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sábado, 8 de dezembro de 2018

A Corticeira: conhece??



Corticeira é uma árvore que possui vários nomes e é da família das leguminosas. É mais encontrada no sul do Brasil e nas regiões próximas como Uruguai, Paraguai e Argentina. Pode ser chamada também de sananduva (nome original vindo do tupi), bico-de-papagaio, flor-de-coral e outros. Em lugares que possui condições boas para progredir pode chegar até dez metros de altura. Sua aparência conta com folhas compostas, flores vermelhas em formato de cálice e com os troncos tortuosos. Hoje é em dia é muito usada em paisagismo, pois sua flor é fica muito bonita em ambientes ornamentais.
Seus frutos parecem vagens, cheios de sementes, bem parecidos com o feijão. Algo muito interessante da árvore é que quando chega a época das flores, as folhas caem junto, isso ocorre em poucos casos, como o ipê e a cerejeira. Faz parte do mesmo gênero científico das árvores chamadas suinã ou mulungu.
Devido a quantidade de corticeiras na Argentina e no Uruguai presentes nas paisagens a flor da árvore se tornou a flor nacional dos países. Alguns cientistas denominam essa planta como floríferas decíduas.
Corticeira Para Que Serve (2)
Corticeira Para Que Serve (1)
Corticeira Para Que Serve (3)
Além disso, a árvore possui propriedades medicinais muito importante, ela apresenta os mesmos benefícios que as árvores do mesmo gênero como o mulungu. O interessante é que a maioria das partes da árvore são utilizadas, tanto as cascas da planta, as sementes, as flores e os frutos podem ter algum benefício.
O chá tem muitas propriedades associada, podendo ser indicada contra estresse, sendo uma boa para quem sofre diariamente com isso por ser tranquilizante. Também é indicado em problemas emocionais, pelo mesmo fato de ser tranquilizante, antidepressivo, ajudando em problemas como ataque de pânico, compulsão, distúrbio do sono entre outros.
Também indicado para problemas de insônia e ansiedade, o extrato da planta já teve comprovações que diminui a ansiedade por ter propriedades calmantes. Também ajuda no combate ao inchaço, por ter algumas propriedades diuréticas, por isso se o inchaço é provindo de líquido retido, o chá de corticeira irá ajudar a eliminar esse líquido em excesso. Porém é sempre válido que é muito importante se manter hidratado.
Ajuda em diversas dores e condições de saúde como hepatite, esclerose, pressão alta, insuficiência urinária, bronquite e outros diversos problemas. Algumas experiências com ratos dizem que a planta também consegue amenizar a sensibilidade do corpo em relação às dores. Outra pesquisa foi feita em relação ao epilepsia e comportamento deixou claro a influência que a planta tem sobre a inibição de convulsões.
Diminui a pressão arterial, melhora a proteção do fígado, tentando auxiliar na tonificação do órgãos em geral e na sua antioxidação. Sendo também muito bom para o controle do ritmo cardíaco. É bom para ajudar pessoas que desejam diminuir a utilização do cigarro ou pretendem parar. Sendo um ótimo uso para inibir receptores da nicotina.
Para fazer o chá é melhor ser usado a casca da árvore. É necessário cerca de quatro gramas apenas e uma xícara de água fervente para produzi-lo. Para fazê-lo é bem simples, é só colocar as cascas na água fervente durante três minutos e depois coar. É indicado que o chá seja tomado ainda morno, três vezes ao dia.
Apesar de ser um ótimo chá, com diversos benefícios, não pode ser consumido em excesso, no máximo três dias seguidos, quem insiste em tomar muito chá acaba tendo possíveis paralisias musculares.
Ainda existem contraindicações para pessoas que já tomam remédios anti-hipertensivos, pois os compostos não combinam e podem fazer mal. Também quem possui pressão baixa não é indicado pois ele já tende a diminuir a pressão.
Pedaços de Casca de Corticeira
Pedaços de Casca de Corticeira
A mistura de remédio com o chá com certeza é o maior perigo e por isso deve ser consultado um médico para isso. Na verdade a consulta do médico é imprescindível para ser uma utilização correta.
Sem muita recomendação também para mulheres grávidas ou que estão em período de amamentação. Para aqueles que podem usar o cuidado também deve existir, pois o chá pode trazer sonolência, sedação e paralisias musculares.
Vale lembrar que o chá auxilia, por isso deve ser acompanhado de medicações corretas.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Moradores de Londres vão plantar 80 mil árvores em apenas dois dias

Fonte: site conexão planeta

Moradores de Londres vão plantar 80 mil árvores no final de semana
Quem já teve a chance de visitar a capital da Inglaterra, sabe que a cidade é extremamente arborizada. Os ingleses não costumam ter dias ensolarados com frequência, mas por outro lado, têm à disposição parques lindíssimos e extremamente bem cuidados. Opções não faltam: Regent’s, Hyde, St. Jame’s, Greenwich, Hampstead Heath, Battersea, Victoria, Richmond e tantos outros.
Mas o atual prefeito, Sadiq Khan, acha que ainda não é suficiente. Para ele, Londres precisa de mais árvores, por isso ele organizou o “plant-a-thon”, uma brincadeira com a palavra maratona – marathon, em inglês. Durante os próximos sábado e domingo, 1 e 2/12, 80 mil mudas serão plantadas na capital. O evento conta com a parceria de diversas organizações locais de proteção e preservação ambiental.
A data foi escolhida porque marca o fim da Semana Nacional da Árvore. Será o maior plantio coletivo de mudas já realizado. São esperados 15 mil voluntários para participar da iniciativa. Eles se registraram online para fazer parte do “plant-a-thon”. As plantas serão colocadas em escolas, jardins públicos, espaços comunitários, parques e nos quintais das casas.
“É fantástico saber que haverá tantos londrinos trabalhando juntos nestes final de semana, plantando árvores pela cidade”, disse Khan.
O grande objetivo de Khan é que, no verão de 2019, Londres seja a primeira cidade do mundo a ganhar o título de National Park City. Para isso, o prefeito criou um fundo verde e investiu nele £12 milhões, quase R$ 60 milhões. A meta é que até o próximo ano, a floresta urbana da capital britânica tenha 8 milhões de árvores.
Não é apenas em beleza que o prefeito de Londres está interessado. Segundo cálculos feitos pela administração municipal, as árvores fornecem pelo menos, £133 milhões – RS 657 milhões -, em benefícios, por ano, ao por exemplo, melhorar a qualidade do ar e reduzir a concentração de dióxido de carbono, além de diminuir o volume de água que escoa para bueiros e canais de esgoto. Outro importante serviço ambiental das chamadas “florestas urbanas” é servir de habitat para a vida selvagem. Nos parques londrinos vivem veados, raposas, esquilos e uma série de outros animais.
Atualmente, os bairros da capital têm uma extensão de cobertura vegetal de 20%, mas em algumas áreas, ela chega a 58%. Sadiq Khan quer aumentar em 10% a porcentagem desse dossel até 2050.
Mapa da cobertura de árvores da grande Londres
Foto: reprodução Tree for Cities
Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

domingo, 11 de novembro de 2018

Metrópoles, cobertura vegetal, áreas verdes e saúde

Luís Fernando Amato-LourençoI  II 
Tiana Carla Lopes MoreiraI  II 
Bruna Lara de ArantesIII 
Demóstenes Ferreira da Silva FilhoIII 
Thais MauadI  II 
IFaculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo/São Paulo, Brasil
IIEscola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", Universidade de São Paulo, Piracicaba/São Paulo, Brasil
IIIInstituto Nacional de Análise Integrada do Risco Ambiental, São Paulo/São Paulo, Brasil
A falta de planejamento no processo de urbanização das grandes metrópoles tem produzido numerosas externalidades negativas, entre elas a supressão de sua cobertura vegetal e de áreas verdes. Inúmeros benefícios têm sido reportados sobre como a presença da vegetação no meio ambiente urbano favorece fatores ambientais, sociais e econômicos, influenciando na saúde da população. O presente trabalho busca apresentar uma série de estudos com enfoque na associação entre áreas verdes e saúde e também uma sucinta reflexão sobre a importância do assunto no município de São Paulo.
Palavras-Chave: Urbanização; Saúde pública; Cobertura vegetal; Área verdes
The lack of planning in the urbanization process of big cities worldwide has produced numerous negative externalities, including the suppression of vegetation and green spaces. Multiple benefits have been reported on how urban vegetation promotes and influences environmental, social and economic factors, as well as people's health. This paper presents a series of studies focusing on the association between urban vegetation and human health, as well as a brief reflection on the importance of this issue in the city of São Paulo.
Key words: Urbanization; Public health; Urban vegetation; Green spaces
Problematização
O desenvolvimento das grandes metrópoles é fundamentado na condensação de processos sociais e espaciais, em que a não priorização da dimensão humana deu origem a padrões urbanísticos inadequados e consolidados por um planejamento desestruturado, em contraponto às dinâmicas de um modelo urbano mais sustentável. Projeções das Nações Unidas (2004) apontam que, no ano de 2050, 66% da população mundial habitarão áreas urbanas, gerando uma pressão sem precedentes na capacidade de suporte ambiental das grandes cidades pelo aumento no fluxo de recursos e a decorrente fragmentação na coexistência dos seus sistemas naturais e sociais. Entre as externalidades negativas associadas aos processos de apropriação e expansão acelerada das grandes metrópoles, incluem-se a supressão da sua cobertura vegetal e a decorrente diminuição de áreas verdes disponíveis à fruição pública.

A infraestrutura verde pode ser definida como uma rede de espaços verdes interconectados que conservam valores naturais de um ecossistema e que provêm benefícios às populações humanas (Coutts; Hahn, 2015). Pode ser composta por parques, florestas, praças, hortas comunitárias e outras formas de paisagens naturais públicas ou privadas. Nas cidades, incluem-se também a arborização urbana e os tetos verdes.

Cada vez mais são reconhecidos os efeitos benéficos que o contato com a natureza gera à saúde humana. Os efeitos positivos do contato com áreas verdes foram observados em relação a longevidade, doenças cardiovasculares, obesidade, saúde mental, qualidade do sono, recuperação de doenças e desfechos de natalidade. A maioria desses estudos é europeia ou norte-americana, não existindo ainda dados nacionais ou da cidade de São Paulo. Nesses países, os efeitos mais apreciados são observados em áreas urbanas e em classes socioeconômicas mais baixas.
Os mecanismos pelos quais as áreas verdes são benéficas à saúde não estão bem esclarecidos, e provavelmente devem ser multifatoriais. Diminuição do estresse/aumento do relaxamento, contatos sociais e atividade física têm sido propostos como prováveis mecanismos. Fatores ambientais como diminuição da temperatura e ruídos, aumento da umidade e captura de material particulado certamente têm uma influência nos efeitos fisiológicos protetores dos ambientes verdes.
Nesta revisão, apresentamos uma série de estudos enfocando a associação entre áreas verdes e saúde.
Serviços ecossistêmicos das áreas verdes e coberturas vegetais1
As áreas verdes possuem diversos benefícios, tanto ecossistêmicos como salutogênicos. Entre os benefícios ecossistêmicos podemos citar a diminuição de temperaturas (Oliveira et al., 2011) resultando em um decréscimo de ilhas de calor (Solecki et al., 2005) além do consumo de eletricidade (McPherson; Simpson, 2003). Além disso, são gerados benefícios como a diminuição de escoamento superficial da água (runoff), concentração de poluentes atmosféricos, redução de ruído, impacto de ventos, incidência solar em pavimentos e construções (O'Dell et al., 1977; Nowak et al., 2007; Fang; Ling, 2005; McPherson; Muchnick, 2005) e como estoque de carbono (Davies et al., 2011). A vegetação possui ainda funções estéticas e recreativas. Propriedades próximas de áreas verdes ou possuindo vegetação tendem a possuir maior valor no mercado imobiliá- rio. De acordo com o serviço florestal americano os benefícios das áreas verdes urbanas ou florestas urbanas proporcionam uma economia três vezes maior que o custo da manutenção destas áreas (USDA Forest Service, 2016).
Regulação térmica
A vegetação diminui temperaturas devido à sua evapotranspiração e produção de sombras. O aumento de 10% na cobertura vegetal em Munique durante o verão é capaz de diminuir até 1,4 °C a temperatura superficial (Pauleit; Duhme, 2000). O arrefecimento da temperatura também pode resultar na economia de U$ 18,5 milhões/ano devido à redução da utilização de energia elétrica, conforme descrito por Simpson (1998) para a cidade de Sacramento (Califórnia - Estados Unidos).
As árvores possuem efeito protetor de pavimentos e construções produzindo sombras e diminuindo a incidência direta de sol na pavimentação viária. O excesso de calor é responsável pela degradação acelerada de matérias de revestimento do solo, como rachaduras, sulcos e buracos. McPherson e Muchnick (2005) verificaram que nas vias com presença de sombra na cidade de Modesto (Califórnia) existia uma maior conservação do asfalto viário, resultando em uma economia para os cofres públicos de U$ 7,13/m2.
Escoamento superficial
A vegetação diminui o impacto da água no solo assim como o seu escoamento superficial. Zhang et al. (2015)observaram que a redução de 199 km² de áreas verdes na cidade de Pequim, entre os anos 2000 e 2010, acarretou no aumento do escoamento superficial da água de 17% para 23%. A redução do runoff pode diminuir as enchentes e ainda melhorar a qualidade das águas pluviais que são direcionadas para os rios. Além disso, a cobertura vegetal também possui a capacidade de filtrar poluentes associados ao runoff como demonstrado por Coutts e Hahn (2015).
Modulação de doenças infecciosas transmitidas por vetores
Reduções de áreas verdes têm sido associadas à alteração de características do meio físico, como a desregulação do microclima local. Essa modificação pode afetar diretamente a composição da fauna de vetores responsáveis por doenças infecciosas. A essas mudanças são atribuídos aumento na taxa do desenvolvimento larval, frequência, deriva genética de populações e taxas de sobrevivência de mosquitos pertencentes à família dos Culicideos (responsáveis pela transmissão de doenças como dengue, febre amarela, malária, filarioses e encefalites). Afrane et al. (2005) relataram que o aumento na temperatura de 0,5 °C foi associado com o aceleramento do ciclo reprodutivo da espécie Anopheles, mosquito transmissor de doenças como a malária e a filariose.
Qualidade do ar
As áreas verdes possuem funções de filtro de poluentes, tanto para o material particulado quanto para gases. Nowak et al. (2006) utilizaram modelagem computacional para avaliar o quanto florestas urbanas de 55 cidades dos Estados Unidos removeram de poluentes da atmosfera. A absorção de poluentes variou entre as cidades e foi retirado da atmosfera um total de 711.000 t/m³ de O3, PM10, NO2, SO2, CO. No ano 2010, Nowak et al. (2014) observaram que a área coberta por vegetação nas cidades americanas foi responsável pela remoção de 17,4 milhões de toneladas gerando uma economia de U$ 6,8 bilhões com a redução da utilização de sistemas de saúde e dias de trabalho perdidos.
A contribuição da vegetação na atenuação da poluição atmosférica também pode ocorrer de forma indireta como na geração de O3 devido à redução da temperatura. Durante a transpiração da vegetação ocorre a diminuição da temperatura e o aumento da umidade relativa do ar, diminuindo a emissão de hidrocarbonetos (McPherson et al., 1998).
Redução de ruídos
Áreas verdes urbanas também têm sido associadas à atenuação de ruídos de diferentes frequências, agindo como barreiras verticais (Yang et al., 2010). Gidlöf-Gunnarsson e Öhrström (2007) avaliaram moradores residindo em locais de alta e baixa intensidade de ruídos atribuídos ao tráfego veicular. Os resultados mostraram que locais com maiores áreas de vegetação tendem a reduzir incômodos em longo prazo gerados pelos ruídos veiculares (independentemente da intensidade) e a prevalência de sintomas relacionados ao estresse psicossocial.
Valorização imobiliária
Muitos dos benefícios atribuídos à cobertura vegetal são difíceis de ser valorados (exemplo, embelezamento, privacidade e bem-estar), porém alguns desses benefícios podem ser relacionados ao valor de mercado da propriedade. Na cidade de Portland (Oregon) a presença de 0,55 árvore na frente da residência e a existência de 84 m² de cobertura vegetal a menos de 100 m da propriedade aumentam o valor imobiliário em 3% (Donovan; Butry, 2010).
Escobedo et al. (2015) analisaram a relação entre o valor da propriedade e a presença de áreas verdes em quatro cidades no estado da Flórida, nos Estados Unidos. Foi observado que a adição de uma árvore no lote aumenta o valor da propriedade em US$ 1.586,00, porém a troca da área gramada de 25% para 75% diminuiu o valor da propriedade em US$ 271,00.

leia mais em: texto completo
fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142016000100113

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Chips ajudam a monitorar árvores e podem evitar riscos de queda. Jornal da USP

Cidade Universitária, em São Paulo, recebeu projeto piloto em 200 árvores
Por  - Editorias: Universidade - URL Curta: jornal.usp.br/?p=14563





Foto: Marcos Santos/USP Imagens
“O chip armazena todas as informações sobre as árvores”, observa o professor Carlos Eduardo Cugnasca – Foto: Marcos Santos/USP Imagens
O manejo e o gerenciamento de árvores nas cidades brasileiras ainda são um assunto problemático. A grande variedade de espécies, o plantio de forma inadequada, o envelhecimento e outras adversidades acabam provocando acidentes, como a queda abrupta de alguns espécimes, o que pode trazer consequências trágicas. De acordo com o site da prefeitura da cidade de São Paulo, de 1º de janeiro a 30 de abril deste ano, foram registradas 1.273 quedas de árvores na capital paulista.
Para  fornecer aos gestores ambientais um recurso ágil para monitorar essas condições, o Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais da Escola Politécnica (Poli) da USP desenvolveu um projeto piloto para analisar as árvores da Cidade Universitária, em São Paulo.
O sistema é composto por um chip comprado pronto e instalado dentro de um tipo de prego (feito de plástico de engenharia, mais resistente e durável). Esse prego é implantado em lugar de fácil acesso nas árvores. “É como se cada árvore possuísse um ‘RG’, o chip armazena todas as informações sobre ela — espécie, idade, doenças, inclinação, geolocalização, latitude, longitude etc., obtidas a partir de um banco de dados preexistente”, explica Carlos Eduardo Cugnasca, professor da Poli e coordenador do projeto.
Foto: Marcos Santos/USP Imagens
O prego plástico facilita o implante do chip na árvore – Foto: Marcos Santos/USP Imagens
A leitura dos dados contidos no chip é feita por um celular smartphone com sistema operacional Android, que tenha um aplicativo leitor da tecnologia Near Field Comunication (NFC), comunicação de pequena distância, em português. Basta aproximar fisicamente o celular do prego com o chip que o aplicativo fornece as informações sobre a árvore.
Chamado de Inventário Ambiental na Cidade Universitária, o projeto piloto é uma parceria com a Prefeitura do Campus da USP da Capital (PUSP-C) e incluiu a instalação de chips em cerca de 200 árvores do campus.
Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Proporção do prego em relação à árvore – Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Todo esse processo começou há quase três anos. Entretanto, por conta da crise financeira na USP e das mudanças e reorganização na gestão da prefeitura do campus, o projeto não está andando com a velocidade desejada, mas a ideia é que ele se aprimore ainda mais. “Por enquanto, o acompanhamento das árvores está suspenso, mas se está buscando fontes de financiamento para a continuidade das pesquisas”, ressalta Cugnasca.
Quando implantado o monitoramento, “a prefeitura do campus poderá fazer um planejamento inteligente, pois é possível saber quando deve ser feita a próxima poda, que tipo e quando foi feita alguma intervenção”, conta o professor da Poli.
De acordo com Cugnasca, o projeto piloto pode ser ampliado com a colocação de chips nas árvores da reserva de Mata Atlântica presente no campus da Cidade Universitária.
A ideia é que as escolas realizem trilhas ambientais em que o professor/tutor poderá usar o smartphone para identificar rapidamente a árvore e adquirir toda uma ficha técnica que pode acrescentar o conteúdo passado para os alunos. “Tudo vai depender dos resultados obtidos nas árvores já em análise”, observa o professor.
Tecnologia do futuro
Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Tecnologia simples e barata ajuda a planejar o manejo das árvores na Cidade Universitária – Foto: Marcos Santos/USP Imagens
A implantação dos chips nas árvores da Cidade Universitária é um projeto experimental e está inserido no conceito de Cidades Inteligentes, que visa ao uso de tecnologias diversas e da internet para o desenvolvimento sustentável. Baseia-se também no conceito de Internet das Coisas, uma revolução tecnológica que propõe a ligação de todos os objetos do dia a dia à rede mundial de computadores.
Cugnasca afirma que essa tecnologia já vem sendo usada no exterior e com muito êxito. “Em Paris, por exemplo, colocam o chip em todas as árvores da cidade, possibilitando uma forma mais racional de tratar essa questão, pois consideram a árvore como um ser vivo, que é plantado, se desenvolve, cresce, dura um certo período de vida e morre como qualquer outro ser. Só que antes da planta morrer, a substituem por outra. Quando a árvore já está ficando velha é transplantada antes de causar problemas. Há sempre uma renovação e nunca as árvores caem, assim não causam problemas e se mantém na cidade a quantidade arbórea desejada”, afirma.
Outras aplicações
Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Pedaço de um dormente de trilho da CPTM onde será inserido um chip – Foto: Marcos Santos/USP Imagens
O professor da Poli lembra que essa tecnologia tem inúmeras aplicações, como, por exemplo, o uso do chip para monitorar os dormentes de uma linha de trem para controle da durabilidade, do estoque, estatística de desgaste, acompanhamento do descarte, entre outras finalidades.
É o caso de um projeto que está sendo realizado pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), com o apoio do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e da Poli. As instituições estão desenvolvendo um estudo para avaliar qual chip é mais adequado, qual o local a ser implantado no dormente, “pois este recebe carga muito pesada, não podendo ser instalado em qualquer parte da madeira”, explica Cugnasca.
A segunda fase, ainda sem precisão de início, consiste em modificar o sistema de informações da CPTM para que, quando esta receber um lote de dormentes, os leitores passem automaticamente informações para o banco de dados da empresa, facilitando a localização do objeto com rapidez como também dando baixa no estoque.
Com informações de Ingrid Luisa, do Jornalismo Júnior da ECA, para a Assessoria de Imprensa da Poli

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Frutas brasileiras são ricas em antioxidantes e anti-inflamatórios!! Jornal da USP







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