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terça-feira, 12 de março de 2019

Saúde das árvores de S.Paulo - IPT

FONTE: SITE IPT

Resultado de imagem para TIPUANAS

Pesquisador do IPT estuda ação de fungos e cupins em tipuanas. 

Sete bairros paulistanos foram analisados


A ocorrência de fungos apodrecedores em tipuanas na cidade de São Paulo foi mais significativa em comparação à presença de cupins subterrâneos na amostragem de 1.109 árvores avaliadas nos bairros de Alto da Boa Vista, Alto da Lapa, Alto de Pinheiros, Cerqueira César, Paraíso, Pacaembu/Sumaré e Vila Nova Conceição: essa é uma das informações contidas na tese de doutorado de Sergio Brazolin, pesquisador do Laboratório de Preservação de Madeiras e Biodeterioração de Materiais do CT-Floresta. “O cupim aproveita o lenho previamente apodrecido pelos fungos para se alojar nas árvores. Podemos então dizer que o problema está nesses organismos, que deixam o lenho em um estado que pode ser classificado como “pré-digerido” para a alimentação dos cupins”, completa o biólogo.
A avaliação da biodeterioração do lenho das tipuanas em passeios públicos e a sua relação com o risco de queda foi o objetivo principal do estudo. A escolha da tipuana foi feita em função de a árvore ser a mais frequente em seis das sete regiões a serem avaliadas: os projetos de arborização urbana na maior parte destes bairros foram executados na década de 1930 pela incorporadora City, que escolheu a espécie pela sua robustez e resistência a stress urbano, além da questão estética (grande quantidade de flores amarelas).

Para a avaliação dos 1.109 exemplares de tipuanas, o pesquisador partiu de uma abordagem macroscópica baseada em conceitos de biomecânica (biologia e engenharia) onde foram observadas as condições de entorno, posições de inserção, execução de poda de galhos e raízes, presença de barreiras e injúrias. O próximo passo do pesquisador envolveu os exames microscópicos do lenho das árvores.
 
  • Risco de queda em árvores
 

Foram estudadas em lâminas as alterações causadas pela atuação de fungos, cupins e brocas na anatomia do lenho e nas propriedades físico-mecânicas das tipuanas, com o intuito de mensurar modificações no grau de resistência das árvores provocadas pelos organismos xilófagos (que se alimentam de madeira). Em seguida à quantificação e qualificação dos estragos, o pesquisador simulou matematicamente pelo Método de Elementos Finitos (MEF) apodrecimentos em uma árvore hipotética para verificar a distribuição de forças frente a intempéries como ventos e chuvas.

No final do estudo, o pesquisador compilou todos os conhecimentos e criou parâmetros para um técnico responsável pela arborização de uma cidade tomar decisões em campo quanto ao risco de queda da árvore. As conclusões apontaram que uma tipuana com diâmetro à altura do peito (DAP) acima de 70 cm tem uma probabilidade de deterioração externa comprometedora de 67%. Isso torna necessário priorizar esse exemplar em situações de avaliação de risco, assim como a presença externa de fungos e cupins simultaneamente, que trazem uma probabilidade de 42% da árvore apresentar risco máximo de queda.

Morte da árvore

O estudo mostrou ainda que uma quantidade significativa (79%) das tipuanas está plantada em canteiros inadequados dos passeios públicos, em áreas inferiores a três metros quadrados – espaço reduzido para uma espécie cuja altura média na cidade é de 12 a 14 metros, mas pode alcançar 40 metros – e 57% delas encontram-se em vias de tráfego intenso. No entanto, do total de 1.109 árvores estudadas, nenhuma delas apresentou características de declínio, ou seja, sinais de que estava morrendo em razão da presença de fungos, despejo de produto químico ou falta de espaço para crescimento da raiz. Segundo o pesquisador, isso confirma a ideia de que a tipuana é uma espécie robusta, mas ele chama a atenção para a constatação de um estado crítico em relação aos cupins e fungos.

“Esses organismos não afetam a saúde da árvore porque crescem no cerne, que é uma área morta. A parte viva é somente a externa”, explica Brazolin. “Apesar de as árvores analisadas estarem repletas de folhas e flores, o estado delas era crítico. Assim, é bom ressaltar que os organismos estudados podem ocasionar a queda, mas não a morte da árvore”.

O cupim subterrâneo Coptotermes gestroi e o fungo apodrecedor Ganoderma sp foram os gêneros mais encontrados nas árvores estudadas. O primeiro, relatado como praga há pelo menos 40 anos, chegou ao Brasil da Ásia provavelmente pelo Porto de Santos e não encontrou seus predadores naturais, enquanto o segundo está normalmente associado a injúrias causadas pelo homem às árvores, o que traz a questão da necessidade de programas de educação ambiental, acredita o pesquisador.

Brazolin ressalta que o trabalho não buscou avaliar as diferenças entre bairros, mas sim transformar conceitos complexos em algo útil: “Espero que a tese auxilie os responsáveis pela arborização urbana a tomar decisões por meio de parâmetros simples, mas com todo um conhecimento acadêmico incorporado. Com parâmetros visuais e outros de prospecção, será possível inferir o risco de queda da árvore”.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Risco na queda de árvores



Mais de 2 mil árvores caíram nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo desde o início deste ano. Na maioria dos casos o poder público poderia ter evitado os prejuízos e incidentes causados.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Mais uma fruta nativa CEREJA-DO-RIO-GRANDE

FONTE:

eugenia-involucratadeliciosa-cereja-do-rio-grande
Nome científico: Eugenia involucrata DC.
Nomes populares: cereja-do-rio-grande, cereja-nativa, cereja-do-uruguai, cereja-do-mato, araçazeiro.
Família botânica: Myrtaceae
Distribuição geográfica e habitat: ocorre de forma natural no Brasil, na Bolívia, na Argentina, no Paraguai e no Uruguai. No Brasil, ocorre desde São Paulo até o Rio Grande do Sul, nas formações florestais do complexo atlântico e nas florestas e cerrados da bacia do Paraná. Ocorre ainda no Mato Grosso do Sul, em Minas Gerais e em Goiás, nas florestas estacionais semidecíduas e nos cerrados “senso lato”. 
Características geraisárvore de porte pequeno a médio, com  5 a 10 m de altura. Tronco ereto, com ramificações tortuosas, pouco suberoso, com casca acinzentada. Folhas simples opostas, lanceoladas, com pelos curtos nas nervuras, aromáticas e com pontos translúcidos. No inverno, há queda de parte das folhas velhas, com nova vegetação no início da primavera, quando floresce. Flores brancas, numerosas, pequenas, com odor agradável, usadas na indústria de perfumaria. Fruto baga, subglobosa ou globosa, com 3 cm ou mais, levemente pubescente, amarelado, velutino quando jovem, com uma semente grande castanho-clara. 
Clima e solo: pode ser encontrada em temperaturas entre 8,2 a 24,7 °C, com chuvas uniformemente distribuídas na região Sul e periódicas, nas demais regiões. O regime de precipitação pluvial média anual pode ocorrer desde 1.000 mm, no estado de São Paulo, a 2.500 mm, no estado do Rio de Janeiro. Suporta geada. Requer solos de alta fertilidade, bem drenados, com textura areno-argilosa.        
Usos: usualmente consumido ao natural, o fruto contém em média 74% de polpa, 24,5% de semente e 1,5% de casca. Pode ser usado para geleia, doces e licores.
Curiosidades: é uma excelente espécie ornamental devido às suas folhas persistentes, de coloração verde-escura, brilhantes e lisas, que dão ao vegetal uma aparência vistosa, podendo ser utilizada na arborização de ruas estreitas, sob redes elétricas. Por atraírem a fauna silvestre, especialmente os pássaros, é indicada para plantios destinados à recuperação de áreas degradadas.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

O Falso Pau Brasil

fonte: appverde


CAROLINA – ADENANTHERA PAVONINA





Nomes populares: Carolina, Saga, Falso Pau-Brasil, Olho de Pavão
Nome científico: Adenanthera pavonina
Família: Fabaceae
Árvore
É uma espécie arbórea originária da Ásia muito utilizada para efeitos ornamentais e por seu ótimo sombreamento. Possui crescimento rápido e pode alcançar até 20 metros de altura.
Árvore Carolina
Tronco
Apresenta um tronco liso de cor parda que chega a uma cor preta quando adulta. Costuma apresentar uma pigmentação branca em seu tronco.
Tronco Carolina Adenanthera pavonina
Folha
Folhas compostas, bipinadas e alternas. Folíolos medindo cerca de 2 cm de comprimento, alternos, oblongos e ovados.
Folha Carolina Adenanthera pavonina
Folha Carolina Adenanthera pavonina
Flores
Flores pequenas de colocação amarelo ou creme que exala um cheiro doce aromático. Apresenta inflorescência com pedúnculo longo e racemos curtos.
flor Carolina Adenanthera pavoninaflor Carolina Adenanthera pavonina
Fruto
Tem vagem estreita, achatada. De coloração quando imaturo de verde para marrom quando maduro. Sua vagem que se contorce em formato helicoidal quanto mais seco está, liberando assim suas sementes.
fruto Carolina Adenanthera pavonina
fruto Carolina Adenanthera pavonina
Semente
Conhecido pela sua resistência e por sua difícil germinação. Suas sementes tem a coloração vermelho brilhante. De formato globoso, achatado e duro.
semente Carolina Adenanthera pavonina

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Cultivando o verde na praia ou cidades costeiras

Plantas para Lugares de Praia  Fonte:site fazfacil

Escrito por 
As plantas para projetos de jardins de praia devem ser resistentes e tolerar a maresia e o vento intenso na maior parte do ano. Conheça algumas espécies.
É perfeitamente possível fazer e manter um jardim bonito e bem cuidado na sua casa de praia. Basta selecionar as plantas adequadas.
Dentre tantas espécies de árvores e arbustos possíveis sugerimos algumas. Confira a seguir.

Árvores que se Adaptam Bem à Praia

amendoeira
Amendoeira
A escolha para árvores para uma região próxima ao mar deve ser feita pensando na sua utilidade, como a criação de sombra ou fornecimento de frutas.
As árvores com flores chamativas nem sempre estarão florescidas no verão. Muitas não resistem aos ventos fortes nem ao ar salino.
Poderemos optar então pelas árvores que propiciem sombra para o lazer familiar e para os carros estacionados, como a capororoca (Rapanea ferruginea) e a amendoeira de praia (Terminalia catappa) para jardins, ruas e praças.
Dentre as frutíferas, as nativas são as mais indicadas. A pitangueira (Eugenia uniflora), cultivada no jardim ou quintal, produz frutinhos que são atração para os residentes e pássaros da região.
São encontradas no tamanho padrão de 1,50 a 2,20 m em floriculturas do litoral, já adaptadas ao meio ambiente do litoral.
Pinheiros e outras coníferas de porte arbóreo têm bom desenvolvimento no litoral, como o cipreste-de-monterey (Cupressus macrocarpa) e o kaisuka (Juniperus chinensis “Torulosa”).

Palmeiras: Ideais para Regiões Costeiras

Dypsis decaryi
Palmeira-triangular
Palmeiras são um excelente adendo ao paisagismo da praia, conferem um ar tropical, não exigem cuidados e são apreciadas por todos. Além disto produzem também frutinhos avidamente disputados pela fauna selvagem.
Algumas são de alto custo, havendo opções para todos os tipos de orçamento.
Recomendamos o jerivá (Syagrus romanzoffianum)areca-bambu (Dypsis lutescens)palmeira-triangular (Dypsis decaryi) e butiazeiro (Butia capitata).
As palmeiras devem ter o plantio semelhante, somente que a cova terá maior diâmetro que profundidade, já que as raízes deste tipo de planta se desenvolvem mais para os lados.
O tutoramento deverá ser feito com duas ou três estacas, deixando pelo menos uns 6 meses para firmar bem a planta no local.

Arbustos em Cidades Litorâneas

Muitas vezes um terreno pequeno não permite a colocação de uma árvore. Ele acaba sendo destonado para cultivar o gramado e permitir o estacionamento para os carros da família.
A opção de ornamentação fica por conta dos arbustos, havendo alguns de alto porte, como a árvore-polvo (Schefflera actynophylla), o viburno (Viburnum suspensus)e o hibisco (Hibiscus rosa sinensis).
tibouchina
Nativa brasileira – Orelha de onça (tibouchina grandifolia)
Cercas vivas são excelente opção para o jardim da praia, permitem maior privacidade e filtram o vento, criando um ambiente mais agradável.
Arbustos recomendados: os nativos lanterninha-chinesa (Abutilon megapotamicum), a orelha-de-onça (Tibouchina grandifolia) e a quaresmeirinha (Tibouchina stenocarpa) e o exótico laurotino (Viburnum tinus).
Podem ser cultivados isolados como atração no jardim, sobre gramado bem aparado ou como cercas vivas.
Mas nem todas as plantas neste paisagismo necessitam ter flores chamativas.
Alguns arbustos perenifólios tolerante ao ar salino podem ser usados, os tons diversos e texturas diferenciadas de folhagem também podem fazer parte do projeto, tais como a dracena-de-madagascar (Dracaena marginata) e a cica (Cyca revoluta).
Algumas coníferas de caráter arbustivo também se desenvolvem bem, como opinheiro-azul (Chamaecypares psifera “Boulevar”) e o pinheiro-budista (Podocarpus macrophyllus).

Plantas Herbáceas que se Adaptam ao Litoral

planta onze-horas
A suculenta onze-horas.
Muitas das herbáceas são anuais, servindo de ornamentação para canteiros de verão, como petúnias (Petunia x hybrida )onze-horas (Portulaca grandiflora) e beldroegas (Portulaca oleracea).
As herbáceas de maior porte e perenes como strelítzias (Strelitzia reginae e S. juncea) também apresentam bom desempenho no litoral, desde que em jardins protegidos do vento.
Para o plantio de herbáceos e forrações em canteiros, delineie-o revolvendo a terra, retirando inços ou grama. Adicionar composto orgânico e adubo animal na proporção de 3:1.
Caso o canteiro seja para cultivo de hortaliças ou aromáticas para chás, substituir o composto por húmus de minhoca.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Doença Amarelo do Cinamomo / Yellow of China Tree , na arborização urbana

Fonte: www.agronomicabr.com.br

Excelente artigo. Pelo que identifiquei vegetal estava localizado na rua Arnaldo Boher 130.

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Cinamomo com início dos sintomas (folhas amareladas em alguns pontos da copa), em 17/04/2005, Teresópolis, Porto Alegre, RS.

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O mesmo cinamomo um ano após os primeiros sintomas (06/04/2006). Veja que os ramos apresentam poucas folhas.

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Três anos após (06/02/2008) os primeiros sintomas, a planta já apresenta muito menos vegetação. Esta planta morreu em 2010 e foi cortada.

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Cinamomo com parte da copa amarelada, sintoma típico do Amarelo (fitoplasma).

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Cinamomo com parte da copa amarelada, sintoma típico do Amarelo (fitoplasma).

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Entrenós curtos induzem o sintoma de vassoura-de-bruxa, pois as folhas ficam agrupadas numa pequena extensão do ramo (Amarelo do cinamomo)

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Folhas com nervuras verde escuras, semelhante à deficiência de ferro (Amarelo do Cinamomo); Folíolos da extremidade são menores.


Os cinamomos (Melia azedarach L.) em vários locais da cidade de Porto Alegre e também cidades do interior apresentam sintomas de Amarelo, doença causada por fitoplasma, procarioto que coloniza o floema, iniciando os sintomas em pontos isolados da copa e depois passando para todo o ramo, interrompendo o crescimento da planta, causando sua morte. Provavelmente o vetor do fitoplasma seja uma cigarrinha, que se alimenta em alguns pontos da copa, a partir do qual iniciam os sintomas: amarelecimento, encurtamento de entrenós, semelhante ao chamado vassoura-de-bruxa. As folhas apresentam nervuras verde escuras, semelhantes à deficiência de ferro.



  • V. Duarte (2), E. G. Silva (1), I. C. R. Hass (1), I. Bedendo (1), E. W. Kitajima (1). 2008. Molecular characterization of a group 16SIII phytoplasma associated with decline of China-treeE (Melia azedarach L.) in Brazil. (1) ESALQ, Piracicaba, SP. Brazil; (2) UFRGS, Porto Alegre, RS, Brazil. Phytopathology 98:S48




  • V. Duarte (1), E. G. Silva (2), I. C. R. Hass (2), I. P. Bedendo (2), and E. W. Kitajima (2). First Report of a Group 16SrIII-B Phytoplasma Associated with Decline of China Tree in Brazil. June 2009, Volume 93, Number 6, Pages  666.2 - 666.2; (1) Departamento de Fitossanidade, Agronomia, UFRGS, CP 15,100, 90,001-970, Porto Alegre, RS, Brazil; , (2) Departamento de Entomologia, Fitopatologia e Zoologia Agrícola, ESALQ/USP, CP9, 13418-900, Piracicaba, SP, Brazil 


O AgriPorticus é um projeto do Agronômica, laboratório de diagnóstico fitossanitário, de iniciativa privada, credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Visite o site para maiores informações: www.agronomicabr.com.br



quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

11 Frutas da Mata Atlântica que Todo Brasileiro Deveria Conhecer


Fonte: blog Nó de Oito  

Mesmo nas grandes cidades é possível experimentar algumas dessas delícias.
topo
Em 1521 ficaram prontas o que é considerado hoje o primeiro pedaço de legislação ambiental do Brasil – as Ordenações Manuelinas, ordenadas por D. Manuel I. O código versava sobre todas as áreas do Direito, com as partes sobre meio ambiente espalhadas ao longo do texto, sem uma sessão específica. Ainda assim, é de se admirar os pontos tratados no documento (para a época, claro) – como a proibição da caça de determinados animais com instrumentos capazes de lhes causar dor e sofrimento; a restrição da caça em determinadas áreas e a proibição do corte de árvores frutíferas, com a atribuição de severas penalidades e multas para o infrator.
As coisas mudaram, obviamente. A Mata Atlântica, que abrange toda a costa nordeste, sul e sudeste do Brasil e é uma das áreas mais ricas em biodiversidade do planeta, já teve cerca de 93% de suas extensão desmatada. Infelizmente, com a devastação foi-se também um conhecimento que deveria fazer parte da vida de mais de 70% da população brasileira que habita a faixa de Mata Atlântica. Conheça agora algumas das frutas mais comuns da nossa incrível Mata Atlântica (e, se possível, empolgue-se o bastante para cultivá-las!):

Cabeludinha

Também chamada de Café cabeludo, Fruta cabeluda, Jabuticaba amarela, Peludinha e Vassourinha da praia. Doce, pode ser aproveitada in natura, ou em sucos, sorvetes e doces entre o final do inverno e começo da primavera. Se você é de São Paulo e quiser ver uma árvore de cabeludinha ao vivo, fique de olho no Parque do Ibirapuera e no jardim do Instituto de Biociências da USP. A árvore é ornamental e ideal para arborização urbana. E, olha só, é fácil encontrar mudas para cultivar! #ficaadica.
frutas mata atlântica

Cereja do Rio Grande

Também conhecida por Cerejeira-da-terra, Cerejeira-do-mato, Guaibajaí, Ibá-rapiroca, Ibajaí, Ibárapiroca, Ivaí e Ubajaí, a cereja-do-rio-grande dá numa árvore absolutamente linda (que ficaria mais linda ainda na sua calçada). O fruto é carnudo e docinho – muito parecido com a cereja cara e importada que a gente compra no supermercado em época de ano novo. Você encontra ela no pé no começo da primavera (e dá para ir caçar uma sementes na esquina do Palácio Nove de Julho com a rua Abílio Soares, se você for de São Paulo).
frutas mata atlântica

Ameixa da Mata

Mais encontrada na faixa de Mata Atlântica litorânea entre o Rio de Janeiro e a Bahia, a ameixa da mata é pequenininha, mas carnuda e com sabor agridoce. A árvore é um espetáculo à parte, com tronco avermelhado e copa que alcança até 6 metros de altura. A ameixa-da-mata dá no verão, mas é bem rara. Você vai ter que se empenhar para encontrá-la.
frutas mata atlântica

Pitangatuba

Típica da restinga do estado do Rio de Janeiro, a pitangatuba é daquelas frutas docinhas e azedinhas ao mesmo tempo, e dá em uma ‘árvore’ tipo arbusto. O incrível da pitangatuba, além do gosto excepcional (que não carrega aquele amarguinho característico da pitanga), é o tamanho – algumas podem alcançar até 7cm – e a sua suculência, dado que ela só tem uma semente bem pequenininha no meio de um monte de polpa.  Muito adaptável, pode ser plantada em pomares, vasos e jardineiras, sem problemas. Infelizmente, a pitangatuba é extremamente rara na natureza, mas se você encontrar uma mudinha para cultivar, prepare-se para colher os frutos na primavera.
frutas mata atlânticaFrutas de dar água na boca.

Araçá

Mais conhecido, o araçá dá também em um arbusto – ideal para jardins residenciais. O fruto tem um sabor parecido com o da goiaba (com a qual compartilha parentesco), mas um pouco mais azedinho. É ideal para a a recuperação de áreas degradadas, pois tem crescimento rápido e atrai muitos passarinhos, que se encarregam de espalhar suas sementes. É bastante comum no litoral de São Paulo, por isso fique de olho durante as férias de fim de ano, pois ela frutifica no verão.
frutas mata atlântica

Cambuci

Todo paulistano deveria conhecer o cambuci, tão abundante na cidade antigamente que emprestou o nome a um de seus bairros. Azedinha no nível do limão, é rica em vitamina C e pode ser consumida in natura (para os fortes), ou em sucos, compotas e doces. Sua árvore tem uma madeira de excelente qualidade – fato que quase a levou à extinção. Sua presença em uma floresta é sinal de que a mata está bem conservada. Aproveite agora no verão – que é a época dela – para andar no bairro do Cambuci, em São Paulo, que ainda tem alguns espalhados.
frutas mata atlântica

Cambucá

Como a jabuticaba, o cambucá dá direto no tronco da árvore e sua polpa também tem que ser sugada da casca. Há quem diga que é uma das frutas mais saborosas do Brasil, mas, apesar de ter sido muito comum em toda a faixa litorânea da Mata Atlântica até a primeira metade do século XX, hoje em dia é uma árvore rara, limitada à pequena faixa que restou de seu ambiente natural, jardins botânicos e pomares de frutas raras. Se algum dia passar no verão pela cidade de Santa Maria do Cambucá, no Pernambuco, dê uma paradinha para saboreá-la.
frutas mata atlântica

Uvaia

Encontrada principalmente nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo, a uvaia é uma fruta azedinha que pode ser consumida in natura (para quem gosta de coisas azedas – *salivando*) ou em sucos e compotas. Sua árvore é bastante utilizada em projetos de reflorestamento, pois a uvaia atrai muitos passarinhos, que espalham as suas sementes. Sua época vai de setembro à janeiro.
frutas mata atlântica

Guabiroba

Natural da Mata Atlântica e do Cerrado, a guabiroba – ou gabiroba – é encontrada principalmente nos estados de Santa Catarina, Minas Gerais e Goiás, Paraná, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. É uma fruta saborosa e azedinha, rica em vitamina C, que lota o pé entre os meses de dezembro e maio. Além de consumida in natura, é bastante utilizada em sucos, sorvetes e licores.
frutas mata atlântica

Grumixama

Parecida com a cereja-do-rio-grande, a grumixama é uma frutinha arroxeada e suculenta que dá na primavera. Sua ocorrência vai do sul da Bahia até o estado de Santa Catarina e o gosto é um misto de pitanga com jabuticaba. Quem mora em São Paulo, pode ver dois pés enormes na frente da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.
frutas mata atlântica

Cambuí

Nome de bairro, em Campinas, e de cidade, em Minas Gerais, o cambuí é uma fruta roxa, vermelha ou amarela saborosa a perfumada que lota os pés durante o mês de janeiro. Sua árvore é muito bonita e bastante delicada, levando bastante tempo para crescer – o que a coloca em risco.
frutas mata atlântica

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

HÍBRIDA E SABARÁ - DIFERENÇA ENTRE JABUTICABEIRAS

Nesse vídeo, a produtora de jabuticabeira, Aline Curi, explica a
diferença entre duas variedades da planta, a Sabará e a Híbrida.
A primeira dá frutos, em média, três vezes no ano e pode chegar a até 10
metros de altura. A segunda tem um tamanho menor, precisa de poda
constante e frutifica praticamente o ano inteiro. Assista ao vídeo e
saiba mais.