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segunda-feira, 8 de julho de 2019

O Manacá da Serra

Lindo exemplar plantado por moradores na ru Fernando Machado em Porto Alegre RS.

Site: Ponto Garden

O manacá-da-serra (Tibouchina mutabilis) é uma árvore originária do Brasil, é uma Angiosperma e pertence à família Melastomataceae, ao gênero da quaresmeira.
manacadaserra.jpgO Manacá-da-serra (Tibouchina mutabilis) é uma arvore originária do Brasil, é uma Angiosperma e pertence à família Melastomataceae, ao gênero da quaresmeira (Tibouchina granulosa) e da orelha-de-onça (Tibouchina holosericea). Pode atingir de 2 até 15 m de altura. Possui flores brancas e rosas. A flor de centro branco e pétalas azuis muda de cor após fecundada. Floresce durante o inverno e podendo florescer na primavera e no verão, com flores que variam do branco ao lilás colorindo a mata.

A multiplicação pode ser feita por sementes ou por estacas. Devido ao porte alto e sistema radicular não agressivo, é muito usada como ornamental em jardins e ainda na arborização urbana, não danificando as calçadas. Podemos encontrar também o manacá-da-serra-anão, que possui flores menores, assim como o porte, em torno de 3 metros, muito recomendado para áreas menores, como pequenos jardins e vasos grandes.

Como cuidar – quando plantar no chão recomenda-se a utilização de um substrato ou terra preparada com adubo que contenha mais fósforo para agilizar o enraizamento. Regar todos os dias até o seu enraizamento (aproximadamente 1 mês). Após 1 mês iniciar a adubação com N-P-K mais micronutrientes, na dosagem recomendada pelo fabricante.
No caso de ser plantada em vaso, o cuidado deve ser maior, a freqüência de rega deve ser aumentada, principalmente quando a planta estiver mais desenvolvida. A adubação segue o mesmo princípio da rega, quanto maior a planta, maior a freqüência. Recomenda-se a adubação a cada 15 dias conforme a dosagem do fabricante, detalhe importante é escolher o adubo com N-P-K mais micronutrientes.

Pode ser podada para deixar na altura desejada. Recomenda-se fazer a poda sempre após a floração, deixando sempre algumas folhas para a árvore continuar sobrevivendo, se possível utilizar uma tesoura bem afiada e em seguida utilizar calda bordaleza para a cicatrização e evitar fungos.

terça-feira, 25 de junho de 2019

A Astrapéia-rosa (Dombeya wallichii) flor melífera


Fonte:abelhasjatai


Também conhecida por Astrapéia, Astrapéia-rosa, Dombéia e Flor-de-abelha é uma árvore ornamental originária de Madagascar que pode chegar até a 7 metros de altura. É uma planta de clima Equatorial, Mediterrâneo, Subtropical, Tropical e deve ser cultivada em meia sombra ou sol pleno, e seu ciclo de vida é perene.

A astrapéia se espalhou pelo mundo por sua exuberância e popularidade. Ela apresenta ramos pubescentes, e porte pequeno para um árvore, alcançando cerca de 2 a 5 metros de altura. As folhas são grandes, cordiformes, perenes, de cor verde brilhante e pubescentes na página inferior. As inflorescências surgem no outono e inverno, e são umbeliformes, sustentadas por longos pedúnculos, pendentes, globosas e com numerosas flores de cor rosa a avermelhada, ricas em néctar e delicadamente perfumadas. Produz frutos do tipo cápsula, que se dividem em cinco partes.




A astrapéia é uma árvore de rápido crescimento e baixa manutenção, que se destaca principalmente em plantios isolados, mas que pode ser parcialmente sombreada por outras árvores ou construções. As inflorescências pendentes atraem muitas abelhas e possuem perfume agradável e suave, que lembra o côco. As flores velhas permanecem nos ramos, adquirindo uma cor amarronzada e devem ser removidas para um melhor aspecto da planta. Além disso essas flores velhas podem desprender um odor desagradável e atrair moscas. Com podas regulares de formação, é capaz de adquirir porte e formato arbustivo. Há diversos híbridos comerciais disponíveis.


Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia sombra, em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Sendo de clima subtropical, a folhagem da astrapéia não é muito resistente a geadas fortes. Fertilizações na primavera e verão estimulam um crescimento saudável e florações exuberantes. Multiplica-se por sementes e mais facilmente por alporquia e estaquia de ramos semi-lenhosos ou de ponteiros.
Esta espécie é diferente da Astrapéia (Dombeya burgessiae) que é originária da África e tem flores claras com base rosa-intenso e da Astrapéia-branca (Dombeya natalensis).
Abelhas observadas nessa espécie de planta coletando pólen e néctar:
• Abelha européia ou africanizada (Apis mellifera)
• Irapuá (Trigona spinipes)
• Jataí (Tetragonisca angustula)
• Jataí-da-terra (Paratrigona subnuda)
• Mirim (Plebeya emerina)
• Mirim (Plebeya saiqui)
• Mandaçaia (Melipona quadrifasciata)
Floração: Junho a Outubro.

Bibliografia:
- Jardineiro.net – http://www.jardineiro.net/plantas/astrapeia-dombeya-wallichii.html
- Flores e abelhas em São Paulo, José Rubens Pirani e Marilda Cortopassi-Laurino.

Após publicação de norma, 2 mil árvores serão cortadas em Belo Horizonte


 

 Fonte: Jornal Estado de Minas

PBH inicia planejamento para suprir espécimes espalhados pelas nove regionais que se enquadram nos parâmetros considerados de risco listados em regra publicada ontem. Março 2018







Estufamento da calçada ao redor da árvore está entre os problemas listados para análise dos técnicos (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A PRESS)
A partir de hoje, os técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Belo Horizonte deverão se pautar por 38 quesitos na hora de fazer uma análise em qualquer uma das cerca de 500 mil árvores da cidade. O objetivo é verificar se o exemplar tem ou não risco de queda, levando em consideração questões como cavidades, sinais de morte, rachaduras, presença de pragas, inclinação do tronco, efeitos colaterais em calçadas, entre outros (veja quadro). Já de início, 2 mil árvores que já têm um parecer com indicação de supressão serão reavaliadas dentro dos novos parâmetros para que possam ser cortadas. Um planejamento nesse sentido está sendo fechado entre a pasta e a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Smobi). Os espécimes estão espalhados pelas nove regionais da capital mineira.

Entre os 38 pontos, há questões ligadas diretamente à saúde da árvore e também a desdobramentos nos espaços públicos, além de situações do histórico de reclamações da vizinhança. Cinco itens são considerados prioritários, e caso qualquer um deles apareça, a árvore em questão deverá ser cortada obrigatoriamente. É o caso de estufamento na calçada acompanhado de inclinação do tronco no sentido oposto, desequilíbrio irreversível da copa, pragas que comprometam a estabilidade, como besouro metálico, presença de qualquer outro defeito que interfira no equilíbrio e obstrução total da calçada em conjunto com bloqueio, mesmo que parcial, de uma via de trânsito de veículos. Outros quatro pontos trazem a indicação preferencial de corte e, portanto, devem ser acompanhados de demais análises.

O objetivo da medida é tentar evitar tragédias, como a que matou o motorista Fábio Teixeira Mageste, em 2 de outubro. Na ocasião, uma tripla palmeira despencou sobre um táxi no cruzamento da Avenida João Pinheiro com a Rua dos Timbiras e matou o homem de 35 anos. Além disso, dados da Prefeitura de BH mostram que, em 2018, a média de queda de árvores na capital mineira é de 1,5 por dia, o que liga o alerta para o risco de novos desastres. O secretário de Meio Ambiente de BH, Mário Werneck, já havia adiantado a edição de uma Deliberação Normativa para trazer critérios padronizados na hora de se definir pela supressão das árvores, que foi publicada ontem no Diário Oficial do Município e por isso já está valendo na cidade. Conforme o documento, em cada uma das inspeções nos espécimes de BH deverão ser observados obrigatória e minunciosamente os itens relacionados na Deliberação Normativa.

 


“Queremos explicitar o máximo possível quando a supressão é necessária. Alguns técnicos ficam até constrangidos de fazer um laudo de supressão, pois já vimos lugares em que de pessoas se acorrentam às árvores em reação ao procedimento. Nossa missão é proteger o arbóreo, mas também temos que proteger as pessoas que vivem embaixo dessas árvores. Temos que garantir o conforto, mas em primeiro lugar a segurança da população”, defendeu Afonso Fraga, diretor de Gestão Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

O texto da Deliberação Normativa destaca 25 pontos relacionados diretamente às condições da árvore. Mas também devem ser levados em consideração outros sete quesitos antes de se determinar se um exemplar é passível de corte ou não: histórico de ocorrências, reclamações ou relatos de vizinhos, conflitos com outros elementos do espaço urbano, presença de plantas maiores ao redor da árvore em questão que obstruam a visão integral do colo, desenvolvimento do exemplar aquém do esperado para a espécie e o porte da árvore. De acordo com a Deliberação Normativa 92, existem ainda outros dois grupos de critérios, que totalizam 10 quesitos, que apontam para um corte preferencial ou obrigatório.

Todos esses aspectos vão permitir aos técnicos chegar a três conclusões: se a árvore está com as condições normais, alteradas ou é considerada senil ou morta. No primeiro caso, não haverá intervenção. No segundo, a planta pode ser mantida do mesmo jeito, podada ou cortada. No último caso ela será suprimida. Alguns dos problemas têm ligação direta com atitudes da população. Como, por exemplo, a colocação de aros nos troncos das árvores, o plantio de plantas ao redor do espécime, o excesso de rega, entre outros. Por isso, os moradores devem ter atenção e procurar entender como é a vida de cada uma delas. “A população poderia usar mais a secretaria como consultoria. Temos técnicos doutores aqui. É muito legal ter uma árvore e plantar na porta de casa, mas para plantar há uma gama de critérios que temos que obedecer”, disse Fraga. As informações podem ser obtidas nas próprias regionais, por meio do telefone 156, ou por meio da Ouvidoria do município.


Tocos deverão ser retirados preferencialmente no momento do corte (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A PRESS)


REPLANTIO Todas as árvores cortadas das ruas e calçadas de Belo Horizonte serão replantadas, com base na norma publicada ontem no DOM. Se possível, a nova muda será colocada no mesmo ponto. Se não, o local escolhido será o mais próximo possível do endereço do exemplar antigo. Conforme a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, esse replantio vai garantir o planejamento das espécies mais adequadas a cada ponto da cidade. “Tem uma legislação para o replantio com especificações mínimas. Vamos escolher a melhor espécie com melhor porte para o determinado lugar”, afirmou o diretor de Gestão Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

“Em nosso sistema viário as árvores estão sofrendo, devido às raízes noveladas, ao sistema radicular que não consegue crescer porque não tem espaço, à interferência da rede elétrica, que força as podas além do necessário devido à interrupção no sistema elétrico. Hoje em dia, então, para plantar uma nova árvore tem-se que avaliar critérios para que ela sobreviva da melhor maneira possível”, completou.  Outra determinação é a retirada preferencial do toco da árvore que precisar de supressão no mesmo momento do corte. “Caso não seja possível a retirada integral do toco, esse deverá ser rebaixado, de tal forma a permitir a imediata recomposição do piso”, de acordo com a publicação. Um fator agravante ao risco associado ao exemplar em questão é a localização. Se estiver em um lugar de grande movimentação de pessoas, isso deve ser levado em conta.
DE OLHO NAS PLANTAS
Normas para vistorias, podas e cortes

Critérios para supressão obrigatória
1) Estufamento na calçada em apenas um dos lados ao redor da árvore quando não associado a outra causa não relacionada à própria árvore e se acompanhada de inclinação do tronco no sentido oposto
2) Desequilíbrio irreversível da copa que não possa ser mitigado
3) Pragas que comprometam a estabilidade das árvores, como o besouro metálico
4) Presença de outros problemas e defeitos que comprometam a estabilidade
5) Obstrução total de calçada pela árvore, quando estiver acompanhada, mesmo que parcialmente, de bloqueio da via de trânsito de veículos, ou esteja ligada a interferências estruturais no imóvel, ou ainda à existência de solicitação para a solução de algum desses problemas.

Critérios que devem ser considerados indicar preferencialmente a supressão

1) Presença de corpos de frutificação de fungo na base do tronco, colo ou raízes superficiais
2) Presença de cupins xilófagos na base do tronco ou na raiz
3) Rachaduras no colo ou tronco, principalmente se forem transversais em relação às fibras
4) Descalçamento do sistema radicular
5) Inclinação do tronco maior do que 30° em relação a seu eixo vertical

Critérios obrigatórios a serem observados em todas as vistorias de árvores
1) Vigor da árvore, com atenção especial ao amarelecimento de folhas, desfolha, quebra expressiva de galhos e descolamento de casca, entre outros.
2) Sinais de senilidade ou morte, como a presença de grande quantidade de galhos mortos
3) Possíveis danos ao sistema radicular ou colo, como podas e outras agressões. Esta situação ocorre, por exemplo, quando são feitas obras de canalização ou de rede de gás e parte da raiz é cortada.
4) Raízes enoveladas. Quando a raiz da árvore não consegue espaço para crescer e se torna uma espécie de novelo que prejudica a sustentação.
5) Descalçamento do sistema radicular com perda de solo. Ocorre, por exemplo, quando uma tubulação estoura próximo à raiz e o solo é carreado. Assim a raiz fica descalçada.
6) Estrangulamento do sistema radicular ou colo. Ocorre quando estruturas metálicas, como aros, são colocadas no entorno da árvore. Ela cresce mais que a estrutura ou não consegue rompê-la e fica estrangulada.
7) Soterramento do colo. Esta situação ocorre quando moradores fazem jardineiras no entorno do colo, que é a base da árvore, e a enchem de terra ou entulho. Isso pode apodrecer o colo.
8) Elevação do solo, principalmente se for verificada inclinação do tronco no sentido oposto
9) Inclinação ou deformação no tronco
10) Rachaduras no colo ou tronco, com atenção especial para as que forem transversais em relação às fibras
11) Presença de fungos xilófagos no colo ou sistema radicular. O fungo se alimenta da madeira e trás perda na estrutura
12) Presença de cupins xilófagos, que também se alimentam da madeira
13) Presença de larvas de madeira
14) Presença de formigas
15) Presença de parasitas que possam indicar a existência de cavidades nas árvores
16) Presença de casa de abelhas nativas, que também pode indicar cavidade
17) Infestação severa de erva-de-passarinho
18) Outras pragas e doenças que possam comprometer a estrutura ou a sanidade das árvores
19) Cavidades de origens diversas
20) Casca inclusa provocada por galhos bifurcados em ângulo agudo
21) Estufamento de casca
22) Copa assimétrica, principalmente junto com outros elementos que comprometam a estrutura
23) Brotação da base do tronco. Dependendo do crescimento do broto, acaba se tornando um tronco secundário que pode causar instabilidade
24) Volume e posição de galhos epicórmicos
25) Confinamento do sistema radicular. Ocorre quando uma folheira é feita no entorno da árvore. Com isso, ela não consegue se desenvolver e fica estrangulada em um pequeno espaço, o que provoca instabilidade.

Critérios que também podem influenciar na tomada de decisão
1) Histórico de ocorrências com a árvore ou com exemplares da mesma espécie existentes à sua volta
2) Relatos diretos de vizinhos ou em solicitações à PBH
3) Ocorrência de conflitos com outros elementos do espaço urbano
4) Presença de plantas maiores ao redor da árvore, causando obstrução à visão integral de seu colo
5) Ocorrência de regas constantes em outras plantas ao redor da árvore, que podem ocasionar em podridão em seu colo
6) Nível de desenvolvimento da árvore aquém do esperado para a espécie
7) O porte e a espécie da árvore

terça-feira, 28 de maio de 2019

Erva de passarinho ameaça árvores na arborização urbana !!




Fonte: site gazeta do povo

 Curitiba tem hoje cerca de 300 mil árvores espalhadas por vias públicas, praças e parques. Dessas, cerca de 10% estão contaminadas com um parasita conhecido popularmente como "erva de passarinho". Aparentemente inofensiva, essa planta se instala nas árvores e passa a se alimentar basicamente de seiva elaborada. Com o passar dos anos, a erva suga toda a energia de sua hospedeira, levando-a à morte. "Se alguma coisa não for feita com urgência, em 20 anos, 80% das árvores de Curitiba irão desaparecer", alerta o professor de propagação e morfogênese de árvores da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Flávio Zanette.

Segundo ele, a disseminação da erva acontece por meio dos pássaros – daí o nome erva de passarinho. Eles comem os frutos da parasita, que são mais doces do que os outros, e depois transmitem a praga a outras árvores. A erva alimenta-se dos minerais sugados por sua hospedeira. "É uma planta preguiçosa, que, em vez de buscar seu próprio alimento, suga a seiva pronta. Isso ocasiona um enfraquecimento progressivo da árvore e sua morte", conta o professor.

Gênero específico da família Loranthaceae, a erva de passarinho possui mais de 1,4 mil espécies, distribuídas por regiões tropicais e subtropicais dos hemisférios Sul e Norte. São quatro os gêneros mais freqüentes nas áreas urbanas, porém, ainda não foram identificados quais os que atingem Curitiba. Sabe-se, no entanto, que é um tipo de parasita que não escolhe hospedeiro. "Só não vi na araucária e no pinus. Nas outras espécies, todas", avisa Zanette.



Proliferação

Segundo o professor, o inverno é a época mais propícia para o crescimento e disseminação da planta. "Como ela também pratica fotossíntese, busca luz. No inverno as folhas das árvores caem, facilitando essa procura e colaborando para disseminação." Outro ponto é a carência de comida para as aves nesta época, quando não há frutos, somente os da parasita.

O desconhecimento da população colabora para agravar o problema, já que as pessoas não percebem a proliferação. "Para o leigo, ela é só mais uma parte da árvore. Ele não consegue distinguir a erva e até acha bonito", conta o professor. Ele lembra que a contaminação acontece também em espécies cultivadas em propriedades particulares. "É importante que cada morador verifique, em seu jardim ou bosque, a presença desse parasita e faça sua poda, única forma de controle da erva."

Para descobrir se a árvore está contaminada, basta olhar com atenção: galhos mais longos, que pendem das copas, várias raízes que se agrupam no tronco e pequenos acúmulos de sementes escuras – que se destacam principalmente no inverno – indicam a presença da erva de passarinho. Para Zanette, nenhuma praga é tão séria quanto essa. "É uma planta contra outra", ressalta.



Em média, uma árvore hospedeira leva de cinco a dez anos para morrer. "O interessante é que quando a ela morre, a parasita morre junto, pois não tem mais alimento." Zanette informa que, o problema se acentuou em Curitiba nos últimos quatro anos, fugindo do controle e necessitando, urgente, de ações práticas. "Já tomamos algumas iniciativas para o manejo adequado na área urbana, mas não tivemos sucesso. Precisamos da atenção da população e principalmente dos órgãos públicos, para descobrirmos novos meios de conter essa praga", diz o especialista, que compara o problema à Aids. "Assim como a aids é um problema de desequilíbrio causado por comportamento social. Essa erva representa um desequilíbrio ambiental, já que, em pouco tempo, muitas árvores deixarão de existir.""

Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/erva-de-passarinho-ameaca-arvores-9nhiwjalbjvextyhmfl2on70u/

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terça-feira, 12 de março de 2019

Saúde das árvores de S.Paulo - IPT

FONTE: SITE IPT

Resultado de imagem para TIPUANAS

Pesquisador do IPT estuda ação de fungos e cupins em tipuanas. 

Sete bairros paulistanos foram analisados


A ocorrência de fungos apodrecedores em tipuanas na cidade de São Paulo foi mais significativa em comparação à presença de cupins subterrâneos na amostragem de 1.109 árvores avaliadas nos bairros de Alto da Boa Vista, Alto da Lapa, Alto de Pinheiros, Cerqueira César, Paraíso, Pacaembu/Sumaré e Vila Nova Conceição: essa é uma das informações contidas na tese de doutorado de Sergio Brazolin, pesquisador do Laboratório de Preservação de Madeiras e Biodeterioração de Materiais do CT-Floresta. “O cupim aproveita o lenho previamente apodrecido pelos fungos para se alojar nas árvores. Podemos então dizer que o problema está nesses organismos, que deixam o lenho em um estado que pode ser classificado como “pré-digerido” para a alimentação dos cupins”, completa o biólogo.
A avaliação da biodeterioração do lenho das tipuanas em passeios públicos e a sua relação com o risco de queda foi o objetivo principal do estudo. A escolha da tipuana foi feita em função de a árvore ser a mais frequente em seis das sete regiões a serem avaliadas: os projetos de arborização urbana na maior parte destes bairros foram executados na década de 1930 pela incorporadora City, que escolheu a espécie pela sua robustez e resistência a stress urbano, além da questão estética (grande quantidade de flores amarelas).

Para a avaliação dos 1.109 exemplares de tipuanas, o pesquisador partiu de uma abordagem macroscópica baseada em conceitos de biomecânica (biologia e engenharia) onde foram observadas as condições de entorno, posições de inserção, execução de poda de galhos e raízes, presença de barreiras e injúrias. O próximo passo do pesquisador envolveu os exames microscópicos do lenho das árvores.
 
  • Risco de queda em árvores
 

Foram estudadas em lâminas as alterações causadas pela atuação de fungos, cupins e brocas na anatomia do lenho e nas propriedades físico-mecânicas das tipuanas, com o intuito de mensurar modificações no grau de resistência das árvores provocadas pelos organismos xilófagos (que se alimentam de madeira). Em seguida à quantificação e qualificação dos estragos, o pesquisador simulou matematicamente pelo Método de Elementos Finitos (MEF) apodrecimentos em uma árvore hipotética para verificar a distribuição de forças frente a intempéries como ventos e chuvas.

No final do estudo, o pesquisador compilou todos os conhecimentos e criou parâmetros para um técnico responsável pela arborização de uma cidade tomar decisões em campo quanto ao risco de queda da árvore. As conclusões apontaram que uma tipuana com diâmetro à altura do peito (DAP) acima de 70 cm tem uma probabilidade de deterioração externa comprometedora de 67%. Isso torna necessário priorizar esse exemplar em situações de avaliação de risco, assim como a presença externa de fungos e cupins simultaneamente, que trazem uma probabilidade de 42% da árvore apresentar risco máximo de queda.

Morte da árvore

O estudo mostrou ainda que uma quantidade significativa (79%) das tipuanas está plantada em canteiros inadequados dos passeios públicos, em áreas inferiores a três metros quadrados – espaço reduzido para uma espécie cuja altura média na cidade é de 12 a 14 metros, mas pode alcançar 40 metros – e 57% delas encontram-se em vias de tráfego intenso. No entanto, do total de 1.109 árvores estudadas, nenhuma delas apresentou características de declínio, ou seja, sinais de que estava morrendo em razão da presença de fungos, despejo de produto químico ou falta de espaço para crescimento da raiz. Segundo o pesquisador, isso confirma a ideia de que a tipuana é uma espécie robusta, mas ele chama a atenção para a constatação de um estado crítico em relação aos cupins e fungos.

“Esses organismos não afetam a saúde da árvore porque crescem no cerne, que é uma área morta. A parte viva é somente a externa”, explica Brazolin. “Apesar de as árvores analisadas estarem repletas de folhas e flores, o estado delas era crítico. Assim, é bom ressaltar que os organismos estudados podem ocasionar a queda, mas não a morte da árvore”.

O cupim subterrâneo Coptotermes gestroi e o fungo apodrecedor Ganoderma sp foram os gêneros mais encontrados nas árvores estudadas. O primeiro, relatado como praga há pelo menos 40 anos, chegou ao Brasil da Ásia provavelmente pelo Porto de Santos e não encontrou seus predadores naturais, enquanto o segundo está normalmente associado a injúrias causadas pelo homem às árvores, o que traz a questão da necessidade de programas de educação ambiental, acredita o pesquisador.

Brazolin ressalta que o trabalho não buscou avaliar as diferenças entre bairros, mas sim transformar conceitos complexos em algo útil: “Espero que a tese auxilie os responsáveis pela arborização urbana a tomar decisões por meio de parâmetros simples, mas com todo um conhecimento acadêmico incorporado. Com parâmetros visuais e outros de prospecção, será possível inferir o risco de queda da árvore”.

domingo, 10 de março de 2019

Viver em cidades arborizadas beneficia o cérebro

Imbuia: planta, provedora de sombra, foi incluída na lista de espécies ameaçadas no Brasil | Foto: Zig Koch/Divulgação/CR

Sólidas e serenas, vivas e vibrantes. As árvores produzem nas pessoas um efeito calmante e positivo. Mas viver perto desses gigantes verdes gera impacto muito concreto na saúde, especialmente nos habitantes das cidades, segundo novo estudo, divulgado pela BBC Mundo. E as consequências vão desde mudar a qualidade e a temperatura do ar a influir no funcionamento do cérebro.
O estudo destacou três efeitos saudáveis no corpo humanos ao se viver perto das árvores. O primeiro deles é a redução da matéria particulada, um dos piores tipos de contaminação.
Uma árvore reduz a chamada matéria particulada ao seu redor de 7% e 24%, segundo um estudo publicado recentemente pela The Nature Conservancy (TNC), organização não-governamental que trabalha em escala global para a conservação da biodiversidade. Sediada nos Estados Unidos, tem atuação em 69 países. A investigação avaliou o impacto das árvores em 245 cidades ao redor do mundo.
O contaminante material particulado pode ser classificado em dois tipos. O mais grosso tem 10 ou menos micrômetros (um micrômetro é a milésima parte de um milímetro) de diâmetro, ou PM 10, e resulta do pó da construção e das ruas, entre outras fontes. Mas o tipo mais prejudicial de material particulado é chamado PM 2,5. Ele tem diâmetro de 2,5 ou menos micrômetros e resulta da queima de combustíveis fósseis e madeira, entre outras fontes.
Essas partículas finas em suspensão podem penetrar profundamente nos pulmões e estima-se que causem 3,2 milhões de mortes por ano mundialmente, segundo o estudo. O material PM 2,5 está associado a um risco maior de acidentes vasculares cerebrais, problemas cardíacos e enfermidades respiratórias como a asma.
Trata-se de um problema verdadeiramente global. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou, neste ano, que cerca de 90% da população ao redor do planeta, que vivia em centros urbanos em 2014, foi exposta a níveis de material particulado que excederam as recomendações da organização.
O estudo publicado pela TNC destaca que, em ruas com muito tráfego, as árvores devem ser plantadas de maneira espaçada, para impedir que as copas reduzam a circulação de ar.
Graus - O segundo grande efeito é a redução da temperatura em até 2 graus centígrados. O impacto das árvores na temperatura é crucial, dado que as ondas de calor matam cerca de 12 mil pessoas por ano e dificultam a vida de milhões. “A mudança climática fará com que o impacto dessas ondas de calor nas cidades seja ainda mais severo”, afirma o documento.
A OMS estima que as mortes anuais por ondas de calor nas cidades podem chegar a 260 mil pessoas (leia-se 2015), a menos que os centros urbanos tomem medidas para se adaptar às novas condições.
“Muitos estudos científicos demonstraram que a sombra das árvores, além da transpiração durante a fotossíntese, contribuem para reduzir a temperatura do ar e consequentemente o consumo de eletricidade para ar condicionado”, afirma a investigação da organização não-governamental.
Espírito - O terceiro efeito positivo é o bem-estar psicológico. “Não posso cuidar da minha saúde e do meu espírito a menos que passe ao menos quatro horas por dia na floresta, totalmente livre de compromissos mundanos”, escreveu no século XIX o americano Henry David Thoreau em seu livro clássico Walden, que relata sua experiência de viver dois anos em uma cabana construída por ele mesmo às margens do lago do mesmo nome, em Massachusetts.
Um estudo já conhecido, liderado pelo psicólogo ambiental Roger Ulrich na década de 1980, comparou pacientes de um hospital da Pensilvânia que haviam sido operados da vesícula. Aqueles que estavam em quartos com vista para árvores se recuperaram mais rapidamente que aqueles que estavam em quartos com janelas voltadas para edifícios.
Cérebro - E um estudo recente de Gregory Bratman, da Universidade Stanford, na Califórnia, mediu o impacto no cérebro de caminhar durante 90 minutos na natureza. Um grupo que caminhou em meio a árvores foi comparado com outro que andou em uma rua com muito tráfego. As pessoas que andaram na rua tiveram um aumento da atividade de ‘ruminar’ criticamente sobre si mesmo ou sobre eventos do passado - padrão negativo de pensamento vinculado à depressão.
Aqueles que caminharam entre as árvores tiveram menos tendência de ruminar pensamentos. O estudo também incluiu análise por ressonância magnética do cérebro dos participantes e constatou que os que caminharam na natureza mostraram uma atividade menor na região do cérebro associada à autocrítica e ao isolamento social comum de quem ‘rumina em excesso’.
A importância das árvores nas cidades não pode ser subestimada. Ainda mais levando em conta que atualmente 54% da população mundial é urbana e que essa porcentagem chegará a 66% em 2050, conforme a Organização das Nações Unidas (ONU). “Em muitas cidades o departamento de saúde está de um lado e as árvores do outro”, observa Rob Mc Donald, um dos autores do estudo publicado pela TNC.
“Uma das metas do nosso estudo é recordar às cidades que esses dois departamentos devem colaborar. “Se isso acontecer, minha esperança é que veremos um renascimento das plantações de árvores em centros urbanos”, conclui Mc Donald.
Redação Jornal Correio Riograndense

sexta-feira, 1 de março de 2019

Conhece esta fruta?Nativa do sul do Brasil, goiaba-serrana faz sucesso no Exterior





Uma fruta que agrada tanto pelo sabor como pelos benefícios medicinais


Potencial culinário e antioxidante são atributos da fruta que hoje é comum na Nova Zelândia.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Risco na queda de árvores



Mais de 2 mil árvores caíram nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo desde o início deste ano. Na maioria dos casos o poder público poderia ter evitado os prejuízos e incidentes causados.

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

A guabiroba (gabirobeira, gabirobeira, gabiroba) pertence à família Myrtaceae,

Gabiroba - Campomanesia xanthocarpa Berg



Nome científico: Campomanesia xanthocarpa Berg
Nome popular: guabiroba; guabiroba-da-mata; gabiroba
Família: Myrtaceae

Gabiroba


A guabiroba (gabirobeira, gabirobeira, gabiroba) pertence à família Myrtaceae, é uma planta que não perde as folhas facilmente (decídua), heliófita (que se desenvolve na presença de luz), característica das submatas abertas ou de vegetação semidevastada na zona dos pinhais do Planalto Meridional. Ocorre em Goiás, Minas Gerais até Santa Catarina, nas regiões de florestas e cerrados.

Planta muito variável morfologicamente e rara em toda a área de distribuição. Altura entre 4 a 7 metros, dotada de copa globosa, densa e baixa, tronco curto e cilíndrico, revestido por casca grossa e fissurada.

Suas folhas são simples, glandulares, subcoriáceas ou cartáceas, face superior pouco nítida com nervura central impressa, com ou sem pêlos na face interior. Floresce abundantemente durante os meses de outubro e novembro, as flores são solitárias, glandulares, axilares ou laterais, de cor branca com numerosos estames.

Possui fruto subgloboso, glandular, de polpa suculenta, com poucas sementes glandulosas. São comestíveis e muito apreciados pela avifauna, amadurecem no período de dezembro e janeiro.

A árvore pode ser utilizada na arborização, reflorestamento de áreas degradadas. A madeira é pesada, textura média, sujeita ao rachamento na secagem e pouco durável.
É empregada localmente para uso interno em construção civil e sobretudo lenha e carvão.
Possui anualmente grande quantidade de sementes viáveis que são amplamente disseminadas pela avifauna.





Fontes

http://belezadacaatinga.blogspot.com.br/2012/06/gabiroba-campomanesia-xanthocarpa-berg.html
www.4elementos.bio.br
www.ibb.unesp.br
LORENZI, H.; 2000. Árvores Brasileiras:
Manual de Identificação e Cultivo de Plantas 
Arbóreas do Brasil. São Paulo, 3ª ed. Vol 02.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Um pouco sobre bioindicadores, líquens.



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Muito se tem falado sobre a importância dos bioindicadores e o seu uso é cada vez mais comum em trabalhos de análise de impacto ambiental, mas, o que são eles, para que servem e no que podem nos auxiliar?
Os bioindicadores, também chamados de indicadores biológicos são organismos que refletem o estado biótico e abiótico de um hábitat, os impactos sofridos pela comunidade ou indicar a biodiversidade de uma região. Assim, a presença ou ausência de alguns organismos pode indicar características do meio, é o caso do líquen. Os líquens (associação de algas e fungos) respondem às mudanças ambientais relacionadas com a qualidade do ar e o clima, sendo que sua ausência indica poluição ambiental e concentração elevada de nutrientes como o nitrogênio e o fósforo.
Além disso, estes seres vivos podem sofrer bioacumulação e bioconcentração, indicando o acúmulo de poluentes no espécime em relação à quantidade presente no solo e na água. Por estes motivos eles possuem relevância e são utilizados para informar possíveis problemas de contaminação do ecossistema.
Assim, o nível trófico ocupado pelo bioindicador é de extrema importância, pois, quanto menor a sua posição trófica na cadeia alimentar e quanto mais ele servir de alimento maior é a sua relevância, já que se comprovada a contaminação desse organismo pressupõe-se que toda a cadeia está contaminada.
Estes são algumas das explicações do uso dessas espécies, as quais podem revelar efeitos cumulativos de poluentes diferentes e há quanto tempo ele está no ecossistema.
Vários estudos publicados recentemente utilizam bioindicadores para análises ambientais, uma das áreas que tem investido pesquisas é a de qualidade da água, utilizando bioindicadores aquáticos, geralmente bivalves.
Um exemplo foi a matéria publicada pelo boletim Fapesp no dia onze de janeiro, a qual trata de uma pesquisa realizada por um grupo de cientistas do Instituto de Geociências e na Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (USP), demonstrando a relevância do uso de bioindicadores marinhos como um dos parâmetros para auxiliar na avaliação das praias.
Trabalhos semelhantes estão em andamento para a avaliação de lagos, lagoas, estuários, impactos ambientais causados por cemitérios (poluição por infiltração de necrochorume – liquido resultante do processo de decomposição dos corpos), obras e empreendimentos, hospitais e para auxiliar na localização de fontes poluidoras.
Talita Delfino - Instituto Aprenda.bio

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Doença Amarelo do Cinamomo / Yellow of China Tree , na arborização urbana

Fonte: www.agronomicabr.com.br

Excelente artigo. Pelo que identifiquei vegetal estava localizado na rua Arnaldo Boher 130.

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Cinamomo com início dos sintomas (folhas amareladas em alguns pontos da copa), em 17/04/2005, Teresópolis, Porto Alegre, RS.

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O mesmo cinamomo um ano após os primeiros sintomas (06/04/2006). Veja que os ramos apresentam poucas folhas.

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Três anos após (06/02/2008) os primeiros sintomas, a planta já apresenta muito menos vegetação. Esta planta morreu em 2010 e foi cortada.

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Cinamomo com parte da copa amarelada, sintoma típico do Amarelo (fitoplasma).

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Cinamomo com parte da copa amarelada, sintoma típico do Amarelo (fitoplasma).

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Entrenós curtos induzem o sintoma de vassoura-de-bruxa, pois as folhas ficam agrupadas numa pequena extensão do ramo (Amarelo do cinamomo)

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Folhas com nervuras verde escuras, semelhante à deficiência de ferro (Amarelo do Cinamomo); Folíolos da extremidade são menores.


Os cinamomos (Melia azedarach L.) em vários locais da cidade de Porto Alegre e também cidades do interior apresentam sintomas de Amarelo, doença causada por fitoplasma, procarioto que coloniza o floema, iniciando os sintomas em pontos isolados da copa e depois passando para todo o ramo, interrompendo o crescimento da planta, causando sua morte. Provavelmente o vetor do fitoplasma seja uma cigarrinha, que se alimenta em alguns pontos da copa, a partir do qual iniciam os sintomas: amarelecimento, encurtamento de entrenós, semelhante ao chamado vassoura-de-bruxa. As folhas apresentam nervuras verde escuras, semelhantes à deficiência de ferro.



  • V. Duarte (2), E. G. Silva (1), I. C. R. Hass (1), I. Bedendo (1), E. W. Kitajima (1). 2008. Molecular characterization of a group 16SIII phytoplasma associated with decline of China-treeE (Melia azedarach L.) in Brazil. (1) ESALQ, Piracicaba, SP. Brazil; (2) UFRGS, Porto Alegre, RS, Brazil. Phytopathology 98:S48




  • V. Duarte (1), E. G. Silva (2), I. C. R. Hass (2), I. P. Bedendo (2), and E. W. Kitajima (2). First Report of a Group 16SrIII-B Phytoplasma Associated with Decline of China Tree in Brazil. June 2009, Volume 93, Number 6, Pages  666.2 - 666.2; (1) Departamento de Fitossanidade, Agronomia, UFRGS, CP 15,100, 90,001-970, Porto Alegre, RS, Brazil; , (2) Departamento de Entomologia, Fitopatologia e Zoologia Agrícola, ESALQ/USP, CP9, 13418-900, Piracicaba, SP, Brazil 


O AgriPorticus é um projeto do Agronômica, laboratório de diagnóstico fitossanitário, de iniciativa privada, credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Visite o site para maiores informações: www.agronomicabr.com.br



quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Poda verde ou de verão

Resultado de imagem para poda verde
A poda verde ou de verão é realizada quando a planta está vegetando, ou seja, durante o período de vegetação, florescimento, frutificação e maturação dos frutos e destina-se a arejar a copa, melhorar a insolação, melhorar a qualidade e a coloração dos frutos, manter a forma da copa pela supressão de partes da planta e diminuir a intensidade de cortes na poda de inverno. É também executada em plantas perenifólias (com folhas permanentes) como as cítricas, abacateiro, mangueira.

A poda verde consiste em diferentes operações, tais como: desponte, desbrota, desfolha,
esladroamento, incisões e anelamentos, desbaste, desnetamento.

Desponte tem por finalidade frear o crescimento de determinados ramos em comprimento, de modo a propiciar o desenvolvimento de ramos inferiores.

Desbrota é a supressão de brotos laterais improdutivos, ou seja brotos inúteis, que se desenvolvem à custa das reservas, em detrimento do florescimento e da frutificação.

Esladroamento os ramos que nascem da madeira velha (do porta-enxerto, por exemplo) são denominados de ramos ladrões, e não apresentam nenhuma vantagem, pois exaurem as substâncias nutritivas da planta, perturbando seu desenvolvimento. Devem ser eliminados. Só não o são quando as plantas encontram-se em decrepitude e, neste caso particular, eles são utilizados para revigorar a árvore.

Desfolha é a supressão das folhas com diversas finalidades:
melhor iluminação e arejamento das flores ou dos frutos,
 eliminação de focos de doenças e pragas iniciadas na folhagem,
 é um recurso que melhora a coloração de frutos, 
assim com a eliminação do excesso de folhas, 
principalmente daquelas que recobrem os frutos, que necessitam de luz para adquirir coloração (pêra, maçã, ameixa e kiwi).

Incisões e anelamentos é o descasque circular, ou seja, remoção de um anel de casca da
base dos ramos novos, têm por finalidade interromper a descida e com isso a retenção da seiva elaborada próximo à sua gema ou ao seu fruto.

Desbaste é a supressão de certa quantidade de frutos de uma árvore, antes da maturação
fisiológica destes, assim proporcionar melhor desenvolvimento aos frutos remanescentes.
Dentre as finalidades do desbaste pode-se citar: melhorar a qualidade dos frutos (tamanho, cor, sabor e sanidade); evitar a quebra de ramos (superprodução); regularizar a produção; eliminar focos de pragas e doenças; reduzir as despesas com colheita de frutos imprestáveis (defeituosos, raquíticos e doentes).


Emprega-se normalmente o desbaste para o pessegueiro, a macieira,a pereira, a goiabeira, videira(uvas de mesa), etc., por estar o tamanho de seus frutos ligado a uma maior cotação e, em alguns casos, na tentativa de eliminar a produção alternada e manter a árvore com produção anual quase idêntica. Esse processo pode ser praticado em
mangueira, macieira e pereira.

O desbaste é feito à mão quando o fruto ainda se encontra em desenvolvimento inicial e não atingiu 2 cm de diâmetro.

Desnetamento é uma poda verde aplicada às videiras, consiste em aparar com a unha, ou
simplesmente arrancar, os ramos secundários que nascem lateralmente do ramo principal e quesão chamados de netos.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

11 Frutas da Mata Atlântica que Todo Brasileiro Deveria Conhecer


Fonte: blog Nó de Oito  

Mesmo nas grandes cidades é possível experimentar algumas dessas delícias.
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Em 1521 ficaram prontas o que é considerado hoje o primeiro pedaço de legislação ambiental do Brasil – as Ordenações Manuelinas, ordenadas por D. Manuel I. O código versava sobre todas as áreas do Direito, com as partes sobre meio ambiente espalhadas ao longo do texto, sem uma sessão específica. Ainda assim, é de se admirar os pontos tratados no documento (para a época, claro) – como a proibição da caça de determinados animais com instrumentos capazes de lhes causar dor e sofrimento; a restrição da caça em determinadas áreas e a proibição do corte de árvores frutíferas, com a atribuição de severas penalidades e multas para o infrator.
As coisas mudaram, obviamente. A Mata Atlântica, que abrange toda a costa nordeste, sul e sudeste do Brasil e é uma das áreas mais ricas em biodiversidade do planeta, já teve cerca de 93% de suas extensão desmatada. Infelizmente, com a devastação foi-se também um conhecimento que deveria fazer parte da vida de mais de 70% da população brasileira que habita a faixa de Mata Atlântica. Conheça agora algumas das frutas mais comuns da nossa incrível Mata Atlântica (e, se possível, empolgue-se o bastante para cultivá-las!):

Cabeludinha

Também chamada de Café cabeludo, Fruta cabeluda, Jabuticaba amarela, Peludinha e Vassourinha da praia. Doce, pode ser aproveitada in natura, ou em sucos, sorvetes e doces entre o final do inverno e começo da primavera. Se você é de São Paulo e quiser ver uma árvore de cabeludinha ao vivo, fique de olho no Parque do Ibirapuera e no jardim do Instituto de Biociências da USP. A árvore é ornamental e ideal para arborização urbana. E, olha só, é fácil encontrar mudas para cultivar! #ficaadica.
frutas mata atlântica

Cereja do Rio Grande

Também conhecida por Cerejeira-da-terra, Cerejeira-do-mato, Guaibajaí, Ibá-rapiroca, Ibajaí, Ibárapiroca, Ivaí e Ubajaí, a cereja-do-rio-grande dá numa árvore absolutamente linda (que ficaria mais linda ainda na sua calçada). O fruto é carnudo e docinho – muito parecido com a cereja cara e importada que a gente compra no supermercado em época de ano novo. Você encontra ela no pé no começo da primavera (e dá para ir caçar uma sementes na esquina do Palácio Nove de Julho com a rua Abílio Soares, se você for de São Paulo).
frutas mata atlântica

Ameixa da Mata

Mais encontrada na faixa de Mata Atlântica litorânea entre o Rio de Janeiro e a Bahia, a ameixa da mata é pequenininha, mas carnuda e com sabor agridoce. A árvore é um espetáculo à parte, com tronco avermelhado e copa que alcança até 6 metros de altura. A ameixa-da-mata dá no verão, mas é bem rara. Você vai ter que se empenhar para encontrá-la.
frutas mata atlântica

Pitangatuba

Típica da restinga do estado do Rio de Janeiro, a pitangatuba é daquelas frutas docinhas e azedinhas ao mesmo tempo, e dá em uma ‘árvore’ tipo arbusto. O incrível da pitangatuba, além do gosto excepcional (que não carrega aquele amarguinho característico da pitanga), é o tamanho – algumas podem alcançar até 7cm – e a sua suculência, dado que ela só tem uma semente bem pequenininha no meio de um monte de polpa.  Muito adaptável, pode ser plantada em pomares, vasos e jardineiras, sem problemas. Infelizmente, a pitangatuba é extremamente rara na natureza, mas se você encontrar uma mudinha para cultivar, prepare-se para colher os frutos na primavera.
frutas mata atlânticaFrutas de dar água na boca.

Araçá

Mais conhecido, o araçá dá também em um arbusto – ideal para jardins residenciais. O fruto tem um sabor parecido com o da goiaba (com a qual compartilha parentesco), mas um pouco mais azedinho. É ideal para a a recuperação de áreas degradadas, pois tem crescimento rápido e atrai muitos passarinhos, que se encarregam de espalhar suas sementes. É bastante comum no litoral de São Paulo, por isso fique de olho durante as férias de fim de ano, pois ela frutifica no verão.
frutas mata atlântica

Cambuci

Todo paulistano deveria conhecer o cambuci, tão abundante na cidade antigamente que emprestou o nome a um de seus bairros. Azedinha no nível do limão, é rica em vitamina C e pode ser consumida in natura (para os fortes), ou em sucos, compotas e doces. Sua árvore tem uma madeira de excelente qualidade – fato que quase a levou à extinção. Sua presença em uma floresta é sinal de que a mata está bem conservada. Aproveite agora no verão – que é a época dela – para andar no bairro do Cambuci, em São Paulo, que ainda tem alguns espalhados.
frutas mata atlântica

Cambucá

Como a jabuticaba, o cambucá dá direto no tronco da árvore e sua polpa também tem que ser sugada da casca. Há quem diga que é uma das frutas mais saborosas do Brasil, mas, apesar de ter sido muito comum em toda a faixa litorânea da Mata Atlântica até a primeira metade do século XX, hoje em dia é uma árvore rara, limitada à pequena faixa que restou de seu ambiente natural, jardins botânicos e pomares de frutas raras. Se algum dia passar no verão pela cidade de Santa Maria do Cambucá, no Pernambuco, dê uma paradinha para saboreá-la.
frutas mata atlântica

Uvaia

Encontrada principalmente nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo, a uvaia é uma fruta azedinha que pode ser consumida in natura (para quem gosta de coisas azedas – *salivando*) ou em sucos e compotas. Sua árvore é bastante utilizada em projetos de reflorestamento, pois a uvaia atrai muitos passarinhos, que espalham as suas sementes. Sua época vai de setembro à janeiro.
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Guabiroba

Natural da Mata Atlântica e do Cerrado, a guabiroba – ou gabiroba – é encontrada principalmente nos estados de Santa Catarina, Minas Gerais e Goiás, Paraná, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. É uma fruta saborosa e azedinha, rica em vitamina C, que lota o pé entre os meses de dezembro e maio. Além de consumida in natura, é bastante utilizada em sucos, sorvetes e licores.
frutas mata atlântica

Grumixama

Parecida com a cereja-do-rio-grande, a grumixama é uma frutinha arroxeada e suculenta que dá na primavera. Sua ocorrência vai do sul da Bahia até o estado de Santa Catarina e o gosto é um misto de pitanga com jabuticaba. Quem mora em São Paulo, pode ver dois pés enormes na frente da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.
frutas mata atlântica

Cambuí

Nome de bairro, em Campinas, e de cidade, em Minas Gerais, o cambuí é uma fruta roxa, vermelha ou amarela saborosa a perfumada que lota os pés durante o mês de janeiro. Sua árvore é muito bonita e bastante delicada, levando bastante tempo para crescer – o que a coloca em risco.
frutas mata atlântica