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terça-feira, 17 de julho de 2018

Os benefícios da água com limão siciliano


ucessivos
image descriptionAlimentos e Propriedades , Bons Hábitos , Alimentação

Você já tentou tomar um copo de água com limão siciliano de manhã, antes do café da manhã? É um simples gesto que ajuda a depurar e a hidratar o organismo de forma natural. Descubra como se faz!


Água e limão siciliano de manhã

São muitos os benefícios da água com limão siciliano. Um copo de água com limão siciliano por dia estimula a desintoxicação do físico e melhora sensivelmente a digestão. Além do mais, o poder alcalinizante do limão siciliano ajuda a compensar eventuais problemas de acidose.
Nós mostraremos à você como iniciar a dieta desintoxicante e remineralizante à base de água com limão siciliano: encha um copo com água à temperatura ambiente ou, se preferir, morna. Esprema meio limão siciliano, tendo o cuidado de utilizar um produto fresco e biológico.
A melhor coisa é habituar-se a tomar um copo de água com limão siciliano, em jejum e de manhã. Ao preparar a bebida, não use água fria para evitar um gaste energético excessivo na sua assimilação.

Os benefícios da água com limão siciliano

As inúmeras propriedades benéficas da água com limão siciliano:
  • Estimula a digestão e melhora a saúde do sistema imunitário.
  • Tomar água com limão siciliano é indicada pela American Câncer Society como terapia de suporte, útil para estimular os movimentos intestinais. Na realidade, o sumo do limão siciliano aumenta a produção da bile no fígado e as vitaminas, mais os sais minerais contidos nos limões sicilianos, ajudam a expelir as toxinas acumuladas no trato digestivo. As propriedades digestivas do limão siciliano contribuem para aliviar dores oriundas da azia e do inchaço do estômago. Ricos em vitamina C, os limões sicilianos mostram-se úteis no combate e na prevenção à gripe. O seu alto conteúdo de potássio estimula a boa funcionalidade dos nervos e do cérebro e ajuda abaixar a pressão sanguínea.
  • Propriedades depurativas e diuréticas.
  • Estimulando a diurese, a bebida à base de água com limão ajuda o organismo a depurar-se das toxinas, garantindo saúde e eficiência ao aparelho urinário.
  • Regula o pH.
  • O ácido cítrico, combinado com as propriedades da vitamina C, contribui a reduzir os níveis de acidez do sangue. Por esse motivo, beber água com limão siciliano, regulamente, previne a condição de acidose no organismo.
  • Purifica a pele e refresca o hálito.
  • A vitamina C e os antioxidantes contidos no limão siciliano ajudam a combater os danos causados pelos radicais livres e a formação das rugas. Além disso, refresca o hálito, previne a dor de dente e da gengiva.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Aprenda a cultivar hortaliças no inverno!!



Se você acha que o inverno é uma estação para apenas “colher e comer” – engana-se. É uma estação de chuva escassa e temperatura amena propícia para fazer sua horta caseira e cultivar hortaliças para o resto do ano.
Agora é a fase de preparação da terra (no caso de uma horta de rua), e de preparar os vasos, floreiras ou jardineiras (se for fazer dentro de casa).
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A principal vantagem em se cultivar no inverno é a escassez de chuvas fortes que podem danificar as plantas e a diminuição das pragas nesta época do ano. Mas, muito cuidado se sua horta ficar dentro de casa, ela precisa receber sol intenso para se desenvolver.
A alface, a rúcula, o repolho, o espinafre, o agrião, o rabanete e couve manteiga, entre outros, fazem parte desse grupo vegetal.
Mas se você mora em regiões do país onde o inverno é mais rigoroso, podendo ocorrer geadas, uma alternativa é fazer as hortas em estufas de plástico ou vidro, que protegem as hortaliças das temperaturas muito baixas e do gelo.
Se você vai usar sementes é importante seguir as dicas no verso na embalagem.
Outra opção é comprar mudinhas, já desenvolvidas, encontradas com facilidade em floriculturas.
Com o cultivo caseiro você garante hortaliças completamente livres de agrotóxicos. A horta em casa como um benefício da alimentação saudável é, sem dúvida, um grande ensinamento as crianças, que crescem em meio a produtos industrializado.
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Preparando uma horta orgânica em casa

Ela pode ser feita em um vaso e até mesmo em garrafas recicladas, organizadas em uma horta vertical que pode aproveitar o espaço ocioso. A ideia é que, independente do espaço disponível, qualquer pessoa possa fazer horta orgânica em casa, seja ela em um jardim ou numa sacada de apartamento.

Escolha do local

O primeiro passo para ter uma horta orgânica é escolher onde ela ficará. O local deverá receber luz solar sempre que possível, aproximadamente 5 ou 6 horas por dia, além de estar protegido contra o vento e em um local de fácil acesso.

Saiba onde plantar

O segundo passo é escolher o(s) espaço(os) disponível(eis). É preciso ter em mente como se pretende cultivar as diferentes espécies. Ao optar por plantar diretamente no solo, é necessário estar atento à organização dos canteiros e também se o solo estará sustentado de alguma maneira. Utilizar blocos, tijolos, pneus, ou qualquer outro material que a criatividade permitir, ao redor dos canteiros é uma alternativa para combater a erosão.

Solo

Preparar o solo é o terceiro passo para quem quer aprender como fazer uma horta orgânica em casa, pois é por meio dele que a planta receberá seus nutrientes. O solo deve ser fértil e “fofo” (na densidade adequada) para que a entrada de nutrientes coincida com o crescimento do sistema radicular e sua nutrição. Além da nutrição, existe a preocupação com irrigação do solo, que deve manter-se úmido, mas nunca encharcado, para que não ocorra a proliferação de fungos ou bactérias.

Cuidados e tratos culturais

O quarto passo para quem pretende aprender como fazer uma horta orgânica em casa é entender que os tratos culturais para uma horta orgânica podem variar de acordo com o tipo de plantação, o que envolve o espaço, as espécies plantadas e fatores como irrigação e iluminação. No entanto, o cuidado essencial é estar sempre atento ao nível de umidade do solo, controlando-o com cobertura seca (substrato, areia, húmus, matéria orgânica) ou por meio de um sistema de irrigação por gotejamento,
Preparar o solo é o terceiro passo para quem quer aprender como fazer uma horta orgânica em casa, pois é por meio dele que a planta receberá seus nutrientes. O solo deve ser fértil e “fofo” (na densidade adequada) para que a entrada de nutrientes coincida com o crescimento do sistema radicular e sua nutrição.

Controle de pragas e doenças

Quando se pensar em produzir orgânico, é indispensável que seja feita tanto a prevenção, quanto o controle de pragas, pois se você esperar a praga aparecer para tentar controlá-la pode já ser tarde demais. Dito isso, o quinto passo para quem quer aprender como fazer uma horta orgânica em casa é fazer a prevenção e controle de pragas, sendo que existem diversas formas de controlar pragas na horta orgânica e a maioria delas envolve receitas bastante simples e com ingredientes acessíveis.

Fonte: ciclovivo e HM jardins

quinta-feira, 12 de julho de 2018

AMORA Preta ou amora americana





O cultivo do Blackberry ou Amora Americana é recente no Brasil, mas a fruta já era utilizada pelos gregos no Séc. IV a.C., por seu sabor e seus efeitos medicinais. A planta crescia espontaneamente e era colhida em florestas nativas.

Só no Séc. XVII na Europa, começou o cultivo comercial, com a espécie Evergreen, selecionada e melhorada a partir de material nativo.
A maior parte das outras cultivares (espécies) foi criada no Século XIX.
Nos Estados Unidos, a exploração comercial da amora americana ou amora-preta se iniciou entre os anos de 1850 e 1860, com as cultivares Evergreen e Himalaya, trazidas da Europa.

A amora-preta é uma planta arbustiva, de porte ereto ou rasteiro. Ela pertence à família Rosaceae, gênero Rubus, da qual existem mais de trezentas espécies. Entre tantas variedades é sempre possível encontrar plantas adaptáveis às condições climáticas de cada região.
Dependendo da espécie, as exigências de frio podem variar de 1000 horas com temperatura abaixo de 7,2 graus centígrados, até cerca de apenas 100 horas de frio no inverno.
Com isso, a cultura da Amora-preta torna-se viável em inúmeras regiões do Brasil, com clima variado, sendo que é importante também para a planta, um grande número de horas de calor para estimular a brotação, a floração e a produção.
A cultura do Blackberry é permanente, e as plantas duraram mais de 15 anos em produção plena. Suas raízes são perenes e a parte visível da planta se renova anualmente. Os novos ramos crescem na primavera/verão, perdem as folhas durante o inverno e voltam a emitir novas brotações a partir de agosto. São essas brotações que produzem os frutos durante o período de primavera/verão do ano seguinte.
Após a colheita, todo o material aéreo da planta (galhos e folhas) é eliminado. Novas brotações surgem para formar as plantas da safra seguinte.

O fruto
O fruto é uma folidrupa formada por drupéolas, de coloração inicial verde, passando a vermelho-claro no início da maturação e atingindo a cor preta-brilhante na maturação plena. O fruto deve ser colhido quando atingir a coloração preta-brilhante e logo após sua colheita deve ser armazenado em geladeira ou câmara fria.

A Amora-preta pode ser consumida in natura ou em forma de geléias, sucos, doces em pasta e fermentados. Pode ainda ser congelada e utilizada como polpa para a produção de sorvetes, sucos, iogurtes, tortas e molhos para diversos pratos, inclusive para decoração dos pratos.

Principais variedades
Na fazenda St.Clair, cultivamos as variedades CHEROKEE, TUPI, GUARANI e CAIGANGUE.
CHEROKEE: é exigente em horas de frio (temperaturas abaixo de 7,2°C no inverno). De porte ereto, pode ser conduzida com dois fios de arame para evitar que os frutos tenham contato com o solo. Seus frutos são médios (4 a 5g), que se desprendem facilmente quando maduros.
TUPI: resultado de cruzamento entre as variedades Uruguai e Comanche, é menos exigente em horas de frio. Porte ereto, com espinhos, tem produção de até 3,8kg por planta/ano. Frutos de 7 a 9g, de sabor equilibrado em acidez e açúcar, consistência firme, sementes pequenas e aroma ativo.
GUARANI: resultado do cruzamento de várias espécies. Produz até 3,6kg por planta/ano, em frutos de 5 a 6g. Planta ereta, com espinhos. Brotação na terceira dezena de agosto, floração durante o mês de setembro e primeira dezena de outubro e colheita a partir de dezembro. Sabor pouco ácido, consistência firme, sementes pequenas, película resistente e aroma ativo.
CAIGANGUE: variedade nova, desenvolvida por técnicos da Embrapa, vem mostrando grande potencial. A Fazenda St. Clair vem avaliando e estudando a sua adaptação na região de Campos do Jordão em SP. Plantas vigorosas, eretas, com espinhos e boa capacidade de multiplicação. Brotação na primeira dezena de agosto, floração na primeira dezena de outubro e produção da segunda dezena de novembro a meados de dezembro. Pode ser cultivada em regiões com menos de 200 horas de frio no inverno. Produção média por planta acima 3,45kg e frutos de 5,6g.
 
SAÚDE
A amora-preta é uma ótima fonte de Vitamina A, Vitamina C, Tiamina, Riboflavina, Niacina.
Tem ainda em sua composição minerais importantes para a saúde, como Ferro, Cálcio, Fósforo, Potássio. E mais: proteínas, carboidratos e menos de 1% de gordura. Com tudo isso, uma porção de 144g da fruta contém apenas 85 calorias.


CULTIVO
Faça você mesmo a sua plantação de Blackberry
A Fazenda St.Clair, localizada nas proximidades do Pico do Itapeva em Campos do Jordão, estado de São Paulo, reúne ótimas condições climáticas e de solo para produzir as melhores mudas de Blackberry do Brasil
Com apenas algumas mudas você pode iniciar a sua pequena plantação e, em pouco tempo, colher deliciosos frutos produzidos organicamente, sem adubos químicos e sem agrotóxicos.
A Fazenda St.Clair fornece as mudas e dá a orientação para o plantio e cultivo, além de manter um completo site na Internet (www.fazendastclair.com.br), com informações detalhadas sobre o plantio desta e de outras frutas de clima temperado.

Dicas para o plantio
. Obtenha mudas de boa procedência.
. Não há necessidade de adubação prévia da cova, apenas após a muda pegar.
. Após plantar, colocar cobertura morta cobrindo a cova para proteger e manter a umidade.
. Para mudas enraizadas, a distância entre mudas deve ser de 70 cm.
. O espaçamento entre linhas pode ser de 2,5 a 3 metros.
. O solo deve ser bem drenado e com ph na faixa de 5,5 a 6,5.
. A melhor época para o plantio é o inverno, mas, a amora pode ser plantada em qualquer época do ano, quando se dispõe de irrigação ou condições de fornecer água semanalmente.
. Escolha a variedade mais adequada para o seu caso. As de porte ereto dispensam fios de arame para suporte na época da colheita. Cultivares de porte rasteiro exigem mais de um fio de arame.
. As plantas de Blackberry necessitam de frio no inverno (temperaturas abaixo de 7,2ºC), e de sol pleno no verão para frutificarem bem.


MUDAS
Com as mudas organicas da Fazenda St.Clair você colhe os melhores resultados.
A região da Serra da Mantiqueira e em particular as cidades de Campos do Jordão, São Bento do Sapucaí, Santo Antonio do Pinhal e outras cidades localizadas na região da Serra e Sul de Minas, oferecem ótimas condições para a cultura de frutas de clima temperado.
Seu clima garante as horas de frio necessárias para o bom desenvolvimento das plantas.
A umidade relativa do ar e a luminosidade também são adequadas. Em áreas de ventos fortes, pode ser necessária a instalação de barreiras físicas, como quebra-vento, para evitar dano às plantas.


Adquira nossas mudas de Blackberry ou Amora Preta nas lojas do Ponto Garden, uma localizada na estrada para Campos do Jordão (Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro), ao lado do Leite na Pista, Fone(12) 3686-4040 e outra localizada em Guarulhos, na Rua Prof. Gabriel José Antonio, 205-B, que é a Marginal da Via Dutra, fone (11) 6425-2974 ou 6425-4556. Ou entre em contato conosco.

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Série PANCs: plantas alimentícias não convencionais - Parte 1




As Pancs nada mais são do que plantas alimentícias não convencionais. 

A sigla é bem autoexplicativa... Fazem parte das Pancs plantas que nós não consumimos como forma de alimento simplesmente por falta de costume ou de conhecimento. Contribui também o fato de elas não serem facilmente encontradas em mercados e geralmente serem consideradas "mato", "ervas daninhas" ou "invasoras" por crescerem espontaneamente junto com plantas que cultivamos. Jogando-as fora, estamos perdendo a oportunidade de consumir alimentos com um alto valor nutricional por falta de informação.

Mas nem sempre as coisas foram assim, antigamente as Pancs eram consumidas, mas a falta de contato com a natureza que a vida na cidade proporcionou principalmente a partir do século XX, esses alimentos começaram a ser esquecidos. Estima-se que o número de plantas consumidas pelo homem caiu de 10 mil para 170 nos últimos cem anos. Só no Brasil há uma biodiversidade enorme a ser pesquisada que possui esse potencial - estima-se que o país tenha em torno de dez mil plantas com potencial uso alimentício.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Aprenda a podar frutíferas. Tire suas dúvidas


 Uma dúvida que muitas pessoas tem em comum: Como podar uma frutífera?

      Pensando nessa pergunta, resolvemos ajudar você a conseguir podar sua árvore.
      O processo da poda em árvores frutíferas é muito importante, pois além de um recurso estético, também estimula o crescimento e aumenta sua produção de frutas. Portanto, é especialmente importante podá-las corretamente para que cresçam fortes e produzam bastante.
      Temos como objetivo das podas:
1º- Modificar o vigor da planta;
2º- Produzir mais e melhor fruta;
3º- Manter a planta com um porte conveniente ao seu trato e manuseio;
4º- Modificar a tendência da planta em produzir mais ramos vegetativos que frutíferos ou vice-versa;
5º- Conduzir a planta a uma forma desejada;
6º- Suprimir ramos supérfluos, inconvenientes, doentes e mortos;
7º- Regular a alternância das safras, de modo a obter anualmente colheitas médias com regularidade.
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      Há quatro principais tipos de poda: de formação, limpeza, verde e de frutificação.
      As podas de formação, limpeza e verde são indicadas para todas as frutíferas. Já a poda de frutificação é indicada para algumas frutíferas, como a figueira, videira e pessegueiro.
      A poda de formação leva este nome pois é feita quando a muda está ganhando corpo. Serve para orientar o crescimento e fazer com que desde cedo os ramos sejam bem distribuídos, o que futuramente fará com que a planta receba toda a luz e ventilação necessária que ela precisará para total desenvolvimento.
      A poda de limpeza (que vale lembrar que serve para todas as frutíferas) deve ser feita durante toda a vida da árvore. Essa poda tem como objetivo revigorar a árvore antes de cada safra. Recém plantada a árvore, devemos eliminar os brotos que surgem logo abaixo da copa e do ponto de enxertia. Esses brotos são ladrões e se alimentam da seiva da planta enfraquecendo-a. Quando a planta estiver mais velha, com cerca de quatro anos ou mais, devemos eliminar todos os galhos secos, mal-formados e doentes que a árvore apresentar.
      A poda verde  deve ser realizada após o terceiro ano de vida, quando a planta está bem viçosa, no auge do crescimento. Se a folhagem for muito densa a ponto de comprometer a ventilação e a penetração de luz na árvore a safra será prejudicada. A poda verde é um raleio de folhas, excesso de ramos e brotações com poucos ou nenhum fruto.
      E a poda de frutificação, que é utilizada somente nas frutíferas de clima temperado. É realizada quando as plantas estão em repouso, serve para eliminar ramos antigos, que deram frutos no ano anterior, permitindo que os ramos novos carreguem a safra com mais força e vigor.
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      E qual a época que se deve podar?
      As frutíferas devem ser podadas no inverno, pois neste período a árvore não estará em processo de produção de folhas e frutos, mas sim em dormência. Isto torna mais fácil o processo, e não causa danos a planta.
Obs: se quiser retardar o crescimento de uma árvore, deve realizar a poda no início do verão.
      Corte os ramos secundários do caule principal da planta, em seus primeiros anos de vida e crescimento. Desta forma, a árvore se desenvolverá melhor e ficará mais vistosa. Podar as árvores jovens nos três primeiros anos pode significar uma menor produção de frutos no início, mas a longo prazo, suas árvores crescerão fortes e produtivas.
      Aprendendo a Técnica Básica
      A ferramenta adequada é o primeiro passo. Use tesourasafiadas em árvores jovens, com ramos de poucos centímetros de diâmetro ou menores. Serrotes e serrilhas de jardinagem são indicados para árvores mais maduras.
      Manutenção da Poda
      Observe suas árvores frutíferas no início da primavera, logo após os botões aparecerem.
      Se vários ramos verticais estiverem competindo para ser o líder, selecione um único galho e pode os outros.
      Pode o topo do ramo vertical da planta. Desta forma você incentivará o crescimento e o desenvolvimento global de árvore. Quanto mais frondosa uma arvore é, mais ela aproveita da luz solar. Não faça isto até que a árvore tenha atingido a altura desejada.
      Para uma boa saúde de sua árvore frutífera, remova todos os galhos ruins. São eles os secos, doentes, descoloridos ou quebrados.
       Pode também os ramos que apresentarem pouco crescimento. Remova todos os ramos que estão crescendo juntos ou competindo por espaço.
      Tente podar tanto o topo da árvore quanto sua vegetação mais abaixo (ao alcance da tesoura). Isso permite que mais luz do sol alcance os galhos sombreados, incentivando-os a produzir frutos.
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      É importante lembrar que técnicas de corte inadequadas podem levar a doenças e infestações de pragas. Faça cortes limpos e rentes, e não deixe tocos para trás, no caule da árvore.
      Após a poda, o local fica exposto à entrada de fungos ou pragas pelos cortes. O Forth Cobre concentrado tem a função de proteger os cortes contra a entrada de doenças ou pragas. Pincele o Forth Cobre diretamente nos cortes. Ele cria uma camada de cobre, cálcio e enxofre que sela os cortes. Assim, o Forth Cobre protege suas plantas evitando o apodrecimento de galhos após a poda. Utilizamos e recomendamos.

sábado, 23 de junho de 2018

Substituição de árvores na arborização urbana!!


Fonte: site copel

Árvore com risco de queda.
Árvore com risco de queda.
 
A fim de se evitar acidentes com árvores caídas ou galhos quebrados, faz-se necessário a implementação de programas permanentes de avaliação de árvores de risco.
Esse tipo de avaliação busca identificar árvores com defeitos estruturais que apresentem riscos, por quebra de partes ou de toda a estrutura. O método avaliativo em questão se dá por variáveis, tais como a presença de galhos interferindo na rede elétrica, galhos secos acima da rede, folhagem rala, galhos ocos, lesões na casca, cascas soltas, sinais de degeneração por senescência, ataque de fungos e insetos perfuradores, alta infestação por erva-de-passarinho, enfraquecimento por doenças, podas sucessivas ou atos de vandalismo, características de risco de queda - árvore inclinada ou com copa assimétrica (área próxima ao tronco com depressão e o outro lado com elevação da calçada) e danos ao patrimônio público.

As árvores consideradas de risco devem ser removidas e substituídas, conforme já mencionado, por mudas da mesma espécie ou de outra espécie adaptada ao local e à região. Deve-se planejar novamente e verificar a possibilidade de mudança de local do plantio, bem como o porte da árvore a ser escolhida.

A substituição de árvores incompatíveis com a rede elétrica representa uma solução, de outro modo, a alternativa seria a realização de contínuas podas drásticas, cujos efeitos tendem ao desequilíbrio e ao comprometimento do sistema radicular e estético.
Também as palmeiras, plantadas sob a rede elétrica, devem ser substituídas por espécie mais adequada.
Outras árvores que devem ser substituídas por serem consideradas inadequadas ao ambiente urbano são as espécies exóticas invasoras. Na substituição destas árvores devem ser analisados os impactos visuais e o conforto ambiental.
Mesmo que a substituição seja de apenas uma árvore, a paisagem sofre uma grande mudança quando ocorre a retirada de um exemplar adulto e a colocação de uma muda. Para estes casos, a recomendação é a substituição gradual, com plantio de novas árvores ao lado das árvores antigas. 

A palmeira não deve ser plantada sob fiação elétrica aérea, pois não permite qualquer forma de condução de sua copa.
A palmeira não deve ser plantada sob fiação elétrica aérea, pois
não permite qualquer forma de condução de sua copa.
 
As podas drásticas devem ser evitadas no meio urbano. Neste caso, a árvore de porte inadequado para plantio sob fiação elétrica aérea deveria ser retirada e substituída por uma espécie adequada.
As podas drásticas devem ser evitadas no meio urbano. Neste caso,
a árvore de porte inadequado para plantio sob fiação elétrica aérea
deveria ser retirada e substituída por uma espécie adequada.















sexta-feira, 15 de junho de 2018

Faça em casa, 12 opções de adubo orgânico!

Fonte: site globo rural

Alternativas aos fertilizantes industrializados, todas as receitas podem ser feitas em casa e aplicadas em pequenas hortas

Por Lucas Alencar | Edição: Vinicius Galera
Boa parte dos hortelões que decide começar a plantar seus próprios vegetais tem como objetivo escapar do fertilizante industrial acrescentado ao alimento comprado em feiras e supermercados. 
Mas como adubar a terra e melhorar desenvolvimento da planta sem os tradicionais fertilizantes? A reportagem de GLOBO RURAL conversou com diversos hortelões urbanos, que nos contaram os métodos, técnicas e receitas de adubos orgânicos que aplicam em suas hortas:
Minhocas
tv-minhocas (Foto: Reprodução)
Um dos principais animais amigos da horta, as minhocas são essenciais na formação de um solo saudável e rico em nutrientes. Numa reportagem da seção Cidades Verdes, mostramos como o jornalista Alex Branco, hortelão urbano há 35 anos, montou um minhocário para produzir húmus e biofertilizante líquido natural. O viveiro de minhocas é dividido em três andares: no primeiro, as minhocas se misturam à terra e a restos de plantas e folhas; no segundo, ficam represados os compostos depositados pelos animais; o terceiro andar armazena o líquido que escorre dos três primeiros, usados por Branco como biofertilizante líquido.
+ Veja também: 6 animais amigos da horta
Urtigas
urtigas-planta-erva (Foto: Creative Commons/Hans Braxmeier)
A dica de fertilizante natural do hortelão Cauê Azeredo é uma solução à base de urtigas. Ele recomenda colher as folhas da planta e deixá-las de molho em um balde com água por cerca de uma semana, longe do sol ou expostas a temperaturas muito baixas ou muito altas. Depois de sete dias, Azeredo explica que é preciso retirar as folhas da água e dispensá-las, armazenando somente o líquido, que pode ser borrifado semanalmente no solo e nos vegetais da horta. Por fim, ele lembra que é importante não se esquecer de calçar luvas quando for colher as urtigas!
Crustáceos
camarao-crustaceos (Foto: Creative Commons/Jacqueline Macou)
Não dispense cascas de caranguejo, camarão ou lagosta, quando o almoço ou o jantar terminar. A recomendação é da hortelã Sílvia Salles, que utiliza cascas de crustáceos como adubo para o seu jardim há quase cinco anos. Ela recomenda abrir um buraco com mais de 40 cm de profundidade no solo e deixar que os restos dos crustáceos permaneçam na terra por cerca de um mês. Depois, é possível retirá-los do buraco e colocá-los em outro pedaço do solo, repetindo o processo e obtendo os mesmos resultados. A adubagem com cascas de crustáceos beneficia a terra com grande quantidade de fósforo e nitrogênio.
Restos de peixes
peixes-pesca-pescaria-piscultura (Foto: Creative Commons/Bill Bredley)
Sílvia também recomenda que as partes de peixes não utilizadas em refeições, como rabos, cabeças e entranhas, sejam usadas para adubar a terra, principalmente aquela em que serão plantados vegetais que precisam de muito nitrogênio, a exemplo do milho e do tomate. As instruções são as mesmas dos crustáceos: cavar um buraco com, no mínimo, 40 cm de profundidade e colocar os restos de peixe ali, tapando o espaço e plantando em cima.
Borras de café
A ideia do hortelão Adalberto Ferrara é aproveitar tudo o que puder em sua horta caseira, composta de vasos feitos com garrafas pet e um canteiro cercado com madeira reaproveitada de pallets. O fertilizante que utiliza também está de acordo com e esse pensamento. Depois de coar café, Ferrara dispõe as borras no entorno das plantas e mudas de sua horta. Além de afastar lesmas e caracóis, as borras de café são ricas em fósforo, potássio e nitrogênio. Outra opção, segundo o hortelão, é diluir os restos dos grãos de café e criar um fertilizante líquido, que pode ser borrifado uma vez por dia na horta.
Grama
Quando capinar o quintal, não dispense a grama cortada. Recolha uns bons punhados e distribua sobre a terra. Além de deixar o ambiente mais verde, as ervas são fonte riquíssima de nitrogênio. Quando se decompõe, a grama recém cortada enriquece o solo em que foi colocada com diversos nutrientes benéficos ao desenvolvimento de qualquer vegetal.
Consólidas
Também conhecida como confrei ou consolda-maior, a Symphytum officinale é rica em magnésio, potássio, fósforo e vitaminas e sais minerais diversos. Cultivar a erva foi a alternativa que a hortelã Viviana Frezarinni encontrou para produzir seu próprio fertilizante orgânico. Depois de colhidas, ela recomenda que as folhas sejam misturadas à água - na proporção de meio copo d’água para cada folha - e deixadas ao sol entre um e três dias. Depois, escoa-se a água e aplica-se as folhas diretamente na terra.
Cascas de ovos
criacao_aves_ovos (Foto: Ernesto de Souza/Ed. Globo)
Outro produto que vai para o lixo, mas pode virar um importante fertilizante orgânico, já que é rico em cálcio e potássio, é a casca do ovo. O hortelão Cláudio Poletto utiliza a técnica há cerca de três anos e afirma que o método aumentou drasticamente a resistência das plantas e diminuiu a quantidade de larvas maléficas ao desenvolvimento dos vegetais. Ele recomenda que as casas sejam lavadas, trituradas em diminutos grãos e adicionados no entorno de cada muda. A hortelã Maria de Lurdes Goulart disse que também usa a técnica, mas adiciona as cascas de ovo à terra antes de plantar as mudas.
Cinzas de madeira
Ricas em potássio, fosfato e microminerais, as cinzas de madeiras podem ser efetivas no aumento do resistência das plantas, além de combate a pragas. A dica da hortelã Camila Flôr é misturar as cinzas - cerca de um quarto de uma xícara - com um litro de água e borrifar na horta uma vez por mês.
Compostagem
compostagem-terra-folhas (Foto: Creative Commons)
Método mais comum entre os hortelões urbanos, a compostagem é uma mistura de restos de comida e de substância ricas em nitrogênio, como palha, grama e folhas secas. A hortelã Fabiana Mendes costuma triturar restos de comida e misturá-lo às substância já citadas, adicionando e misturando tudo à terra, antes de plantar uma nova muda. O hortelão Leandro Castelli prefere colocar a compostagem sobre o solo, não dentro dele, e disse obter bons resultados com o método.
Esterco animal
Outro tipo de abudo orgânico já utilizado amplamente por hortelões urbanos é o esterco de animais herbívoros, como vacas, ovelhas e cavalos. O que muita gente não sabe é que os dejetos dos animais não podem ser depositados na terra de imediato. É preciso que permaneçam misturados e diluídos na água por, pelo menos, duas semanas, expostos ao sol durante a maior parte do dia, explica a hortelã Samantha Kusniaruk, que também é formada em botânica. Depois do tempo citado acima, você pode usar o líquido gerado no processo para borrifar sobre as plantas, além de usar o estrume curtido para adubar a terra. Caso o hortelão adicione o esterco assim que produzido pelo animal, sem deixá-lo exposto ao sol e diluído, os dejetos podem queimar e quebrar as raízes das plantas.

sábado, 14 de abril de 2018

Como Plantar Couve em Casa - Minha Horta na Cidade EP10



Aprenda como plantar couve em casa para ter uma colheita abundante. Veja tambem como prevenir certas pestes e doenças na sua horta caseira orgânica. Mostro dicas de como cultivar couve facilmente. Produção: Siloé Oliveira

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Descubra os benefícios e propriedades da pimenta biquinho

A pimenta biquinho é rica em magnésio, ferro, cálcio, sódio e fósforo. Além disso, contem as vitaminas B6, C e K1. Conheça seus benefícios

As pimentas são frutos de uma planta que ganhou popularidade no mundo graças à ardência que provocam na boca.
Existem dezenas de variações do fruto, que são consumidas diariamente por milhares de pessoas, desde as mais ardentes até as “pimentas doces”, que possuem o sabor mais brando.
Para aqueles que preferem não se arriscar com os tipos de pimentas mais picantes, a pimenta biquinho, ou pimenta de bico como é conhecida em algumas regiões, pode ser uma alternativa.
A pimenta biquinho não arde, tem um sabor delicioso e ainda é fonte segura de nutrientes e outras substâncias que provocam efeitos benéficos para o organismo.
Descubra os benefícios e propriedades da pimenta biquinho
Foto: depositphotos

Características da pimenta biquinho

A planta é de origem brasileira, mas ainda é pouco conhecida pelo fato de ter surgido recentemente. Isto porque, foi em 2004, que a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater/MG) passou a comercializar este condimento, intensificando a produção na cidade de Campo Florido.
Fazendo parte do mesmo grupo que as pimentas-de-cheiro, a biquinho é, de certa forma, parente da aroeira-vermelha, pimenta godê e da cambuci.
Ganha este nome devido ao formato de gota que os frutos possuem. Além disso, quando estão bem maduras adquirem uma cor bem avermelhada.
Pode ser encontrada para venda in natura ou em sementes, tendo em vista que pode ser facilmente plantada em casa por crescer rápido e ser um arbusto de porte médio.

Benefícios deste condimento

A pimenta biquinho possui os benefícios que os demais frutos da mesma espécie, como o betacaroteno, a substância que é responsável pela cor vermelha das pimentas no geral.
Este mesmo elemento é considerado um antioxidante e ainda consegue auxiliar o organismo numa melhor absorção de vitamina A e C. Desta forma, é um bom alimento para aumentar a imunidade do organismo.
Além disto, biquinho ainda é rica em magnésio, ferro, cálcio, sódio e fósforo. Todos estes nutrientes são indispensáveis para o organismo humano, tanto na realização de atividades, como também na proteção da saúde dos consumidores.
Vale ressaltar que este condimento contem as vitaminas B6, C e K1, por estas razões é uma excelente opção para controlar as taxas de açúcar do sangue e evitar inflamações ou tratá-las.
Contudo, a maior diferença entre os benefícios da biquinho e das pimentas que ardem é a quantidade de capsaicina, substância responsável pela ardência deste condimento e por estimular o metabolismo.
Desta forma, as pimentas de cheiro não conseguem ser boas opções na promoção do emagrecimento, mas também não engordam, tendo em vista que a cada 100g de biquinho contém apenas 9 calorias.

terça-feira, 10 de abril de 2018

Oficina de Compostagem Doméstica





Oficina de compostagem doméstica em grupo para os colaboradores da Unimed Joinville. 

Grupos de 5 pessoas, confecção de 10 composteiras para levar para casa e integração de equipe. 

Ótima experiência e troca de informações sobre sustentabilidade.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Saiba plantar a fruta: Goji berry

Recomenda-se que ela seja plantada na primavera para ser colhida no verão, estação em que a planta produz mais

Por João Mathias
goji berry (Foto: Thinkstock)

Gostaria de saber qual é a melhor época para se plantar mudas de goji berry.
Julio Cesar Benin, por email

Como a goji berry é uma fruta produzida no verão, o plantio da fruteira em local definitivo deve ocorrer durante a primavera. A não ser em cultivos protegidos ou em regiões onde o inverno não é rigoroso, a muda da goji berry não tolera temperaturas baixas. Em bandejas, faça a semeadura no início do outono e, quando a planta atingir 10 centímetros de altura, transplante-a para o saquinho. Aos 20 centímetros de altura, deve-se podar a extremidade superior para que ela perfilhe e, ao alcançar 80 centímetros de altura, plante-a em local definitivo.

Consultor: Sítio Recanto das Pitayas, Turvo, SC, tels. (48) 9955-5982 e (48) 8803-3242, recantodaspitayas@gmail.com

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Agroecologia: "É hora de pensar em outras maneiras"

FONTE:   http://www.ihu.unisinos.br/78-noticias/565320-agroecologia-e-hora-de-pensar-em-outras-maneiras
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Engenheiro agrônomo especializado em agroecologia, Eduardo Cerdá defende a necessidade de desenvolvimento de outro modelo agropecuário, menos dependente de insumos e sem consequências para a saúde ou para o meio ambiente.
Eduardo Cerdá é vice-presidente do Centro de Graduados da Faculdade de Agronomia da Universidade de La Plata, conselheiro de campo e uma referência na produção agroecológica com participação em casos emblemáticos (como na fazenda La Aurora, em Benito Juárez, Buenos Aires). Também é membro da Sociedade Científica Latino-Americana de Agroecologia (SOCLA) e um ativista de um outro modelo agropecuário. Nesta entrevista ele fala sobre a necessidade de implementar a agroecologia, alguns exemplos concretos, as consequências do agronegócio, o papel da universidade e as potencialidades do setor.
A entrevista é de Darío Aranda, publicada por ALAI, 24-02-2017.  A tradução é de Henrique Denis Lucas.
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Eis a entrevista.
O que é agroecologia?
É tornar os conceitos de ecologia e de produção agropecuária compatíveis.
Em uma nova prática?
Na agronomia há muitas ramificações, como na medicina. A agroecologia é um desses ramos, uma especialização, uma forma profunda de compreender a produção agropecuária. É um ramo relativamente novo para os agrônomos formados com muito pouca base ecológica. Infelizmente a agronomia e a veterinária sempre estiveram mais voltadas para a produção, sempre em busca de rendimento, e isso nos fez ter um olhar muito baseado nos insumos agrícolas. O engenheiro agrônomo acaba preocupado com este ou aquele produto e com suas doses. Perdeu-se de vista tudo o que está relacionado com a ecologia, a relação entre vegetais, solos, animais. Esse olhar é muito necessário e nos deparamos com a falta de profissionais para projetar, desenvolver e acompanhar o produtor em sua produção tratando de alterar o meio ambiente o menos possível.

Isso está relacionado com o uso de agroquímicos?

Muitas vezes as pessoas dizem que não querem pulverizar suas plantações, pois as doenças nas áreas pulverizadas são muito notórias. E, geralmente, as instituições dizem que não é possível produzir sem agrotóxicos. Isso é a falta de informação. Quem sabe eles não saibam como produzir. Mas existem estratégias para fazê-lo.

Algum exemplo concreto?

Em quinze anos, na região sudeste de Buenos Aires, obtivemos uma média de mais de 3.300 quilos de trigo, mais de 5.000 quilos agora (entre 2014 e 2015), e em comparação com os vizinhos, estamos em situação muito parecida. Com a diferença de que, na medida em que os solos e as plantas são favorecidos, não usamos fertilizantes químicos ou herbicidas. Mantemos um custo de 150 dólares por hectare e os vizinhos foram subindo, pois já estão quase entre 350 e 420 dólares de custo (safras de 2014/15 e 2015/16). Mantivemos o nível dos custos e os rendimentos foram subindo.

O que dizem os produtores vizinhos?

Eles ficam interessados, mas não estão informados de que existem tais alternativas. É um processo a ser feito com os produtores. Mostrar que a tecnologia proposta (transgênicos) prometia um excesso de otimismo, pois acreditava-se que com um herbicida tudo poderia ser controlado, mas a natureza não funciona dessa forma. As plantas tornaram-se resistentes, antes os gastos com herbicidas custavam oito dólares e agora custam 30, anteriormente eram usados dois litros por hectare e agora são necessários mais de dez litros. Onde isso vai parar? O produtor está vendo que essas linhas de raciocínio estão levando-o a um alto uso de agroquímicos, com alto risco tanto para o seu bolso quanto para a sua saúde. É um beco sem saída.

Quais são suas opções?

Há uma outra maneira de fazer isso. A agroecologia é uma ferramenta para pensar e se colocar a favor da vida. Em vez de controlar os insetos e plantas através de venenos, é possível fazê-lo de outra maneira, que funciona bem. É hora de pensar em outras maneiras. A agroecologia vem para trazer elementos da ecologia, que são princípios universais de gestão de estabelecimentos agropecuários com um olhar sistêmico, para trabalhar em equilíbrio e usar muito poucos insumos externos.

O que falta para fomentar este modelo?

Requer um olhar diferente para o campo, para protegê-lo, e ao mesmo tempo, isso irá favorecer o produtor. Há de se ter bem claro que nenhum pesticida é necessário para produzir alimentos. Trata-se de pensar em outro tipo de agricultura e isso não significa voltar 60 anos atrás, como alguns costumam dizer. Também é necessário esclarecer que não existem receitas, pois não se trata de copiar, porque cada região tem sua particularidade e é necessário tentar e ir adaptando.

Qual é o papel da universidade?

Muito importante. Nem todos os profissionais querem produzir para o modelo atual e há produtores que querem um outro tipo de agricultura. Os cidadãos não querem pulverização perto de suas casas, por isso é fundamental que seja feita uma outra agronomia nessas áreas. E esta é uma oportunidade para os profissionais ao deixarem um modelo de agronomia química que prejudica a saúde.

Em muitos lugares são solicitadas regiões livres de produtos químicos, cinturões agroecológicos.

Os cidadãos têm o direito de não serem pulverizados. Agrônomos e veterinários tomam isso como ofensa, acreditam que não é possível produzir. Ao invés de ofensa para os profissionais, haveria de ser uma oportunidade. A universidade, o Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária da Argentina (INTA), as faculdades de engenheiros agrônomos, todas as entidades devem se aprofundar na agroecologia. É imprescindível produzir sem deteriorar os recursos.
Qual é o seu balanço do modelo de agronegócios, com transgênicos e produtos químicos?

Há vários aspectos. Um deles é a sociedade e a saúde, onde são percebidas doenças, câncer, más formações e desequilíbrios físicos. É uma agricultura com muitos insumos e custos. Relacionando com a farmacologia, a maioria das pessoas usam mais medicamentos e o mesmo acontece na agricultura. É um processo que exige cada vez mais insumos.

Na década de 90 custava 100 dólares para fazer um hectare de trigo, há dez anos custava 200 e hoje custa mais de 300 dólares. Aumentaram os insumos e aumentaram as doses. Você vai ao médico e ele te prescreve um remédio. E então você volta e ele te dá o dobro: é óbvio que a sua saúde não está melhorando. No campo do agronegócio acontece o mesmo. Outro fator é que este modelo repele as pessoas. Em suma, tem consequências para a saúde, para os solos, plantas, animais e para a sociedade. A agroecologia é uma alternativa para evitar essas consequências.