segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Grumixameira, florindo nas ruas de Porto Alegre




Grumixama Ou Cereja-do-brasil. Foto: B.navez - 22/02/2006

Grumixama, uma planta nativa melitófila em risco de extinção


A grumixama (Eugenia brasiliensis) também é conhecida como cereja-do-brasil. É uma árvore exclusiva da Mata Atlântica, ocorrendo desde o sul da Bahia até Santa Catarina.

Fui apresentada a essa frutinha saborosa no fim de 2016, por uma amiga mineirinha que ama a flora brasileira e as abelhas nativas, assim como eu! Foram longas conversas ao pé da grumixameira em floração.

O pé, com cerca de oito anos, fica na calçada, para que os vizinhos que passam por ali possam comer e parar para um minuto de prosa, que atualmente gira em torno de abelhas nativas e sustentabilidade… kkkkkkk

Os pássaros também fazem a festa com os frutos caídos na calçada.
De crescimento lento, a grumixameira pode alcançar de 8 a 15 m de altura. Seu tronco é curto e descamante e suas folhas simples. As flores são brancas, solitárias, vistosas e aromáticas e ocorrem em setembro e outubro com frutificação em novembro e dezembro. Para abelhas mirins como as jataís, suas flores constituem fonte de pólen.

Flores da grumixameira no Jardim Botânico de São Paulo.
Seus frutos são globosos, negro-violáceos, vermelhos ou amarelos, lisos e brilhantes, muito atrativos para a avifauna. Sua polpa é espessa, branco-amarelada de sabor doce e levemente ácido. Cada fruto possui de 1 a 3 sementes que se soltam facilmente da polpa.

Grumixama (Eugenia brasiliensis) ou cereja-do-brasil. Foto: B.navez – 22/02/2006
A grumixama (Eugenia brasiliensis) pertence à família das mirtáceas, assim como a pitanga, a cereja-do-rio-grande, a araçarana, o araçá-boi, a jabuticaba, a gabiroba, a uvaia, a feijoa ou goiaba-da-serra e a goiaba, todas nativas.
As variedades vermelha e amarela são pouco cultivadas em pomares domésticos, sobretudo na região Sudeste, além de serem raras em seu habitat natural.
O pesquisador, escritor e médico Sérgio Sartori, da cidade de Rio Claro, juntamente com duas universidades têm desenvolvido trabalhos científicos para estudar as propriedades farmacológicas dessa fruta que pode ser consumida in natura ou na forma de geléias e licores.

Muda de grumixama (Eugenia brasiliensis).
A grumixama foi incluída pelo Slow Food Brasil na Arca do Gosto como uma das espécies frutíferas brasileiras em extinção. Por isso é importante que, além de divulgar a existência dessa espécie nativa, façamos como minha vizinha e amiga Sônia, que produz mudas de sua grumixameira e as distribui. Eu mesma já plantei duas dessas mudas na escola na qual leciono e espero em breve plantar a minha!

Muda plantada e conhecimento disseminado.

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