O
uso do amendoim forrageiro para consórcio de pastagens tem sido uma
técnica empregada com sucesso no Acre, na Bahia e em Mato Grosso, e
também em países como Bolívia, Peru, Colômbia, Costa Rica, Austrália e
Estados Unidos. A carência de nutrientes no solo e a baixa qualidade das
pastagens tropicais se tornaram desafios para pesquisadores e
produtores. São raros os casos de sucesso com emprego de leguminosas
consorciadas com capins nas regiões tropicais, diferentemente do que
ocorre na Europa e nos Estados Unidos. Na Amazônia, no entanto, já
existem dois casos que merecem destaque: a puerária e o amendoim
forrageiro.
O
primeiro pesquisador a estudar a planta foi Geraldo Pinto, da Comissão
Executiva do Plano de Lavoura Cacaueira (CEPLAC) que fez coletas de
plantas nativas em 1954, perto da foz do Rio Jequitinhonha, em Belmonte,
na Bahia. Desde então, muitos outros pesquisadores se dedicaram ao
estudo do amendoim forrageiro.
No
Acre, o amendoim apresenta 22% de concentração de proteína, taxa quase
três vezes maior que a encontrada normalmente em capins, além de ter uma
capacidade de produção de matéria seca em torno de 20 toneladas por
ano. Por meio do consórcio de capins e amendoim, somando-se a outras
técnicas, pode-se aumentar a capacidade de suporte das pastagens para
até três cabeças por hectare.
Trabalhos
desenvolvidos pela Embrapa, com pequenos produtores de leite, também
têm mostrado que o uso do amendoim forrageiro como banco de proteína
quase dobrou a produção de leite das vacas, saindo de 2,5 litros para
4,6 litros por dia.
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