PANCS - Plantas alimentícias não convencionais

Biodiversidade que se come:

FRUTAS NATIVAS DO RIO GRANDE DO SUL E HORTALIÇAS NÃO CONVENCIONAIS FORAM FESTEJADAS NO ÚLTIMO SÁBADO, 15




Celebrar a biodiversidade foi o objetivo da I Mostra Biodiversidade pela Boca, promovida pelo InGá com o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). E certamente a intenção foi alcançada durante o evento que aconteceu no último sábado,15, na Feira da Cultura Ecológica do Menino Deus em Porto Alegre. Inúmeras pessoas circularam pelas bancas que compunham a Mostra. Os olhares curiosos e a satisfação de experimentar os sabores da nossa agrobiodiversidade ficaram evidentes e concretizaram o ideal da Mostra.
Sucos de amora, butiá, guabiroba, ananás vieram de Antônio Prado; leites vegetais de girassol, gergelim e noz pecan, de Porto Alegre; polpa da juçara e o milho crioulo do Litoral Norte. Pães de plantas alimentícias não convencionais (Pancs). Sementes. Mudas nativas. Suco verde. Diálogos, trocas de experiências e conhecimentos. Foram diversos os elementos que compunham a Mostra e construíram um espaço rico de pensamentos e sabores.
A artista visual, Fátima Lopes, teve a oportunidade de experimentar a polpa da juçara, que ela não conhecia e sequer tinha ouvido falar. A juçara, palmeira nativa da Mata Atlântica, fornece um alimento altamente nutritivo, uma polpa semelhante a do açaí. Lucas Nascimento, da Associação Içara de Maquiné/RS, ficou satisfeito com o seu trabalho na Mostra. “É bacana mostrar todo o processo, como é despolpar, se não fica sempre aquela coisa industrial e as pessoas não sabem de onde vêm as coisas”. Além do Lucas, a equipe que veio de Maquiné contou também com Rafael Panniz e Juliana Marasi, todos da Biologia da UFRGS e trouxe consigo uma despolpadeira fabricada na Amazônia. Em plena Mostra fez, junto com o público, todos os passos da despolpa dos frutos da juçara até sua degustação.
A estudante de biologia, Sara Stumpf, trouxe pães feitos de Pancs. Foi o de Ora-pro-nobis que mais saiu. Para ela a Mostra foi muito importante, pois é uma maneira de trazer o conhecimento gerado na universidade, com pesquisas relacionadas às plantas nativas, para o grande público. “A gente pesquisa lá para trazer o conhecimento para cá”, comenta Sara. Os pães também foram degustados juntamente com maionese de Pancs e pasta de nozes com beldroega, preparadas pelos culinaristas da Comuna do Arvoredo, comunidade urbana onde se localiza a sede do InGá.
Os culinaristas Mateus Raymundo, Lívia Braga e Paulo Bettanzos, preparam sucos, pastas e leites da terra, alimentos de origem vegetal que libertam o consumidor dos químicos da indústria do alimento. Os leites de gergelim, noz pecan e girassol surpreenderam os participantes da Mostra por seu gosto rico e também a sua origem. Os culinaristas ainda fizeram para degustação o alimento quiçá mais antigo das Américas, o beijú que é feito com mandioca ralada direto na chapa quente, sem sal ou qualquer tempero. Apesar da simplicidade no preparo, o beijú surpreendeu pelo sucesso entre o público da Mostra: todos queriam repetir a degustação.
A Mostra que ocorreu ao lado da Feira da Cultura Ecológica do Menino Deus em Porto Alegre, também chamou atenção de um grupo de voluntários que sempre participa da Feira levando ao público o suco verde. Vendo a movimentação eles também se agregaram ao espaço.
O milho crioulo também esteve Mostra. O agricultor de Terra de Areia, Rodrigo Wolf, levou espigas do milho arco-íris e a farinha feita a partir deste cereal. “O pessoal se interessou bastante pela produção de farinha diferenciada, a farinha do milho colorido”, comenta o agricultor. O milho crioulo produzido por Wolf é de origem tupi. É denominado milho arco-íris, pois são plantadas todas as cores do cereal em um mesmo local e cada vez mais as variedades de milho se misturam, criando novas cores a cada nova safra.
A importância desse tipo de evento foi comentada por Lori La Porta, agrônoma de Vera Cruz, integrante daONG Resgatando o Futuro da Biodiversidade (BioFuturo), como um espaço para o consumidor conhecer novas opções e querer buscar alternativas de alimentação. Além de ser uma oportunidade de os jovens conhecerem, também é de os mais velhos se religarem a suas raízes, “eles perderam o vinculo com a terra, hoje a lavoura deles é o supermercado”, comenta Lori.
Para a vice-coordenadora do InGá Claudine Abreu o evento cumpriu o objetivo proposto: ser um espaço educativo, de potencial transformador, que possibilitou trocas de experiências e novos contatos entre os participantes, além de instigar a discussão sobre a produção e o consumo dos alimentos. “ É preciso diversificar a alimentação agregando no dia-a-dia alimentos regionais, livres de venenos e não transgênicos. Esperamos repetir o evento em 2013!”
A Mostra teve o apoio financeiro do MAPA e vai ter uma segunda edição em meados de março, com as safras de araçá e butiá.

FONTE: http://www.inga.org.br
December 22nd, 2012 | Category: Assuntos Gerais | Subscribe to comments | Both comments and pings are currently closed

TERÇA-FEIRA, 29 DE MAIO DE 2012

Oficina sobre Plantas Alimentícias Não-Convencionais (PANCs), com a Silvana Bohrer

Dia 16 de maio ocorreu a Oficina sobre Plantas Alimentícias Não-Convencionais (PANCs), com a Eng.Agr. Silvana Bohrer, do Sítio Capororoca (Lami-PoA), direcionada aos alunos(as) do curso Panificação & Confeitaria.
A Silvana trouxe algumas espécies para apresentar às pessoas presentes:hibisco (Hibiscus sp.), língua-de-vaca (Rumex sp.), urtiga (Urtica dioica),bertalha (Anredera sp.). Falou sobre a importância do uso dessas plantas, do resgate dos saberes tradicionais, do respeito à biodiversidade nativa, de uma alimentação mais balanceada – a maioria das espécies contém vários nutrientes necessários ao nosso organismo.
Após essa primeira conversa, começou a parte prática:
 - pão caseiro com extrato de folhas de urtiga;
- pão doce com extrato de folhas de bertalha;
- cuca rápida com hibisco;
- panquecas com com extrato de folhas de língua-de-vaca; recheio: folhas de língua-de-vaca e de urtiga
Para acessar as fotos da oficina: clique aqui
 
 
 
 FONTE: http://pecifrs.wordpress.com/2012/05/16/fotos-da-oficina-sobre-plantas-alimenticias-nao-convencionais-pancs-com-a-silvana-bohrer/#comment-30
 

SÁBADO, 27 DE JULHO DE 2013

Projeto PANCs - Plantas alimentícias não-convencionais - video completo



Valdely Kinupp - Plantas Alimentícias Não-Convencionais
Para os que conhecem o Doce Limão de longa data, já sabem que em 2013 estamos empenhados em FACILITAR o consumo consciente de mais plantas não convencionais...
E olha a vida entrelaçando tudo: a nossa Assinante Rachel Zacharias nos enviou este material que está a partir de agora sendo compartilhado com todos os leitores do site. Mágico!!!
Leia abaixo esta entrevista do professor e biólogo Valdely Kinupp, que em sua tese de doutorado estudou cerca de 1.500 espécies de plantas e apontou cerca de 311 com potencial alimentício. E que pelo menos 100 delas podem (e devem) enriquecer nossa alimentação, gerar renda e ainda conservar a natureza.
O que de especial te motivou a trabalhar com as Plantas Alimentícias Não-Convencionais (PANCs)?
Foi a questão econômica e de sustentabilidade, mas também o prazer de fazer um trabalho novo, praticamente inédito, da forma como foi feito. 
Pensando numa alternativa, desde a sobrevivência na selva, na lida no campo, mas também numa perspectiva de geração de renda, empregos, conservação da natureza, porque hoje vivemos uma monotonia alimentar
As PANCs, e nossa biodiversidade como um todo, seja ornamental, medicinal, madeireira são, muitas vezes, negligenciadas. Especialmente as alimentícias aqui no Brasil.
Se olharmos nossas refeições caseiras, o cardápio nos restaurantes, as ofertas dosself-services, nas gôndolas dos supermercados e nas feiras, praticamente tudo é exótico, pouco é local, com baixa importância regional, estadual e nacional. 
O Rio Grande do Sul, mesmo sendo considerado um estado celeiro do Brasil, não está adaptado às futuras mudanças climáticas. Contudo, vários estudos internacionais vêm mostrando que as plantas regionais, as ditas plantas "daninhas", as plantas espontâneas, são muito mais adaptadas [até por rotas metabólicas e fisiológicas diferentes] ao aumento do gás carbônico e da temperatura no ar, em comparação com as commodities agrícolas. 
Não estamos preparados para catástrofes e desastres ambientais,
porque as pessoas não sabem mais o que comer do seu quintal. 
E isso é um ciclo vicioso. As crianças deveriam aprender desde cedo nas escolas e com os pais que existem milhares de plantas que podemos comer.  
Muitas vezes, nas saídas de coletas que realizamos periodicamente, sempre aparecem curiosos. Já aproveito para fazer uma educação informal, mostrando o que é comestível, e mesmo assim, alguns ainda pensam que sou uma pessoa que está passando necessidade, porque estou catando um frutinho qualquer ali no mato. 
Precisamos quebrar essa tabu.
Sabendo que determinada planta é comestível, você não mais a verá como mato. 
É preciso aprender isso: tudo foi mato um dia, até nossos ancestrais descobrirem que certas plantas eram comestíveis, inaugurando um novo paradigma alimentar para o reino vegetal. 
A preocupação da sociedade só ocorre quando secas drásticas (ou excesso de chuvas) reduz a oferta de uma planta folhosa local: precisamos trazer de outras regiões...  
Se, por exemplo, estivéssemos plantando bertalha (e.g., Anredera cordifolia, A. krapovickasii – Basellaceae), como hortaliça aqui no RS e não o alface, os agricultores não estariam passando tantos problemas, porque são plantas que toleram o período de estiagem e co-evoluíram neste ambiente.
A bertalha foi um dos carros-chefe na minha pesquisa, ou espinafre-gaúcho, como preferi registrar popularmente, que você pode comer as folhas, muito rica em zinco, ótimo para memória, uma planta perene, mas que possui outra boa vantagem: além das folhas como verdura, tem as batatinhas áreas e também os tubérculos subterrâneos na pequena batata que ela produz que são legumes, com usos similares ao da batata-inglesa. 
Destes órgãos amiláceos foi descoberta uma substância nova, em 2007, de proteção para cavidade gástrica, que inibe a ação de tripisina [“Ancordin”]. 
Alguns estrangeiros queriam comprar cerca de duas toneladas desta 'batata' da bertalha. Cadê o produtor? Não há cultivos racionais desta espécie no Brasil... 
E continuamos falando da nossa biodiversidade, mas comendo a biodiversidade dos outros continentes/países. Plantamos trigo, arroz, café, laranja, eucalipto e soja, e nada disso é nativo do Brasil. Cadê o plantio de bertalha, ália, crem, jacaratiá... 
A domesticação do pêssego-do-mato? E tantas outras hortaliças e frutíferas silvestres com grande potencial agrícola e nutricional? 
Não existe. As pessoas valorizam tanto suas tradições em cada um dos nossos estados, falam bastante da biodiversidade, mas não a conhecem, e isso é riqueza abstrata. 
Se fala que a Amazônia vale trilhões. Vale nada. As pessoas estão passando fome lá. Muita gente vivendo precariamente, como aqui, na famosa Porto Alegre, com sua periferia cheia de pessoas comendo mal, sentindo frio ao dormir. 
Não adianta termos uma biodiversidade imensa na Região Metropolitana se não a comemos ou a utilizamos de forma sustentável para outros fins. Muito menos geramos divisas e empregos, porque ninguém planta. 
Nós somos xenófilos, gostamos do que é de fora, quando aceitamos de pronto e não conhecemos o nosso, não mantemos as nossas tradições.
Meu intuito é fazer a extensão, a popularização, dessas plantas nativas e subsidiar outras áreas do conhecimento, não ficar uma ação isolada. 
Que a Agronomia possa estudar isso no aspecto fitotécnico e horticultural;
Que a Nutrição pesquise a parte bromatológica;
Que a Química, a Bioquímica, a Farmácia pesquise a parte toxicológica e fitoquímica. 
Trazer à tona, RESGATAR e propor novas plantas para serem incorporadas na dieta humana, o que conduz aos estudos transversais. E aí a importância, num trabalho básico desse como o nosso, de detalhar as plantas nativas. 
Mas friso que não se pode entender isso como uma verdade absoluta. Trata-se de uma proposta em construção, que começa desde as experiências individuais dos pesquisadores envolvidos, dos relatos de pessoas que fazem uso tradicional, por dados de etnobotânica antigos. 
E será apenas um segmento da pesquisa, que servirá como subsídio para outras áreas de conhecimento. E, o mais importante disso é ponderar o uso e ter diversificação. Por isso a ciência é dinâmica. 
Todas as plantas têm seus prós e contras, seus modos de preparo adequados, períodos de consumo, com maior ou menor sensibilidade das pessoas. Mas nós não podemos blindar as plantas não-convencionais por acharem que são mais tóxicas que as comuns que você tem no dia-a-dia. 
Há carência de pesquisa, pois o comum é pesquisar só aquilo que está badalado: o morango ou tomate. E não se pesquisa nosso juá nativo, que tem tanto ou mais licopeno que o tomate, porque nem se conhece. 
Por isso a necessidade da transdisciplinaridade e de fazer essa passagem para o uso real e efetivo da nossa flora diversa. Nós não sabemos nem quantas espécies temos no Brasil: 50 mil?Pior ainda: restrito à Botânica? 
Não há consenso, nem uma listagem garantida. Há hipóteses, mas nem isso sabemos. 
Não só a biodiversidade vegetal, mas animal também, que é mais paradigmática e cheia de tabus, com legislação cada vez mais engessada, necessitando ser revista com urgência, para que a nossa fauna alimentícia possa e deva ser criada de forma ecologicamente correta.
Estamos em uma área muito boa de se trabalhar. Eu pude fazer uma pesquisa aplicada e transferir isso para as pessoas. 
Esse é um tipo de trabalho que desperta bastante interesse, de compartilhar aquilo que você pode fazer no ponto de ônibus e dentro dele, na divulgação corpo-a-corpo, porque as pessoas entendem, sendo gratificante para o pesquisador poder conseguir explicar o que faz. 
Falo que trabalho com as plantas que existem por aqui no chão, em todo o lugar, que não são aproveitadas, mas que dá para comer, seja verdura ou frutíferas, condimentos e por aí vai. 
No entanto, uma área, infelizmente, carente de pesquisa e de editais de financiamento no Brasil. 
Nós temos uma biodiversidade muito grande, mas não a CUIDAMOS, CONSERVAMOS, VALORIZAMOS E NOS BENEFICIAMOS...

Fonte: www.docelimao.com.br

TERÇA-FEIRA, 4 DE NOVEMBRO DE 2014

Lançamento do livro do Valdely Kinupp sobre PANCs. É hoje no Senac SANTO AMARO


Está acontecendo nesta semana, no Senac Santo Amaro,  o Mesa Tendências e Semana Mesa SP - veja a programação aqui.  E hoje tem lançamento do livro do Valdely Ferreira Kinupp e Harri Lorenzi, sobre Pancs. Tenho certeza que temos muito a aprender ainda sobre as plantas alimentícias não convencionais. Estarei lá sem falta. Mas, se não puder ir e quiser ter o livro, compre-o pelo site do Instituto Plantarum. 

FONTE BLOG COME-SE

QUARTA-FEIRA, 11 DE ABRIL DE 2012

Projeto PANCs - parte 2




Você conhece Caruru, Buva, Serralha, Taioba e a Ora-pro-nobis ?

Conheça no vídeo estas plantas alimentícias não convencionais.

O botânico Valdely Kynupp  pesquisa Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCS). Em sua tese de doutorado ele estudou 1.500 espécies de plantas que crescem espontaneamente na Região Metropolitana de Porto Alegre e apontou cerca de 311 com potencial alimentício.
caruru

 buva
 





                                       serralha

taioba

Para conhecer um pouco desse trabalho o Coletivo Catarse, imprensa alternativa de Porto Alegre, produziu em vídeo um curso que o Professor Doutor Valdely Kinupp ministrou para assentados do MST, com apoio da CONAB, sobre Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC’s).

QUINTA-FEIRA, 1 DE MAIO DE 2014

QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2012

Agricultores trocam sementes durante evento sobre produtos orgânicos





O agricultor ecologista Salvador Rosa da Silva, o Dodô, que produz folhosas, frutas  e verduras,  numa área de 18 mil metros, do bairro Lami, em Porto Alegre, foi apenas um dos 12 agricultores de Porto Alegre que apresentaram, nesta terça-feira (29/05), um relato de sua experiência com sementes e mudas, o cultivo de orgânicos e disponibilizaram material para a troca com outros agricultores.  Mostrou o que produz em sua pequena área no extremo sul de Porto Alegre, contou como acontece a troca de sementes, de saberes, entre ele e os inúmeros amigos adimiradores. Tive a honra de estagiar no seu sítio e aprender muito!
A reunião de troca de sementes crioulas foi promovida pelo Organismo Participativo de Avaliação da Conformidade Orgânica (OPAC) da Associação dos Produtores da Rede Agroecológica Metropolitana (RAMA) e aconteceu no Centro Agrícola Demonstrativo (CAD), em Porto Alegre.

Ao todo foram trocadas 200 sementes de 50 espécies diferentes. Uma pluralidade que, de acordo com a produtora Ivone Silva, de Viamão, propicia a oportunidade de obter informações sobre outras culturas. “Nós podemos conhecer produtos novos e adquirir alguns que nós não temos. Hoje, por exemplo, encontrei uma semente de abóbora que há algum tempo estava procurando”, avalia.

De acordo com o gerente regional da Emater/RS-Ascar em Porto Alegre, Mário Gerber, este sistema de troca faz a diferença, pois uma semente que está sendo plantada, durante todo o ano em uma propriedade, se renova junto com o agricultor, e esta renovação é fundamental. Já o diretor da Divisão do Fomento Agrícola da Secretaria Municipal de Indústria e Comércio (SMIC), Antônio Bertaco, sinalizou por parte da pasta o reconhecimento da área rural de Porto Alegre.

Na parte da tarde, a engenheira agrônoma da UFRGS, Ingrid de Barros, falou para os mais de 70 presentes sobre as Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs), que foram a base dos pratos servidos no almoço. A salada do brasileiro resume-se na maioria das vezes  em algumas folhas de alface e tomates. Precisamos resgatar a diversidade que tinhamos nos tempo mais antigos.,  onde se aproveitava todos os inços que nasciam na horta. Aumentando a diversidade combatemos a fome oculta , que é a carência de vitaminas e minerais.
O preparo deste almoço foi realizado em uma oficina com produtoras rurais e indígenas da tribo Kaingang, de Porto Alegre.

O encontro de troca de sementes foi promovido pela Emater/RS-Ascar, em SMIC.




O Centro Agrícola Demonstrativo (CAD) é uma unidade administrativa da Divisão de Fomento Agropecuário e da Gerência de Projetos Especiais da Smic, com área de 32 hectares. Nele estão centralizados os diversos projetos e atividades do meio rural. Questões relacionadas à tributação de imóveis rurais, aquisições de mudas frutíferas e ornamentais, orientações técnicas, produção de coelhos e bovinos de leite, horto de plantas medicinais são algumas das atividades do centro. A Casa do Mel, com capacidade de beneficiar 100 toneladas de mel por ano, está localizada dentro da área do CAD, assim como o Escritório Municipal da Emater.


Divisão de Fomento Agropecuário
É o setor da Secretaria Municipal de Produção, Indústria e Comércio que trata das diretrizes e projetos voltadas ao fomento das atividades agrícolas, pecuária e agroindústriais, além de eventos como a Festa do Pêssego, a Festa da Uva e da Ameixa, a Feira do Peixe, a Fepoagro e a Mostra Rural em comemoração à Semana do Agricultor.

Centro Agrícola Demonstrativo (CAD)Estrada Berico Bernardes, 2.939
cadem@smic.prefpoa.com.br
(51) 3289-4808 / 4809 / 4810
Das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30

SEXTA-FEIRA, 15 DE OUTUBRO DE 2010

Feira dos Agricultores Ecologistas comemora 21 anos de Biodiversidade


Data será marcada neste sábado (16), das 7h às 13h, no tradicional canteiro central da primeira quadra da avenida José Bonifácio em Porto Alegre.




EcoAgência/NEJ/RS

Feira acontece todos os sábados de manhã no canteiro central da primeira quadra da avenida José Bonifácio, em Porto Alegre.


Por jornalista Cláudia Dreier
Neste sábado, 16 de outubro, dia Mundial da Alimentação a Feira dos Agricultores Ecologistas, FAE, completa 21 anos de Biodiversidade. A diversidade está tanto nos produtos oferecidos pelas bancas, como no manejo da produção orgânica praticado pelos produtores quanto na cultura e nos saberes das pessoas que já passaram e ainda passam pela feira todos os sábados.

A rádio-feira, localizada na área central, anima a manhã a partir das 8h e está a aberta a depoimentos de produtores e frequentadores da feira. Às 9h serão entregues os vale-compras aos chefs das receitas mais votadas no Concurso de Culinária. Após a premiação, as 200 primeiras pessoas que passarem na Banca do Meio recebem um folder com receita de PANCs, as plantas alimentícias não convencionais.

Por volta de 10h é a vez dos artistas da Escola Projeto que pintaram sacolas de algodão alusivas ao aniversário e à preservação do meio ambiente. O primeiro lugar do Festival de Sacolas recebe um vale-compras de R$50,00 e os quatro pintores que ocuparam a segunda posição ganham o vale-compras no valor de R35,00.

Às 11h serão distribuídos Guias da FAE, onde constam o nome de todas bancas da feira, mais de 40, o contato de um feirante, o município de origem e os produtos que se encontram na banca.

Ao meio-dia é a hora do Abraço da Feira, para mostrar a união de produtores e beneficiários urbanos que se alimentam dos produtos livres de veneno. Em seguida vem o momento de cantar os parabéns à FAE e de repartir o bolo de aniversário.

Nos próximos sábados, as comemorações continuam com a Biodiversidade na História da FAE e a Biodiversidade na Produção. A feira acontece das 7h às 13h no canteiro central da primeira quadra da avenida José Bonifácio em Porto Alegre.


FAE - EcoAgência

QUINTA-FEIRA, 12 DE ABRIL DE 2012

Projeto PANCs - parte 4 - TAIOBA




VOCÊ JÁ COMEU TAIOBA?


A taioba anda sumida da mesa do brasileiro


Muitos de nós, preocupados com a extinção de grandes mamíferos ou de aves tropicais nem suspeitamos de uma lenta e preocupante extinção que acontece bem debaixo de nosso nariz. É o caso de uma série de hortaliças que estão desaparecendo dos quintais e das feiras pelo Brasil afora. Desconhecimento e desinformação são as principais causas do sumiço dessas plantas alimentícias que ajudaram a nutrir muitas gerações. Há uma verdadeira falta de educação alimentar baseada nos produtos nativos da nossa flora ou de espécies que chegaram aqui há séculos e que se aclimataram bem nas terras brasileiras.

Isso faz com que a gente vá perdendo não só diversidade agrícola (e biológica), como também deixando de ter a oportunidade de experimentar sabores que podem tornar ainda mais interessante a experiência de nossos paladares.

É o caso da taioba, que anda sumidíssima dos quintais do Brasil. Tornou-se raridade a hortaliça. Uma pena, já que a planta é uma opção alimentar das mais ricas e saborosas. Enquanto os pais buscam suprir a carência de vitamina A na nutrição de jovens e crianças com suplementos e artifícios, a velha e boa taioba vai para o baú do esquecimento.



Cultivada há milhares de anos na China e no Egito, a taioba se parece com a couve, mas tem folhas maiores, mais largas e mais vistosas. As pesquisas já comprovaram que a folha tem mais vitamina A do que a cenoura, o brócolis ou o espinafre. Por ser rica em vitamina A e amido, é um alimento fundamental para as crianças, idosos, atletas, grávidas e mulheres que amamentam.



Preservando: Ana Maria Dutra produz taioba orgânica e vende na feira livre de Cidade Ocidental (GO)

No quintal, a taioba cresce junto com a alface e a cebolinha e não há motivo para ser excluída das mesas dos brasileiros. O preparo é simples. A taioba pode ser tratada como a couve: lavada, picadinha e refogada com cebola, torna-se um excelente acompanhamento para o almoço ou o jantar. A taioba também pode ser a base de deliciosos bolinhos e recheio para pizzas pra lá de vitaminadas.





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Reportagem e fotos: Jaime Gesisky - jornalista, especializado em meio ambiente e uso sustentável

QUARTA-FEIRA, 11 DE ABRIL DE 2012

Projeto PANCs - parte 3

Visita no Sitio Capororoca, situado no bairro Lami em Porto Alegre. Mostrando mais algumas plantas alimentícias não convencionais , como ofamoso Hibiscu.


Este vídeo é parte de um projeto elaborado pela nutricionista Irany Arteche para assentados do MST/RS e promovido pela Superintendência da CONAB/PNUD, com oficinas ministradas pelo botânico Valdely Kynupp sobre plantas com grande potencial alimentício e de comercialização, mas que costumam ser negligenciadas. Somos xenófilos, o brasileiro não come a biodiversidade que tem, adverte Valdely.

O objetivo do registro é colaborar na divulgação desta experiência para outros assentamentos de reforma agrária e organizações de agricultores familiares nas diferentes regiões do Brasil. Servirá como material pedagógico para cursos que tratem de alternativas para agricultura familiar, segurança alimentar e nutricional, diversificação agrícola, processamento de novos produtos e alimentos.