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terça-feira, 25 de junho de 2019

A Astrapéia-rosa (Dombeya wallichii) flor melífera


Fonte:abelhasjatai


Também conhecida por Astrapéia, Astrapéia-rosa, Dombéia e Flor-de-abelha é uma árvore ornamental originária de Madagascar que pode chegar até a 7 metros de altura. É uma planta de clima Equatorial, Mediterrâneo, Subtropical, Tropical e deve ser cultivada em meia sombra ou sol pleno, e seu ciclo de vida é perene.

A astrapéia se espalhou pelo mundo por sua exuberância e popularidade. Ela apresenta ramos pubescentes, e porte pequeno para um árvore, alcançando cerca de 2 a 5 metros de altura. As folhas são grandes, cordiformes, perenes, de cor verde brilhante e pubescentes na página inferior. As inflorescências surgem no outono e inverno, e são umbeliformes, sustentadas por longos pedúnculos, pendentes, globosas e com numerosas flores de cor rosa a avermelhada, ricas em néctar e delicadamente perfumadas. Produz frutos do tipo cápsula, que se dividem em cinco partes.




A astrapéia é uma árvore de rápido crescimento e baixa manutenção, que se destaca principalmente em plantios isolados, mas que pode ser parcialmente sombreada por outras árvores ou construções. As inflorescências pendentes atraem muitas abelhas e possuem perfume agradável e suave, que lembra o côco. As flores velhas permanecem nos ramos, adquirindo uma cor amarronzada e devem ser removidas para um melhor aspecto da planta. Além disso essas flores velhas podem desprender um odor desagradável e atrair moscas. Com podas regulares de formação, é capaz de adquirir porte e formato arbustivo. Há diversos híbridos comerciais disponíveis.


Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia sombra, em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Sendo de clima subtropical, a folhagem da astrapéia não é muito resistente a geadas fortes. Fertilizações na primavera e verão estimulam um crescimento saudável e florações exuberantes. Multiplica-se por sementes e mais facilmente por alporquia e estaquia de ramos semi-lenhosos ou de ponteiros.
Esta espécie é diferente da Astrapéia (Dombeya burgessiae) que é originária da África e tem flores claras com base rosa-intenso e da Astrapéia-branca (Dombeya natalensis).
Abelhas observadas nessa espécie de planta coletando pólen e néctar:
• Abelha européia ou africanizada (Apis mellifera)
• Irapuá (Trigona spinipes)
• Jataí (Tetragonisca angustula)
• Jataí-da-terra (Paratrigona subnuda)
• Mirim (Plebeya emerina)
• Mirim (Plebeya saiqui)
• Mandaçaia (Melipona quadrifasciata)
Floração: Junho a Outubro.

Bibliografia:
- Jardineiro.net – http://www.jardineiro.net/plantas/astrapeia-dombeya-wallichii.html
- Flores e abelhas em São Paulo, José Rubens Pirani e Marilda Cortopassi-Laurino.

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Adubação de plantios de espécies nativas em Restauração Ambiental

Fonte: site eflora web

Adubação de plantios de espécies nativas em Restauração Ambiental

Bruno Almozara Aranha (contato@mudacerta.com.br)
Introdução e Objetivos do Post
Hoje eu vou escrever sobre um tema que não tem relação direta com a botânica, mas é uma dúvida ou uma dificuldade recorrente entre profissionais que trabalham com restauração da vegetação nativa. Você já deve ter se perguntado sobre:
– Qual é a adubação correta/necessária para plantios de espécies nativas, ou seja, qual é a recomendação de adubação?
A adubação é uma etapa fundamental para o sucesso de qualquer plantio, mas para espécies nativas ainda há muita desinformação (Foto 1). Neste artigo eu vou buscar esclarecer alguns pontos e apresentar algumas fontes relevantes para que você possa tomar a melhor decisão quando se deparara com essa demanda.
Foto 1 – Mudas nativas em desenvolvimento no Viveiro Árvores Brasileiras, integrante do Programa Muda Certa (Fonte: Suzana Aleixo).
Foto 1 – Mudas nativas em desenvolvimento no Viveiro Árvores Brasileiras, integrante do Programa
Muda Certa (Fonte: Suzana Aleixo).
As dificuldades de adubação nos plantios mistos de espécies nativas
Antes de qualquer coisa eu vou delimitar o que eu quero dizer com plantio de espécies nativas. Aqui estamos nos referindo a espécies arbustivo-arbóreas nativas plantadas em consorciação com outras espécies congêneres, compondo um plantio com alta riqueza de espécies, com finalidade de restauração da cobertura vegetal e biodiversidade ou produção de madeira.
Quando falamos “plantio de espécies nativas”, por exemplo, podemos estar nos referindo a um plantio, de mandioca, que é uma espécie nativa plantada em monocultura. E o que eu quero mostrar aqui é que a dificuldade de se ter informações precisas sobre a recomendação de adubação para plantio de espécies nativas é justamente por esse plantio não ser uma monocultura de espécies comerciais.
Uma espécie plantada em uma monocultura com fins comerciais em primeiro lugar é uma espécie domesticada, e a intenção de seu plantio é que ele produza o máximo com o mínimo de adubação. Para isso há diversos estudos para desenvolver a melhor variedade para cada região e a melhor recomendação de adubação. Assim, para essas culturas há uma série de informações que propiciam uma adubação ótima, com recomendações muito precisas para cada tipo de variedade e tipo de solo. Já para o plantio de espécies nativas o quadro é bastante diferente.
As espécies nativas utilizadas para a restauração ou para a recomposição de Reservas Legais com vistas à produção de madeira são variedades selvagens e a intensão, principalmente no caso do plantio de restauração, é que tenhamos a menor mortalidade possível e que as mudas se desenvolvam e recuperem a cobertura vegetal.
Observem que o objetivo não é a máxima produção, ele é bem mais prosaico: que ao menos as mudas sobrevivam! O plantio é, na imensa maioria das vezes, composto por muitas outras espécies e não uma monocultura. Consequentemente, temos plantadas no mesmo espaço espécies selvagens de linhagens evolutivas muito distantes. Como, por exemplo, espécies da família Lauraceae, a família das canelas, e espécies da família Bignoniaceae, dos ipês, cujo último ancestral comum viveu a 179 milhões de anos atrás! Dessa maneira o que menos teremos é uma uniformidade na exigência nutricional.
Outra diferença importante do plantio de espécies nativas é seu objetivo de longo prazo. Para a produção de madeira, o tempo estimado é de 20 a 30 anos e de forma muito mais duradoura, quando queremos restaurar a cobertura vegetal e a biodiversidade. Assim, além de querer reduzir a mortalidade, queremos que as mudas se desenvolvam e que os indivíduos plantados suportem as intempéries climáticas, a herbivoria e as dificuldades nutricionais que virão.
A adubação para plantios de espécies nativas, então, visa dar suporte ao desenvolvimento inicial das mudas e o resto tem que ser com elas mesmas, pois, afinal, elas terão que suportar por conta própria o local onde foram plantadas num processo natural de rustificação. É claro que essa estratégia de adubação pode ser relaxada quando nosso objetivo é produção madeireira. Ou seja, podemos considerar um reforço na adubação para conseguirmos uma melhor produção de madeira, mas mesmo assim a resposta não é rápida e tão direta, porque ainda estamos tratando com variedades selvagens.
Portanto, a adubação para espécies nativas deve levar em consideração que:
i) há uma grande heterogeneidade de exigências nutricionais, pois estamos plantando diversas espécies e cada qual pertencente a uma linhagem evolutiva e com diferentes estratégias de nutrição;
ii) estamos lidando com variantes selvagens, ou seja, não domesticadas e melhoradas para apresentar uma melhor resposta à adubação; e
iii) não estamos visando indivíduos produtivos, mas sim indivíduos rústicos que estejam aptos a suportar as condições ambientais e se estabelecerem permanentemente no local.
Isso posto, fica mais fácil entender o porquê de não existirem muitas recomendações de adubação específicas para o plantio de espécies nativas. O que temos é uma recomendação genérica que visa dar um suporte nutricional inicial para as mudas até que elas consigam “pegar”. Porém, qual é a melhor adubação “genérica” para o meu plantio (Foto 2)?
A seguir, vou dar algumas dicas valiosas sobre nutrição vegetal.
Foto 2 – Plantio compensatório de restauração da cobertura vegetal nativa em Santa Isabel, SP, no domínio Mata Atlântica.
Foto 2 – Plantio compensatório de restauração da cobertura vegetal nativa em Santa Isabel, SP,
no domínio Mata Atlântica.
Conceitos básicos em nutrição vegetal
Existem dois tipos de nutrientes que são essenciais para o desenvolvimento das plantas: os macronutrientes e os micronutrientes; classificados de acordo com a quantidade exigida pelas plantas.
Os macronutrientes são: Nitrogênio (N), Fósforo (P), Potássio (K), Cálcio (Ca), Magnésio (Mg) e Enxofre (S). E os micronutrientes são: Boro (B), Cloro (Cl), Cobre (Cu), Ferro (Fe), Manganês (Mn), Molibdênio (Mo) e Zinco (Zn).
Todas as plantas precisam desses elementos químicos para se desenvolver, além de, é claro, Carbono (C), Oxigênio (O) e Hidrogênio (H). E por todos serem essenciais, a pequena quantidade ou a indisponibilidade de um só elemento limita o crescimento da planta, independentemente se todos os demais estiverem disponíveis em abundância.
Os macros e micronutrientes estão disponíveis para as plantas no solo, mais precisamente na solução do solo. E essa disponibilidade, ou melhor, o acesso a esses nutrientes pelo sistema radicular das plantas depende da acidez do solo, porque a acidez do solo influencia na Capacidade de Troca Catiônica (CTC). Não vou me estender muito aqui, pois não é o foco do artigo, mas se alguém se interessar sobre o assunto tem mais informações aqui.
O problema é que os solos tropicais são muito ácidos, pois nos trópicos há muita umidade e consequentemente muita lixiviação e intemperismo. Esse processo está associado a uma transformação profunda associado ao desgaste das rochas e dos solos, através de processos químicos, físicos e biológicos. Em outras palavras, os solos tropicais são muito lavados e estão muito alterados física e quimicamente.
Assim, quanto mais ácido o solo, menor a disponibilidade de nutrientes para as plantas. É por isso que dizem que os solos tropicais têm baixa fertilidade.
Então, você pode me perguntar: “Mas se as espécies nativas estão acostumadas a sobreviver em solos de baixa fertilidade, por que elas precisam de adubação então”?
Na verdade funciona assim: a maior parte da nutrição das espécies arbustivo-arbóreas vem da camada superficial do solo. Essa camada está coberta pela serrapilheira, que são folhas e demais restos vegetais em decomposição. É esse o processo de decomposição dos restos vegetais que disponibiliza os nutrientes para as plantas.
A ciclagem de nutrientes entre planta/solo/planta é regido através dos ciclos biogeoquímicos e são eles que permitem florestas tão exuberantes em solos tão inférteis. É por isso, também, que a avaliação da camada de serrapilheira é um indicador muito importante para se classificar o estágio de regeneração das florestas J. Veja mais nas Resoluções CONAMA disponíveis para a classificação do estágio de sucessão de vegetação de cada Estado aqui!
No entanto, áreas em restauração com plantio de mudas não possuem camadas de serrapilheira formadas e, então, parte do ciclo biogeoquímico se encontra em ruptura na sua dinâmica. Dessa forma, devemos fornecer nutrientes pela via da adubação para as espécies arbustivo-arbóreas que plantamos. E, portanto, a adubação é necessária porque vai fornecer o suporte nutricional até que a vegetação se desenvolva ao ponto de iniciar a ciclagem nutricional e se tornar autossustentável. O que acontece mais ou menos quando há o fechamento das copas no caso de ecossistemas florestais.
Embora quando tratamos de um plantio de espécies nativas estamos lidando com uma grande heterogeneidade de espécies e de exigências nutricionais, é possível organizar a exigência nutricional em dois grupos: pioneiras e não pioneiras. As espécies pioneiras, de crescimento mais rápido, são aquelas que demandarão maiores quantidades de nutrientes nos anos iniciais de desenvolvimento da vegetação em restauração.
Ao passo que para as não pioneiras a demanda é mais distribuída ao longo do tempo. Dessa maneira, a adubação deve prever o suporte nutricional para os dois grupos, visando um alto consumo inicial pelas pioneiras e evitando a perda ou a imobilização de nutrientes que faltarão quando a demanda das não pioneiras aumentar.

Recomendações básicas de adubação nos diferentes domínios de vegetação do Brasil
Mata Atlântica
A referência clássica para a recomendação de adubação para espécies nativas da Mata Atlântica é:
Gonçalves, J.L.M.; Raij, B. van e Gonçalves, J.C. Florestais. In: Raij, B. van; Cantarella, H.; Quaggio, J.A. e Furlani, A.M.C., eds. Recomendações de adubação e calagem para o Estado de São Paulo. Campinas, Instituto Agronômico e Fundação IAC, 1996. p. 247-259.
Essa referência, entretanto, é um capítulo de livro, por isso não está disponível facilmente.
Para a nossa sorte, o professor Leonardo Gonçalves escreveu praticamente o mesmo texto em 1995 e essa publicação está disponível aqui. Recomendo que leia essa publicação na integra, pois estão apresentadas a fórmula para a recomendação de calagem (aplicação de calcário) e a tabela de referência com intervalos de valores dos parâmetros obtidos na análise do solo e a respectiva recomendação da quantidade de nutrientes que deve conter na adubação.
As tabelas de recomendação diferem entre as duas publicações, dessa forma vou reproduzir, mais abaixo, as tabelas de recomendação da publicação de 1996.
Visto tudo isso, vamos para o passo a passo da adubação. A primeira coisa que se deve fazer é uma análise do solo. Existe disponível na internet diversos manuais de como se fazer a análise de solo, esse aqui apresenta as informações de maneira bem sucinta e clara. A análise do solo é que vai indicar quais os parâmetros para sabermos a quantidade de nutrientes que devemos ter nos adubos.
Com os parâmetros da análise de solo nas mãos, o próximo passo é fazer a calagem. Aplicar calcário na área tem dois objetivos:
  1. i) reduzir a acidez, e assim aumentar a disponibilidade dos nutrientes e
  2. ii) aumentar a saturação por bases do solo (chamada de V%), fornecendo mais Ca e Mg para as plantas.
A indicação é aplicar um tipo de calcário chamado dolomítico, pois ele possui um teor maior de Mg. Geralmente os valores de calcário aplicados giram em torno de 1,5 a 2,5 toneladas por hectare, mas podem chegar até 3,0 toneladas por hectare. A calagem deve ser feita por toda a área ou somente nas linhas de plantio, sem a incorporação no solo e em um dia sem chuva.
Após 30 dias, tempo necessário para que a calagem alcance os seus objetivos, iniciamos a adubação junto com o plantio das mudas. A adubação deve ser feita ao redor dos berços (ou covas, como preferir) também em um dia sem chuva. Os principais componentes do adubo são o Nitrogênio (N), o Fósforo (P) e o Potássio (K) e sempre associado às formulações vem o Enxofre (S). O N, P e K possuem comportamentos diferentes no solo.
O P é facilmente imobilizado, isso quer dizer que ele muito facilmente se torna indisponível para as plantas. Já o N e o K são muito voláteis e, assim, são facilmente lixiviados. Você se lembra de que na adubação para espécies nativas nós temos que prever as demandas para as espécies pioneiras e não pioneiras? Para isso, a recomendação de adubação prevê o fornecimento de quantidades de nutrientes que não serão aproveitadas de imediato e vão ficar no solo a espera do consumo das plantas.
Porém, como o N e o K são muito voláteis se toda a quantidade recomendada fosse aplicada de uma vez só haveria muita perda desses nutrientes. Por isso a adubação é dividida em duas etapas: a adubação de base e a adubação de cobertura. A adubação de base é realizada antes do plantio e a adubação de cobertura, que pode ser dividida em mais aplicações, é executada depois das mudas plantadas.
Na adubação de base são aplicados 100% do P e de 20 a 40% de N e K. Consequentemente, na adubação de cobertura são aplicadas doses de 80 a 60% do N e K recomendado de acordo com a análise do solo. O que vai definir as doses da adubação de cobertura é a quantidade de chuva que tem a região.
Quanto mais chuvosa for a região menor e mais dividida serão as doses da adubação de cobertura. Por outro lado, quanto mais operações de adubação mais caro ficará o plantio. Dessa maneira, recomenda-se a divisão da adubação de cobertura em duas etapas. A primeira em três meses após o plantio e a segunda em seis meses após o plantio.
Vamos fazer um exemplo, considerando um plantio de restauração da cobertura vegetal e biodiversidade no domínio Mata Atlântica e utilizando as espécies florestais nativas desse domínio.
Após a análise do solo na profundidade de 0 – 20 cm encontramos os seguintes resultados:
V% = 35;
CTC a pH 7 = 75 mmol.dm-3;
Teor de Matéria Orgânica (M.O.) = 14 g.dm-3;
Teor de P = 4 mg.dm-3;
Teor de K = 0,5 mmol3.dm-3; e
Teor de argila no solo = 20%.
Conforme o mencionado, o primeiro passo é fazer a calagem. Na prática a calagem visa aumentar o V% para 50%. Para saber a quantidade de calcário para isso devemos aplicar a seguinte fórmula:
N.C. = [T x (V2 – V1) x p] / (10 x PRNT)
Onde:
N.C. – Necessidade de calcário (t.ha-1);
T – Capacidade de Troca de Catiônica (CTC) a pH 7 em mmol.dm-3;
V2 – Saturação por Base do solo desejada;
V1 – Saturação por Base encontrada no solo;
p – Fator de profundidade de incorporação do calcário no solo: 1,0 para 0 – 20 cm; e 1,5 para 0 – 30 cm;
PRNT – Poder Relativo de Neutralização do calcário (fornecido pelo fabricante do calcário).

Assim, dado PRNT = 85%:
N.C. = [79 x (50 – 35) x 1] / (10 x 85) => 1.185 / 850 => N.C. = 1,39 t.ha-1 ou 1,5 t.ha-1

De acordo com as tabelas de recomendação, temos:
Tabela 1. Recomendação de adubação com Nitrogênio (N) de acordo com o teor de Matéria Orgânica (M.O.) no solo. Adaptado de Gonçalves et al. 1996.
Dose de N Teor de Matéria Orgânica (M.O.) no solo (g.dm-3)
0 – 15 16 – 40 > 40
kg.ha-1 60 40 20

Tabela 2. Recomendação de adubação com Fósforo (P) de acordo com o teor de argila e de P disponível no solo. Adaptado de Gonçalves et al. 1996.
Teor de argila no solo Teor de Fósforo (P) por resina no solo (mg.dm-3)
0 – 2 3 – 5 6 – 8 > 8
% Dose de P205 (kg.ha-1)
< 15 60 40 20 0
15 – 35 90 70 50 20
> 35 120 100 60 30

Tabela 3. Recomendação de adubação com Potássio (K) de acordo com o teor de argila e de K trocável no solo. Adaptado de Gonçalves et al. 1996.
Teor de argila no solo Teor de Potássio (K) trocável no solo (mmol3.dm-3)
0 – 0,7 0,8 – 1,5 > 1,5
% Dose de K2O (kg.ha-1)
< 15 50 30 0
15 – 35 60 40 0
> 35 80 50 0

Dose N = 50 kg.ha-1; Dose P = 70 kg.ha-1; e Dose K = 60 kg.ha-1.
Portanto, nesse exemplo para a adubação de espécies nativas florestais do domínio Mata Atlântica devemos fazer a calagem do solo com 1,5 toneladas de calcário dolomítico por hectare e aplicarmos, por hectare:
– 180 kg de adubo;
– 50 kg de N,
– 70 kg de P e
– 60 kg de K.
Sendo que o N e o K devem ser parcelados em três adubações: a de base (40%) e as duas de cobertura (60%). Também se recomenda a aplicação, na adubação de cobertura, dos micronutrientes Boro (B) e Zinco (Zn) nas concentrações de 0,3 e 0,5% ou 0,33 e 0,55 kg.ha-1.

Cerrado
No caso do Cerrado a lógica de adubação voltada para vegetações florestais não se aplica. Embora os solos do Cerrado sejam tão inférteis como os solos florestais, a quantidade de nutrientes acumulada na biomassa é muito diferente entre uma floresta e uma savana.
Assim, o ciclo biogeoquímico é distinto entre as fisionomias abertas e as florestais. Ademais, as espécies típicas do Cerrado são adaptadas à alta toxidade de Alumínio (Al) existente no solo. Algumas espécies chegam a absorver grandes quantidades de Al no seu processo nutricional.
Dessa maneira, procedimentos de correção do solo via calagem quando se deseja restaurar a vegetação original do Cerrado é um erro grosseiro. Da mesma maneira, é um erro introduzir espécies florestais em locais onde a fisionomia é savânica. Esse é um dos motivos de se escolher a Muda Certa para os locais apropriados!
As espécies típicas do Cerrado possuem menor exigência nutricional do que as espécies florestais. Então não há necessidade de doses cuidadosas de nutrientes. A recomendação é que a adubação seja feito com adubos orgânicos (esterco curtido ou lodo de esgoto), sobretudo em locais com solos arenosos. A matéria orgânica dos adubos orgânicos em solos arenosos irá contribuir com a formação de agregados no solo e isso contribui como o aumento na CTC e, consequentemente, no aumento da disponibilidade de nutrientes para as plantas.
Outro detalhe importante. Quando se trata da restauração do Cerrado, muitas vezes a melhor opção não é plantar mudas, mas sim conduzir e estimular a regeneração natural. Contudo, como nem sempre é possível contar somente com a regeneração natural, a restauração deve ser executada somando o potencial de regeneração natural com a introdução de espécies nativas.
Desconheço publicação que apresente recomendação de adubação para espécies do Cerrado como há para as espécies da Mata Atlântica. No entanto, essas publicações aqui e aqui recomendam utilizar de 20 a 30% do volume do berço de adubos orgânicos ou uma combinação de adubação orgânica com adubação química, utilizando 2,5 litros de esterco curtido com 200g de adubo formulado NPK 4-14-8 por berço.

Amazônia e Caatinga
Também desconheço publicações semelhantes a existente para recomendação de adubação para espécies da Mata Atlântica voltada para espécies dos domínios Amazônico e da Caatinga.
No entanto, como a Amazônia é um ecossistema parecido com a Mata Atlântica, as mesmas recomendações de adubação podem ser utilizadas sem prejuízo. Por outro lado, a Caatinga é um ecossistema que apresenta solos com razoável fertilidade. Por conta da baixa precipitação típica do clima semi-árido, os solos da Caatinga são menos intemperizados que os demais solos tropicais. Dessa maneira, esses solos não são muito ácidos, possuem argilas mais reativas as quais permitem uma maior CTC e, assim, maior disponibilidade de nutrientes.
O maior estresse das plantas da Caatinga não é nutricional, é hídrico. Infelizmente não tenho informações seguras para compartilhar a respeito de adubação para plantio de espécies nativas da Caatinga. Caso você conheça compartilhe conosco no campo dos comentários!

Considerações finais
Com esse artigo, eu espero ter ajudado você a compreender melhor essa atividade tão fundamental para a restauração que é a adubação.
Há muitos outros assuntos para abordar sobre esse tema, tais como: a regulação da CTC, como são as perdas de nutrientes, o papel das micorrizas na absorção de nutrientes e etc. Se trabalhássemos esses temas aqui, o artigo ficaria mais extenso do que já está. A ciência do solo é uma disciplina muito interessante que tem bastante relação com a botânica, vale a pena dar uma aprofundada nesse tema.
Espero, também, que tenha ficado clara a importância de se considerar as espécies corretas para a restauração da vegetação nativa. Ou seja, plantar espécies da Mata Atlântica na Mata Atlântica, espécies de Cerrado no Cerrado e assim por diante. Apenas as espécies originais do domínio têm as adaptações necessárias para se estabelecer no ecossistema que se deseja restaurar.
Introduzir espécies da Mata Atlântica para restaurar uma área de Cerrado pode até trazer bons resultados iniciais – quando aplicado todos os procedimentos de adubação – mas no longo prazo o projeto está fadado ao insucesso.
Dessa maneira, além de saber como executar um projeto de restauração é importante a fase do diagnóstico inicial, no qual é importante saber reconhecer qual formação vegetal e fitofisionomia se enquadra a área que se deseja restaurar. É importante um conhecimento botânico das espécies que você vai introduzir na área para não introduzir espécies erradas.
Para auxiliá-lo(a) nessas etapas, o portal eFlora e o Curso “O Segredo da Identificação de Plantas” são excelentes oportunidades para você saber mais sobre caracterização da vegetação e identificação de plantas. E no âmbito do portal eFlora há iniciativas correlatas bem aplicadas à Restauração Ambiental, como o Programa Muda Certa, o qual auxilia viveiros florestais e restauradores a selecionar as espécies mais indicadas, com identificação adequada e revisada pela equipe especializada, para serem introduzidas no local que se deseja restaurar.

Leituras recomendadas
Gonçalves, J.L.M.; Raij, B. van e Gonçalves, J.C. Florestais. In: Raij, B. van; Cantarella, H.; Quaggio, J.A. e Furlani, A.M.C., eds. Recomendações de adubação e calagem para o Estado de São Paulo. Campinas, Instituto Agronômico e Fundação IAC, 1996. p. 247-259.
Haridasan, M. Nutritional adaptations of native plants of cerrado biome in acid soils. Brazilian Jornal of Plant Physiology. 20(3): 188-195, 2008.
Neto, A.E.F.; Siqueira, J.O.; Curi, N. e Moreira, F.M.S. Fertilização em reflorestamento com espécies nativas. In. Gonçalves, J.L.M e Benedetti, V. eds. Nutrição e fertilização florestal. Instituto de Pesquisas Florestais, Piracicaba, 2000. p. 351-353.
Toledo, M.C.M.; Oliveira, S.M.B. e Melfi, A.J. Intemperismo e formação do solo. In: Teixeira, W.; Toledo, M.C.M.; Fairchild, T.R. e Taioli, F., eds. Decifrando a Terra. Oficina de Texto, São Paulo, 2000. p. 139-166.

terça-feira, 28 de maio de 2019

Erva de passarinho ameaça árvores na arborização urbana !!




Fonte: site gazeta do povo

 Curitiba tem hoje cerca de 300 mil árvores espalhadas por vias públicas, praças e parques. Dessas, cerca de 10% estão contaminadas com um parasita conhecido popularmente como "erva de passarinho". Aparentemente inofensiva, essa planta se instala nas árvores e passa a se alimentar basicamente de seiva elaborada. Com o passar dos anos, a erva suga toda a energia de sua hospedeira, levando-a à morte. "Se alguma coisa não for feita com urgência, em 20 anos, 80% das árvores de Curitiba irão desaparecer", alerta o professor de propagação e morfogênese de árvores da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Flávio Zanette.

Segundo ele, a disseminação da erva acontece por meio dos pássaros – daí o nome erva de passarinho. Eles comem os frutos da parasita, que são mais doces do que os outros, e depois transmitem a praga a outras árvores. A erva alimenta-se dos minerais sugados por sua hospedeira. "É uma planta preguiçosa, que, em vez de buscar seu próprio alimento, suga a seiva pronta. Isso ocasiona um enfraquecimento progressivo da árvore e sua morte", conta o professor.

Gênero específico da família Loranthaceae, a erva de passarinho possui mais de 1,4 mil espécies, distribuídas por regiões tropicais e subtropicais dos hemisférios Sul e Norte. São quatro os gêneros mais freqüentes nas áreas urbanas, porém, ainda não foram identificados quais os que atingem Curitiba. Sabe-se, no entanto, que é um tipo de parasita que não escolhe hospedeiro. "Só não vi na araucária e no pinus. Nas outras espécies, todas", avisa Zanette.



Proliferação

Segundo o professor, o inverno é a época mais propícia para o crescimento e disseminação da planta. "Como ela também pratica fotossíntese, busca luz. No inverno as folhas das árvores caem, facilitando essa procura e colaborando para disseminação." Outro ponto é a carência de comida para as aves nesta época, quando não há frutos, somente os da parasita.

O desconhecimento da população colabora para agravar o problema, já que as pessoas não percebem a proliferação. "Para o leigo, ela é só mais uma parte da árvore. Ele não consegue distinguir a erva e até acha bonito", conta o professor. Ele lembra que a contaminação acontece também em espécies cultivadas em propriedades particulares. "É importante que cada morador verifique, em seu jardim ou bosque, a presença desse parasita e faça sua poda, única forma de controle da erva."

Para descobrir se a árvore está contaminada, basta olhar com atenção: galhos mais longos, que pendem das copas, várias raízes que se agrupam no tronco e pequenos acúmulos de sementes escuras – que se destacam principalmente no inverno – indicam a presença da erva de passarinho. Para Zanette, nenhuma praga é tão séria quanto essa. "É uma planta contra outra", ressalta.



Em média, uma árvore hospedeira leva de cinco a dez anos para morrer. "O interessante é que quando a ela morre, a parasita morre junto, pois não tem mais alimento." Zanette informa que, o problema se acentuou em Curitiba nos últimos quatro anos, fugindo do controle e necessitando, urgente, de ações práticas. "Já tomamos algumas iniciativas para o manejo adequado na área urbana, mas não tivemos sucesso. Precisamos da atenção da população e principalmente dos órgãos públicos, para descobrirmos novos meios de conter essa praga", diz o especialista, que compara o problema à Aids. "Assim como a aids é um problema de desequilíbrio causado por comportamento social. Essa erva representa um desequilíbrio ambiental, já que, em pouco tempo, muitas árvores deixarão de existir.""

Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/erva-de-passarinho-ameaca-arvores-9nhiwjalbjvextyhmfl2on70u/

Copyright © 2019, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados.

terça-feira, 12 de março de 2019

Saúde das árvores de S.Paulo - IPT

FONTE: SITE IPT

Resultado de imagem para TIPUANAS

Pesquisador do IPT estuda ação de fungos e cupins em tipuanas. 

Sete bairros paulistanos foram analisados


A ocorrência de fungos apodrecedores em tipuanas na cidade de São Paulo foi mais significativa em comparação à presença de cupins subterrâneos na amostragem de 1.109 árvores avaliadas nos bairros de Alto da Boa Vista, Alto da Lapa, Alto de Pinheiros, Cerqueira César, Paraíso, Pacaembu/Sumaré e Vila Nova Conceição: essa é uma das informações contidas na tese de doutorado de Sergio Brazolin, pesquisador do Laboratório de Preservação de Madeiras e Biodeterioração de Materiais do CT-Floresta. “O cupim aproveita o lenho previamente apodrecido pelos fungos para se alojar nas árvores. Podemos então dizer que o problema está nesses organismos, que deixam o lenho em um estado que pode ser classificado como “pré-digerido” para a alimentação dos cupins”, completa o biólogo.
A avaliação da biodeterioração do lenho das tipuanas em passeios públicos e a sua relação com o risco de queda foi o objetivo principal do estudo. A escolha da tipuana foi feita em função de a árvore ser a mais frequente em seis das sete regiões a serem avaliadas: os projetos de arborização urbana na maior parte destes bairros foram executados na década de 1930 pela incorporadora City, que escolheu a espécie pela sua robustez e resistência a stress urbano, além da questão estética (grande quantidade de flores amarelas).

Para a avaliação dos 1.109 exemplares de tipuanas, o pesquisador partiu de uma abordagem macroscópica baseada em conceitos de biomecânica (biologia e engenharia) onde foram observadas as condições de entorno, posições de inserção, execução de poda de galhos e raízes, presença de barreiras e injúrias. O próximo passo do pesquisador envolveu os exames microscópicos do lenho das árvores.
 
  • Risco de queda em árvores
 

Foram estudadas em lâminas as alterações causadas pela atuação de fungos, cupins e brocas na anatomia do lenho e nas propriedades físico-mecânicas das tipuanas, com o intuito de mensurar modificações no grau de resistência das árvores provocadas pelos organismos xilófagos (que se alimentam de madeira). Em seguida à quantificação e qualificação dos estragos, o pesquisador simulou matematicamente pelo Método de Elementos Finitos (MEF) apodrecimentos em uma árvore hipotética para verificar a distribuição de forças frente a intempéries como ventos e chuvas.

No final do estudo, o pesquisador compilou todos os conhecimentos e criou parâmetros para um técnico responsável pela arborização de uma cidade tomar decisões em campo quanto ao risco de queda da árvore. As conclusões apontaram que uma tipuana com diâmetro à altura do peito (DAP) acima de 70 cm tem uma probabilidade de deterioração externa comprometedora de 67%. Isso torna necessário priorizar esse exemplar em situações de avaliação de risco, assim como a presença externa de fungos e cupins simultaneamente, que trazem uma probabilidade de 42% da árvore apresentar risco máximo de queda.

Morte da árvore

O estudo mostrou ainda que uma quantidade significativa (79%) das tipuanas está plantada em canteiros inadequados dos passeios públicos, em áreas inferiores a três metros quadrados – espaço reduzido para uma espécie cuja altura média na cidade é de 12 a 14 metros, mas pode alcançar 40 metros – e 57% delas encontram-se em vias de tráfego intenso. No entanto, do total de 1.109 árvores estudadas, nenhuma delas apresentou características de declínio, ou seja, sinais de que estava morrendo em razão da presença de fungos, despejo de produto químico ou falta de espaço para crescimento da raiz. Segundo o pesquisador, isso confirma a ideia de que a tipuana é uma espécie robusta, mas ele chama a atenção para a constatação de um estado crítico em relação aos cupins e fungos.

“Esses organismos não afetam a saúde da árvore porque crescem no cerne, que é uma área morta. A parte viva é somente a externa”, explica Brazolin. “Apesar de as árvores analisadas estarem repletas de folhas e flores, o estado delas era crítico. Assim, é bom ressaltar que os organismos estudados podem ocasionar a queda, mas não a morte da árvore”.

O cupim subterrâneo Coptotermes gestroi e o fungo apodrecedor Ganoderma sp foram os gêneros mais encontrados nas árvores estudadas. O primeiro, relatado como praga há pelo menos 40 anos, chegou ao Brasil da Ásia provavelmente pelo Porto de Santos e não encontrou seus predadores naturais, enquanto o segundo está normalmente associado a injúrias causadas pelo homem às árvores, o que traz a questão da necessidade de programas de educação ambiental, acredita o pesquisador.

Brazolin ressalta que o trabalho não buscou avaliar as diferenças entre bairros, mas sim transformar conceitos complexos em algo útil: “Espero que a tese auxilie os responsáveis pela arborização urbana a tomar decisões por meio de parâmetros simples, mas com todo um conhecimento acadêmico incorporado. Com parâmetros visuais e outros de prospecção, será possível inferir o risco de queda da árvore”.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Risco na queda de árvores



Mais de 2 mil árvores caíram nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo desde o início deste ano. Na maioria dos casos o poder público poderia ter evitado os prejuízos e incidentes causados.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Mais uma fruta nativa CEREJA-DO-RIO-GRANDE

FONTE:

eugenia-involucratadeliciosa-cereja-do-rio-grande
Nome científico: Eugenia involucrata DC.
Nomes populares: cereja-do-rio-grande, cereja-nativa, cereja-do-uruguai, cereja-do-mato, araçazeiro.
Família botânica: Myrtaceae
Distribuição geográfica e habitat: ocorre de forma natural no Brasil, na Bolívia, na Argentina, no Paraguai e no Uruguai. No Brasil, ocorre desde São Paulo até o Rio Grande do Sul, nas formações florestais do complexo atlântico e nas florestas e cerrados da bacia do Paraná. Ocorre ainda no Mato Grosso do Sul, em Minas Gerais e em Goiás, nas florestas estacionais semidecíduas e nos cerrados “senso lato”. 
Características geraisárvore de porte pequeno a médio, com  5 a 10 m de altura. Tronco ereto, com ramificações tortuosas, pouco suberoso, com casca acinzentada. Folhas simples opostas, lanceoladas, com pelos curtos nas nervuras, aromáticas e com pontos translúcidos. No inverno, há queda de parte das folhas velhas, com nova vegetação no início da primavera, quando floresce. Flores brancas, numerosas, pequenas, com odor agradável, usadas na indústria de perfumaria. Fruto baga, subglobosa ou globosa, com 3 cm ou mais, levemente pubescente, amarelado, velutino quando jovem, com uma semente grande castanho-clara. 
Clima e solo: pode ser encontrada em temperaturas entre 8,2 a 24,7 °C, com chuvas uniformemente distribuídas na região Sul e periódicas, nas demais regiões. O regime de precipitação pluvial média anual pode ocorrer desde 1.000 mm, no estado de São Paulo, a 2.500 mm, no estado do Rio de Janeiro. Suporta geada. Requer solos de alta fertilidade, bem drenados, com textura areno-argilosa.        
Usos: usualmente consumido ao natural, o fruto contém em média 74% de polpa, 24,5% de semente e 1,5% de casca. Pode ser usado para geleia, doces e licores.
Curiosidades: é uma excelente espécie ornamental devido às suas folhas persistentes, de coloração verde-escura, brilhantes e lisas, que dão ao vegetal uma aparência vistosa, podendo ser utilizada na arborização de ruas estreitas, sob redes elétricas. Por atraírem a fauna silvestre, especialmente os pássaros, é indicada para plantios destinados à recuperação de áreas degradadas.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

O Falso Pau Brasil

fonte: appverde


CAROLINA – ADENANTHERA PAVONINA





Nomes populares: Carolina, Saga, Falso Pau-Brasil, Olho de Pavão
Nome científico: Adenanthera pavonina
Família: Fabaceae
Árvore
É uma espécie arbórea originária da Ásia muito utilizada para efeitos ornamentais e por seu ótimo sombreamento. Possui crescimento rápido e pode alcançar até 20 metros de altura.
Árvore Carolina
Tronco
Apresenta um tronco liso de cor parda que chega a uma cor preta quando adulta. Costuma apresentar uma pigmentação branca em seu tronco.
Tronco Carolina Adenanthera pavonina
Folha
Folhas compostas, bipinadas e alternas. Folíolos medindo cerca de 2 cm de comprimento, alternos, oblongos e ovados.
Folha Carolina Adenanthera pavonina
Folha Carolina Adenanthera pavonina
Flores
Flores pequenas de colocação amarelo ou creme que exala um cheiro doce aromático. Apresenta inflorescência com pedúnculo longo e racemos curtos.
flor Carolina Adenanthera pavoninaflor Carolina Adenanthera pavonina
Fruto
Tem vagem estreita, achatada. De coloração quando imaturo de verde para marrom quando maduro. Sua vagem que se contorce em formato helicoidal quanto mais seco está, liberando assim suas sementes.
fruto Carolina Adenanthera pavonina
fruto Carolina Adenanthera pavonina
Semente
Conhecido pela sua resistência e por sua difícil germinação. Suas sementes tem a coloração vermelho brilhante. De formato globoso, achatado e duro.
semente Carolina Adenanthera pavonina

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Cultivando o verde na praia ou cidades costeiras

Plantas para Lugares de Praia  Fonte:site fazfacil

Escrito por 
As plantas para projetos de jardins de praia devem ser resistentes e tolerar a maresia e o vento intenso na maior parte do ano. Conheça algumas espécies.
É perfeitamente possível fazer e manter um jardim bonito e bem cuidado na sua casa de praia. Basta selecionar as plantas adequadas.
Dentre tantas espécies de árvores e arbustos possíveis sugerimos algumas. Confira a seguir.

Árvores que se Adaptam Bem à Praia

amendoeira
Amendoeira
A escolha para árvores para uma região próxima ao mar deve ser feita pensando na sua utilidade, como a criação de sombra ou fornecimento de frutas.
As árvores com flores chamativas nem sempre estarão florescidas no verão. Muitas não resistem aos ventos fortes nem ao ar salino.
Poderemos optar então pelas árvores que propiciem sombra para o lazer familiar e para os carros estacionados, como a capororoca (Rapanea ferruginea) e a amendoeira de praia (Terminalia catappa) para jardins, ruas e praças.
Dentre as frutíferas, as nativas são as mais indicadas. A pitangueira (Eugenia uniflora), cultivada no jardim ou quintal, produz frutinhos que são atração para os residentes e pássaros da região.
São encontradas no tamanho padrão de 1,50 a 2,20 m em floriculturas do litoral, já adaptadas ao meio ambiente do litoral.
Pinheiros e outras coníferas de porte arbóreo têm bom desenvolvimento no litoral, como o cipreste-de-monterey (Cupressus macrocarpa) e o kaisuka (Juniperus chinensis “Torulosa”).

Palmeiras: Ideais para Regiões Costeiras

Dypsis decaryi
Palmeira-triangular
Palmeiras são um excelente adendo ao paisagismo da praia, conferem um ar tropical, não exigem cuidados e são apreciadas por todos. Além disto produzem também frutinhos avidamente disputados pela fauna selvagem.
Algumas são de alto custo, havendo opções para todos os tipos de orçamento.
Recomendamos o jerivá (Syagrus romanzoffianum)areca-bambu (Dypsis lutescens)palmeira-triangular (Dypsis decaryi) e butiazeiro (Butia capitata).
As palmeiras devem ter o plantio semelhante, somente que a cova terá maior diâmetro que profundidade, já que as raízes deste tipo de planta se desenvolvem mais para os lados.
O tutoramento deverá ser feito com duas ou três estacas, deixando pelo menos uns 6 meses para firmar bem a planta no local.

Arbustos em Cidades Litorâneas

Muitas vezes um terreno pequeno não permite a colocação de uma árvore. Ele acaba sendo destonado para cultivar o gramado e permitir o estacionamento para os carros da família.
A opção de ornamentação fica por conta dos arbustos, havendo alguns de alto porte, como a árvore-polvo (Schefflera actynophylla), o viburno (Viburnum suspensus)e o hibisco (Hibiscus rosa sinensis).
tibouchina
Nativa brasileira – Orelha de onça (tibouchina grandifolia)
Cercas vivas são excelente opção para o jardim da praia, permitem maior privacidade e filtram o vento, criando um ambiente mais agradável.
Arbustos recomendados: os nativos lanterninha-chinesa (Abutilon megapotamicum), a orelha-de-onça (Tibouchina grandifolia) e a quaresmeirinha (Tibouchina stenocarpa) e o exótico laurotino (Viburnum tinus).
Podem ser cultivados isolados como atração no jardim, sobre gramado bem aparado ou como cercas vivas.
Mas nem todas as plantas neste paisagismo necessitam ter flores chamativas.
Alguns arbustos perenifólios tolerante ao ar salino podem ser usados, os tons diversos e texturas diferenciadas de folhagem também podem fazer parte do projeto, tais como a dracena-de-madagascar (Dracaena marginata) e a cica (Cyca revoluta).
Algumas coníferas de caráter arbustivo também se desenvolvem bem, como opinheiro-azul (Chamaecypares psifera “Boulevar”) e o pinheiro-budista (Podocarpus macrophyllus).

Plantas Herbáceas que se Adaptam ao Litoral

planta onze-horas
A suculenta onze-horas.
Muitas das herbáceas são anuais, servindo de ornamentação para canteiros de verão, como petúnias (Petunia x hybrida )onze-horas (Portulaca grandiflora) e beldroegas (Portulaca oleracea).
As herbáceas de maior porte e perenes como strelítzias (Strelitzia reginae e S. juncea) também apresentam bom desempenho no litoral, desde que em jardins protegidos do vento.
Para o plantio de herbáceos e forrações em canteiros, delineie-o revolvendo a terra, retirando inços ou grama. Adicionar composto orgânico e adubo animal na proporção de 3:1.
Caso o canteiro seja para cultivo de hortaliças ou aromáticas para chás, substituir o composto por húmus de minhoca.