos e palmeiras, não servem como base para a realização de pesquisas, pois possuem cascas ácidas que impedem a sobrevivência dos liquens.
Os ensinamentos de Saldiva sobre como medir a poluição por meio da natureza refletem apenas parte de sua personalidade. Apaixonado pelas plantas e muito preocupado em preservar o meio ambiente, Pepino dá exemplos não somente enquanto trabalha, mas durante atos triviais. Andar de carro, por exemplo, só se houver muita necessidade. Sua bicicleta Caloi vermelha é mais que suficiente para os quilômetros que percorre diariamente entre sua casa, no bairro Itaim Bibi, até o trabalho, na avenida Doutor Arnaldo. “Sempre carrego uma troca de roupas na mochila para o caso de me molhar com a chuva.”
Especializado em Patologia, Saldiva pode ter herdado do pai pediatra a vocação para a medicina. Entrou no curso com apenas 16 anos e teve seu primeiro contato com a pesquisa sobre qualidade do ar nas aulas do húngaro Gyorgy Miklos Bohm, há cerca de 30 anos. Depois disso, nunca mais parou. Hoje luta para que São Paulo (cidade pela qual é apaixonado e que, inclusive, deu origem a seu nome) seja um lugar melhor para se viver. Se você quiser colaborar para isto, a dica está dada. É só olhar para o lado e ver o que a vegetação está dizendo.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

A qualidade do solo pela indicação das plantas espontâneas!

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Análise do solo conforme sua atividade biológica

A atividade biológica do solo é uma denominação genérica para a ação dos organismos vivos do solo, tanto animais quanto vegetais.
Esses organismos têm forte influência na gênese e manutenção da organização dos constituintes do solo, principalmente nos horizontes superficiais.
As raízes das plantas , por exemplo, alteram o pH do solo ao seu redor e, ao morrer e se decompor, deixam canais.
Formigas, cupins e minhocas manipulam, ingerem e excretam material de solo formando microagregados e construindo poros ).
A observação do solo de um terreno, as plantas que nela estão crescendo e, inclusive a presença das ervas daninhas já indicam características de sua composição química ou o que pode estar faltando.
Veja nossa tabela de problemas do solo conforme a presença das ervas daninhas.

Biológica do solo - Ervas daninhas indicam problemas no solo

As
Invasoras
Indicam
Barba-de-bode (Aristida pallens)
pastos queimados com frequência, falta de fósforo, cálcio e umidade.
Capim-arroz (Echinochloa crusgallii)
terra com nutrientes reduzidos em susbstâncias tóxicas.
Cabelo-de-porco (Carex spp)
terra muito cansada.
Capim-rabo-de-burro (Andropogon bicornis)
uma camada impermeável em 80 a 100 cm de profundidade, que represa água..
Capim-favorito (Rhynchelytrum roseum)
terras muito compactas e secas, a água não penetra facilmente.
Capim-amoroso ou carrapicho (Cenchrus ciliatus)
terra de lavoura depauperada e muito dura, pobre em cálcio.
Capim-marmelada ou capim-papuã (Brachiaria plantaginea)
terra de lavoura com laje superficial e falta de zinco.
Capim-seda (Cynodon dactylon)
terra muito compactada e pisoteada.
Carneirinho ou carrapicho-de-carneiro (Acanthospermum hispidum)
falta de cálcio.
Cravo-brabo (Tagetes minuta)
terra infestada de nematóides.
Fazendeiro ou picão-branco (Gaslinsoga parviflora)
terras cultivadas com excesso de nitrogênio e falta de cobre.
Gramão ou batatais ou grama mato-grosso (Paspalum notatum)
terra cansada, com baixa fertilidade.
Guanxuma ou malva (Sida spp)
terra muito compactada e dura.
Lingua de boi (Rumex spp)
excesso de nitrogênio.
Maria-mole ou berneira (Senecio brasiliensis)
camada compactada em 40 a 50 cm de profundidade, falta potássio.
Mamona (Ricinus communis)
solo arenoso com falta de potassio.
Samambaia (Gleiquênia)
solo ácido.
Fonte: cuidados com a terra – IDACO – 1994